Filed under: caráter de Deus, crescimento espiritual, Deus, restauração, vitória | Tags: consolo
Comentário devocional:
Oh, Senhor, como podem ser difíceis os Teus caminhos! Ezequiel foi Seu profeta fiel, mas ele não foi poupado de nenhuma dor.
A sua esposa, o deleite de seus olhos, morreu no mesmo dia que Jerusalém, a Sua esposa, Senhor, morreu. Como Oséias, antes dele, Ezequiel não apenas falou as palavras de Deus, ele experimentou pessoalmente os sentimentos que Deus estava sentindo.
Senhor, erram aqueles que vêem o Seu caminho como uma forma de escapar da tristeza e da dor. Tu nunca prometeste aos teus seguidores uma vida fácil ou próspera. Quando nos tornamos íntimos de Ti, Senhor, sentimos a dor que Tu sentes pelo pecado. Essa realidade é pesada, quase nos esmaga. Ao nos aproximarmos de Ti, a dor pelo pecado, Sua própria tristeza, se torna também nossa. O seu peso nos esmaga e nos quebranta.
No entanto, não recebemos somente Tua dor e sofrimento. Tu nos dás a Si mesmo. Essa é a essência do Calvário. Quem tem a Ti, tem tudo.
Senhor, sabemos que nenhum de nós é chamado por Ti para a auto-punição. Mas o caminho a que Tu nos chama às vezes é um caminho íngreme e rochoso, com muitos espinhos. No entanto, posso dar testemunho neste dia que Tu és suficiente, pois na minha fraqueza Eu vejo a Tua força perfeita!
Ross Cole
Avondale College, Austrália
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/24/
Traduzido por JAQ/GASQ/JDS
Texto bíblico: Ezequiel 24
Comentário em áudio
Filed under: caráter de Deus, consequências, correção, Israel, Justiça, reforma, restauração | Tags: consequências, disciplina, intercess, Messias
Comentário devocional:
A lista de pecados entre o povo de Deus é chocante: idolatria, assassinato, sacrifício de crianças, adultério, incesto, extorsão e suborno nos tribunais, roubo, opressão dos pobres pelos ricos e a negação do direito aos estrangeiros. A lista é extensa (v. 7-12) E o pior: a podridão começa de cima para baixo. Príncipes, sacerdotes e profetas são igualmente violentamente corruptos (v. 6).
Sem dúvida alguma Deus intervirá e aqueles que agora parecem tão valentes entrarão em colapso. Como o metalúrgico lança o metal impuro na fornalha de purificação, assim Deus reunirá o povo em Jerusalém e soprará fogo sobre ele e eles irão derreter (v. 18-22). Deste modo eles verão o tamanho do Seu desagrado. Não existe como eles possam ser poupados do julgamento divino,
No entanto, Jerusalém não é a própria cidade do Senhor? Não foi o próprio Deus quem estabeleceu os seus muros para manter o inimigo fora? Sim, mas não se deixe enganar. Aqueles muros, aparentemente firmes e fortes, na verdade já estavam comprometidos.
É necessário encontrar rapidamente alguém para reconstruir os muros enquanto ainda há tempo. E se os muros não estiverem ainda completos no momento em que eles forem necessários, então temos que encontrar alguém que se interponha na brecha, evitando, assim, que o desprazer de Deus seja derramado (v. 30).
Aparentemente, não há ninguém capaz de defender o caso de Israel. Não há ninguém qualificado. O que então pode acontecer, senão a desgraça?
No entanto, existe Alguém qualificado que aceitou ficar na brecha. Alguém cujo perfil foi vislumbrado pelos profetas. Ele é ao mesmo tempo Filho de Deus e Filho do Homem, o Único qualificado. Ele se posiciona na brecha, pondo fim ao desagrado de Deus e salvando a Israel.
Jesus ocupou o lugar em que o muro estava quebrado, recebendo sobre Si a ira de Deus sobre o pecado do mundo, dando uma oportunidade não só a Jerusalém, mas a todos que nEle crerem, de sobreviver à justiça que Deus aplicará a toda a terra (Gn. 18:25).
