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Palavras: 1901
1-18 Prólogo do Evangelho de João. Resume os principais temas do Evangelho. Mostra Jesus, que andou nesta terra, a partir da perspectiva da eternidade [o Verbo/a Palavra]. Andrews Study Bible.
1 No princípio. Antes da criação (cf Gn 1.1). Bíblia Shedd.
“No princípio” (uma clara referência às palavras de abertura da Bíblia), o Logos já existia, e esta é uma maneira de afirmar a eternidade que só Deus possui. Bíblia de Genebra.
Verbo. O termo “verbo” (grego logos) designa Deus, o Filho, referindo-Se à Sua divindade; “Jesus” e “Cristo” referem-se à Sua encarnação e obra salvífica. … Na filosofia neoplatônica e na heresia gnóstica (séculos II e III), o Logos era visto como um dos muitos poderes intermediários entre Deus e o mundo. Tais noções estão bem longe da simplicidade do Evangelho de João. Bíblia de Genebra.
Os gregos usavam o termo [logos] não apenas no tocante à palavra falada, mas também em referência à palavra ainda na mente, sem ter sido proferida – a razão. Quando a aplicavam ao universo, referiam-se ao princípio racional que governa todas as coisas. Os judeus, por outro lado, usavam-na como meio de se referir a Deus. João, portanto, empregou um termo significativo tanto para judeus quanto para gentios. Bíblia de Estudo NVI Vida.
[Termo] usado para denominar um mediador divino na filosofia grega, isto apelaria aos leitores gregos. João é o único escritor bíblico a usar explicitamente este título para Cristo (p.e., 1 Jo 1:1; Ap 19:13). Andrews Study Bible.
com Deus. A Palavra era distinta do Pai. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A expressão o verbo estava com Deus indica uma distinção de Pessoas, dentro da unidade da Trindade. Pai, Filho e Espírito Santo não são formas sucessivas de aparecimento de uma Pessoa, mas são Pessoas eternas presentes desde “o princípio” (v. 2). A preposição “com” sugere uma relação de estreita intimidade pessoal. Bíblia de Genebra.
O Verbo era Deus. Jesus era Deus no sentido mais pleno (v. nota em Rm 9.5). O prólogo (v. 1-18) inicia-se e termina com uma afirmação altissonante da Sua divindade. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Como Deus, Jesus era Um igual ao Pai. A divindade de Jesus … é especialmente enfatizada por João. Andrews Study Bible.
3 Todas as coisas foram feitas por meio dEle. Este versículo também dá ênfase à divindade do Verbo, uma vez que a criação é obra só de Deus. Bíblia de Genebra.
Foram feitas. Traduz uma palavra grega usada na tradução Septuaginta (LXX) de Gn 1. Andrews Study Bible.
A atuação de Cristo na criação também se encontra em Cl 1.16 17. Bíblia Shedd.
4 vida. Um dos grandes conceitos desse evangelho. O termo acha-se 36 vezes em João, ao passo que nenhum outro livro do NT o usa mais de 17 vezes. A vida é dádiva de Cristo (10.28), e Ele é, na realidade, “a vida” (14.6). Bíblia de Estudo NVI Vida.
5 luz. É identificada com a vida que Deus compartilha: é o contrário das trevas, existência sem Deus que equivale à morte eterna. A luz não pode ser vencida pelo mal, absolutamente (1 Jo 2.8). Bíblia Shedd.
e as trevas não prevaleceram contra ela. O enredo deste Evangelho pode ser visto em termos de uma luta entre as forças da fé e as da descrença. Bíblia de Genebra.
O forte contraste entre a luz e as trevas é tema de destaque nesse evangelho. Bíblia de Estudo NVI Vida.
9 a verdadeira luz. Cristo, e só Ele, vindo ao mundo ilumina a todo homem. Não há salvação das trevas à parte dEle (At. 4.12). Bíblia Shedd.
11 Veio para o que era Seu e os Seus não o receberam. “Seu”, no grego, significa “sua casa”; “Seus”significa Seu povo. mesmo rejeitado pela maioria de Israel, Cristo Se oferece a todos, entre os quais alguns O recebem. Bíblia Shedd.
