Reavivados por Sua Palavra


Oséias 13 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

Efraim, a mais influente das tribos que compunham Israel do norte, era a mais forte das doze tribos. Inicialmente, Efraim e todo o Israel do norte, contrariamente à vontade de Deus, O adoravam através de bezerros de ouro. Após a introdução do culto a Baal por Acabe e Jezabel, o pecado de Israel do norte aumentou ainda mais. Não só os bezerros passaram a representar Baal, mas Jezabel deu início a uma contínua perseguição contra os que não o adoravam. Na época de Elias, pelo menos 7.000 pessoas restavam que não dobravam seus joelhos a Baal (I Reis 19:18). Assim, Israel cometeu pecados cada vez maiores e morreu espiritualmente (13: 1).

No tempo do profeta Oséias o pecado da nação aumentou ainda mais, ao fazerem imagens adicionais para a adoração a Baal. Eles sacrificavam animais a esses ídolos em forma de bezerro e os beijavam (13:2, ARA). Deus, portanto, não permitiria que estes israelitas ficassem na terra, contaminando-a. Eles desapareceriam como o orvalho da manhã ou o joio levado por uma tempestade (13:3). 

Deus livrou Israel da escravidão no Egito, e eles aceitaram o Deus vivo como o seu Deus. Nenhum outro Deus poderia tê-los salvo (13:4). O Deus do céu mostrara o seu amor e cuidado para com eles no deserto e por 40 anos foram protegidos dos perigos (13:5). 

No entanto, quando Deus lhes deu prosperidade e comida suficiente, eles se afastaram dEle. Suas mentes se tornaram arrogantes e eles se esqueceram de Deus (13:6). Os sentimentos divinos se tornaram semelhantes aos de uma ursa cujos filhotes foram levados. A íntima relação entre Deus e Israel foi despedaçada e quebrada (13:7, 8). Deus queria fazer Israel conhecer a realidade da sua situação espiritual e que Ele era a única fonte de vida, prosperidade e proteção (13:10, 15). No entanto, Israel se recusou a ouvir. 

O afastamento do reino do norte de Israel se deu desde a sua fundação, quando o primeiro rei, Jeroboão I, desobedeceu a Deus e cometeu três pecados: (1) impedir que o povo do norte fosse a Jerusalém adorar, construindo bezerros de ouro como alternativa para adorar a Deus; (2) a expulsão dos levitas do país e a nomeação de não levitas para o sacerdócio; e (3) a nomeação de um novo dia festivo, sem a aprovação de Deus (1Rs 12:25-33). 

A única solução para melhorar a situação era permitir a deportação de Israel de Canaã para seu cativeiro na Assíria (13:11). A rebelião espiritual deles foi a razão de perderem o seu país em Canaã e sua capital Samaria (13:16). Era necessário que Israel sentisse dor em um país estrangeiro (13:13). Este tipo de castigo era a única maneira de fazer o reino do norte de Israel perceber sua trágica situação e trazê-los à razão e a Deus (Os 11:11). E assim, à semelhança de Judá, sob a liderança de Ezequiel e Daniel, serem, mais tarde, restaurados em Canaã. Porém, mesmo o cativeiro não trouxe seus corações de volta a Deus e eles se tornaram “as tribos perdidas de Israel”.

Senhor,  

livra-nos da rebelião. Sensibiliza o nosso coração e lembra-nos, sempre, que és O nosso único Criador e Sustentador e de seguirmos felizes as Tuas instruções!

Yoshitaka Kobayashi 



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/hos/13/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Oseias 13 

Comentário em áudio



Oséias 10 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

Israel era uma videira que produzia frutos apenas para si mesma. À medida que sua prosperidade aumentava, também aumentavam os altares a Baal, assim como o adorno das suas colunas de fertilidade (10:1). Eles eram culpados aos olhos de Deus e estes altares e pilares seriam destruídos pelos assírios (10:2).

Por causa da maldade de Israel o juízo de Deus viria logo como uma planta amarga e venenosa nascendo nos sulcos arados dos campos (10:4). O povo de Samaria e os sacerdotes que se orgulhavam do bezerro de ouro em Betel em breve chorariam porque seriam levados para a Assíria (10:5). O bezerro de ouro também seria levado.