Mas eu também sou chamado para estar com Ele na brecha, orando por minha comunidade, por meu pais e pelo mundo. Não é esta uma honra e uma oportunidade maravilhosa?
Ross Cole
Avondale College, Australia
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/22/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Ezequiel 22
Comentário em áudio
Filed under: caráter de Deus, correção, desobediência, pecado, profecias | Tags: disciplina, ira, juízo, julgamento
Comentário devocional:
Este é um daqueles capítulos cuja leitura muitos procurariam evitar. Nele, Ezequiel é instruído por Deus para raspar a cabeça e a barba com uma espada bem afiada. Deveria, então, pegar e queimar uma terça parte, cortar outra terça parte com a espada ao redor da cidade e espalhar a parte restante ao vento, salvando algumas mechas para costurar em sua roupa e, destas, ainda, atirar algumas no fogo para queimar. A aplicação deste recurso visual é clara: Deus está julgando o seu povo por causa de sua rebeldia e Sua ira está prestes a ser derramada sobre eles.
Julgamento e ira são temas que todos nós tentamos evitar. Eu tenho uma amiga que é conhecida por sua compaixão. Ela ama as pessoas e passa a vida cuidando daquelas que sofrem. Muitas vezes ela passa noites em claro orando por pessoas que estão padecendo. Ela ama a todos, não apenas aqueles que também a amam, mas também aquelas que não gostam dela por qualquer motivo. Esta senhora não quer que ninguém sofra, mesmo que alguns possam considerá-la seu “inimigo”.
Minha amiga compassiva leu essas passagens em Ezequiel e julgou ser o tratamento de Deus muito severo e arbitrário por punir as pessoas de forma tão severa. Mas, à medida que continuou a estudar as Escrituras, ela aprendeu que não podemos retirar esses tipos de passagens de seu contexto, sem considerar o que houve antes e depois.
Os textos bíblicos escritos antes de Ezequiel revelam não somente séculos de promessas de bênçãos pela obediência, mas também de advertências de disciplina e castigos que se seguiriam à rebelião. Então, as pessoas não foram pegas de surpresa nem eram ignorantes do mal que haviam feito.
O passado de Israel também revela que durante séculos homens e mulheres de Deus lembraram a nação do amor de Deus e apaixonadamente apelaram ao povo para retornar à piedade. E, mais importante, revela que quando o Seu povo se arrependeu no passado, Deus os recebeu de volta. O capítulo cinco de Ezequiel não apresenta um Deus arbitrário, mas um Deus justo, que cumpre Suas promessas.
Assim como não podemos ler capítulos como este isolados do passado, não podemos lê-los isolados do futuro também. Na leitura de hoje, vemos que mesmo que tenhamos a tendência de minimizar o pecado, Deus o leva a sério, especialmente o pecado daqueles que tem maior conhecimento. Na leitura de amanhã, veremos que quando Deus traz julgamento, Ele também fornece graça. Amém.
Pr. Eric Bates
EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/5/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Ezequiel 5
Comentário em áudio
Filed under: Aliança, caráter de Deus, confiança em Deus, profecias, verdade | Tags: confiança em Deus, escolhas
Comentário devocional:
Quando o profeta Jeremias acabou de apresentar as palavras de Deus, os capitães dos judeus lhe disseram: “Você está mentindo! O Senhor não lhe mandou dizer que não fôssemos residir no Egito. Mas é Baruque, filho de Nerias, que o está instigando contra nós para que sejamos entregues nas mãos dos babilônios, a fim de que nos matem ou nos levem para o exílio na Babilônia” (v. 2 NVI).
Joanã e outros capitães de campo não acreditaram nas palavras de Jeremias. Eles tinham que admitir que Jeremias havia predito corretamente a destruição de Jerusalém e do reino de Judá, mas era difícil para eles acreditarem numa invasão do exército babilônico ao Egito.
Na história do Antigo Oriente Próximo nenhum exército da Mesopotâmia jamais havia viajado mais de 1600 km a pé, através do Crescente Fértil, para atacar o Egito. Então Joanã e os outros capitães de campo, tomaram todas as pessoas que estavam com eles, incluindo Jeremias e seu secretário Baruque, e rumaram para Tafnes, a leste do Delta do Nilo, no Egito. Sua mudança para o Egito era um “memorial da estultícia [loucura] de deixar os conselhos de Jeová pela sabedoria humana” (Profetas e Reis 461).
