Reavivados por Sua Palavra


DEUTERONÔMIO 33 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
16 de abril de 2019, 0:30
Filed under: Sem categoria


“Esta é a bênção que Moisés, homem de Deus, deu aos filhos de Israel, antes da sua morte” (v.1).


Convocado pelo Senhor para subir no monte Nebo, Moisés precisava se despedir do povo que por tantos anos guiara. Não deve ter sido fácil para o idoso líder deixar para trás aquelas milhares de pessoas que tanto amava e pelas quais tantas vezes intercedeu. Um misto de sentimentos e recordações devem ter ocupado seus últimos instantes de vida nesta terra. Suas últimas palavras foram uma bênção especial à cada tribo de Israel. Como Jacó abençoara seus doze filhos (Gn.49), assim foi aflorada a paternidade de Moisés ao despedir-se dos filhos de Israel.

A bênção de cada tribo representava um pouco de sua história e de como cada uma assumiria uma função diferente em benefício de toda a nação. De Rúben a Aser, cumpria-lhes executar o que Deus estabelecera e viver em paz uns com os outros. As habilidades deveriam ser esquecidas ou as motivações egoístas abandonadas a fim de dar lugar à vontade de Deus, mas nem essas coisas poderiam afetar o propósito divino final. O papel central de cada tribo era o de exaltar o nome do Senhor e torná-lo grandioso entre às demais nações.

Semelhante à bênção dada às tribos de Israel, Deus possui uma bênção para cada filho Seu. Como membros do corpo de Cristo, somos chamados a elevar este corpo à estatura de um povo “cheio da bênção do Senhor” (v.23); que guarda a Sua Palavra e observa a Sua aliança (v.9). Contudo, como Laodiceia, corremos o risco de viver suas características como se fossem uma obrigação histórica a ser cumprida, quando, na verdade, é uma realidade que deve ser abandonada e trocada por um coração no qual Cristo habita.

Tão perto como estamos do Grande Dia do Senhor, importa que o povo de Deus se coloque aos pés de Jesus e aprenda de Suas palavras (v.3). “Não há outro, ó amado, semelhante a Deus” (v.26), que, em Sua infinita misericórdia, nos concedeu a maior de todas as bênçãos: a salvação em Cristo Jesus. Portanto, “[povo] salvo pelo Senhor” (v.29), mesmo que ainda seja difícil dizer adeus para aqueles que amamos, lembremos que há uma bênção eterna reservada para nós ao lado dAquele que nos amou até à morte e morte de cruz (Fp.2:8).

“Os resgatados do Senhor voltarão e virão a Sião com cânticos de júbilo; alegria eterna coroará a sua cabeça; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido” (Is.35:10). Vigiemos e oremos!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Deuteronômio33 #RPSP

Comentário em áudio:
youtube.com/user/nanayuri100


4 Comentários so far
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amo o resumo de cada versículos da biblia.

Comentário por dalcy de fatima lima

Não tem muito a ver com o comentário de Rosana Garcia, mas tenho uma dúvida muito grande: Cristo sabia que ia morrer e ressuscitar, não é? Mas, imagino eu, nos dias de hoje, se um pára quedista pula de um avião e tem a certeza de que o para quedas vai abrir, certeza absoluta, não há mérito nisto, há? Em algum ponto da minha dúvida, há uma falha, eu acho, mas não sei dizer onde.

Comentário por José Alzir do Rêgo Fernandes

Esta é uma excelente pergunta, José Alzir. Poderíamos colocar este questionamento desta maneira: “porque Jesus, que alguns momentos antes estava bem, ministrando a Santa Ceia e aconselhando os discípulos, sofreu tanto no Jardim do Getsêmani?”
O sofrimento de Jesus no Getsêmani foi tão intenso, mais do que podemos experimentar, porque, ao entrar no Getsêmani, ele assumiu a culpa dos pecados de toda a humanidade. Naquele ponto Ele, que nunca havia pecado e tinha perfeita comunhão com o Pai através do Espírito Santo, sentiu esta culpa e a separação com o Pai. Somado a isto, o inimigo O tentava dizendo que Sua vida não tinha sido totalmente perfeita e que Jesus iria se separar do Pai pela eternidade, não mais ressuscitando. E que mesmo que Jesus ressuscitasse, Seu sacrifício seria em vão, porque a humanidade O rejeitara.
Não tendo o apoio do Espírito Santo, Ele teve que decidir pela fé. Até aquele ponto, por uma palavra Sua, Ele poderia desistir de Seu sacrifício, e o Pai O aceitaria. Mas a humanidade estaria irremediável e eternamente perdida e a viver seus parcos 100 anos, no máximo, sob o domínio de Satanás (Na verdade, Jesus poderia ter desistido do sacrifício até o momento de Sua morte, mas foi do Getsêmani que Ele definiu Sua escolha). Após Sua escolha, um poderoso anjo desceu, O consolou e mostrou os milhões que seria salvos pelo Seu sacrifício, fortalecendo Sua escolha (também chamada de a Paixão de Cristo, paixão pela humanidade).
Jesus sofreu, então, a partir dali, o horrores da 2a. morte, a morte eterna, precedida de tremenda angústia. Esta é a angústia de Jacó a que a Bíblia se refere, e que os salvos experimentarão antes da 2a. Vinda de Jesus. É a fé por ter feito uma anterior entrega total a Deus que irá fortalecer os justos neste momento. Foi esta angústia de sofrer sem a presença do Pai que rompeu Seu coração.
Esperamos ter ajudado. [Jeferson]

Comentário por jquimelli

Veja só, prezado irmão: oportunamente, eu li – sem a intenção de pesquisa – o seguinte texto, no livro Vida de Jesus, no início do capítulo Ressurreição e Vitória, que embasa muito bem o que falamos anteriormente:
“Ao entregar Sua vida, Cristo não teve a alegria do triunfo para animá-Lo. Seu coração estava oprimido pela angústia e ferido pela tristeza. Mas não era o medo da morte a causa do Seu sofrimento, e sim o peso esmagador do pecado do mundo que O separava do amor de Seu Pai. Isso foi o que quebrantou o coração do Salvador, a tal ponto que determinou a Sua morte antes do tempo previsto. Cristo sentiu a angústia que os pecadores hão de sentir quando tiverem consciência de sua culpa e reconhecerem estar para sempre excluídos da paz e da alegria do Céu.” [Jeferson]

Comentário por jquimelli




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