Reavivados por Sua Palavra


II Timóteo 4 – Comentários Selecionados by tatianawernenburg
20 de maio de 2015, 11:04
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1 Conjuro-te. Paulo dá início à exortação final dirigida a seu jovem colaborador, Timóteo. O capítulo está pleno da linguagem do coração. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 364.

2 Prega. Paulo começa a lista de deveres e, com fervor, pede a Timóteo que a cumpra. CBASD, vol. 7, p. 365.

3 Haverá tempo. O apóstolo estava pensando na grande apostasia prestes a envolver a igreja e que continuaria a ameaçá-la até a segunda vinda de Cristo. CBASD, vol. 7, p. 366.

5 Sê sóbrio. Paulo exorta Timóteo a buscar em primeiro lugar aquela calma e o equilíbrio que o prepararão para lidar com qualquer dificuldade que sobrevenha. O ensino correto da verdade exige uma atitude sóbria e tranquila. CBASD, vol. 7, p. 367.

6 Partida. Paulo fala de sua esperada execução, comparando sua morte ao desarmar de um acampamento ou à saída de um navio do porto. CBASD, vol. 7, p. 367.

7 Combati. O compromisso de Paulo de ser embaixador de Cristo envolvia uma vida de combate constante contra as forças do mal, humanas ou demoníacas. O apóstolo usava bem “toda a armadura de Deus”, enquanto resistia bravamente “contra as astutas ciladas do diabo” (Ef 6:11). CBASD, vol. 7, p. 367.

11 Marcos. Este versículo revela o ministério bem-sucedido de alguém a quem Paulo havia anteriormente considerado um fracasso, bem como o espírito magnânimo de Paulo, que não havia guardado ressentimento contra Marcos por causa de seu fracasso anterior (At 13:13). CBASD, vol. 7, p. 369.

17 Pregação. Enquanto era julgado, Paulo teve a oportunidade de pregar o evangelho, assim como ele havia feito perante Félix e Agripa. CBASD, vol. 7, p. 370.

Boca do leão. Os comentaristas geralmente consideram que o apóstolo aqui cita o Salmo 22:21 e que suas palavras devem ser entendidas em sentido figurado, que simplesmente expressam um grande perigo. Alguns sugerem que ele se refere à ira  de Satanás, que foi incapaz de silenciar seu intrépido testemunho da verdade. CBASD, vol. 7, p. 371.

22 Convosco. Este pronome no plural indica que essas palavras se aplicam a toda igreja. CBASD, vol. 7, p. 371.



II Timóteo 4 by jquimelli
20 de maio de 2015, 1:00
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Comentário devocional:

É difícil apresentar mensagens de repreensão. Os pastores sabem disso muito bem. As pessoas em geral preferem receber mensagens açucaradas e que as agradem a receber mensagens que apontem os seus erros. Mas Paulo deixa claro que isso deve ser feito.

Você é uma pessoa que segue a “doutrina correta”? Ou seus ouvidos coçam para ouvir apenas o que é agradável?

Paulo aconselha Timóteo a lidar com dissensões doutrinárias de modo firme. Se não enfrentadas com coragem, mais pessoas serão arrastadas para a doutrina que “coça as orelhas, e não é baseada na sã doutrina” – ou seja, será um desastre! Permitir que tal desorientação continue na igreja não é amor! O afastamento da doutrina verdadeira é uma força destrutiva que deve ser enfrentada. Corrija, repreenda, exorte, disse Paulo, mas o faça com delicada paciência, porque cada pessoa tem a possibilidade de ser, assim esperamos, nosso vizinho no céu.

Deus fala aos Seus filhos com firmeza porque está procurando por pessoas que se humilhem; pessoas como o apóstolo Paulo, que se ofereçam para serem usadas por Deus como oferta de sacrifício: “Eu já estou sendo derramado como uma oferta de bebida” (v. 6, NVI).

