Reavivados por Sua Palavra


LUCAS 23 – COMENTÁRIO PR. ADOLFO SUÁREZ by Maria Eduarda
2 de abril de 2018, 0:55
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LUCAS 23 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
2 de abril de 2018, 0:45
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LUCAS 23 – Quem estuda a Bíblia atentamente não conclui que seu conteúdo seja superficial. Além disso, ao aprofundar-se nos quatro evangelhos o estudante piedoso notará a relevância de cada um deles e não os descartará por acreditar que falam a mesma coisa.

Além do que já foi observado nos capítulos anteriores das peculiaridades de Lucas, observe o capítulo supracitado. “Sem Lucas, não ficaríamos sabendo da primeira acusação dos judeus perante Pilatos (23.2) e do suplício do Senhor perante Herodes (23.5-16). Fazem parte do material exclusivo de Lucas as palavras de Jesus às mulheres que choram (23.27-31), sua primeira palavra na cruz (23.43) e sua sétima e última palavra (23.46). Somente Lucas registra o comportamento de José de Arimateia no conselho judaico (23.51). E é peculiar de Lucas a menção das mulheres que estiveram em contato com Jesus durante a paixão (23.27-31, 55,56)” (Hernandes Dias Lopes).

Deste capítulo, sobressaem preciosos ensinamentos:

• Jesus não buscou Seus direitos quando foi acusado falsamente. Ele não ficou furioso e raivoso como um bode irracional, como fazem muitos de nós quando somos injustiçados. Como cordeiro, Jesus foi para o matadouro, deixando Seu caso nas mãos do Pai. Como temos que aprender com Jesus!

• O inocente foi cruelmente acusado. O justo foi condenado como se fosse injusto. O réu perfeito foi condenado por aqueles que verdadeiramente deveriam ter sido condenados. Mas, sem acusar, injuriar e praguejar e sem atacar, Cristo foi crucificado por aqueles que mereciam, de fato, a cruz.

• O interesse de Jesus pelas mulheres, Sua oração por aqueles que O assassinaram cruelmente e Sua atenção ao ladrão, devem alertar a todo crente que uma conduta ruim é totalmente deprimente. Por isso, devemos permitir que Sua morte impacte nossa vida a tal ponto de ser moldada pelo crucificado.

• O impacto da crucifixão na vida do Centurião pagão e no religioso José de Arimateia deve motivar nossa profunda reflexão e então mudar de vida.

Jesus tinha um alvo, e nada O faria desistir ou desviar-Se. Ao aceitar ser sacrificado, “Jesus estava adquirindo o direito de Se tornar advogado dos homens na presença do Pai” (Ellen G. White).

Jesus pagou um alto preço para oferecer algum direito para nós. Não podemos ignorar tal preço pago para obtermos vitória no tribunal celestial! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



LUCAS 23 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
2 de abril de 2018, 0:30
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“Então, Jesus clamou em alta voz: Pai, nas Tuas mãos entrego o Meu espírito! E, dito isto, expirou” (v.46).

Sendo levado à presença das autoridades romanas, Jesus passou por dois interrogatórios cheios de expectativa. Pilatos observava a Sua feição suave embora sofrida e, sendo fortemente despertado a não O condenar à morte, a possibilidade de entregar o caso nas mãos de Herodes lhe trouxe um momentâneo alívio. Herodes, por sua vez, “vendo a Jesus, sobremaneira se alegrou, pois havia muito queria vê-Lo, por ter ouvido falar a Seu respeito; esperava também vê-Lo fazer algum sinal” (v.8.).

Numa tentativa de satisfazer seus caprichos, iniciou um interrogatório sem fim. “Jesus, porém, nada lhe respondia” (v.9). Mais uma vez, Herodes teve a oportunidade de se arrepender e usar de sua autoridade para fazer justiça, mas escolheu o mesmo caminho dos líderes de Judá, tratando a Jesus “com desprezo, e, escarnecendo dEle, fê-Lo vestir-Se de um manto aparatoso, e O devolveu a Pilatos” (v.11). Mandando matar João Batista de uma forma tão brutal depois de um trivial pedido, sua posição com relação a Jesus revelou a covardia de quem não queria se responsabilizar pelo sangue de mais um inocente. Não sabia ele que aquele precioso sangue era a sua única oportunidade de salvação, a qual ele desperdiçou.

