Reavivados por Sua Palavra


ESTER 3 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
15 de dezembro de 2019, 0:55
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1278 palavras

1 Depois desses acontecimentos. Quatro anos decorreram após a coroação de Ester como rainha (v. 7; 2.16, 17). (Bíblia de Estudo NVI Vida).

Hamã. Mais tarde, quando o livro de Ester passou a ser lido anualmente na festa de Purim, os judeus assimilaram a tradição de clamar “Seu nome seja apagado”, “Faze o nome dos ímpios perecer”, na hora da pronúncia desse nome [e fazer muito barulho, para que o seu nome não seja ouvido]. Hamã destaca-se pela vaidade, determinação, paixão, arrogância e pelo egoísmo (Bíblia Shedd).

Diz Josefo que “agagita” significa um descendente de Agague, o nome comum para os reis amalequitas (Nm 24.7) (Comentário Bíblico Devocional VT – FBMeyer).

Agagita provavelmente se refere ao legado genealógico do rei Agague dos malequitas, inimigos de longa data dos judeus (Êx 17:16; 1Sam 15:20) (Andrews Study Bible).

2 E se prostravam. Ou seja, prostravam-se perante Hamã no costume comum oriental. Este ato significava submissão, lealdade e obediência (CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 522).

O termo utilizado para descrever o movimento de se curvar é, por vezes, associado com adoração (Êx 34:8; 2Cr 7:3, etc.). A recusa de Mordecai poderia ser interpretada neste sentido. A adoração aceitável desempenha um importante papel na história do povo de Deus. Os três amigos de Daniel preferiram morrer do que adorar a estátua de um rei babilônio (Dan 3:12-18); a adoração será também crucial nos eventos do tempo do fim (Ap 14:7-12) (Andrews Study Bible).

A obediência ao segundo mandamento (Êx 20.4) não é a causa de Mardoqueu se recusar a curvar-se diante de Hamã, pois os judeus estavam dispostos a se curvar diante dos reis (v. 1Sm 24.8; 2Sm 14.4; 1Rs 1.16) e de outras pessoas (v. Gn 23.7; 33.3; 44:14). Somente a inimizade de longa duração entre os judeus e os amalequitas explica a recusa de Mardoqueu e a intenção de Hamã de destruir todos os judeus (v. 5,6). A ameaça contra os judeus “em todo o império”(v. 6) é uma ameaça contra a questão suprema da história da redenção (Bíblia de Estudo NVI Vida).

Fazer o que é correto pode não fazer você popular. Aqueles que fazem o que é certo estarão em minoria, mas obedecer a Deus é mais importante do que obedecer a pessoas (Atos 5:29) Não devemos deixar que nenhuma pessoa, instituição ou governo tome o lugar de Deus.Quando pessoas exigem de você lealdade ou encargos que não honram a Deus, não desista. Pode ser o momento de tomar uma posição (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

5,6 Hamã amava seu poder e autoridade e a reverência que demonstravam a ele. Os judeus, entretanto, viam a Deus como sua autoridade suprema, não qualquer homem. Hamã percebeu que o único modo de realizar seus desejos auto centrados era matar todos que desobedecessem sua autoridade. Sua busca por poder pessoal e seu ódio aos judeus o consumiam [… ] A ira de Hamã não era dirigida diretamente a Mordecai, mas àquilo que Mordecai defendia: a dedicação dos judeus a Deus como única autoridade digna de reverência. A atitude de Hamã era preconceituosa. Ele odiava um grupo de pessoas por causa de uma diferença de crença ou cultura. O preconceito surge do orgulho pessoal – considerar-se melhor do que outros. Ao final, Hamã foi punido por sua atitude arrogante (7.9, 10). Deus julga severamente os preconceituosos ou aqueles cujo orgulho os faz olhar os outros com desprezo [olhar de cima] (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

7 Nisã. Março-abril. Nome internacional aramaico; antes do exílio, usava-se o antigo nome heb Abibe, o mês da Páscoa.

Após o cativeiro, este nome substituiu abibe entre os judeus. (CBASD, vol. 3, p. 522).

se lançou o Pur, isto é, sortes. Hamã usava a antiga prática do lançamento de sortes (1Sm 14.41-42; Pv 16.33) para determinar o tempo mais propício do seu plano de destruição dos judeus. A forma plural de pur, purim, é o nome da celebração que comemora a morte de Hamã, o “Adversário dos judeus” (9.23-32). (Bíblia de Genebra).