Você é humilde diante do Senhor? Você já se rendeu completamente a Ele? Como você responde à disciplina do Senhor? A luta é longa e difícil, mas para aqueles que se rendem totalmente a Deus e mantem a fé – perseveram até o fim por meio de Seu poder – há uma coroa da justiça! (v. 8).

Imagine aquele dia glorioso quando o amorável Jesus – o Rei do Universo – se aproximará de você, olhará em seus olhos, e com as próprias mãos perfuradas, colocará a coroa da vitória em cima de sua cabeça e dirá: “Muito bem, servo bom e fiel!… venha e participe da alegria do seu Senhor!” (Mt 25:21, NVI). Como você foi vitorioso contra o mal, você estará comigo para sempre e herdará todas as coisas (Ap. 21: 7).

Jim Ayer
Vice-Presidente
Rádio Mundial Adventista
Conferência Geral

 

 

 
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/2ti/4/
Traduzido por JAQ/GASQ/JDS/IB
Texto bíblico: II Timóteo 4
Comentário em áudio 



Efesios 6 – Comentários Selecionados by tatianawernenburg
24 de abril de 2015, 1:00
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1 Filhos. O apóstolo faz uma transição natural de maridos e esposas para filhos. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 1154.

Obedecei. Isto é mais forte do que a palavra “sujeitai-vos”, que é usada para expressar a relação da mulher para com o marido (Ef 5:22), e indica uma relação diferente. Em toda a Escritura, a desobediência aos pais é tratada como um dos piores males (Rm 1:30; 2Tm 3:2). A obediência por parte dos filhos é razoável e justa. O bebê, ao nascer, é o mais indefeso de todos os seres e, durante anos, depende completamente do amor e ternura dos pais. Não pode haver vida em uma família sem a obediência dos filhos, pois a criança não é competente para julgar o motivo de certas formas de ação. Ainda mais importante, a criança desobediente aos pais certamente será desobediente a Deus, pois não conhece as disciplinas e restrições essenciais ao crescimento cristão. A palavra “obediência” não soa agradável aos ouvidos modernos, mas os que se ressentem dela como uma “imposição” devem assumir sua parcela de culpa pelo alarmante aumento da delinquência juvenil nos últimos tempos. CBASD, vol. 6, p. 1154.

4 Pais. O termo pode ser usado,genericamente para incluir pais e mães. No entanto, a primeira responsabilidade para a disciplina geralmente recai sobre o pai e, além disso, os pais com frequência precisam seguir esse conselho mais do que as mães. Às vezes, as mães tendem a ser indulgentes, e os pais, à severidade. CBASD, vol. 6, p. 1155.

Não provoqueis. Este conselho negativo é essencial para que a necessária obediência dos filhos se apoie em uma base moral. A passagem paralela de Colossenses dá o motivo para esta exortação: “Para que não fiquem desanimados” (Cl 3:21). A presente condição de baixa autoridade paterna, por vezes, se origina de posturas injustas e irritantes, até mesmo brutais cometidas pelos pais sobre os filhos, especialmente os indesejáveis. Muitas vezes, os filhos são considerados “perturbadores da paz” do lar, um aborrecimento. Outra causa comum de ressentimentos entre os filhos são as exigências caprichosas e incoerentes de alguns pais. Até mesmo obediência exterior é obtida por meios violentos, à custa da honra e do respeito. CBASD, vol. 6, p. 1155.

Admoestação. Do gr. nouthesia, “colocar na mente”. Esta palavra implica instrução ou disciplina que se transmite por meio da palavra, em forma de advertência. A admoestação ou conselho incentiva a criança quando está correta e avisa quando procede de forma errada. Tem sido seriamente sugerido por alguns educadores que a criança deve ser deixada para formar suas próprias ideias e convicções religiosas, uma vez que é injusto impor a religião a ela quando está despreparada para pensar por si mesma. Este raciocínio é enganoso, pois é impossível a uma criança crescer sem nenhum tipo de convicção religiosa. Se os pais ou responsáveis não instruírem seus filhos na verdade, alguém vai instruí-los no erro. Não há neutralidade nessa questão. CBASD, vol. 6, p. 1156.