12 o poder (“autoridade”) de serem feitos filhos de Deus (ARA). O seres humanos decaídos não são filhos de Deus por natureza; este é um privilégio só daqueles que têm fé, uma fé gerada neles pela soberana ação de Deus (v. 13). Bíblia de Genebra.
deu-lhes o direito (NVI). Ser membro da família de Deus só se dá por meio da graça – dom de Deus (v. Ef 2.8, 9). Nunca é uma realização humana, conforme frisa o v. 13; mesmo assim, a dádiva depende da aceitação do homem, como deixam claro as palavras “receberam” e “creram”. Bíblia de Estudo NVI Vida.
aos que creem. O verbo aqui quer dizer: “aqueles que continuamente creem”. Isto indica constante ação ao longo do tempo, e não um evento único num momento particular. Andrews Study Bible.
13 os quais não nasceram. …o verbo “nasceram”, no plural, mostra que este versículo se refere ao novo nascimento dos crentes cristãos (cf 3.3, 5, 7, 8). Bíblia de Genebra.
14 O Verbo Se fez carne. Nesta afirmação o Prólogo [vv 1-18] atinge o seu clímax. Para alguns contemporâneos de João, o espírito e o divino eram totalmente opostos à matéria e à carne. Outros pensavam que os deuses visitavam a terra disfarçados de seres humanos (At 14.11). Mas aqui um abismo é transposto: o Verbo Eterno de Deus não só parece um ser humano, mas realmente tornou-Se carne. Tomou sobre Si a plena e genuína natureza humana. Bíblia de Genebra.
carne. Palavra forte, quase grosseira, que ressalta a realidade da condição humana de Cristo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O eterno Filho, o Verbo de Deus, se encarnou como homem (cf Rm 8.3). Esta verdade essencial nega terminantemente a heresia gnóstica que afirmava que a encarnação não foi real (cf 1 Jo 4.2, 3). Bíblia Shedd.
e habitou entre nós. “Habitou” significa “armou sua tenda”. isto não só indica a natureza temporária da existência terrena de Jesus, mas o faz de um modo que recorda o antigo tabernáculo de Israel, onde Deus podia ser encontrado (Êx 40.34-35). Bíblia de Genebra.
Lembra o santuário do AT, através do qual Deus providenciou um meio para habitar com Seu povo. Andrews Study Bible.
Habitou, gr skenoo “tabernaculou”. Em Cristo vemos a realidade da glória divina, o zelo de Deus em Se aproximar dos homens mesmo sendo pecadores. Bíblia Shedd.
graça. Favor de Deus não merecido. verdade. A fidelidade de Deus. Bíblia Shedd.
graça e verdade. Ver Jo 1:14. Ideias abstratas no AT, são personificadas na pessoa de Jesus. Andrews Study Bible.
glória. Do gr. doxa, aqui equivalente ao heb. kabod, que é usado no AT para significar a “glória” da permanente presença do Senhor, oshekinah (ver com. de Gn 3:24; Êx 13:21; cf com. de 1Sm 4:22). … Aqui João, sem dúvida, está pensando particularmente em experiências como a transfiguração, em que a divindade por um momento irradiou por meio da humanidade. Pedro, de maneira semelhante, fala sobre ser “testemunhas” da “majestade” e da “glória excelsa” de Cristo na transfiguração (2Pe 1:16-18). Essa glória, acrescenta Pedro, acompanhou a declaração: “Este é o Meu Filho amado”. Em várias ocasiões, a glória do Céu iluminou o semblante de Jesus (ver com. de Lc 2:48). Em João 17:5, Jesus ora ao Pai: “Glorifica-Me, ó Pai, contigo mesmo, coma glória que Eu tive junto de Ti, antes que houvesse mundo.” CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 994, 995.
como do unigênito. Essa expressão traduz uma única palavra grega [monogenes] e refere-se explicitamente à geração eterna do Filho na Trindade. É também possível traduzir a palavra por “Filho único”, sem a ideia de geração, mas referindo-se à singularidade do Filho. Bíblia de Genebra.
15 exclama. O uso do tempo presente para o verbo revela que a pregação de João Batista ainda soava nos ouvidos das pessoas, embora tivesse sido morto muito antes de esse evangelho ser escrito. Bíblia de Estudo NVI Vida.
