Reavivados por Sua Palavra


Apocalipse 11 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
1 de outubro de 2018, 0:30
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“Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no Céu, e foi vista a arca da Aliança no seu santuário, e sobrevieram relâmpagos, trovões, terremoto e grande saraivada” (v.19).


Como vimos no capítulo anterior, o dia 22 de outubro de 1844, conhecido como “dia do desapontamento”, não se referia à volta de Jesus, mas à entrada de Jesus no lugar Santíssimo do santuário celeste. A visão que se segue ainda antecede o toque da última trombeta. E João contemplou exatamente “o santuário de Deus” (v.1). Não o santuário terrestre, até porque ele havia sido destruído quando Jerusalém foi invadida pelo exército romano em 70 d.C.. A João, portanto, foi dada a ordem de medir com uma vara o santuário celeste. Esta ilustração representa uma cena de juízo, que é iniciada, primeiramente, entre o povo de Deus, como está escrito no livro do profeta Ezequiel: “…começai pelo Meu santuário” (Ez.9:6). E como reforçou o apóstolo Pedro: “Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada” (1Pe.4:17).

Cristo iniciou a fase do juízo investigativo pelos de dentro de casa e a encerrará pelos de fora, ou seja, aqueles que rejeitaram a mensagem do evangelho. Surge, então, mais um período profético de “quarenta e dois meses” (v.2). A “cidade santa” (v.2) representa a igreja de Deus sendo alvo da ira de Satanás (Ap.12:17). Na verdade, este período corresponde aos 1260 dias proféticos do versículo seguinte, isto é, 1260 anos. Este foi o período, já estudado no livro de Daniel, em que os cristãos foram perseguidos, e muitos foram mortos, na Idade Média (538 a 1798 d.C). As “duas testemunhas” (v.3) simbolizam o Antigo e o Novo Testamento. Jesus mesmo afirmou que são as Escrituras que dEle testemunham (Jo.5:39). Neste período houve grandes trevas espirituais e o termo “vestidas de pano de saco” (v.3) aponta para um tempo em que a Igreja Romana em seu apogeu papal faria de tudo para ocultar as verdades da Palavra de Deus.

Assim como são consideradas testemunhas de Deus, as Escrituras também receberam duas outras ilustrações: “as duas oliveiras e os dois candeeiros” (v.4). Confirmando uma das visões do profeta Zacarias (Zc.4:3-7) e o que compôs o salmista: “Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra, e luz para os meus caminhos” (Sl.119:105). Ninguém pode ir de encontro à Palavra de Deus e não sofrer as consequências por seus maus atos. Quando Elias profetizou que não iria chover por três anos e meio (1Rs.17:1), toda a Terra sentiu a tragédia de dar as costas ao “Assim diz o Senhor”. Todo aquele, portanto, que ignora ou resiste às verdades das Escrituras será  julgado e condenado por seu procedimento no grande Dia de Deus.

Surge, então, outro período profético em que a Palavra de Deus seria lançada por terra: “três dias e meio” (v.9), ou seja, três anos e meio. Este foi o tempo em que a França subjugou as verdades sagradas, na terrível Revolução Francesa, de 26 de novembro de 1793 a 17 de junho de 1797. Dentre as atrocidades cometidas, a história revela com exatidão cada detalhe desta profecia:

  1. os cadáveres das duas testemunhas” (v.9): Bíblias foram queimadas em praça pública;
  2. grande cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e Egito” (v.8): A França tornou-se como Sodoma em imoralidade (Gn.19:5), e como o Egito, negou a existência de Deus (Êx.5:2);
  3. Os que habitam sobre a terra se alegram por causa deles, realizarão festas” (v.10): Foi abolida a semana de sete dias e instituída a semana de dez dias, e o décimo dia era dia de festas e orgias;
  4. Os “dois profetas” (Antigo e Novo Testamento, v.10) foram substituídos pela deusa da razão e proibidos os cultos religiosos.

Porém, as consequências de tamanha apostasia foram terríveis. E após instalar-se verdadeiro caos na França, os governantes tiveram de reconhecer a importância da religião para o bom andamento da nação, restabelecendo a liberdade de culto e os sete dias semanais. A Bíblia novamente ganhou força e foram estabelecidas as primeiras Sociedades Bíblicas espalhando as verdades de Deus pelo mundo afora.

Passado o segundo ai (v.14), chegamos ao toque da sétima e última trombeta. E as “grandes vozes” (v.15) vindas do Céu declaram a vitória final de Cristo e a destruição daqueles “que destroem a terra” (v.18). De onde sairá esta ordem? A Bíblia é bem clara, confirmando a profecia de Daniel, de que lá do lugar Santíssimo do “santuário de Deus, que se acha no Céu”, onde fica “a arca da Aliança” (v.19), Jesus voltará “com poder e muita glória” (Mt.24:30). A Bíblia que foi perseguida na Idade Média e pisada na Revolução Francesa é a mesma que sobreviveu pelo poder de Deus para nos revelar hoje que a promessa do retorno de Cristo é real e está prestes a acontecer. É tempo de estarmos prontos para contemplarmos o nosso Senhor e Salvador em toda a Sua glória, porquanto muito em breve será declarado:

O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do Seu Cristo, e Ele reinará pelos séculos dos séculos” (v.15). Amém!

Bom dia, exército do Deus Altíssimo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Apocalipse11 #RPSP


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