8 Certos. O escravo pode ter a certeza de que sua vida e seus atos são observados pela Providência, e que as recompensas que sobrevêm a outros também serão suas. As grandes promessas de ordem espiritual são para todos os crentes. CBASD, vol. 6, p. 1157.

11 Revesti-vos. Paulo usa frequentemente a figura de “revestir-se”. Aqui, refere-se a colocar a armadura que protege o cristão. CBASD, vol. 6, p. 1159.

Toda a armadura. Do gr. panóplia“armadura completa”. A armadura é de Deus, porque Ele é o único que fornece cada equipamento em particular (Ef 6:14-17). O cristão é convidado a se revestir dela e lutar bravamente na batalha. Aquele que fez a armadura garante sua eficácia. CBASD, vol. 6, p. 1159.

Do diabo. Do gr. diabolos. Se o conflito fosse apenas com seres humanos, a necessidade da armadura não seria tão evidente, mas é preciso enfrentar as artimanhas e astúcias do diabo. As tentações que Cristo sofreu revelam as sutilezas dos métodos do diabo, sempre dirigidos para os pontos mais frágeis da pessoa. É muito mais fácil lidar com a hostilidade aberta do que com a fraude. A armadura de Deus é planejada para defender contra os ataques cheios de astúcia que, de outra maneira, destruiriam o guerreiro cristão. CBASD, vol. 6, p. 1159.

12 Dominadores deste mundo. Literalmente, “governantes do mundo das trevas deste século”. É evidente que Paulo se refere aos espíritos malignos, que exercem certo grau de autoridade sobre o mundo. CBASD, vol. 6, p. 1159.

22 Console. Paulo sabia o quanto seus leitores estavam preocupados com seu bem-estar e desejava aliviá-los de toda preocupação desnecessária, bem como mostrar-lhes como um cristão pode suportar os sofrimentos com alegria. CBASD, vol. 6, p. 1162.

24 Sinceramente. Literalmente, “em incorruptibilidade”. Em suas palavras finais, Paulo dirige a atenção dos leitores às realidades eternas. CBASD, vol. 6, p. 1163.



II Coríntios 1 – Comentários selecionados by jquimelli
31 de março de 2015, 0:00
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Apóstolo. Do gr. apóstolos (ver com. de M c 3:14; At 1:2). Paulo recebeu sua missão diretamente de Jesus Cristo (At 26:16, 17; cf. Gl 1:11, 12). Ele era um embaixador de Cristo (2Co 5:20). Na maior parte de suas epístolas, Paulo se identifica como um apóstolo, sua autoridade é igual à dos doze apóstolos, todos eles viram o Senhor e foram instruídos pessoalmente por Ele (ver com. de 1Co 9:1). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 907.

Vontade de Deus. Os falsos apóstolos que perturbavam a igreja de Corinto agiam por vontade própria. Paulo se tornou apóstolo por um ato da vontade divina (cf. Rm 1:1; 1Co 1:1). E r a imperativo que os coríntios reconhecessem essa diferença e aceitassem Paulo pelo que ele era: um representante de Deus. … A tendência na igreja era dividir os apóstolos em dois grupos, os que estiveram e os que não estiveram com Cristo. Os que estiveram com Jesus em carne eram tidos em mais estima. O último grupo foi nomeado ao apostolado pela igreja e era considerado inferior ao primeiro. Essa classificação puramente humana não era aprovada por Deus nem pelos primeiros apóstolos. Por isso, Paulo achou necessário salientar que foi chamado pessoalmente por Cristo. Ele encontrou Jesus face a face na estrada para Damasco. Foi instruído pelo Senhor Jesus Cristo (Gl 1:11, 12). Também foi comissionado por Jesus pessoalmente no templo, na primeira visita a Jerusalém depois de sua conversão (At 22:21). Uma vez que o partido da oposição em Corinto recusou suas credenciais como apóstolo, Paulo, na segunda epístola a esta igreja, afirmou sua nomeação divina ao apostolado (ver 2Co 3:1-6; 10:1-12; 11:1-12:18). Se a “vontade de Deus” era que Paulo fosse um apóstolo, que direito os judaizantes tinham de contestar sua autoridade? (ver com. de 2Co 3:1;-11:5; Gl 1:1; 2:6). CBASD, vol. 6, p. 907, 908.