Hamã lançou sortes para determinar o melhor dia para executar o seu decreto. Mal ele sabia que estava jogando nas mãos de Deus, porque o dia da execução foi determinado quase um ano à frente, dando tempo para que Ester fizesse seu pedido ao rei. A palavra persa para “sortes” era purim, que se tornou o nome da festa celebrada pelos judeus quando eles libertos, não mortos, no dia designado por Hamã (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

Há uma certa ironia no fato de o mês em que os judeus celebram a Páscoa, quando foram libertos do Egito, ser também o mês em que Hamã começou a tramar sua destruição (Êx 12.1-11). (Bíblia de Estudo Arqueológica NVI).

Adar. Fevereiro-março. Hamã estava disposto a esperar um ano para obter o dia certo. O que nos parece ser superstição grosseira, era considerado uma verdadeira ciência, na época (Bíblia Shedd).

8 um povo. Hamã fez uma representação falsa e maliciosa dos judeus e de seu caráter para o rei. (Bíblia de Estudo Mathew Henry).

O preconceito é semeado ao se levantar suspeitas. Pessoas ou povos um pouco diferentes são vistos como suspeitos e, consequentemente, perigosos. Hamã usou argumentos típicos de orgulho nacionalista. (Bíblia de Estudo Andrews).

9 dez mil talentos. O talento pesava 30 kg. A renda total do império persa era 17.000 talentos, e os cofres imperiais estavam vazios por causa da guerra contra os gregos. A grandeza da oferta, e a cortês recusa do rei, são a maneira oriental de dizer: “Vamos despojar os judeus, e dividir entre nós os lucros”. Tanto era o ódio de Hamã, e a ganância do rei, que nem se levava em consideração o terrível sofrimento e o clima de terror que haveria de permanecer no império (Bíblia Shedd).

para que se execute esse trabalho. Ou “para que o executa”. (Bíblia de Estudo NVI Vida).

A recente guerra grega, sem dúvida, drenou pesadamente o tesouro real, mas seria indigno da honra do rei, talvez, aceitar um suborno. (CBASD, vol. 3, p. 523).

10 anel. Outra reação impulsiva do rei autorizava Hamã a expedir decretos reais (cf. Gn 41.42). (Bíblia de Genebra).

De posse do selo real, Hamã tinha poder para emitir os decretos que desejasse, pois o selo real dava-lhe plena autoridade. A palavra de Hamã era, portanto, igual à do rei, que na verdade deu permissão a Hamã para fazer o que quisesse. (CBASD, vol. 3, p. 524).

11 essa prata. A soma mencionada foi recusada, mas ficou por entendido que o rei não recusaria sua parte dos despojos (Bíblia Shedd).

13 O decreto de Hamã contra Israel é a mesma destruição que anteriormente tinha sido decretada [e não cumprida] contra Amaleque (1Sm 15.3). (Bíblia de Estudo NVI Vida).

15 correios. Heb raçim “os que correm”. O império persa foi o primeiro a estabelecer o sistema de correios, que possuía autoridade para requisitar para este serviço público, cavalos, portadores e alimentos dentre as populações civis que se achassem no seu caminho. Esse costume é aludido em Mt 5.41 (Bíblia Shedd).

Os correios saíram, com extrema urgência, carregando cópias do decreto a todas as províncias (Bíblia de Estudo Mathew Henry).

o rei e Hamã se assentaram a beber. A inserção deste detalhe na narrativa parece destinada a sublinhar a dureza do coração do rei e de Hamã. Depois de ter determinado a destruição de uma nacão, passaram a se divertir em um banquete de vinho (CBASD, vol. 3, p. 525).

Susã estava perplexa. A maior parte dos habitantes era, possivelmente, de persas e elamitas, mas pode ter havido um espírito generalizado entre as pessoas de outras nacionalidades de que a ocorrência agora definida era perigosa. Geralmente, as pessoas da capital do reino aprovavam o que o grande rei fazia. Naquele momento, porém, elas pareciam duvidar da providência e justiça do que ele tinha feito. É possível, no entanto, que o escritor se refira aos judeus residentes na capital em vez de toda a população. (CBASD, vol. 3, p. 525).


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