Reavivados por Sua Palavra


I Coríntios 4 by jquimelli
18 de março de 2015, 1:00
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Comentário devocional:

Este capítulo nos fala  acerca da importância da humildade. O conhecimento que temos de Deus é limitado, como indicado pelo fato de que o apóstolo Paulo descreve o nosso papel como meros “encarregados dos mistérios de Deus” (4:1, NVI). Nossa responsabilidade é a de sermos fiéis (v. 2). 

Uma das coisas mais difíceis é não julgar uns aos outros. Como pastor, e agora como professor de pastores, aprendi que é importante perceber que, muitas vezes, há mais na história do que sabemos.

Eu nunca esquecerei uma pessoa que queria ser batizada. Quando me sentei com o marido e sua mulher em meu escritório, cada um deles sentou-se em extremos opostos da sala. Depois de alguns minutos, decidi perguntar-lhes acerca do casamento deles. Ele confessou que se sentia atraído por outras mulheres. Embora eu estivesse feliz por ele desejar ser batizado, disse-lhe que, primeiro, precisávamos conversar sobre esse problema. Ele reagiu e chegou ao ponto de dizer aos outros que um pastor “mesquinho” não estava querendo batizá-lo. Os membros da Igreja vieram me perguntar por que eu não queria batizá-lo, mas não seria ético partilhar com eles o que realmente estava acontecendo.

Nós raramente sabemos a história toda, e, portanto, devemos ter cuidado de não julgar os outros, mas deixar o julgamento nas mãos de Deus. “Portanto, não julguem nada antes da hora devida; esperem até que o Senhor venha. Ele trará à luz o que está oculto nas trevas e manifestará as intenções dos corações” (v. 5). O apóstolo Paulo nos lembra que em nossa própria história há mais do que imaginamos. 

Como cristãos, representamos a Cristo perante o mundo, e perante o universo. “Viemos a ser um espetáculo para o mundo, tanto diante de anjos como de homens” (v. 9, NVI). Nossa história é parte de uma história maior.

“Quando somos amaldiçoados, abençoamos; quando perseguidos, suportamos; quando caluniados, respondemos amavelmente. Até agora nos tornamos a escória da terra, o lixo do mundo” (vs. 12,13). É notável que quando o mártir cristão, João Huss, pereceu nas chamas, séculos atrás, por recusar desistir da sua fé, ele disse aos seus acusadores: “Deus é minha testemunha que… a principal intenção de minha pregação e de todos os meus outros atos ou escritos foi apenas levar os homens a abandonarem o pecado. Esta é a verdade acerca do Evangelho que eu escrevi, ensinei e preguei… Eu estou disposto a morrer com alegria hoje”. Quando ele foi amarrado a um poste, e as chamas e a fumaça subiam, sua voz podia ser ouvida cantando: “Jesus, Filho do Deus vivo, tem misericórdia de mim”.

Michael W. Campbell, Ph.D.
Professor Assistente, Estudos Históricos / Teológicos
Instituto Adventista Internacional de Estudos Avançados
Filipinas




Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1co/4/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: I Coríntios 4 
Comentários em áudio 



I Corintios 4 – Comentários Selecionados by tatianawernenburg
18 de março de 2015, 0:00
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1 Despenseiros. Os gregos usavam esta palavra para a administração de uma propriedade. O mordomo não só presidia sobre os assuntos da casa, mas também fazia provisões para ela. A aplicação desta palavra aos ministros de Cristo é singularmente apropriada. O ministro do evangelho é responsável por cuidar da igreja de Deus na Terra e prover o necessário para seu bem-estar. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 751. 

4 O Senhor. Somente Deus é capaz de fazer uma investigação completa da vida e da mordomia do apóstolo. Só Ele pode ler o coração e compreender o que motiva cada palavra e cada ação. CBASD, vol. 6, p. 752.

5 Nada julgueis. Paulo deixa claro que é errado acariciar uma opinião inflexível sobre o próximo. CBASD, vol. 6, p. 752.

6 Apliquei-as. Tudo o que escreveu a respeito dos mestres religiosos, Paulo aplica a si mesmo e a Apolo, que estava intimamente ligado a ele. CBASD, vol. 6, p. 753.

8 Chegastes a reinar. Ou, “começaram a reinar como reis”. Esta declaração atinge o clímax da ironia. Paulo compara seus leitores orgulhosos com os que alcançaram o topo, onde não há nada mais para se alcançar ou desejar. CBASD, vol. 6, p. 753.

9 Os apóstolos, em último lugar. A metáfora é a de um anfiteatro, onde os participantes que chegaram ao final da exibição tivessem que brigar entre si até a morte ou ser dilacerados por feras. Não havia esperança para eles. Os apóstolos são apresentados como se estivessem na condição de prover diversão para espectadores cruéis. CBASD, vol. 6, p. 754.

10 Loucos. ”A palavra da cruz é loucura para os que se perdem” (1Co 1:18). Devido ao fato de persistirem em apresentar as boas-novas da salvação por meio da fé em Jesus Cristo, os apóstolos eram considerados como tolos e de pouco entendimento. Contudo, não ousavam misturar a sabedoria mundana com a simplicidade do evangelho. CBASD, vol. 6, p. 754.