O irmão Timóteo. Em nenhuma parte Timóteo é chamado de apóstolo. Ele ainda era um jovem, embora fosse companheiro de Paulo por quase 15 anos. CBASD, vol. 6, p. 908.

Igreja. Do gr. ekklêsia (ver com. de Mt 18:17). Paulo chama a igreja de Corinto de “a igreja de Deus”, significando que foi estabelecida pela vontade de Deus, assim como Paulo foi ordenado apóstolo “pela vontade de Deus”. A cidade de Corinto era ilustre devido a sua cultura, riqueza e perversidade (ver p. 724). Num dos lugares mais perversos no mundo romano, Deus estabeleceu Sua igreja. CBASD, vol. 6, p. 908.

Todos os santos. O termo hagioi, “santos” (ver com. de Rm 1:7), foi usado desde o início para designar fiéis cristãos (ver At 9:13) como separados do mundo, para Deus. CBASD, vol. 6, p. 908.

Acaia. Os romanos dividiram a Grécia em duas províncias senatoriais: Acaia e Macedónia (cf. At 19:21). Corinto era a capital da Acaia, que incluía as regiões da Atica e do Peloponeso. Na cidade também se encontrava a residência do procônsul romano ou governador. CBASD, vol. 6, p. 908.

2 graça e paz. Como saudação cristã, “graça” expressava o desejo de que aquele a quem era pronunciada conhecesse a plenitude da bênção e do poder divino … “Paz”, a saudação comum dos judeus, desejava ao destinatário todas as bênçãos materiais e espirituais (ver com. de Is 26:3; Mt 5:9; Lc 1:79; 2:14; Jo 14:27). CBASD, vol. 6, p. 909.

3 Consolação. Do gr. paraklêsis (ver com. de Mt 5:4). É por meio do Espírito Santo, o Consolador (ver com. de Jo 14:16), que Deus Se aproxima do ser.humano para ministrar às suas necessidades espirituais e materiais CBASD, vol. 6, p. 909.

4 Consolar. Aqueles que têm experimentado tribulação e tristeza e encontraram o “consolo” que vem de Deus conseguem simpatizar com outros em situação semelhante e apontar-lhes o Pai celeste. CBASD, vol. 6, p. 909.

A consolação. Neste termo está embutido mais do que o simples consolo na tristeza ou tribulação. Inclui tudo o que o Pai celestial pode fazer por Seus filhos terrenos (ver com. de Mt 5:4).  … Por si só, o sofrimento e a tribulação não têm poder de tornar os seres humanos semelhantes a Cristo. Na verdade, eles tornam as pessoas sombrias e amargas. No entanto, Deus santifica a tribulação, e aqueles que encontram nEle graça e força para suportá-la, solucionam um dos maiores problemas da vida (cf. Hb 2:10). CBASD, vol. 6, p. 910.

5 Os sofrimentos de Cristo. Como os sofrimentos de Cristo foram ocasionados por oposição, contenda, perseguição, prova e escassez, assim serão os de Seus discípulos. CBASD, vol. 6, p. 910.

6 O qual se torna eficaz. As aflições e consolos experimentados pelos líderes da igreja geralmente se mostram de grande valor ao povo que eles servem. CBASD, vol. 6, p. 910.

7 Como sois participantes. A perseverança cristã não é um estado emocional que as pessoas alcançam por si mesmas. É produto da graça e do amor divinos, operando na vida de homens e mulheres consagrados. CBASD, vol. 6, p. 910.