18 Deus unigênito. Esta é uma declaração clara da deidade de Jesus Cristo. Bíblia Shedd.
no seio. Modo hebraico de indicar proximidade de amigos (13.23, 25). Bíblia Shedd.
Em contraste com Moisés, Jesus tem relacionamento face-a-face com Deus. A mesma frase descreve o relacionamento entre o discípulo amado e Jesus (13:23). Andrews Study Bible.
19 os judeus. Usado frequententemente neste Evangelho para os líderes religiosos que se opunham a Jesus. Andrews Study Bible.
Aqui, refere-se à delegação enviada pelo Sinédrio para fiscalizar as atividades de um mestre sem autorização. Bíblia de Estudo NVI Vida.
23 Eu sou a voz que clama no deserto. Os homens de Qumran (comunidade que produziu os manuscritos do mar Morto…) aplicavam a si as mesmas palavras, mas se prepararam para a vinda do Senhor isolando-se do mundo para obter salvação deles próprios. Bíblia de Estudo NVI Vida.
25 O profeta. A comissão indaga se João seria o cumprimento de Dt 18.18. Bíblia Shedd.
27 não sou digno de desamarrar as correias de suas sandálias. Tarefa própria de escravo. Os discípulos realizavam muitas tarefas para seus rabinos (mestres), mas desamarrar as sandálias não era uma delas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
28 Betânia. A Betânia mencionada em outros trechos dos evangelhos situava-se a apenas 4 km de Jerusalém. A localização dessa Betânia especificamente é desconhecida – só se sabe que ficava a leste do Jordão. Bíblia de Estudo NVI Vida.
29 Cordeiro de Deus. Providenciado por Deus (cf Gn 22.8; Rm 8.32). Bíblia Shedd.
30 antes de mim. João declara a preexistência de Jesus Cristo. Bíblia Shedd.
31 eu mesmo não O conhecia. Ainda que João Batista possa ter tido contato pessoal anterior com Jesus (cf. Lc 1.39-45), ele não sabia quem era Jesus (o Cordeiro e o Filho de Deus), até que o Espírito O identificou (v. 32). Bíblia de Genebra.
a fim de que ele fosse manifestado a Israel. A missão divina do Batista era identificar o Messias. É através do batismo que alguém é identificado como cristão. Andrews Study Bible.
A finalidade do batismo era de preparar um povo submisso ao vindouro Rei messiânico. Bíblia Shedd.
35, 37 Os dois discípulos, … seguiram Jesus. Um era André (v. 40). O outro, segundo opinião corrente, teria sido o autor deste evangelho. Bíblia Shedd.
Tradicionalmente, os alunos de um rabino judeu andavam atrás dele. Os discípulos de Jesus O seguiram fisicamente, mas não se trata só disso. “Seguiram a Jesus” adquire níveis mais profundos de significado ao longo deste Evangelho. Bíblia de Genebra.
38 Rabi. Ao designar Jesus como “meu mestre” os discípulos se oferecem como discípulos. Bíblia Shedd.
42 Pedro. Pedro era tudo, menos pedra; era impulsivo e instável. Em Atos, passou a ser coluna da igreja primitiva. Jesus deu-lhe esse nome, não pelo que era, mas pelo que viria a ser pela graça de Deus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
43-53 Como testemunhar: 1) Dar a maior importância à pessoa de Cristo (36); 2) apelar aos amigos (41; 45); 3) convidar outros após sentir a emoção da descoberta pessoal (45); 4) não debater apenas com argumentos mas com desafio à investigação (46); 5) não perder tempo. Bíblia Shedd.
45 Filho de José. …uma referência que identifica Jesus por sua cidade e família. Bíblia de Genebra.
Era uma designação pública e oficial. Bíblia Shedd.
46 Nazaré. Cidade em que Jesus morou quando criança. Natanael era de Caná (21:2), uma aldeia vizinha, que parecia ter uma rivalidade local contra Nazaré. Andrews Study Bible.
48 figueira. Sua sombra era muito apreciada para o estudo e a oração em momentos de sol. Bíblia de Estudo NVI Vida.