Outra vez perante o governador romano, Jesus, ainda mais machucado, revelava um aspecto tão dócil quanto a de uma ovelha ferida, e aquela cena causava uma aflição sobremodo grande no coração de Pilatos. Oprimido pelas circunstâncias, por três vezes declarou a inocência do silente prisioneiro. Entretanto, por três vezes enfrentou a fúria de uma turba incontrolável que clamava: “Crucifica-O! Crucifica-O!” (v.21). De um lado, aquele que, perante os homens, teria o poder nas mãos de livrar a Jesus daquela terrível condenação; de outro, a voz do povo que insistia “com grandes gritos” (v.23). Pressionado pelo clamor popular das massas enfurecidas, “Pilatos decidiu atender-lhes o pedido” (v.24), soltando o malfeitor e entregando Jesus “à vontade deles” (v.25).

Dizer que a voz do povo é a voz de Deus é uma das maiores incoerências que existe. Toda a Bíblia tem provado o contrário. Enquanto o mundo antediluviano zombava da pregação de Noé, dava as costas para o último chamado de Deus. Enquanto todo o mundo se entregava à idolatria, Deus tornou Abraão um instrumento de Seu poder. Elias subiu ao monte Carmelo num desafio contra 850 profetas idólatras. E adivinha só quem prevaleceu? Enquanto todos os povos se prostravam diante da imponente estátua de Nabucodonosor, apenas três jovens hebreus se recusavam a fazê-lo. No fim, foram as multidões dos povos ou aqueles três rapazes fiéis que provaram estar com a razão? A Bíblia chama de restante os fiéis dos últimos dias (Ap 12:17). Meus irmãos, a voz do povo não é e nunca será a voz de Deus! A voz de Deus é o claro e sonoro Assim diz o Senhor. A voz de Deus é a Sua Palavra, quer a maioria aceite, quer não.

Enquanto o povo escarnecia de Jesus, Suas poucas palavras antes de morrer foram cheias de compaixão. Às carpideiras, Ele advertiu, aos blasfemadores estendeu perdão, ao malfeitor arrependido prometeu a vida eterna. E é exatamente este o caminho que conduz à vida. Primeiro Jesus nos adverte, nos redireciona. Depois, Ele nos estende o Seu perdão e, então, ao pecador arrependido, oferece a vida eterna. Todos nós somos convidados a contemplar o sacrifício que foi feito por nós na cruz. E não há como não declarar: “Verdadeiramente, este Homem era justo” (v.47). Verdadeiramente, é em Sua justiça que encontramos a salvação.

Hoje, contemplamos como que “de longe estas coisas” (v.49), mas Jesus mesmo afirmou: “Bem-aventurados os que não viram e creram” (Jo 20:29). Nós não fomos testemunhas oculares da morte e sepultamento de Jesus. Não estávamos lá quando “o véu do santuário” (v.45) se rasgou de alto a baixo. Não ouvimos a voz do Senhor ecoar pelo monte do Calvário e atingir cada coração como uma flecha. Mas, pela fé, podemos fazer parte do povo “bom e justo” (v.50) que aguarda “o reino de Deus” (v.51). E, enquanto isso, Jesus nos convida a participarmos de Seu descanso, “segundo o mandamento” (v.56; Êx 20:8-11). Ele mesmo descansou, tornando o memorial da criação também memorial da redenção.

Que nossa vida não seja regida pela voz da maioria, mas pelo Espírito Santo que deseja nos guiar “a toda a verdade” (Jo 16:13).

Bom dia, salvos pela cruz (sacrifício) de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Lucas23. #RPSP



LUCAS 23 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
2 de abril de 2018, 0:20
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Palavras: 2532

5-7 galileu. No Império Romano, o julgamento geralmente era feito na província onde o delito foi cometido, mas podia ser transferido para a província de onde o acusado tinha vindo. Pilatos aproveitou-se disto para enviar Jesus a Herodes. Só Lucas menciona isto. Bíblia de Genebra.