8 A tribulação. A angústia de Paulo por causa da situação da igreja de Corinto, especialmente desde a segunda visita, que tanto o afligiu (ver p. 9 0 3 , 904),e sua ansiedade pela recepção da carta anterior. Paulo reservou as expressões mais fortes para angústia mental e não para sofrimento físico. Também foi dada atenção ao alívio que Paulo sentiu com as notícias de mudança nos assuntos em Corinto (2Co 7:6, 7, 13). CBASD, vol. 6, p. 911.

9 Sentença. Literalmente, “resposta”. Paulo cria que Deus queria que ele entregasse sua vida em breve… O tempo do verbo grego indica que a viva recordação da experiência de morte ainda parecia real enquanto Paulo escrevia. CBASD, vol. 6, p. 911.

Não confiemos em nós. Todas as pessoas têm uma forte tendência a confiar em si mesmas, tendência que é mais difícil de ser vencida. Foram necessários “a sentença de morte” e “um espinho na carne” antes que Paulo a superasse. … Deus geralmente permite que Seu povo experimente terríveis dificuldades para perceber sua insuficiência e ser induzido a confiar e esperar na suficiência dEle. As provações são um requisito à experiência cristã (At 14:22). E fundamental para a salvação do ser humano que aprenda a depender de Cristo. A confiança em Deus é um fator essencial n a vida cristã diária. … O senso de necessidade é pré-requisito para receber os dons celestiais (ver vol. 5, p. 205, 206; ver com. de Mc 1:44; Lc 7:41). CBASD, vol. 6, p. 911, 912.

11 Ajudando-nos. Paulo tinha em alta consideração as orações unidas do povo de Deus. CBASD, vol. 6, p. 912.

Por muitos. Paulo convida os membros da família da fé para se unirem em oração pelos lideres nomeados por Deus para atender suas necessidades espirituais. A posição desses líderes e em geral muito perigosa. As responsabilidades são grandes, e os problemas são muitos. A preservação física e espiritual deles é uma questão de grande preocupação para a igreja. E igualmente importante que os ministre sintam o companheirismo amoroso de seu rebanho. CBASD, vol. 6, p. 912.

12 Nossa consciência. Alguns dos coríntios o acusaram com intenções questionáveis e falsas a respeito da mudança de planos com relação a sua visita anunciada à cidade deles (ver 2Co 1:15). No entanto, sua consciência estava livre de ofensa diante de Deus, dos gentios e, em especial, diante dos coríntios. CBASD, vol. 6, p. 912.

Sabedoria humana.”Sabedoria humana” é a sabedoria do ser humano não regenerado, “que não está sob a influência do Espírito de Deus. A sabedoria humana pode parecer profunda, mas com frequência engana. CBASD, vol. 6, p. 913.

Temos vivido. Nada como uma consciência limpa mantém firme uma pessoa que passa por diversos sofrimentos. O sofrimento é intensificado por uma consciência que afirma repetidamente que a pessoa trouxe o mal sobre si mesma, que apenas está colhendo o que plantou (ver 1Pe 2:12, 19, 20). Foi a “boa consciência” que sustentou Paulo em toda a sua provação, primeiramente em Jerusalém (At 23:1) e, depois, em Cesareia (2Co 24:16). A grandeza da estatura moral é alcançada apenas quando “o próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8:16). A convicção da clara aceitação diante de Deus e a perseverança em Sua vista é a única base permanente para a alegria duradoura. CBASD, vol. 6, p. 913.

Ledes … compreendeis. Não há sentido oculto no significado das palavras, nem ambiguidade que permita Paulo pensar em uma coisa e escrever outra. Os coríntios o acusaram de duplicidade, ao dizer uma coisa significando outra. Paulo declarou que tudo o que lhes escreveu não tem outro sentido senão o que as palavras significam. CBASD, vol. 6, p. 913.

14 Somos a vossa glória. Alguns em Corinto sentiam um orgulho sagrado em relação a Paulo e seus colaboradores. É um bom presságio para a igreja quando ministro e membros manifestam confiança mútua e motivos recíprocos para se alegrarem. CBASD, vol. 6, p. 913.