Num período de trinta anos, desde que o rei Jeroboão II morreu, em 753 aC, até o fim do reino de Israel (722 aC), seis reis reinaram um após o outro. Ao tempo da invasão assíria contra Israel, o último rei morreria, e a cidade de Betel seria destruída, tornando-se um lugar onde somente os espinhos e ervas daninhas cresceriam. 

Oséias profetizou que na época da invasão o povo desejaria ser sepultado pelos montes e colinas, o que de fato aconteceu durante o cerco de três anos que sofreram (10:7, 8).

Quando a cidade benjamita de Gibeá cometeu seu pecado, outras tribos israelitas a castigaram. Agora, as dez tribos de Israel seriam castigadas por causa de seu pecado por intermédio da invasão da Assíria e outras nações (10:9, 10).

Israel era amado por Deus e foi por Ele colocado na terra prometida, como uma jovem novilha colocada em uma boa pastagem. No entanto, por causa de seus pecados, Israel iria experimentar as agruras da invasão. Soldados assírios submeteriam Israel ao seu jugo como a um boi atrelado ao arado (10:11).

Porém, se Israel se voltasse para Deus, praticando justiça, veria o amor fiel de Deus. Esta era a última chance para que eles buscassem a Deus. Se eles mudassem sua forma de pensar e voltassem para Deus em arrependimento, receberiam dEle a salvação de forma abundante, como a chuva (10:12).

Que Deus misericordioso nós servimos. Será que existe algum pecado que nos está separando dEle? Se existe, voltemo-nos para Ele a fim de sermos perdoados e curados! 

Yoshitaka Kobayashi

Japão

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/hos/10/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Oseias 10 

Comentário em áudio 



Oséias 1 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

Ao tempo de Jeroboão II, em tempos de paz, o reino do norte prosperou e o território de Israel ampliou seu território a um tamanho quase igual àquele do tempo de Salomão (2 Reis 14:25). 

Neste tempo em que Elias e Eliseu trabalharam fielmente para Deus, Ele escolheu mais dois profetas, Amós e Oséias, para trabalhar em favor do Reino do Norte de Israel. Oséias foi o último profeta a falar com as pessoas de lá. A idólatra e corrompida adoração dos bezerros de ouro e Baal foram predominantes, e os males sociais se tornaram intoleráveis durante o período próspero de Jeroboão II (793-753 aC). Neste período, durante cerca de 30 anos, as mensagens de Oséias foram dadas ao norte de Israel (755-725 aC).

Perto do fim do longo reinado de Jeroboão II (793-753BC), Deus falou para Oséias tomar (de volta) a esposa adúltera (1, 2). Esta foi uma ilustração do amor de Deus para Israel. No início Israel era a pura esposa de Deus (2, 7), como, provavelmente, também era a esposa de Oséias. Deus queria ter Israel de volta, assim como Oséias aceitou de volta sua esposa. Deus aceitaria o retorno da arrependida esposa Israel (“Voltarei a estar com o meu marido como no início”, 2:7 NVI). Então Oséias deveria aceitar a esposa de volta e amá-la, assim como às crianças que dela nasceram

Deus disse a Oséias para dar a seu primeiro filho o nome Jezreel (1:4). Mais tarde, Jeú matou Jezabel, mulher de Acabe, e todos os que ficaram da casa de Acabe, em Jezreel (2 Rs 9: 30-37; 10:14). Assim, o nome do filho de Oséias, “Jezreel” [“Deus espalha”, NVI] representava um sinal de que Deus iria punir Israel, incluindo Jeú que não obedeceu a Deus nem se afastou dos pecados de Jeroboão (2 Reis 10:31). A filha de Oséias, lo’-ruhamah, significa “Desfavorecida” [Ou: “Não-amada”, NVI]. Isto profeticamente representava a destruição do reino do Norte de Israel pela Assíria. Aqueles que desobedecem a Deus são lo-ami, “Não meu povo”, o nome de outro filho de Oséias.

No entanto, Deus aceita com amor todos aqueles que estão dispostos a retornar para Ele, e, unidos como um só ao Seu povo, viver sob Sua proteção e prosperar (1:10-11).