51 vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo. Este versículo alude à visão de Jacó de uma escada, cujo topo atingia o céu e por onde os anjos subiam e desciam (Gn 28.12). Jesus Se apresenta como a realidade para a qual a escada apontava. Jacó viu num sonho a reunião do ceú e da terra e Cristo transformou-o em realidade. Bíblia de Genebra.
Filho do Homem. Jesus aplica este nome frequentemente a Si mesmo. Ele dá ênfase à Sua natureza humana, que O capacita a morrer por Seu povo. Refere-se também á figura messiânica celestial conhecida em Daniel (7.13; ver Mt 8.10, nota). Bíblia de Genebra.
Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/lucas/lc-capitulo-24/
Comentário devocional:
Que capítulo glorioso! Depois da escuridão, luz; depois da tristeza, alegria; depois da morte, vida!
A questão era, e ainda é: Onde está Jesus? As mulheres não puderam encontrá-Lo. Os discípulos não O tinham visto. Anjos testemunharam: “Ele não está aqui” (v. 6).
No entanto, o próprio Jesus caminha ao lado de dois humildes discípulos na estrada de Emaús. Energizados pela Sua presença, os discípulos correm de volta a Jerusalém carregando a maior notícia de todos os tempos: “Cristo ressuscitou! Nós O vimos!”
Há vinte e três anos um intenso desejo brotou em meu coração. “Jesus”, orei, “eu quero Lhe conhecer. Por favor, ajude-me a Lhe encontrar”. Então comecei a minha busca. Na época, eu tinha dois filhos e trabalhava das 8h00 até 17h30, de segunda a sexta-feira. Assim, eu me levantava às 3h30 e passava um tempo a sós com Deus, até às 6h30.
Primeiro eu orava, abrindo o meu coração a Deus. Então eu lia a Bíblia, primeiro os Salmos, depois os evangelhos, e, então, toda a Bíblia. Em suas páginas eu encontrei o Jesus vivo.
A minha vida mudou. Jesus tornou-se tudo para mim e eu exclamei: “Para mim, o viver é Cristo!” (Filipenses 1:21). Conhecer Jesus é amar e confiar Nele. Se realmente O buscarmos, O encontraremos (Jeremias 29:13,14).
Lynn Carpenter
Enfermeira missionária aposentada
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Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1243
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
Comentário em áudio Pr Valdeci: http://vod.novotempo.org.br/mp3/ReavivadosA/Reavivados03-04-2018.mp3
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LUCAS 24 – Quem nunca termina o que começa, não deve começar mais nada antes de terminar aquilo que começou.
Precisamos aprender com Jesus que, por difícil que seja uma empreitada, não devemos desistir, mas ir até o final – caso tenhamos a aprovação divina!
“O inocente Jesus sofreu a morte mais ignominiosa, mas cumpriu assim a vontade de Deus tornando a salvação acessível a todos” (Walter R. L. Scragg).
• Você já pensou o que seria de nós se Jesus tivesse desistido no meio do caminho?
No capítulo em pauta, temos o final do primeiro tratado do Dr. Lucas. Seu livro iniciou com boas novas de grande alegria pelo nascimento do Messias (2:11) e encerrou com regozijo, louvor e alegria, pelo cumprimento da missão e ascensão do Messias (24:52).
Ao examinar as páginas inspiradas desse evangelho, devemos banir a incredulidade investindo na espiritualidade a fim de vivermos a felicidade verdadeira. Diz J. C. Ryle que,
“Devemos ter em nosso coração o firme princípio de que a pequena intensidade de júbilo que muitos crentes sentem resulta normalmente de sua falta de conhecimento. Não há dúvida de que uma fé fraca e uma prática incoerente são duas grandes razões porque muitos filhos de Deus desfrutam tão pouca paz. No entanto, com certeza podemos suspeitar que pontos de vista obscuros e indistintos quanto ao evangelho são a verdadeira causa de intranquilidade de muitos crentes. Quando não se conhece, nem se entente corretamente o Senhor Jesus, segue-se necessariamente que existe pouco regozijo no Senhor. Terminemos nossa meditação em Lucas com o firme propósito de buscar mais conhecimento espiritual… Examinemos mais profundamente as Escrituras e oremos com todo o coração a respeito de seus assuntos. Muitos crentes examinam as Escrituras apenas de maneira superficial e nada sabem acerca de escavar seus tesouros ocultos”.