Como igualmente. No último dia, os conversos de Paulo serão sua “coroa de alegria” (ver 1Ts 2:19, 20; Fp 2:16; cf. Hb 12:2). A alegria dos ministros e dos crentes será completa naquele dia quando Cristo Se manifestar para reunir os remidos em Seu reino. Se todos mantivessem aquele dia em mente, ressentimento, hostilidade e malentendidos nunca ocorreriam. CBASD, vol. 6, p. 913.

15 Resolvi ir. A princípio, Paulo planejou viajar de Éfeso para Corinto, via marítima, e dali para a Macedônia, voltar a Corinto e ir para Jerusalém. Desta forma, ele pretendia honrá-los com duas visitas na mesma viagem, ao passo que os macedônios receberiam uma visita. Isso significava sair do caminho para passar esse tempo extra com a igreja de Corinto. Ele desistiu da visita dupla a Corinto, por causa da razão apresentada no v. 23. CBASD, vol. 6, p. 914.

Benefício. Do gr. charis, “graça” ou “favor”. Evidências textuais (cf. p. xvi) apoiam a variante chara, “alegria” ou “deleite”. Paulo informou os coríntios da mudança de planos (1Co 16:5- 6), e seus oponentes em Corinto aproveitaram a oportunidade para acusá-lo de hesitação e leviandade (2Co 1:17). Eles utilizaram esse pretexto frágil devido à má vontade pessoal para com Paulo e o desejo de desacreditá-lo. CBASD, vol. 6, p. 914.

16 Encaminhado. Do gr. propempõ, “enyiar”, “acompanhar”, “escoltar”. A palavra

propempõ é traduzida de vários modos (ver At 15:3; 20:38; 21:5; Rm 15:24; 1Co 16:6, 11). Paulo esperava representantes da igreja de Corinto para acompanhá-lo, pelo menos parte do caminho, quando deixasse Corinto e fosse a Jerusalém. Seria uma manifestação adicional do amor e respeito deles por um apóstolo de Cristo e pai espiritual deles. Alguns membros da delegação de Corinto percorreriam todo o trajeto até Jerusalém, para transportar a coleta recebida daquele local (ver At 24:17; ICo 16:1-4).CBASD, vol. 6, p. 914.

17 Leviandade. Do gr. elaphria, “ligeireza [de mente],” “instabilidade”, “inconstância”.

Quando Paulo fez a promessa, a princípio, (v. 15) pretendia cumpri-la. A mudança de planos não era consequência de inconstância de sua parte, mas para o bem deles (ver 2Co 1:23; 2:1-4). Paulo passa a explicar sua mudança de planos contra as acusações de seus oponentes. Ao que parece, foi relatado em Corinto que ele não chegaria mais diretamente de Efeso. Além disso, ele ainda não havia se explicado pessoalmente. Os oponentes aproveitaram a situação para acusá-lo de não manter a palavra e de não ser confiável. CBASD, vol. 6, p. 914.

O sim e o não? A visita dupla projetada foi evitada, não por inconstância de sua parte, mas pela falta de fé deles e pelo desejo de Paulo de não lidar duramente com eles (ver com. de Mt 5:37; cf. Tg 5:12). CBASD, vol. 6, p. 914.

18 Como Deus é fiel. Sendo representante de Deus, como Paulo apresentaria a imutabilidade de Deus e Suas promessas e, ao mesmo tempo, falaria e agiria de modo diferente? Assim como Deus é fiel, Paulo foi fiel em lidar com eles.CBASD, vol. 6, p. 914, 915.

19 NEle houve o sim. A mensagem do evangelho é positiva e inequívoca. Não envolve incertezas.CBASD, vol. 6, p. 915.

20 Têm nEle o sim. Isto é, por meio de Cristo. Todas as promessas de Deus se encarnaram nEle, e cumpriram-se nEle. Cristo é a evidência da confiabilidade de todas as promessas divinas feitas aos antepassados (ver ,.At 3:20, 21; Rm 15:8). A fé cristã é uma certeza absoluta. CBASD, vol. 6, p. 915

Amém. Isto é, verdade, fidelidade, certeza (ver com. de Mt 5:18; J o 1:51). CBASD, vol. 6, p. 915.