Yoshitaka Kobayashi
Japão

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/hos/1/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Oseias 1

Comentário em áudio 



Daniel 4 by Jeferson Quimelli
18 de agosto de 2014, 0:00
Filed under: correção, cuidado de Deus, poder de Deus, profecias, soberania de Deus | Tags: ,

Comentário devocional:

Neste capítulo, temos um relato escrito do testemunho de Nabucodonosor extraído por Daniel dos arquivos da Babilônia. É uma surpreendente e dolorosa confissão de pecados que teve um desfecho feliz. 

Nabucodonosor era um homem pecador, cruel para com os oprimidos (v. 27). O Senhor avisou Nabucodonosor através de um sonho interpretado por Daniel, de que passaria por maus pedaços, até pelo vale da sombra da morte, mas que se recuperaria e sairia exaltado desta situação, o que realmente aconteceu.

Quando tudo estava indo bem com Nabucodonosor, ele teve mais um sonho que tirou sua paz. Ele viu uma árvore frondosa e produtiva, que abrigava e nutria os animais da floresta. Esta árvore teve seu tronco cortado e permaneceu assim por sete anos (v. 5, nota NVI), ao final dos quais seria reabilitada.

Ele viu uma árvore frondosa e produtiva, que abrigava e nutria os animais da floresta. Esta árvore teve seu tronco cortado e permaneceu assim por sete anos (v. 5, nota NVI), ao final dos quais foi reabilitada.

Ninguém a não ser Daniel conseguiu interpretar o sonho. A árvore frondosa e frutífera simbolizava Nabucodonosor e seu império, a “cesta de pão” do mundo então conhecido. O tronco cortado significava a inteligência retirada do rei, de quem os representantes dos países iriam se afastar. O rei iria viver entre os animais o tempo suficiente para que ele e todos reconhecessem que Deus é soberano ao dar e retirar dos homens o domínio da terra.

Um ano se passou depois que Daniel deixou a presença do rei na corte e nada havia acontecido (v. 29). Nabucodonosor esqueceu a Palavra de Deus e deu lugar à orgulhosa exaltação própria (v. 30). Neste dia, enquanto ainda estava andando no terraço superior do palácio e admirando suas obras (29 NVI), o próprio Deus falou com Nabucodonosor, dizendo-lhe que a sua autoridade tinha sido tirada (v. 31). A sentença de Deus se cumpriu naquele exato momento e Nabucodonosor perdeu sua glória e sua inteligência e deixou o palácio para viver com os animais (v. 33). 

Depois de sete anos longe da convivência dos humanos, Nabucodonosor levantou os olhos para o céu em espírito de humildade e oração. Então sua sanidade voltou e seu primeiro ato foi bendizer, glorificar e louvar a Deus, “que vive para sempre, cujo domínio é sempiterno e cujo reino é de geração em geração” (v 34 ARA). Sua majestade e resplendor imediatamente foram restauradas e ele foi reconduzido pelos seus conselheiros de volta ao trono. 

Sua grandeza foi ainda maior que antes (v. 36). Ao final de sua experiência, Nabucodonosor não só reconheceu a glória e o poder do Altíssimo, mas o louvou por tê-lo livrado da loucura da arrogância e da exaltação própria (v. 37).

Querido Deus,

Nós também enfrentamos o problema de nos gloriarmos acerca de nossas boas obras e nos contaminarmos com pensamentos de grandeza. Ajude-nos a fixar nossos olhos em Jesus o único que pode nos perdoar e libertar de nossos pecados. Amém.

Koot van Wyk,

Universidade Nacional Sangju, Coreia do Sul

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/dan/4/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Daniel 4 

Palestra sobre Daniel 4



Ezequiel 23 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

Como? Jerusalém, uma prostituta? Isso é difícil de acreditar. Qual marido de respeito não ficaria incomodado com a ideia de que sua esposa se vende para estranhos? No entanto, esta não é a primeira vez que Ezequiel falou desta forma a respeito de Jerusalém (ver Ez 16).

O quadro é ainda mais sombrio porque esta também é a história de sua irmã, Samaria. E descobrimos que a prostituição dessas duas irmãs não é coisa nova. Ela remonta ao tempo em que elas moravam no Egito.