Então, Deus ordenou a Jeremias que profetizasse contra o povo de Judá com uma ação simbólica de enterrar grandes pedras na calçada de tijolos quadrangulares em frente da casa real egípcia. As pedras escondidas em frente da casa real egípcia simbolizavam os capitães dos judeus e o povo de Judá que vieram buscar refúgio sob a proteção do rei egípcio.
Jeremias, então, transmitiu ao povo o que o Senhor lhe dissera a respeito da destruição que o rei Nabucodonosor da Babilônia faria contra eles e os egípcios. Nabucodonosor iria ferir a terra do Egito, matar uma parte deles e levar algum deles para o cativeiro na Babilônia. Ele também iria quebrar as imagens dos ídolos no Egito.
“Um texto fragmentário que agora pertence ao Museu Britânico de Londres declara que Nabucodonosor levou a efeito uma expedição punitiva ao Egito no seu 37º ano (568-567 a.C.), durante o reinado do Faraó Amásis (v. Ez 29.17-20).” Comentários da Bíblia NVI Vida [nt].
O que podemos aprender com este capítulo? Desde o momento em que Deus fez um pacto com o povo de Israel, Ele sempre foi fiel ao Seu povo tentando resgatar a Si os infiéis, não desistindo facilmente deles. Ele sempre tentou manter o relacionamento com eles. Somos gratos porque Ele ainda manifesta este comportamento conosco, hoje.
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/43/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Jeremias 43
Filed under: caráter de Deus, fidelidade, integridade, Israel, Justiça, lealdade, Messias, testemunho | Tags: pastores, pecado
Comentário devocional:
É uma grande responsabilidade ser um líder espiritual; ser pastor é uma responsabilidade ainda maior.
Posso entender a paixão que leva uma pessoa a ministrar em nome do nosso Deus, pois desde cedo convivi com muitos pastores. Meu pai é um pastor aposentado e tenho cinco tios que também são pastores. Adicione a esta lista de bênçãos: um irmão, um cunhado e um filho, além de muitos amigos pastores e, especialmente, meu pastor atual.
Nos capítulos anteriores de Jeremias, o foco eram os líderes políticos da nação. Neste capítulo a mensagem é dirigida aos líderes espirituais, pastores e profetas. Deus pronuncia aqui um ai contra os pastores que dispersaram a Seu povo (v. 2).
Algo muito sério e de responsabilidade é representar a Deus perante o povo e pretender falar em Seu nome. É um pecado muito grande diante de Deus perverter Suas palavras, representá-lo mal e profetizar mentiras em Seu nome. Não devemos nunca usar o nome de Deus de maneira inconsequente e descuidada para dar credibilidade a nossos propósitos.
Num período em que os líderes espirituais estavam deixando de repreender o erro e eles mesmos cometendo os mais graves, o Espírito Santo, através de Jeremias, derrama um feixe de luz brilhante em um mundo escuro. Ele profetiza que o próprio Deus irá estabelecer novos pastores que cuidem de seu povo (v. 4) e irrompe em uma bela profecia messiânica! (v. 5-8.)
“Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, rei que é, reinará, e agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na terra. Nos seus dias, Judá será salvo, e Israel habitará seguro; será este o seu nome, com que será chamado: SENHOR, Justiça Nossa” (Jr 23:5-6, ARA). Eles precisavam desesperadamente da justiça de Deus assim como nós também precisamos.
Há um ditado que diz: “Como são os líderes assim é o povo”. Ou seja, o povo segue as ações de seus líderes. E não serão melhores do que eles. É de se admirar, então, que o mal ataque vigorosamente nossos pastores e líderes? Temos o privilégio de interceder por eles em oração, principalmente nestes tempos urgentes.
Uma prática que tem se demonstrado particularmente eficaz na neutralização da Palavra de Deus é a imoralidade. Mesmo que sejamos dedicados ao Senhor, ainda assim somos vulneráveis a tais tentações. Nos tempos de Jeremias, os falsos profetas e sacerdotes estavam levando o povo a decadência espiritual pela omissão da repreensão e por seus próprios atos. Jeremias chama esta situação de “uma coisa horrível” e compara o povo de Jerusalém ao povo de Sodoma (v. 14). Isso vale também para o nosso tempo.