Agora,
• …Examine as evidências para que sejam removidas as motivações da incredulidade (vs. 1-12).
• …Trilhe teu caminho de Emaús até perceber o Jesus ressurreto ao teu lado e assim ter um encontro impactante com Ele (vs. 13-35).
• …Interprete corretamente as Escrituras para entender devidamente a Cristo e então, livre da dúvida e cheio de alegria, revestir-se de poder para compartilhar os efeitos do sacrifício de Cristo (vs. 36-53).
A promessa de poder também é para nós! Avancemos! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
Conte-nos: O que significou pra você passar 24 dias estudando o evangelho escrito por Lucas?
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“E disseram um ao outro: Porventura, não nos ardia o coração, quando Ele, pelo caminho, nos falava, quando nos expunha as Escrituras?” (v.32).
Na entrada do terceiro dia, após a crucifixão, a morte não pôde mais conter Aquele que é “a ressurreição e a vida” (Jo 11:25). Todos os esforços humanos foram feitos a fim de garantir que aquele túmulo permanecesse ocupado. Mas antes que o sol mostrasse o seu esplendor, aquele lugar foi iluminado com a presença de “dois varões com vestes resplandecentes” (v.4), a pedra foi removida e com voz potente, o anjo que a removeu, bradou:
“Jesus, Filho de Deus, Teu Pai Te chama!” (Ellen G. White, Vida de Jesus, p. 114).
O Vencedor sobre a morte eterna transformou aquele túmulo rochoso em cenário da vitória, o ambiente fúnebre em lugar angelical. A reação das mulheres frente àquele espetáculo sobrenatural reflete o impacto daquele momento. Aquela era uma notícia sobremodo extraordinária para guardarem para si, mas também era absurda demais para aqueles que a ouviam. As palavras das mulheres soaram aos ouvidos dos apóstolos “como delírio, e não acreditaram nelas” (v.11). Contudo, aquele cujo coração mais anelava confirmar o seu amor por Cristo, que por três vezes negara o Seu Senhor, absorveu aquelas palavras como a esperança de ter o seu clamor atendido. O que Pedro mais desejava era devolver o amoroso olhar do Salvador com a entrega total de sua vida.
Antes de aparecer ao Seu grupo apostólico, Jesus fez aparições especiais. Em uma delas, fez uma caminhada de Jerusalém até “uma aldeia chamada Emaús” (v.13), na companhia de um discípulo anônimo e outro “chamado Cleopas” (v.18). A Sua fisionomia tranquila e o Seu falar manso deixaram atônitos aqueles viajantes que estavam inconsoláveis, de maneira que diante da pergunta daquele Estranho, “pararam entristecidos” (v.17). Como alguém que vinha de Jerusalém poderia fazer uma pergunta daquelas? Observem que, mesmo sabendo o que se passava em seus corações aflitos, Jesus os incitou a falar tudo o que lhes afligia. E só então lhes respondeu com a autoridade de um pai quando deseja corrigir seus filhos: “Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram!” (v.25).
Jesus apresentou àqueles discípulos os dois mais poderosos e infalíveis antídotos contra a tristeza que os consumia: a oração e o estudo da Bíblia. Falar com Deus e Lhe expor os anseios de nosso coração, além de nos aproximar dEle, promove cura emocional. Somos constantemente assediados por sentimentos e emoções que podem abalar a nossa vida de diversas formas e o hábito da oração nos fortalece num vínculo direto com Aquele que promete nos sustentar com a Sua onipotente destra (Is 41:10). E, considerando a nossa vulnerabilidade, o Senhor nos deixou a Sua Palavra como um “desfibrilador” de corações enfermos pelas circunstâncias da vida. O desejo de Jesus é o de preencher o nosso coração com o que desejou a Seus incrédulos discípulos: “Paz seja convosco!” (v.36).