Cobiça, a destruidora da vida e da família. Os assírios pareciam tão bonitos em seus belos uniformes, assim como os babilônios. Qual mulher casada não cairia de amores por eles? Por que se resguardar e investir em um relacionamento quando uma solução rápida sedutora está à disposição? Mesmo quando o desejo não é sexual, o desejo pela segurança que esse exército pode fornecer é sedutor. Mesmo países cristãos sucumbiram à sua cobiça por poder militar.

A história de Amnon e Tamar nos lembra como o sexo ilícito pode levar da cobiça à repulsa e até mesmo ao ódio (2 Sam 13:15). Coloque a sua confiança no mundo e um dia ele se voltará contra você e o devorará. Mas, se no dia da batalha – e contra o pecado, todo o dia é dia da batalha – você estiver ao lado do Senhor, você nunca será derrotado ou exposto.

Se, no entanto, você cair, saiba que o fundo do poço não é o fim. Ali é onde o pecador vê que somente Deus o pode levantar. E o pecador que clama a Ele por ajuda nunca será rejeitado! 

Ross Cole
Avondale College, Austrália

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/23/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Ezequiel 23 

Comentário em áudio



Ezequiel 22 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

A lista de pecados entre o povo de Deus é chocante: idolatria, assassinato, sacrifício de crianças, adultério, incesto, extorsão e suborno nos tribunais, roubo, opressão dos pobres pelos ricos e a negação do direito aos estrangeiros. A lista é extensa (v. 7-12) E o pior: a podridão começa de cima para baixo. Príncipes, sacerdotes e profetas são igualmente violentamente corruptos (v. 6).

Sem dúvida alguma Deus intervirá e aqueles que agora parecem tão valentes entrarão em colapso. Como o metalúrgico lança o metal impuro na fornalha de purificação, assim Deus reunirá o povo em Jerusalém e soprará fogo sobre ele e eles irão derreter (v. 18-22). Deste modo eles verão o tamanho do Seu desagrado. Não existe como eles possam ser poupados do julgamento divino,

No entanto, Jerusalém não é a própria cidade do Senhor? Não foi o próprio Deus quem estabeleceu os seus muros para manter o inimigo fora? Sim, mas não se deixe enganar. Aqueles muros, aparentemente firmes e fortes, na verdade já estavam comprometidos.

É necessário encontrar rapidamente alguém para reconstruir os muros enquanto ainda há tempo. E se os muros não estiverem ainda completos no momento em que eles forem necessários, então temos que encontrar alguém que se interponha na brecha, evitando, assim, que o desprazer de Deus seja derramado (v. 30).

Aparentemente, não há ninguém capaz de defender o caso de Israel. Não há ninguém qualificado. O que então pode acontecer, senão a desgraça?

No entanto, existe Alguém qualificado que aceitou ficar na brecha. Alguém cujo perfil foi vislumbrado pelos profetas. Ele é ao mesmo tempo Filho de Deus e Filho do Homem, o Único qualificado. Ele se posiciona na brecha, pondo fim ao desagrado de Deus e salvando a Israel.

Jesus ocupou o lugar em que o muro estava quebrado, recebendo sobre Si a ira de Deus sobre o pecado do mundo, dando uma oportunidade não só a Jerusalém, mas a todos que nEle crerem, de sobreviver à justiça que Deus aplicará a toda a terra (Gn. 18:25). 

Mas eu também sou chamado para estar com Ele na brecha, orando por minha comunidade, por meu pais e pelo mundo. Não é esta uma honra e uma oportunidade maravilhosa?

Ross Cole
Avondale College, Australia

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/22/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Ezequiel 22 

Comentário em áudio 



Ezequiel 16 by Jeferson Quimelli
13 de julho de 2014, 0:00
Filed under: Aliança, arrependimento, correção, idolatria, Israel | Tags: , ,

Comentário devocional:

Neste capítulo temos a mais longa alegoria de toda a Bíblia. A prostituição é a metáfora mais frequente nesta alegoria e, através dela, a infidelidade de Jerusalém ao Senhor é comparada à imoralidade de uma prostituta. A figura da prostituta, espiritualmente falando, é recorrentemente usada no Antigo Testamento para se referir à prática de Israel de seguir a outros deuses. Palavras como prostituição, promiscuidade, lascívia, depravação, imoralidade, são usadas muitas vezes neste capítulo para descrever a falta de fidelidade de Judá a Deus. 