Este capítulo trata acima de tudo acerca da deturpação da vontade de Deus. Dizer que Deus não gosta desta situação é um eufemismo. Foi com tremor que, como pastor, li: “Por isso me esquecerei de vocês e os lançarei fora da minha presença, juntamente com a cidade que dei a vocês e aos seus antepassados” (v. 39).
Jeremias lamenta profundamente a situação. Ele diz que seu “coração está quebrantado” por causa do uso indevido de “santas palavras” de Deus (v. 9). O profeta entende as graves implicações.
Fiquei impressionado com o conceito de que a Palavra de Deus poder ser “furtada” (v. 30). Pensei nas várias formas em podemos fazer isto, mas uma se destaca: os caminhos de um hipócrita – os que dizem uma coisa e fazem outra. Jesus alertou seus discípulos a respeito, porque os escribas e fariseus diziam uma coisa, mas suas ações não estavam em harmonia com o que diziam (ver Mateus 23:2-3).
Será que somos uma pessoa na igreja e outra na vida cotidiana? São os nossos pensamentos sujeitos à Santa Palavra de Deus? Deus está ansioso para que seu povo se desfaça da condição de Laodicéia, em que as pessoas permanecem com um pé na igreja e outro no mundo.
“Senhor, motiva-nos, constranja-nos e dá-nos a força para, como líderes espirituais, sermos fiéis à Sua Palavra em nossos corações e em nossas práticas diárias. Que assim, inspiremos outros a também Te servir, em espírito e em verdade, como Teus verdadeiros filhos e filhas. Amém.”
Dan Houghton
Centro de Pesquisa Hart
Califórnia, EUA
https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/23/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Jeremias 23
Filed under: caráter de Deus, consequências, correção, escolhas, Justiça | Tags: consequências, escolhas, rebeldia
Contexto histórico:
“Nos capítulos 21 e 22, Jeová dirigiu uma mensagem à pessoa do rei de Judá. Anunciou ao rei que ele pusera à sua frente o caminho da vida e o caminho da morte (21.8). O caminho da vida era a obediência (22.3) e traria bênçãos. Zedequias reinou em 597-587 a.C., preferiu o caminho da morte, que lhe causou a rejeição de sua família como dinastia de descendentes e herdeiros do trono de Davi (22.24-30). Pasur, filho de Malquias, deve ser distinguido do Pasur anterior, filho de Imer (20.1). Cerca de vinte anos se haviam passado entre estes capítulos e o anterior [cap. 20] … Zedequias é como a maioria dos homens: usa a religião apenas quando está em situação cujos recursos humanos não são suficientes para obter-se uma solução favorável ao problema que enfrenta; quando não, permite que até os fiéis sejam perseguidos. … Ezequiel, nessa época, estava pregando a mesma coisa na Babilônia (Ez 7.22)”. Comentários da Bíblia Shedd, sobre Isaías 21.
Comentário devocional:
Tempos de desespero pedem medidas desesperadas. A advertência de Jeremias de que Deus iria destruir o país através dos babilônios já se evidenciava pela presença dos exércitos de Nabucodonosor a circundar a cidade. Então o rei Zedequias enviou uma delegação a Jeremias, em busca da Palavra do Senhor, que ele recentemente havia desprezado e rejeitado. Ele fez isso não por conta de um arrependimento verdadeiro ou uma mudança de coração, mas numa tentativa desesperada de evitar o desastre e sobreviver.
Em resposta, Jeremias envia uma mensagem de volta ao rei. A nação havia ido longe demais e a mensagem de condenação e julgamento não só é ratificada, mas ampliada. Não há esperança para a cidade, o rei ou os príncipes, mas ele indica um caminho para que as pessoas comuns sofram menos. Ele diz que Zedequias deveria deixar de lado o instinto de lutar ou fugir e se entregar aos babilônios, porque, então, ele viveria! “Fique aqui e lute, e você vai morrer!” é a mensagem de Jeremias. Deus sempre dá a oportunidade de escolher a vida.