A fase mais impressionante e bem sucedida do ministério de Cristo ocorreu na Galileia. Embora tenha nascido em Belém, Jesus cresceu na Galileia e passou quase a vida inteira ali. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 965.

jurisdição de Herodes. embora Pilatos e Herodes fossem rivais entre si, Pilatos não queria lidar com esse caso; por isso, encaminhou Jesus a Herodes (cf v. 12). Bíblia de Estudo NVI Vida.

em Jerusalém. O quartel-general principal de Herodes ficava em Tiberíades, no mar da Galileia; mas de modo semelhante a Pilatos, viera a Jerusalém por causa das multidões na Páscoa. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Em Jerusalém, é provável que Herodes ficasse no palácio dos hasmoneus, cuja localização é incerta. CBASD, vol. 5, p. 965.

 7 jurisdição de Herodes. Pilatos esperava que Herodes tirasse esse “problema” de suas mãos. Andrews Study Bible.
remeteu. Durante o mandato anterior de cerca de cinco anos como procurador da Judeia (que, na época, incluía Samaria), Pilatos havia se tornado muito impopular entre os judeus. Ele temia que, ao desagradá-los ainda mais, pudesse colocar em risco seu cargo. Sabia muito bem como alguns dos líderes judeus eram traiçoeiros. CBASD, vol. 5, p. 965.
queria vê-lo. Herodes estava preocupado a respeito da identidade de Jesus (9.7-9) e tinha desejado matá-lo (13.31), embora os dois nunca tivessem se encontrado. Não há registro de que Jesus tenha pregado alguma vez em Tiberíades, onde se localizava a residência de Herodes. Bíblia de Estudo NVI Vida.
esperava também vê-Lo fazer algum sinal. A curiosidade era outro motivo para Herodes desejar um encontro com Cristo. Doentes e aleijados foram levados ao palácio, e Herodes prometeu soltar Jesus como recompensa por curá-los (DTN, 279). Se Cristo o fizesse, seria, em sua opinião, uma evidência inequívoca de que era um profeta verdadeiro e, portanto, inocente das acusações proferidas pelos judeus. Dessa maneira, Herodes satisfaria sua curiosidade. Ao mesmo tempo, teria motivo suficiente para libertar Jesus, sem dar espaço para qualquer protesto dos líderes judeus. CBASD, vol. 5, p. 965.
Jesus, porém, nada lhe respondia. Jesus recusou-se a satisfazer a curiosidade daquele que ordenara a morte de João Batista (9:9; ver tb 11:29). Andrews Study Bible.
…Herodes ouvira e rejeitara a mensagem e João Batista. Ele havia recusado a luz da verdade que Deus permitira brilhar em seu caminho. Para uma alma tão endurecida pelo pecado, Jesus não tinha palavras. O silêncio de Cristo foi uma repreensão severa ao orgulhoso monarca. Essa atitude e a recusa em operar um milagre, irou Herodes e o levou a se voltar contra Jesus. CBASD, vol. 5, p. 965, 966.
10 Os principais sacerdotes e os escribas. …O acusavam com grande veemência. Isto significa que as acusações foram feitas em voz alta e com ira. CBASD, vol. 5, p. 966.
11 tratou-O com desprezo. Literalmente, “tratou-O como se fosse um nada”, ou seja, O insultou. Assim como Pilatos, Herodes tinha certeza de que era pura malícia que movia as acusações contra Jesus, mas o silêncio de Cristo o irritou, pois pareceu que sua autoridade estava sendo menosprezada. CBASD, vol. 5, p. 966.
um manto aparatoso. É possível que esta fosse uma das vestes externas de Herodes. CBASD, vol. 5, p. 966.
14-15 nada verifiquei. Duas testemunhas oficiais (Dt 19:15), Pilatos e Herodes, afirmaram a inocência de Jesus. Andrews Study Bible.
16 eu O castigarei. O açoitamento, embora não tivesse o propósito de matar, às vezes era fatal. Bíblia de Estudo NVI Vida.
… em vez de aplacar a turba, esta concessão à ensandecida exigência pela morte de Jesus só serviu para aumentar ainda mais a sede por sangue. Se pilatos era capaz de açoitar um homem inocente, com certeza, se pressionado um pouco mais, seria convencido acerca de sua morte. CBASD, vol. 5, p. 966.