A história de Jerusalém, narrada como um conto figurativo de uma menina que nasce e cresce até a maturidade, é apresentada para expor os pecados de Israel. Esta menina não havia nascido em uma família carinhosa normal*; não havia recebido os cuidados que um recém nascido obtinha no antigo Oriente Médio (v. 3-5). Cortar o cordão umbilical, a lavagem com água, esfregar com sal, envolvimento com panos – eram práticas de parteiras palestinas que têm sido observadas entre os camponeses árabes modernos. 

Depois de estabelecer a Sua aliança, o Senhor transformou Jerusalém de uma existência marginalizada a uma propriedade real (banhada, vestida, adornada, v. 9-11), apta a ser uma rainha (v. 13). A fama de Jerusalém se espalhou entre as nações, o que aponta para o esplêndido reinado de Israel na época de Salomão. Entretanto, confiou em sua formosura e se entregou à imoralidade espiritual (v. 15-59), a ponto de se tornar mais depravada que Sodoma e Samaria (v. 46-48).

Por incrível que pareça, apesar da longa história de maldade de Jerusalém, a alegoria deixa claro que Deus não a rejeitará para sempre (v. 60-63). Seu cativeiro vai acabar e Deus vai honrar sua antiga promessa de restabelecer a Sua aliança com ela, torná-la pura novamente, protegê-la e elevá-la. Israel será perdoado e declarado justo novamente.

A alegoria aponta também para o fato de que, além da restauração de Jerusalém, Deus um dia perdoará muitas outras pessoas de seus pecados, e que Ele acabará por estabelecer uma existência onde a justiça prevaleça e a rebelião contra Ele não mais existam.

É encorajador perceber que, se estamos em Cristo, já vivemos nessa “aliança eterna”. Nosso futuro lar é a Nova Jerusalém, que vamos alegremente habitar em cumprimento desta promessa de fidelidade da parte de Deus. Lá não haverá nenhuma das abominações – arrogância, materialismo, idolatria – que causaram morte e desolação (espiritual e literal) nos dias de Ezequiel. Mas será novamente a morada de Deus com o Seu povo, um verdadeiro lar eterno para os santos. 

Este final feliz para a alegoria, entretanto, não é a única parte que tem significado para nós. A história do pecado de Jerusalém é também um espelho do nosso próprio estado passado. Quando pecamos, estávamos nos voltando contra Deus, que ama e cuida de nós; nos fizemos indignos de Seu socorro. 

Quando O ignoramos e até mesmo nos rebelamos abertamente contra Ele, imitando aqueles que admirávamos no mundo, não agimos melhor do que a prostituta Jerusalém. Fizemos assim porque não admiramos e imitamos o Filho de Deus. 

No entanto, sempre houve uma esperança para nós, porque Deus ainda nos ama. Não importa quanto tenhamos nos degenerado, nunca estamos tão longe que não possamos ser resgatados, bastando responder pela fé ao chamado de Deus.

Pr Mohanraj Israel
Universidade Spicer, Índia

 

* “Os primitivos reis que governaram Jerusalém antes da ocupação israelita tinham nomes amorreus e heteus [v. 3]. Foram esses os antecedentes étnicos de Jerusalém. A linguagem de Ezequiel é uma afronta ao povo de Jerusalém que se gabava de ser descendente de Abraão, mas que agia como se descendesse dos antigos pagãos da terra que, mais tarde, veio a constituir Israel. A semelhança do caráter era mais importante do que a mera descendência étnica (ver Jo 8:44). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 687.

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/16/

Traduzido por JAD/JDS

Texto bíblico: Ezequiel 16 

Comentário em áudio 



Ezequiel 5 by Jeferson Quimelli
2 de julho de 2014, 1:14
Filed under: caráter de Deus, correção, desobediência, pecado, profecias | Tags: , , ,

Comentário devocional:

Este é um daqueles capítulos cuja leitura muitos procurariam evitar. Nele, Ezequiel é instruído por Deus para raspar a cabeça e a barba com uma espada bem afiada. Deveria, então, pegar e queimar uma terça parte, cortar outra terça parte com a espada ao redor da cidade e espalhar a parte restante ao vento, salvando algumas mechas para costurar em sua roupa e, destas, ainda, atirar algumas no fogo para queimar. A aplicação deste recurso visual é clara: Deus está julgando o seu povo por causa de sua rebeldia e Sua ira está prestes a ser derramada sobre eles.