Jeremias lembra à Casa de Davi, o rei e os seus príncipes, que a razão para isso estar acontecendo é a total corrupção dentro da estrutura dirigente da nação. Deus faz aqui uma apaixonada defesa em prol da justiça, honestidade e compaixão como sendo uma obrigação da liderança para com as pessoas. Os líderes que não atenderem a este apelo de Deus sofrerão as conseqüências de sua maldade.
Isso me faz lembrar de um princípio que procurei incutir em meus filhos enquanto eles cresciam: tomem boas decisões e coisas boas acontecerão; tomem decisões ruins e coisas ruins acontecerão! Quanto mais boas decisões você tomar, mais coisas boas acontecerão. E o oposto também é verdadeiro: quanto mais cedo você parar de tomar más decisões e começar a tomar boas decisões, coisas boas vão acontecer mais rapidamente!
A boa notícia neste capítulo é que o amor e a justiça de Deus não permitirão que a corrupção do pecado dure para sempre. Se você sofre com injustiça e opressão, saiba que um dia Ele fará o acerto de contas e estabelecerá uma nova ordem de coisas em que habita a justiça. Louvado seja Deus!
Dan Houghton
Centro de Pesquisa Hart
Califórnia, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/21/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Jeremias 21
Comentário devocional:
Isaías tem mais a dizer sobre a punição que Deus traria aos moabitas, além do já mencionado no capítulo 15. Informação adicional sobre este período em que os assírios causaram grande destruição é encontrada em 2 Reis 17 a 19, quando Oséias reinava em Samaria, o Reino do Norte de Israel, e Ezequias reinava sobre Judá, o reino do sul.
Deus, ao trazer julgamentos sobre Moabe, condena seu orgulho e arrogância (v. 6).
Quando Isaías menciona a palavra “destruidor ” (v. 4), ele não pensa somente nos assírios, ele a utiliza num contexto mais amplo do que daquele momento histórico. Ele tem em mente a Satanás e seus ajudantes, os impérios do mundo a quem ele usa.
Isaías nessa visão olha para o futuro e vê que “o opressor terá fim” (v. 4b). Ele vê que um juiz se assentaria no trono em busca de justiça e retidão (v. 5). Este é Jesus Cristo, o filho de Davi, o Messias. E além de assentar-se no trono que se baseia na verdade, também seria nosso advogado no Céu, buscando e fazendo justiça.
No verso 7 Isaías se volta para os juízos de Deus contra Moabe e para a agitação causada por Satanás entre as nações. Enquanto Isaías explica a punição de Moabe, que não teria mais colheitas nem mais cantos alegres (v. 7-8), mais uma vez ele olha para além das duras realidades deste mundo e enxerga as realidades do céu: o coração de Deus está sofrendo e Ele chora: “Pelo que prantearei … regarte-ei com as minhas lágrimas” (v. 9 ARA) porque “foram-se a alegria e a exultação” (v.10 NVI). Enquanto Satanás exulta com a destruição causada por ele, Deus lamenta pelo sofrimento dos impenintentes (v. 11). Esse é o Deus a quem servimos, um Deus amoroso que lamenta qualquer escolha errada, seja de pessoas do seu povo ou de outros povos.
A razão para toda essa triste realidade ao tempo de Isaías são os lugares altos para onde as pessoas iam adorar seus ídolos ao mesmo tempo em que ia ao santuário buscar a Deus em oração (v. 12). Deus, através de Isaías, diz que “o esplendor de Moabe e toda a sua grande população serão desprezados” (v. 14a NVI). Isto aconteceu quando o comandante do exército assírio veio para Ashdod e a tomou. Apenas um pequeno e fraco remanescente de Moabe seria deixado (verso 14b).
Querido Deus,
Moabe trouxe punição severa sobre si mesmo pelo seu orgulho e ódio e por causa de seu coração dividido. Senhor, ajuda-nos a enxergarmos como o Seu coração chora e derrama lágrimas por nossa causa, ao desejar e buscar nossa pureza e entrega completas. Que o Seu amor nos motive a isso. Amém.