19 sedição. Ironicamente, aqueles que acusaram O Inocente de sedição pediram para libertar um revolucionário em lugar de Jesus. Andrews Study Bible.
20 Desejando Pilatos soltar a Jesus. Pilatos ficou indeciso entre a verdade que ele reconhecera e seu desejo de proteger sua própria posição. Andrews Study Bible. [“Quem quiser, pois, salvar a própria vida, perdê-la-á…” Mc 8:35.]
21 Crucifica-O! Uma das mais horríveis formas de execução, usada para escravos e os piores criminosos. Ver tb Mt 27:35; Mc 15:24. Andrews Study Bible.
26 Cirene. Cidade principal da Líbia, a oeste do Egito. Bíblia de Estudo NVI Vida.
28 Filhas de Jerusalém. Jesus Se dirigiu às mulheres como habitantes de Jerusalém. … Contudo, Cristo não desdenhou da simpatia delas, nem as repreendeu. CBASD, vol. 5, p. 966, 967.
Não é solidariedade,  mas conversão que Jesus quer. Bíblia Shedd.
29 Felizes as estéreis … ! Seria melhor não ter filhos que vê-los experimentar tamanhos sofrimentos. Cf Jr 16.1-4; 1Co 7.25-35. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Em geral, os judeus consideravam a esterilidade uma maldição (ver com. de Lc 1:7, 25). CBASD, vol. 5, p. 967.
31 se em lenho verde fazem isto, que será no lenho seco? Cristo era inocente. Se as coisas que estavam ocorrendo sobrevinham a um inocente, qual então seria o destino dos culpados? CBASD, vol. 5, p. 967.
33 Calvário. Um outeiro que parecia uma caveira. Não pode ser localizado com certeza. A Igreja primitiva não se interessava por “lugares santos”. Bíblia Shedd.
34 Pai, perdoa-lhes … ! Jesus pratica Seu próprio conselho de amar os inimigos (6:29, 35; ver tb Is 53:12). Portanto a salvação se torna disponível mesmo àqueles que O mataram (At 2:36-38). Andrews Study Bible.
Num sentido mais amplo, esta prece inclui todos os pecados até o tempo do fim, pois todos são culpados pelo sangue de Jesus (ver DTN, 745). Esta é a primeira das sete declarações de Cristo na cruz, às vezes chamadas de sete palavras. [1) Lv 23:34; 2) Lc 23:43; 3) Jo 19:26; 4) Mt 27:46; 5) Jo 19:28; 6) Jo 19:30; 7) Lc 23:46]. CBASD, vol. 5, p. 967.
35 a Si mesmo Se salve. Três vezes (versos 35, 37, 39), Jesus é tentado a usar Seu poder em seu próprio proveito em Sua crucificação, assim com Ele tinha sido tentado pelo diabo no início de Seu ministério (4:3-13). Andrews Study Bible.
36 vinagre. Bebida azeda que os soldados levavam consigo para o dia de serviço. Bíblia de Estudo NVI Vida.
40 temes a Deus. Isto é, “perante cujo trono de julgamento deverás comparecer”. CBASD, vol. 5, p. 968.
igual sentença. Em outras palavras: “Você é igualmente culpado. Quem é você para condenar?” CBASD, vol. 5, p. 967.
42 Jesus, lembra-Te de mim. Um criminoso comum reconhece a verdade que os líderes religiosos negaram. Estas são as únicas palavras de fé que Jesus ouviu em Sua crucificação. Andrews Study Bible.
O ladrão arrependido aceitou Jesus como Messias e Salvador. CBASD, vol. 5, p. 968.
43 hoje. Do dr semeron. O texto grego original foi escrito sem pontuação, e o advérbio semeron (“hoje”) fica entre duas orações que dizem, literalmente, “verdadeiramente a ti Eu digo” e “comigo tu estará no paraíso”. A língua grega permitia que o advérbio [hoje] ocorresse em qualquer posição na frase que o orador ou escritor desejasse. Levando em conta apenas a construção gramatical grega em questão, não é possível determinar se o advérbio “hoje” modifica “te digo” ou “estarás”. Gramaticalmente, as duas opções são possíveis. A pergunta é: Jesus quis dizer literalmente: “em verdade te digo hoje”, ou: “hoje estarás comigo no paraíso”? A única maneira de saber o que Cristo quis dizer é buscar a posição bíblica acerca de questões como: (1) O que é paraíso? (2) Jesus foi para o paraíso no dia de Sua crucifixão? (3) O que Jesus ensinou sobre quando os seres humanos receberão a recompensa no paraíso? CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 968

