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“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o Teu nome” (v.9).
Continuando o sermão da montanha, após elencar princípios fundamentais que devem reger a vida cristã, ampliando conceitos e reivindicando o verdadeiro caráter do Pai, neste capítulo Jesus apresenta como principal enfoque o objetivo da prática do cristianismo, iniciando com uma advertência e encerrando com outra. A publicidade que se dava aos atos religiosos era notoriamente carregada de presunção. Havia certa disputa eclesiástica quanto à quantidade e qualidade das obras realizadas. Estar em evidência era o maior objetivo a ser alcançado, julgando que isto era prova incontestável da bênção e aprovação de Deus. Então, Cristo lança por terra esta ideia distorcida e afirma que todo aquele que faz o que é justo com a finalidade de, em uma linguagem contemporânea, ganhar mais curtidas, likes, compartilhamentos e visualizações, não terá o galardão de Deus (v.1).
Em Suas muitas misericórdias, Jesus passa a ensinar a maneira correta de proceder com justiça. Ele nos ensina como ajudar as pessoas, como orar, como jejuar e nos dá incríveis lições de abnegação, coerência e confiança. Ele não lançou palavras ao ar e simplesmente disse: Vão e façam o que Eu falei. Mas Ele falou e viveu. A vida de Cristo foi uma ilustração viva de Suas palavras e, por Seu exemplo, ensinou muito mais do que o mundo tivesse capacidade de registrar em livros (Jo 21:25). Em Sua simplicidade, amor e altruísmo, portava-Se com discrição e profundo interesse de salvar. Suas ações não eram ovacionadas por Ele mesmo, mas em tudo, buscava apontar os olhos humanos para o trono do Pai. Não ajudava a fim de ser visto, Suas orações eram feitas em audiência secreta com o Pai e, ao jejuar, o fez no deserto. Sublime Exemplo!
Precisamos experimentar esta comunhão que Jesus mantinha com o Pai. “Buscai, pois, em primeiro lugar, o Seu reino e a Sua justiça” (v.33) não significa tentar mostrar aos outros que nós pertencemos a Ele, e sim o estilo de vida de todo aquele que não precisa mostrar que faz, porque ele simplesmente é. Chega de falar, amados! É tempo de viver! É como uma fruta bichada; mais cedo ou mais tarde alguém vai parti-la e descobrir que não presta. “Portanto, caso a luz que em [nós] há sejam trevas, que grandes trevas serão!” (v.23).
Jesus nos aponta o caminho da verdadeira felicidade e descarta todas as ofertas que este mundo apresenta como sendo a solução para os nossos problemas. Comer, beber, vestir e acumular riquezas tem consumido toda a atenção do homem e desviado nossos olhos do que realmente importa. A comunhão com Deus é o antídoto contra o veneno da ansiedade e da ganância e nos protege de nós mesmos e do perigo de “servir a dois senhores” (v.24). Porque, qual de nós, por mais ansiosos que estejamos, podemos acrescentar um instante sequer à nossa vida? (v.27). Seja Deus suficiente em nossa vida, e viveremos uma experiência tão extraordinária aqui, que só a eternidade explicará.
Onde está o teu coração (v.21)? Decida, a partir de hoje, em nome de Jesus, depositá-lo todos os dias diante dAquele “que está em secreto”, e Ele, “que vê em secreto, te recompensará” (v.6). Que a oração do Pai nosso não seja por nós simplesmente falada, mas vivida!
Bom dia, filhos do Pai que está nos céus!
Desafio do dia: Coloque em prática, hoje, os dois primeiros ensinamentos de Cristo: Ajude alguém sem que ninguém saiba e tenha um momento de oração particular.
Rosana Garcia Barros
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#Mateus6
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Muito bom Rosana. Não a conheço pessoalmente, moro em Barra Mansa RJ, mas sou sua fã incondicional. Que Deus continue a usá-la para honra e glória de nosso Pai. Bom dia e um grande abraço.
Comentário por Clelia Schulz 31 de janeiro de 2018 @ 9:09