Reavivados por Sua Palavra


LUCAS 24 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
3 de abril de 2018, 0:30
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“E disseram um ao outro: Porventura, não nos ardia o coração, quando Ele, pelo caminho, nos falava, quando nos expunha as Escrituras?” (v.32).


Na entrada do terceiro dia, após a crucifixão, a morte não pôde mais conter Aquele que é “a ressurreição e a vida” (Jo 11:25). Todos os esforços humanos foram feitos a fim de garantir que aquele túmulo permanecesse ocupado. Mas antes que o sol mostrasse o seu esplendor, aquele lugar foi iluminado com a presença de “dois varões com vestes resplandecentes” (v.4), a pedra foi removida e com voz potente, o anjo que a removeu, bradou:

Jesus, Filho de Deus, Teu Pai Te chama!” (Ellen G. White, Vida de Jesus, p. 114).

O Vencedor sobre a morte eterna transformou aquele túmulo rochoso em cenário da vitória, o ambiente fúnebre em lugar angelical. A reação das mulheres frente àquele espetáculo sobrenatural reflete o impacto daquele momento. Aquela era uma notícia sobremodo extraordinária para guardarem para si, mas também era absurda demais para aqueles que a ouviam. As palavras das mulheres soaram aos ouvidos dos apóstolos “como delírio, e não acreditaram nelas” (v.11). Contudo, aquele cujo coração mais anelava confirmar o seu amor por Cristo, que por três vezes negara o Seu Senhor, absorveu aquelas palavras como a esperança de ter o seu clamor atendido. O que Pedro mais desejava era devolver o amoroso olhar do Salvador com a entrega total de sua vida.

Antes de aparecer ao Seu grupo apostólico, Jesus fez aparições especiais. Em uma delas, fez uma caminhada de Jerusalém até “uma aldeia chamada Emaús” (v.13), na companhia de um discípulo anônimo e outro “chamado Cleopas” (v.18). A Sua fisionomia tranquila e o Seu falar manso deixaram atônitos aqueles viajantes que estavam inconsoláveis, de maneira que diante da pergunta daquele Estranho, “pararam entristecidos” (v.17). Como alguém que vinha de Jerusalém poderia fazer uma pergunta daquelas? Observem que, mesmo sabendo o que se passava em seus corações aflitos, Jesus os incitou a falar tudo o que lhes afligia. E só então lhes respondeu com a autoridade de um pai quando deseja corrigir seus filhos: “Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram!” (v.25).

Jesus apresentou àqueles discípulos os dois mais poderosos e infalíveis antídotos contra a tristeza que os consumia: a oração e o estudo da Bíblia. Falar com Deus e Lhe expor os anseios de nosso coração, além de nos aproximar dEle, promove cura emocional. Somos constantemente assediados por sentimentos e emoções que podem abalar a nossa vida de diversas formas e o hábito da oração nos fortalece num vínculo direto com Aquele que promete nos sustentar com a Sua onipotente destra (Is 41:10). E, considerando a nossa vulnerabilidade, o Senhor nos deixou a Sua Palavra como um “desfibrilador” de corações enfermos pelas circunstâncias da vida. O desejo de Jesus é o de preencher o nosso coração com o que desejou a Seus incrédulos discípulos: “Paz seja convosco!” (v.36).

Não pode haver tratamento mais eficiente do que aquele em que a credibilidade do paciente faz parte de todo o processo. Por isso que Jesus fez de tudo para que Seus discípulos “surpresos e atemorizados” (v.37) acreditassem na Sua ressurreição. A paz real só é encontrada quando nossos olhos se abrem para reconhecer que Jesus é Aquele que deseja andar conosco nas estradas desta vida. Foi quando o salmista Davi compreendeu esta preciosa verdade que encontrou a paz (Sl 131:2). Foi tomando posse desta verdade que os discípulos foram levados a estar “sempre no templo, louvando a Deus” (v.53), em constante oração, “até que do alto [fossem] revestidos de poder” (v.49).

Está na hora e já chegou de estudarmos a Bíblia com ardor no coração. A nossa intenção é o que define se Jesus abrirá ou não o nosso entendimento para compreendermos as Escrituras (v.45). Estamos, de fato, dispostos a ouvir a voz de Deus, através de Sua Palavra, mesmo que seja para nos repreender como “néscios e tardos de coração” (v.25)? Estamos realmente buscando conhecer “a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2), ou procurando interpretações que satisfaçam nossas próprias vontades?

O livro de Lucas termina com um apelo após outro sobre a necessidade do diligente exame das Escrituras. Que você não dependa de comentários como este para ter sua fé fortalecida, mas que ele seja apenas um complemento do que você já estudou. Se a Bíblia for o nosso principal alimento hoje, num amanhã bem próximo estaremos comendo “na presença” de Jesus (v.43).

Bom dia, discípulos de Jesus!

Desafio do dia: Forme uma dupla missionária e escolha 5 amigos para orar ao longo das próximas 3 semanas.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Lucas24
#RPSP


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