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“Sabe, pois, que não é por causa da tua justiça que o Senhor, teu Deus, te dá esta boa terra para possuí-la, pois tu és povo de dura cerviz” (v.6).
Prestes a se deparar com “cidades grandes e amuralhadas até aos céus” (v.1) e a enfrentar um “povo grande e alto” (v.2), os filhos de Israel precisavam confiar que no tempo em que atravessassem o Jordão, o Senhor passaria adiante deles para destruir e subjugar aquelas nações. Contudo, a sua confiança deveria ser fruto de fé, e não de autoconfiança. Pela fidelidade da aliança feita a “Abraão, Isaque e Jacó” (v.5) e pela maldade das ímpias nações era que Israel entraria na “terra para a possuir” (v.4).
A arrogância e o orgulho agem como entorpecentes que paralisam pouco a pouco a vida espiritual. Um coração cativo pelo orgulho corre o sério risco de fechar de vez qualquer acesso à voz de Deus, e incorrer no pecado contra o Espírito Santo. A advertência de Moisés era para que Israel não chegasse justamente ao patamar dos judeus legalistas que instigariam os romanos a crucificar o próprio Cristo.
O sentimento de justiça própria deve ser rejeitado tanto quanto o pecado mais hediondo. O Senhor não prometeu a vida eterna aos que se julgam merecedores, mas aos “humildes de coração” (Mt.5:3). Ou seja, aos que reconhecem que nunca conseguirão ali entrar se não for pelos méritos de Cristo Jesus. Será a justiça de Cristo vista sobre nós que nos livrará “do corpo desta morte” (Rm.7:24). Somente com as vestes da justiça de Cristo não será exposta a nossa nudez. “Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha” (Ap.16:15).
O Testemunho que o Senhor gravou em “duas tábuas de pedra, escritas com o dedo de Deus” (v.10), logo foi quebrado pela idolatria de um povo de duro coração. Não tem sido diferente hoje. A rebelião continua, e a menos que nos apresentemos diante do Senhor com a mesma disposição de Moisés, teremos de enfrentar a ira e o furor de um Deus santo que ama o pecador, mas que odeia o pecado. Moisés não foi só o maior líder que Israel já teve, mas também o maior intercessor.
Moisés fora um tipo que apontava para o Antítipo. Hoje, Jesus ministra no Santíssimo do santuário celeste intercedendo ao Pai em nosso favor. E nós, como Seus embaixadores na Terra, precisamos fazer mais uso deste instrumento capaz de mover o coração de Deus: a oração. A oração sincera nos protege da justiça própria e nos leva ao constante reconhecimento de nossa total dependência do cuidado divino. Em tempos de grande crise, oremos uns pelos outros através das palavras do compassivo líder:
“Ó, Senhor Deus! Não destruas o Teu povo e a Tua herança, que resgataste com a Tua grandeza… não atentes para a dureza deste povo, nem para a sua maldade, nem para o seu pecado… Todavia, são eles o Teu povo e a Tua herança, que tiraste com a Tua grande força e com o braço estendido” (v.26-29).
Feliz sábado, povo do Senhor, vigiemos e oremos!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Deuteronômio9 #RPSP
Comentário em áudio:
https://www.youtube.com/user/nanayuri100
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