Julgamento e ira são temas que todos nós tentamos evitar. Eu tenho uma amiga que é conhecida por sua compaixão. Ela ama as pessoas e passa a vida cuidando daquelas que sofrem. Muitas vezes ela passa noites em claro orando por pessoas que estão padecendo. Ela ama a todos, não apenas aqueles que também a amam, mas também aquelas que não gostam dela por qualquer motivo. Esta senhora não quer que ninguém sofra, mesmo que alguns possam considerá-la seu “inimigo”.

Minha amiga compassiva leu essas passagens em Ezequiel e julgou ser o tratamento de Deus muito severo e arbitrário por punir as pessoas de forma tão severa. Mas, à medida que continuou a estudar as Escrituras, ela aprendeu que não podemos retirar esses tipos de passagens de seu contexto, sem considerar o que houve antes e depois.

Os textos bíblicos escritos antes de Ezequiel revelam não somente séculos de promessas de bênçãos pela obediência, mas também de advertências de disciplina e castigos que se seguiriam à rebelião. Então, as pessoas não foram pegas de surpresa nem eram ignorantes do mal que haviam feito. 

O passado de Israel também revela que durante séculos homens e mulheres de Deus lembraram a nação do amor de Deus e apaixonadamente apelaram ao povo para retornar à piedade. E, mais importante, revela que quando o Seu povo se arrependeu no passado, Deus os recebeu de volta. O capítulo cinco de Ezequiel não apresenta um Deus arbitrário, mas um Deus justo, que cumpre Suas promessas.

Assim como não podemos ler capítulos como este isolados do passado, não podemos lê-los isolados do futuro também. Na leitura de hoje, vemos que mesmo que tenhamos a tendência de minimizar o pecado, Deus o leva a sério, especialmente o pecado daqueles que tem maior conhecimento. Na leitura de amanhã, veremos que quando Deus traz julgamento, Ele também fornece graça. Amém.

Pr. Eric Bates
EUA

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/5/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Ezequiel 5 

Comentário em áudio 



Lamentações 1 by Jeferson Quimelli
23 de junho de 2014, 0:00
Filed under: consequências, correção, idolatria, Israel, Jeremias, Lamentações | Tags: ,

Comentário devocional:

Quando ocorre um desastre, as perguntas “como?” e “por que?” de repente se tornam importantes. Como é possível que tudo o que eu conhecia e pensava ser sólido parece estar se derretendo? Como Deus pode ficar quieto diante da minha dor e sofrimento?

O primeiro capítulo de Lamentações ainda não mostra os “comos” e “porquês”, mas estas perguntas surgirão em abundancia nos capítulos seguintes. O livro poético é escrito em um estilo acróstico cuidadosamente projetado, ou seja, o poeta utilizou as 22 letras do alfabeto hebraico como a primeira letra de cada verso nos capítulos 1, 2, 4 e 5. No capítulo 3, no centro do livro, Jeremias usou 66 versos (cada grupo de três versos começando com uma letra do alfabeto hebraico).

Todo este cuidado com os detalhes mostra que estas não são divagações espontâneas de um autor desiludido e magoado – o livro é uma descrição cuidadosamente elaborada da estrutura social e das razões para o exílio. O livro também reconhece que a nossa única esperança está no renovado compromisso com o nosso Criador e Salvador. “Tu, Senhor, reinas para sempre; teu trono permanece de geração em geração” (Lam 5:19 NVI) é uma declaração de fé cujo cumprimento pleno será no futuro. 