O grego, no qual esta passagem foi escrita não usa as modernas formas de pontuação. Pelo Seu próprio explícito testemunho, Jesus não ascendeu a Seu Pai até Sua ressurreição (Jo 20:17). Portanto, este texto deve ser entendido como: “Eu digo a você hoje, você estará comigo no Paraíso” (ver Dt 30:18; At 20:26). Jesus estava fazendo a memorável declaração que mesmo naquele dia, no momento mais sombrio de Sua existência, Ele poderia ainda confiantemente assegurar que a crença nEle era o meio pelo qual o moribundo criminoso poderia receber vida eterna. O seguro, mas geralmente desconsiderado, testemunho da Escritura é que a ressurreição e a recompensa do fiel, incluindo a do criminoso moribundo, se dará no futuro, na Segunda Vinda de Cristo (At 24:15; 1Co 15:22-23; 1Ts 4:16-17). Andrews Study Bible.

estarás comigo. Na véspera da traição, menos de 24 antes de fazer esta promessa ao ladrão, Jesus disse aos doze: “Na casa de Meu Pai há muitas moradas […] vou preparar-vos lugar […] voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que onde Eu estou, estejais vós também” (ver com. de Jo 14:1-3). Além disso, três dias depois, Cristo informou a Maria: “ainda não subi para Meu Pai” (Jo 20:17). Portanto, fica evidente que Jesus não foi ao paraíso e não estava no paraíso no dia da crucifixão. Consequentemente, o ladrão não poderia ir com Cristo ao paraíso naquele dia.

Paraíso. Em gr. paradeisos, uma transliteração do persa pairidaêza, que significa “lugar cercado”, “parque” ou “reserva” que contém árvores, um local onde os animais costumavam ser colocados para a caça. … Na LXX, o “jardim” do Eden é chamado de “paraíso” do Eden (ver com. de Gn 2:8). … Em 2 Coríntios 12:2 a 4, “paraíso” é um sinônimo óbvio de “Céu”. O fato de Paulo não se referir a nenhum “paraíso” terreno fica duplamente claro por ele igualar a expressão “arrebatado” ao “Céu” a “arrebatado ao paraíso”. Segundo Apocalipse 2:7, a “árvore da vida […] se encontra no paraíso de Deus”, ao passo que Apocalipse 21:1 a 3, 10 e 22:1 a 5 associam a árvore da vida à nova terra, à nova Jerusalém, ao rio da vida e ao trono de Deus. Não há dúvidas de que o uso consistente do termo paradeisos no NT o torna sinônimo de Céu . Portanto, quando Jesus garantiu ao ladrão um lugar com Ele no “paraíso”, estava Se referindo às “muitas moradas” da casa de Seu Pai e ao momento em que receberia os Seus ali ver com. de Jo 14:1-3). Ao longo de todo Seu ministério, Cristo foi específico ao declarar que retribuiria “a cada um conforme as suas obras” (ver com. de Mt 16:27). Somente nessa ocasião convidará os salvos da Terra para entrar “na posse do reino” preparado para eles “desde a fundação do mundo” (ver com. de Mt 25:31, 34; cf. Ap 22:21). Paulo ensinou que os que dormem em Jesus sairão da sepultura por ocasião da segunda vinda de Cristo (ver 1Co 15:20-23), a fim de receber a imortalidade (v. 51-55). Os justos ressuscitados e os justos vivos serão arrebatados juntos, “para o encontro do Senhor nos ares” e, então, estarão “para sempre com o Senhor” (lTs 4:16, 17). Portanto, o ladrão estará “com” Jesus no “paraíso” depois da ressurreição dos justos, quando Cristo voltar.

