Reavivados por Sua Palavra


HEBREUS 7 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
24 de agosto de 2018, 0:30
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“Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como Este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus” (v.26).


O encontro de Abraão com Melquisedeque sugere duas hipóteses: (1) Este sacerdote e rei representa uma cristofania (uma aparição corpórea de Cristo), ou (2) foi realmente alguém cuja genealogia era desconhecida, mas que representa um tipo de Cristo. Esta última aplicação é a mais coerente com todo o contexto bíblico, devido ao seu significado. Além de sacerdote, Melquisedeque também era rei e Abraão o considerou superior a ele mesmo. Portanto, apesar de sua origem ser desconhecida, e que o sacerdócio levítico só surgiria muito tempo depois pela descendência de Abraão, Melquisedeque prefigurou o sacerdócio de Cristo, que não foi “segundo a ordem de Arão” (v.11), e sim “segundo a ordem de Melquisedeque” (v.17). Ou seja, um sacerdócio superior e, portanto, originador de uma nova aliança.

Jesus cumpriu com fidelidade cada etapa do plano da redenção. O nosso Sumo Sacerdote e Rei humilhou-Se à estatura de um cordeiro e ofereceu o sacrifício perfeito que sacerdócio humano algum poderia oferecer. O Seu sacrifício superior e superior aliança revogou “a anterior ordenança, por causa de sua fraqueza e inutilidade” (v.18). Em Cristo, toda a lei cerimonial foi cumprida e finalizada, não havendo mais necessidade de holocaustos ou de mediador humano. Foi esta a lei cancelada na cruz, jamais a lei dos Dez Mandamentos. Sobre isto, declara M. L. Andreasen:
“Que Satanás tem estado muito ativo contra a lei, é evidente. Se a lei de Deus é o reflexo de Seu caráter, e se esse caráter é oposto do de Satanás, este é por ela condenado. Cristo e a lei são um. Ele é a lei vivida, a lei feita carne. Por esse motivo Sua vida constitui uma condenação. Quando Satanás fez guerra a Cristo, combateu também a lei. Ao odiar a lei, aborreceu a Cristo. Cristo e a lei são inseparáveis” (O Ritual do Santuário, p. 248).

Aquele que possui “sacerdócio imutável” (v.24) também possui Sua lei imutável e deixou bem claro que o Seu ministério terrestre em nada a revogaria: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra” (Mt 5:17-18). Assim como o céu e a terra não passaram, a lei de Deus continua vigente e deve estar escrita em nosso coração com a tinta permanente do amor. O amor a Deus e ao próximo resume a “cláusula pétrea” da Palavra de Deus. Jesus não veio ao mundo apenas para ser pendurado no madeiro, mas para nos ensinar a amar. O santuário terrestre deveria ser o melhor lugar para se entender o amor, mas o tornaram um lugar de assassínio e de roubo. Tudo ali prefigurava o amor de Deus pela humanidade, mas o Seu próprio povo e aqueles que o dirigiam transformaram a “Casa de Oração para todos os povos” (Is 56:7) “em covil de salteadores” (Mt 21:13).

Jesus Se tem tornado fiador de superior aliança” (v.22). Ele vive e está sempre intercedendo por nós. “Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como Este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus” (v.26). Um Sumo Sacerdote que não precisa, como o era na antiga aliança, ficar oferecendo sacrifícios diários, “porque fez isto uma vez por todas, quando a Si mesmo Se ofereceu” (v.27). M. L. Andreasen faz o seguinte comparativo:
“A lei diz: ‘O salário do pecado é a morte. Não tenho outra escolha senão exigir a vida’.
O sumo sacerdote replica: ‘Eu trouxe o sangue da vítima. Aceita-o’…
A morte do pecador satisfaz a lei. A morte do Imaculado provê resgate e liberta o pecador da morte” (O Ritual do Santuário, p. 156 e 157).

Cristo “aboliu, na Sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças” (Ef 2:15), cumprindo “a palavra do juramento” (v.28). Através de Seu sacrifício expiatório somos purificados dos nossos pecados e recebemos a promessa da vitória final. Perseveremos, pois, em sermos “imitadores daqueles que, pela fé e pela longanimidade, herdam as promessas” (Hb 6:12).

Bom dia, herdeiros das promessas eternas!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Hebreus7 #RPSP

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Estudos maravilhosos sempre!!! Deus os abençoe!!!

Comentário por Adienez




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