Reavivados por Sua Palavra


EZEQUIEL 27 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
18 de janeiro de 2021, 0:45
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“Os mercadores dentre os povos assobiam contra ti; vens a ser objeto de espanto e jamais subsistirás” (v.36).

Já não bastasse a profecia referente à sua destruição, Tiro também foi objeto de lamentação. O cântico fúnebre sobre Tiro revela um pouco mais de sua importância no cenário econômico daquela região. Os principais reinos daquele tempo foram citados pelo profeta como seus principais mercadores. Em um comércio em sistema de câmbio, as mercadorias mais preciosas e caras eram as moedas de troca e, definitivamente, Tiro podia ser considerada como a superpotência do comércio marítimo. Suas embarcações eram impecáveis e seus pilotos, os mais sábios. A busca pela primazia foi tão grande e seus esforços para isso tão eficientes, que sobre si mesma afirmava com orgulho: “Eu sou perfeita em formosura” (v.3).

Essa busca exacerbada pelo poder ou pela fama teve início no Céu, no coração de um anjo de luz. Ao contemplar a sua formosura e atentando para a sua função privilegiada, Lúcifer cobiçou ser visto pelos demais anjos como digno de admiração e até de adoração. Veremos no capítulo de amanhã como a profecia do rei de Tiro se aplica com exatidão a este ser que foi criado não para ser melhor do que os demais anjos, mas para, junto com eles, fazer parte dos propósitos eternos de Deus. O exemplo de Tiro serve para nós como um meio de aprendermos através dos seus erros. Quando a busca pelo poder ou aprimoramento excede a humildade, o ser humano esquece que o princípio do reino dos céus é o serviço.

Em Seu ministério terrestre Jesus Se deparou com uma igreja orgulhosa por suas edificações e cerimônias. Seu ministério de simplicidade e serviço tornou-se uma afronta para aqueles que ostentavam uma religião de vaidades. As aparições públicas dos líderes religiosos eram um espetáculo à parte e a reprovação de Jesus endureceu ainda mais seus corações orgulhosos: “Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte, não tereis galardão junto de vosso Pai celeste” (Mt.6:1). Na primeira manifestação de admiração dos discípulos pelas construções do templo, Jesus declarou a destruição do orgulho da nação: “Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada” (Mt.24:2).

O Senhor não condena a beleza e o esmero. De forma alguma! O que Ele condena é que essas coisas se tornem mais importantes do que o objetivo principal, o qual Ele mesmo aponta como característica dos salvos: “Porque tive fome, e Me destes de comer; tive sede, e Me destes de beber; era forasteiro, e Me hospedastes; estava nu, e Me vestistes; enfermo, e Me visitastes; preso, e fostes ver-Me” (Mt.25:35-36). Se o amor de Deus estiver em uma choupana, certamente este lugar será mais feliz e abençoado do que uma casa cuja preocupação está em revestir-se de caros ornamentos. O brilho da luz celeste e o poder do Espírito Santo não é dado e nem manifestado mediante esforço corruptível, e sim mediante perseverante confiança nas promessas de Deus (At.1:14).

Ao subir ao Céu Jesus não deixou uma igreja com edifícios terrestres, mas edificada sobre a Rocha (Mt.7:24). Os discípulos não deixaram de congregar ou de frequentar as sinagogas. Pelo contrário. Continuaram a ir à igreja como de costume, mas não mais com os olhos nas edificações, mas nas pessoas que ali estava, até mesmo aquelas que eram impedidas de ali entrar (At.3:2). O cumprimento da promessa do Consolador veio a um pequeno povo que reconheceu a sua completa dependência de Deus na missão de pregar o evangelho. Suas vidas tornaram-se verdadeiros santuários do Espírito Santo e onde quer que estivessem, em sinagogas luxuosas ou na beira de um rio, faziam “tudo para a glória de Deus” (1Co.10:31).

Precisamos reavivar esse espírito de serviço e humildade. Algo que só podemos obter na escola do Mestre divino: “Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração” (Mt.11:29). Em um tempo sobremodo solene como este, em que tantas vidas têm sido dizimadas, o Senhor não nos pede empreendimentos admiráveis, mas um coração submisso à Sua vontade, de modo que a nossa vida seja guiada pelo Espírito assim como foi com Filipe (At.8:29) e os demais apóstolos. Se o mundo necessitasse de belos edifícios de adoração e de programações bem elaboradas, já teríamos presenciado uma conversão em massa. Mas o que o mundo necessita é ver Jesus em nós, como Ele mesmo afirmou: “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo.13:35). Logo o nosso Senhor virá e Ele não nos pedirá contas das coisas corruptíveis, mas das espirituais. Que Ele nos encontre “levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2Co.10:5). Vigiemos e oremos!

Bom dia, santuários do Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel27 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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