Koot van Wyk
Coreia do Sul
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/16/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Isaías 16
Comentário devocional:
Eliú, o jovem interlocutor fez um longo discurso. Ele começou no capítulo 32 e, agora, no capítulo 36, ainda continua a falar. Ele exalta a justiça do seu Criador e sente-se confiante de que o público irá aceitar suas palavras, pois não são falsas (versos 1-4).
Para Eliú, se alguém está acorrentado em vestes de pobreza, como Jó, então Deus lhe revela suas transgressões, pois certamente agiu com orgulho. Deus abre os ouvidos dessa pessoa para a disciplina e pede-lhe para se arrepender da sua iniqüidade (versos 8-10).
A resposta humana resulta nas seguintes ações divinas: Se as pessoas ouvem o que Deus diz e passam a servi-Lo [então] elas findarão os seus dias em prosperidade e alegria (versículo 11). Embora estas palavras soem como verdade do evangelho, e na verdade o são, o problema é que sem uma compreensão da história do grande conflito, Eliú vê o cumprimento dessas promessas no aqui e agora, e as entende principalmente no sentido material. A má notícia é que, se as pessoas não escutam, elas desaparecerão e perecerão pela espada porque não suplicaram pela salvação (vers. 12-13). De acordo com Eliú, a recompensa dada por Deus, ocorre na vida aqui na terra.
Entre os versos 22-32, Eliú quer apresentar-nos a imagem que ele tem de Deus. Deus é muito grande em poder, quem é um professor como ele? Quem pode dizer: “Você fez injustiça?” Lembre-se que você deve engrandecer a obra dEle, a qual os homens têm bloqueado. Todos os seres humanos têm visto a obra de Deus. Deus é grande, não sabemos o número dos seus anos. Deus aumenta as gotas de água conforme Ele vê a necessidade. O resultado é que as nuvens lançam suas águas para baixo e as derramam sobre grandes seres humanos (versos 22-28). Eliú parece sugerir a Jó que se alguém é uma grande pessoa, a chuva cairá em sua propriedade. Ele diz que não se pode compreender como as nuvens se propagam. Ele julga as nações. Ele dá comida em abundância. Com a Sua mão Ele dirige o raio e lhe dá ordens para atacar. O Seu trovão declara a aproximação da tempestade (versos 29-32). Eliú fala sobre como Deus (da maneira como ele entende) lida com os seres humanos. Os abençoados são orientados por Deus, mas os orgulhosos não o são.
Querido Deus,
És o Grande Doador da sabedoria. Louvamos o Seu nome por causa disso. Sem a Sua profecia ficaríamos perdidos em meio a tantas explicações. Obrigado pela segurança da profecia.
Koot van Wyk
Universidade Nacional Kyungpook
Sangju, Coreia do Sul
Traduzido e adaptado por JDS
Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Job/36/
Texto bíblico: Jó 36
Comentário Devocional:
Agora Elifaz tem a sua vez de falar. Ele toma a retribuição final que acontecerá nos últimos dias e a aplica à vida presente das pessoas. Ele levanta várias questões: “Se um homem ensina aos outros a sabedoria, Deus vai se beneficiar dele?” (v. 2), e “Que é que Ele [Deus] ganharia se os seus caminhos fossem irrepreensíveis?” (v.3, NVI). Estas questões são semelhantes às levantadas por Lúcifer durante a sua rebelião no céu. Isso é totalmente anti-bíblico, pois sabemos que Deus disse “seja justo porque eu sou justo.”
Como Jó está sofrendo, Elifaz conclui que Deus o castigou. “Não é grande a sua maldade?” (v. 5). Em seguida, ele lista as maldades feitas por Jó: ele não honrou as promessas feitas e tomou as vestes dos nus (v. 6), não deu água ao sedento (v. 7), não alimentou ao faminto (v. 7), mandou viúvas embora de mãos vazias (v. 9), esmagou a força dos órfãos (v. 9). De acordo com Elifaz, as qualidades de um “governante ideal” foram ignoradas pelo rico Jó. Portanto, agora ele está cercado de armadilhas (v. 10), como o medo e a escuridão (v. 11).