12 Nossas próprias mãos. Embora tivesse sido chamado por Deus para o ministério do evangelho, Paulo se mantinha com seu trabalho manual. CBASD, vol. 6, p. 755.

14 Para vos envergonhar. Paulo queria abrandar suas palavras e suavizar as severas observações. Havia razão para os membros da igreja de Corinto se envergonharem por causa das contendas e disputas entre eles. Quando os que estão no erro são levados a ver seu pecado, deve-se ter cuidado para que não lhes quebre a autoestima. CBASD, vol. 6, p. 756.

16 Imitadores. Literalmente, “mímica”. esta é uma declaração ousada para qualquer ministro cristão. Mas é verdade que cada obreiro de Deus deve viver de forma a refletir a imagem de Jesus,  a fim de que possa, confiantemente, dizer aqueles para quem exerce seu ministério que siga seu exemplo. CBASD, vol. 6, p. 756.

17 Meu filho amado. Paulo viu no jovem Timóteo alguém que podia se tornar um obreiro útil para Deus, então o escolheu para ser um de seus companheiros de viagem e colaboradores. O apóstolo tinha se referido aos coríntios como filhos, portanto, era apropriado enviar-lhes para representá-lo alguém que tinha nascido em Cristo por meio de sua pregação, assim como eles. CBASD, vol. 6, p. 757.

20 Não em palavra. O reino espiritual de Deus na Terra não é estabelecido ou promovido por pretensões jactanciosas e palavras humanas vãs. É preciso algo mais do que afirmações de autoridade da parte dos que não estão dispostos a se conformar com a simplicidade da mensagem do evangelho, acrescentando á verdade suas próprias interpretações e exaltando ambições de autoridade. CBASD, vol. 6, p. 758.

21 Amor. A correção deve sempre ser ministrada com amor, tendo em vista o bem-estar e a felicidade de quem errou. É preciso agir com firmeza e, as vezes, com severidade a fim de manter a igreja livre de confusão e contenda. No entanto, tudo deve ser suavizado com verdadeira preocupação pelo bem-estar eterno das pessoas envolvidas. CBASD, vol. 6, p. 758.



Jó 22 by Jobson Santos
18 de julho de 2013, 1:00
Filed under: caráter de Deus | Tags: ,

Comentário Devocional:

Agora Elifaz tem a sua vez de falar. Ele toma a retribuição final que acontecerá nos últimos dias e a aplica à vida presente das pessoas. Ele levanta várias questões: “Se um homem ensina aos outros a sabedoria, Deus vai se beneficiar dele?” (v. 2), e “Que é que Ele [Deus] ganharia se os seus caminhos fossem irrepreensíveis?” (v.3, NVI). Estas questões são semelhantes às levantadas por Lúcifer durante a sua rebelião no céu. Isso é totalmente anti-bíblico, pois sabemos que Deus disse “seja justo porque eu sou justo.”

Como Jó está sofrendo, Elifaz conclui que Deus o castigou. “Não é grande a sua maldade?” (v. 5). Em seguida, ele lista as maldades feitas por Jó: ele não honrou as promessas feitas e tomou as vestes dos nus (v. 6), não deu água ao sedento (v. 7), não alimentou ao faminto (v. 7), mandou viúvas embora de mãos vazias (v. 9), esmagou a força dos órfãos (v. 9). De acordo com Elifaz, as qualidades de um “governante ideal” foram ignoradas pelo rico Jó. Portanto, agora ele está cercado de armadilhas (v. 10), como o medo e a escuridão (v. 11).

Elifaz nos revela a sua compreensão acerca de Deus. Ele diz que Deus está no alto e vê as estrelas e galáxias. Ele discorda daquilo que afirma ser o pensamento de Jó, de que Deus não pode saber o que está acontecendo aqui na terra, porque “nuvens espessas o impedem de ver” a humanidade (vv. 13-14). Elifaz interpreta mal as palavras de Jó. Ele, então, desafia a Jó: Você vai se apegar aos velhos caminhos em que os perversos andam? Não se esqueça de que Deus encheu as casas deles com coisas boas, apesar deles terem dito a Deus para afastar-se deles. Em seguida, eles foram arrastados pela enxurrada. Os ímpios são destruídos e sua riqueza é consumida pelo fogo. Que o pensamento do ímpio esteja longe de mim (vv. 16-20).

Se Jó se arrependesse e “fizesse as pazes com Deus, ficaria em paz.” Jó deve receber a instrução que vem da Sua boca e colocar no coração as Suas palavras. (vv. 21-22). Ele deve retornar ao Todo-Poderoso (conversão) e, em seguida, deve ser edificado, mas ele deveria afastar a injustiça de suas tendas (v. 23). Se Jó orar a Deus e cumprir os seus votos o Altíssimo o ouvirá (v. 27). “O que você decidir se fará, e a luz brilhará em seus caminhos” (v. 28).

Elifaz finaliza dizendo a Jó para se animar, porque a exaltação virá para aqueles que são humildes (v. 29).

Querido Deus,
Este mundo não é nosso lar, não queremos viver aqui para sempre. Queremos as recompensas eternas que resultarão do relacionamento contigo. Mantenha-nos apegados a Ti, como aconteceu com Jó. Amém.

Koot van Wyk
Universidade Nacional Kyungpook
Sangju, Coreia do Sul

Trad GASQ/JDS

Texto bíblico: Jó 22




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