A primeira palavra de Lam. 1:1 (“Como…!”) dá o tom. É uma exclamação de dor; um grito de lamento, usualmente utilizada em um ambiente de funeral (2 Sam 1:19, 25, 27,.. Isa 1:21; Jer 48:17). Judá não existe mais; seu templo está destruído (v. 10); seus líderes e sacerdotes tentam fugir (v. 4, 6). A causa para este desastre é evidente: “Jerusalém pecou gravemente; por isso, se tornou repugnante” (v. 8 ARA). O escritor reconhece imediatamente a resposta divina: “o Senhor me afligiu” (v. 12 ARA), “me entregou àqueles que não consigo vencer” (v. 14 NVI), “o Senhor pisou, como num lagar, a virgem filha de Judá” (v. 15 ARA). Esta não é uma “má sorte” que aconteceu “por acaso” ou uma situação política adversa – Deus está por trás da queda de Jerusalém, ilustrando um ponto importante da visão bíblica da história.

Sim, foi Babilônia que destruiu a cidade e seu templo em 586 aC. Sim, foi o rei de Babilônia, Nabucodonosor, que enviou alguns habitantes de Judá para o exílio, mas em última análise, Deus está no controle (Dan. 1:2). Jeremias, assim como Daniel, e todos os outros fiéis de outrora, reconheceram a mão ativa de Deus na história. 

Eu não sei se neste momento você está passando por lutas ou alegrias. Mas lembre-se: o Senhor é justo – e está no controle. Quando Ele traz o julgamento ou a salvação Ele é soberano. Entretanto, Ele está atento às suas lágrimas e disposto a ouvir as suas orações. 

Gerald A. Klingbeil
Universidade de Andrews

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/lam/1/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Lamentações 1 



Jeremias 49 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

O livro de Jeremias contém muitas profecias. Este capítulo é dirigido a cinco povos que tinham relações com o povo de Judá.

A primeira seção é a profecia contra a capital dos amonitas, que eram os descendentes de Ben-Ami, filho da filha mais nova de Ló. Eles viviam no lado oriental do rio Jordão. Os amonitas tinham seu próprio deus, Moloque, que significa “Rei Divino.” No tempo dos juízes os amonitas eram hostis contra os israelitas (Juízes 3:13).  Eles ridicularizavam Israel, dizendo que Israel perdera o domínio da terra que havia sido concedida à tribo de Gade e agora o deus Moloque morava lá (v. 1). Eles trouxeram contra si o desagrado de Deus porque mostraram-se infiéis (v. 4) ao verdadeiro Deus.

A segunda parte deste capítulo é a profecia contra Edom. Os edomitas eram os descendentes de Esaú. Quando os israelitas estavam no Egito, a cidade de Temã, em Edom, era famosa por sua sabedoria. Deus, através do Seu Espírito atuou nas pessoas em Temã enquanto os israelitas estavam adorando ídolos no Egito (Josué 24:14). Infelizmente, Edom acabara se tornando como Sodoma e Gomorra (v. 18) porque os edomitas se deixaram enganar por seu orgulho e coragem (v. 16).

A terceira seção é a profecia contra Damasco, a qual era uma antiga cidade aramaica na beira do deserto que prosperara por causa de seu oásis fértil. Esta cidade teve verdadeiros adoradores de Deus, como Naamã e Hazael, no passado. No entanto, como eles haviam abandonado ao verdadeiro Deus, esta “cidade da alegria” (v. 25 NVI) de Deus seria abandonada.

A quarta seção é a profecia contra Quedar e Hazor. Quedar era filho de Ismael (Gên 25:14). A tribo de Quedar era famosa por suas ovelhas (v. 29) e seus arqueiros hábeis (Isaías 21:17). No tempo dos juízes Israel não foi capaz de conquistar a forte cidade canaanita de Hazor [provavelmente também ismaelita]. Mais tarde, Nabucodonosor, rei da Babilônia, conquistou ambas as cidades. 

A quinta profecia é contra o Elão, terra a leste da Babilônia. Esta profecia foi cumprida quando o Elão tomou o lado dos babilônios, que mais tarde foram derrotados pelos assírios. Se os elamitas tivessem se arrependido, Deus os teria restaurado e os abençoado com prosperidade.

Todas as profecias mencionadas acima eram condicionais. Naquela época, Deus queria que as pessoas – individualmente e como um povo – se arrependessem e retornassem para Deus. Deus tem o mesmo desejo para nós hoje.

Yoshitaka Kobayashi

Japão

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/49/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Jeremias 49