Não pode haver tratamento mais eficiente do que aquele em que a credibilidade do paciente faz parte de todo o processo. Por isso que Jesus fez de tudo para que Seus discípulos “surpresos e atemorizados” (v.37) acreditassem na Sua ressurreição. A paz real só é encontrada quando nossos olhos se abrem para reconhecer que Jesus é Aquele que deseja andar conosco nas estradas desta vida. Foi quando o salmista Davi compreendeu esta preciosa verdade que encontrou a paz (Sl 131:2). Foi tomando posse desta verdade que os discípulos foram levados a estar “sempre no templo, louvando a Deus” (v.53), em constante oração, “até que do alto [fossem] revestidos de poder” (v.49).
Está na hora e já chegou de estudarmos a Bíblia com ardor no coração. A nossa intenção é o que define se Jesus abrirá ou não o nosso entendimento para compreendermos as Escrituras (v.45). Estamos, de fato, dispostos a ouvir a voz de Deus, através de Sua Palavra, mesmo que seja para nos repreender como “néscios e tardos de coração” (v.25)? Estamos realmente buscando conhecer “a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2), ou procurando interpretações que satisfaçam nossas próprias vontades?
O livro de Lucas termina com um apelo após outro sobre a necessidade do diligente exame das Escrituras. Que você não dependa de comentários como este para ter sua fé fortalecida, mas que ele seja apenas um complemento do que você já estudou. Se a Bíblia for o nosso principal alimento hoje, num amanhã bem próximo estaremos comendo “na presença” de Jesus (v.43).
Bom dia, discípulos de Jesus!
Desafio do dia: Forme uma dupla missionária e escolha 5 amigos para orar ao longo das próximas 3 semanas.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Lucas24
#RPSP
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1 No primeiro dia da semana. Este começou no pôr-de-sol de sábado. As mulheres tiveram as horas de escuridão para completar suas preparações antes de saírem para o túmulo ao raiar do dia. Bíblia de Genebra.
4 varões … vestes resplandecentes. O v 23 os identifica como anjos. Andrews Study Bible.
9 todos os mais. Esta expressão indefinida mostra que havia um grande número de seguidores de Jesus em Jerusalém, nessa ocasião. Muitos seriam galileus que estavam em Jerusalém por ocasião da Páscoa. Bíblia de Genebra.
11 Tais palavras lhes pareciam como um delírio. Gr leros, “tolice”. Estavam longe de acreditar na ressurreição na base do testemunho emocional de mulheres. Bíblia Shedd.
e não acreditaram nelas. Em geral, o testemunho de mulheres não era altamente considerado pelos judeus do século I. Bíblia de Genebra.
13 Emaús é desconhecida. Sessenta estádios, cerca de 12 km. Bíblia Shedd.
18 Cleopas. O tio de Jesus, irmão de José, segundo Eusébio (HE 3.11,1), que também afirma que este relato veio da família de Jesus. Bíblia Shedd.
És o único … ? O único visitante que não sabia destes eventos. Isto atesta o amplo conhecimento da morte de Jesus, em face dos posteriores críticos que afirmavam que Ele não tinha realmente morrido. Andrews Study Bible.
19 Jesus, o Nazareno, que era varão profeta. Souberam que era profeta; isso foi provado pelos Seus milagres e Seu ensino … Esperavam que Ele fosse mais: o Messias (Dt 18.15, 18). A decepção era profunda. Bíblia Shedd.
20 principais sacerdotes e as nossas autoridades. Os discípulos colocaram a principal responsabilidade da morte de Jesus sobre seu próprio povo, e não sobre os romanos. Bíblia de Genebra.
21 esperávamos que fosse Ele quem havia de redimir a Israel. Como Moisés, que redimiu a Israel da escravidão, a esperança dos discípulos era que Jesus, também os resgataria do poder romano e estabeleceria uma teocracia santa, poderosa e eterna. Bíblia Shedd.
A palavra [redimir] significa libertar mediante o pagamento de um preço. Bíblia de Genebra.
27 o que a Seu respeito constava. A Escritura, que provê acuradamente a base para o entendimentos dos discípulos da vontade e do plano de Deus, recebe sua interpretação mais clara através de Jesus Cristo. Andrews Study Bible.