Elifaz nos revela a sua compreensão acerca de Deus. Ele diz que Deus está no alto e vê as estrelas e galáxias. Ele discorda daquilo que afirma ser o pensamento de Jó, de que Deus não pode saber o que está acontecendo aqui na terra, porque “nuvens espessas o impedem de ver” a humanidade (vv. 13-14). Elifaz interpreta mal as palavras de Jó. Ele, então, desafia a Jó: Você vai se apegar aos velhos caminhos em que os perversos andam? Não se esqueça de que Deus encheu as casas deles com coisas boas, apesar deles terem dito a Deus para afastar-se deles. Em seguida, eles foram arrastados pela enxurrada. Os ímpios são destruídos e sua riqueza é consumida pelo fogo. Que o pensamento do ímpio esteja longe de mim (vv. 16-20).
Se Jó se arrependesse e “fizesse as pazes com Deus, ficaria em paz.” Jó deve receber a instrução que vem da Sua boca e colocar no coração as Suas palavras. (vv. 21-22). Ele deve retornar ao Todo-Poderoso (conversão) e, em seguida, deve ser edificado, mas ele deveria afastar a injustiça de suas tendas (v. 23). Se Jó orar a Deus e cumprir os seus votos o Altíssimo o ouvirá (v. 27). “O que você decidir se fará, e a luz brilhará em seus caminhos” (v. 28).
Elifaz finaliza dizendo a Jó para se animar, porque a exaltação virá para aqueles que são humildes (v. 29).
Querido Deus,
Este mundo não é nosso lar, não queremos viver aqui para sempre. Queremos as recompensas eternas que resultarão do relacionamento contigo. Mantenha-nos apegados a Ti, como aconteceu com Jó. Amém.
Koot van Wyk
Universidade Nacional Kyungpook
Sangju, Coreia do Sul
Trad GASQ/JDS
Texto bíblico: Jó 22
Comentário devocional:
Neste capítulo Jó responde a Bildade e a Elifaz, cujos discursos misturavam a verdade com o erro.
Jó até concorda com o pouco de verdade existente nas palavras. “Na verdade, sei que assim é” (v.2), diz Jó ao concordar com boa parte de suas mensagens. Então Jó pergunta: “Como pode o homem ser justo para com Deus? Se quiser contender com Ele, nem a uma de mil coisas lhe poderá responder” (v.3).
Lemos em Apocalipse 20 que Deus concederá aos santos mil anos para conversar com Ele acerca daqueles que não foram salvos. É também um tempo de confirmação do julgamento efetuado, reconhecendo que os juízos de Deus foram justos e indiscutivelmente misericordiosos.
Jó exalta a grandeza de Deus (v. 4-13) e diz que Ele é sábio, poderoso, move montanhas, pode fazer com que o Sol não nasça, esconde as estrelas, estende os céus, anda em alto-mar e comanda as constelações. Ninguém pode vê-Lo, porque ninguém pode ver a Sua face e viver.
Jó então retorna ao seu discurso principal (v. 14) acerca da necessidade de um juízo investigativo. Segue-se uma série de nove declarações condicionais em que Ele afirma não ter qualquer chance de argumentar com Deus e ser ouvido. Mesmo que pudesse defender-se neste juízo, suas palavras iriam condená-lo (v.20).
Em seguida, Jó reflete sobre o resto de seus anos e diz, que os seus dias passaram como um corredor veloz (v. 25-28) e não retornam, “como barcos de junco ; como a águia que se lança sobre a presa” (v. 26). Jó reflete sobre a sua situação, mas isto não o ajuda. Ele chega a conclusão de que já havia sido considerado culpado e portanto seria inútil procurar ser bom (v. 29).
De acordo com Jó, um juízo investigativo se faz necessário. Ele pede um mediador humano entre Deus e o homem (v. 32-33). Ele não tem medo de Deus, pois afinal de contas suas reflexões não são a resposta final para a realidade maior que ele desconhece (v. 35).
Querido Deus,
Jó teve dificuldades para entender porque estava sofrendo tanto quase no final de sua vida. Ajuda-nos a entender que o sofrimento é resultado direto da ação de Satanás. Por favor, sejas o nosso protetor.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
Texto bíblico: Jó 9