121 E nos ungiu. O contexto parece indicar que se refira à unção geral dos verdadeiros crentes. A unção do Espírito Santo qualificou e habilitou aqueles que, como Paulo, foram ungidos para o cumprimento efetivo de sua obra. CBASD, vol. 6, p. 915.

22 Selou. O selo é utilizado para confirmar a autenticidade de um documento sobre o qual é colocado. O “selo” que Deus põe sobre homens e mulheres os distingue como filhos e filhas, como confirmados por Cristo e dedicados a Seu serviço (v. 21 ; ver com. de Ez 9:4; Jo 6:27; Ef 1:13; 4:30; Ap 7:2, 3; 14:1). CBASD, vol. 6, p. 915.

Penhor. Paulo utiliza a imagem do penhor para ilustrar o dom do Espírito Santo aos crentes, como primeira prestação, uma segurança da completa herança na vida futura (ver Ef 1:13, 14; cf. Rm 8:16). É privilégio do cristão receber a firme convicção da aceitação de Deus como filho adotado na conversão, e preservá-la por toda a vida (ver com. de Jo 3:1), aceitar o dom da vida eterna (ver com. de Jo 3:16) e experimentar a. transformação do caráter possibilitada pela habitação do Espírito Santo (ver com. de Rm 8:1-4; 12:2; cf Jo 16:7-11). No entanto, a alegria que vem quando a vontade humana está sintonizada com a divina (ver com. de SI 40: 8), quando o coração aspira à estatura da perfeição em Cristo Jesus (ver com. de Mt 5:48; Ef 4:13, 15; 2Pe 3:18) e quando há uma caminhada diária com o Salvador, é o “penhor” de uma alegria eterna na nova Terra. … um “penhor” é parte da obrigação em si. O “penhor do Espírito” pode ser considerado equivalente às “primícias do Espírito” (Rm 8:23), que é uma amostra do que será a colheita no fim do mundo. … Os verdadeiros filhos de Deus, que possuem esta “primícia do Espírito”, não estão em situação de incerteza quanto a se Deus os aceitou em Cristo, e se possuem, em prontidão, a herança eterna (ver com. de Jo 3:16; 1Jo 3:2; 5:11). No entanto, o pagamento integral (a admissão ao Céu) é adiado para dar tempo ao desenvolvimento do caráter, para que os filhos estejam preparados para o Céu. CBASD, vol. 6, p. 916.

23 Para vos poupar. A mudança de planos foi feita em consideração pelos sentimentos ,e pelo bem deles. Era algo pelo que tinham boa razão para ser gratos. Se Paulo tivesse mantido o plano original, teria ido a eles com uma vara (1Co 4:21). Esse adiamento possibilitou que permanecesse três meses em Corinto em paz e harmonia e sem que precisasse disciplinar, o que teria sido necessário. CBASD, vol. 6, p. 917.

24 Domínio sobre a vossa fé. Como é impressionante a humildade de Paulo, em contraste com a arrogância dos líderes posteriores da igreja que, em nome dos apóstolos, usurparam a jurisdição divina sobre a consciência e a espiritualidade das pessoas (ver Nota Adicional a Daniel 7). Ao administrar os negócios da igreja hoje, ou ao aconselhar os membros da igreja, os líderes devem sempre tomar cuidado ao se interpor entre a consciência e Deus. Cada pessoa é responsável perante Deus por sua consciência e pelas ações. CBASD, vol. 6, p. 917

Pela fé, já estais firmados. A maioria dos coríntios permaneceu firme na fé, a despeito dos ventos de doutrina e insatisfação que sopraram sobre a igreja como uma tempestade e abalaram seus alicerces.CBASD, vol. 6, p. 917.




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