29 Mas eles O constrangeram. O Senhor não entra pela força, mas mediante convite. Bíblia Shedd.
33 na mesma hora. O encontro com o Senhor ressuscitado traz alegria que precisa ser compartilhada. Andrews Study Bible.
34 já apareceu a Simão. O primeiro na lista de aparecimentos apresentada em 1 Co 15.5. Bíblia Shedd.
Eles não tinham acreditado nas mulheres (v. 11), mas o aparecimento a Simão Pedro foi convincente. Bíblia de Genebra.
39 apalpai-Me. 1 Jo 1.1 cita este fato contra o gnosticismo. Bíblia Shedd.
43 comeu. Podia comer, mas não precisava. Certificou Sua substância. Bíblia Shedd.
44 importava se cumprisse tudo. Notar a palavra “importava”. O cumprimento das Escrituras não é um acidente, porque elas revelam os propósitos de Deus. Bíblia de Genebra.
Lei … Profetas … Salmos. São as três divisões características do cânon hebraico, que incluíam todo o AT. Bíblia Shedd.
47 que eu Seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados. Arrependimento e perdão é o centro da mensagem ordenada pela Escritura que os seguidores de Jesus devem levar ao mundo. Atos, a sequência de Lucas, mostra os discípulos ocupados nesta tarefa (e.g., At 2:30; 5:31; 26:20). Andrews Study Bible.
48 testemunhas. Os pregadores não devem produzir alguns conceitos novos, elaborados por si mesmos, mas trazer o testemunho daquilo que Deus tem feito. Bíblia de Genebra.
50 Lucas não dá nenhuma indicação de tempo aqui, mas posteriormente ele afirma que a ascensão teve lugar quarenta dias depois da ressurreição (At 1.3). Bíblia de Genebra.
Betânia. Uma aldeia sobre o Monte das Oliveiras, a cerca de 3 km a leste de Jerusalém (Jo 11.18). Bíblia de Genebra.
51 ia-se retirando deles. A narrativa que Lucas faz da ascensão é uma breve mas adequada conclusão do seu Evangelho, que é um registro de “todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar até ao dia em que… foi elevado às alturas” (At 1.1-2). Lucas nos oferece uma narrativa mais detalhada da ascensão, no começo do seu segundo livro (At 1.9-11). A ascensão marca o fim da obra que Jesus veio realizar na terra e o começo da obra que Ele continua a realizar na igreja e através dela. Bíblia de Genebra.
52 adorando-O. Qualquer que tenha sido a ideia deles a respeito de Jesus nos dias passados, agora eles reconheceram a Sua divindade e O adoraram. Bíblia de Genebra.
53 O Evangelho [de Lucas] termina como começa, em Jerusalém, com o culto a Deus. Bíblia de Genebra.
Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/lucas/lc-capitulo-23/
Comentário devocional:
Ao chegarmos às cenas retratadas neste capítulo, nos faltam palavras. Vemos Jesus, o melhor e mais puro do Céu, rejeitado! Como Ele deve ter se sentido?
Mas espere! Eu precisava olhar para Ele de novo. Então O vi suspenso entre o céu e a terra, pendurado em uma cruz de madeira. Seu rosto coberto de ferimentos, quase irreconhecível. Diante daquele rosto, daquele olhar de amor, daquela profunda dor, tudo o mais perdeu a importância para mim.
Lágrimas brotaram dos meus olhos e deslizaram pelo meu rosto. Eu chorava amargamente. Naquele momento, compreendi o Seu coração, senti o Seu amor e me senti emocionalmente esmagada. Por que eu não tinha olhado para Ele antes de maneira tão intensa? Por que falhei com Ele tanto assim?
Eu nunca havia olhado para Ele de forma tão atenta. Eu O desprezei. Sim, eu quebrei Seu coração, fui a causa da Sua dor, e ainda assim Ele me amou o suficiente para morrer a pior das mortes. E sozinho. “Jesus, eu sinto muito!”, eu chorei, “por favor, toma-me e salva-me com Seu amor.”
A vida é um contínuo aproximar-se de Jesus, Aquele que realmente Se interessa por nós. Contemple-O na cruz, Sua maior prova de amor por você, e achegue-se a Ele novamente.
Lynn Carpenter
Enfermeira missionária aposentada