É importante destacar que a conjunção “que” entre “te digo” e “hoje” foi acrescentada pelos tradutores, e é interpretativa. O texto original grego, que não tinha pontuação nem divisão de palavras (ver p. 101) diz: amen soi lego semeron met emou ese en to paradeiso, literalmente, “em verdade te digo hoje comigo estarás no paraíso”. O advérbio semeron, “hoje” fica entre os dois verbos, lego, “digo”, e ese “estarás”, e pode se referir a qualquer um dos dois. Sua posição logo após o verbo lego, “digo”, pode sugerir uma relação gramatical mais próxima com ele do que com o verbo ese “estarás”.

Obviamente, a inserção da conjunção “que” antes da palavra “hoje”, pelos tradutores, foi guiada pelo conceito extrabíblico de que os mortos recebem a recompensa quando morrem. No entanto, conforme explanado acima, fica evidente que nem Jesus nem os autores do NT acreditavam em tal doutrina. A conjunção “que” antes da palavra “hoje” faria Cristo contradizer aquilo que Ele e vários escritores do NT declararam de forma inequívoca em outras passagens. Assim, a própria Bíblia requer que a conjunção “que” seja colocada depois da palavra “hoje”, não antes dela (ver com. de Jo 4:35, 36).

Portanto, o que Cristo de fato disse ao ladrão na cruz foi: “Em verdade te digo hoje que estarás comigo no paraíso.” A grande dúvida do ladrão naquele momento não era quando ele chegaria ao paraíso, mas se ele realmente iria para lá. A declaração simples de Jesus lhe garantiu que, por mais que ele não merecesse e por impossível que parecesse, uma vez que ele estava sofrendo a morte de um criminoso, Cristo cumpriria a promessa, e o ladrão estaria no paraíso. de fato, era a presença de Jesus na cruz que tornava possível tal esperança. CBASD, vol. 5, p. 970.

44 escurecendo-se o sol. Alguns já fizeram a sugestão de que Lucas se refere, nesta passagem, a um eclipse. Todavia, seria impossível um eclipse solar com a lua cheia, como na época da Páscoa. A escuridão foi sobrenatural. CBASD, vol. 5, p. 970.

Acontecimentos sobrenaturais eram entendidos marcar eventos de significação cósmica (Am 8:9; Joel 2:31). Andrews Study Bible.
46 nas Tuas mãos. Jesus morreu com as palavras do Salmo 31:5 nos lábios. A atitude que Ele expressou eleva a um clímax sublime o espírito de humilde submissão à vontade do Pai, exemplificado por meio de Sua vida na Terra. No jardim do Getsêmani, foi o mesmo espírito abnegado que levou às palavras “não seja como Eu quero, e sim como Tu queres” (Mt 26:39; …). Feliz é a pessoa que vive e morre nas “mãos” de Deus” Nosso destino está seguro em Suas mãos. CBASD, vol. 5, p. 970.
entrego o Meu espírito! Fôlego, que representa vida. Entendia-se que retornava  Deus quando alguém morria (Gn 2:7; Ez 37:5, 9; ver tb Sl 31:5). Andrews Study Bible.
47 louvou a Deus. É difícil determinar exatamente qual o sentido em que o centurião falou (v. nota em Mt 27.54). Parece claro, no entanto, que os escritores dos evangelhos viam na sua declaração uma vindicação de Jesus, e, como o centurião era o oficial romano encarregado da crucificação, seu testemunho era considerado relevante. Bíblia de Estudo NVI Vida.
48 bater no peito. Sinal de angústia, aflição ou arrependimento (cf. 18.13). Bíblia de Estudo NVI Vida.
A multidão tinha vindo para se divertir, porém a morte de Jesus os perturbou. Bíblia de Genebra.
50-51 José … não tinha consentido. Mc 14.64 dá a entender que José não estava presente [na reunião do Sinédrio], pois a decisão foi apoiada “por todos”. Bíblia de Estudo NVI Vida.
53 onde ainda ninguém havia sido sepultado. No grego, há uma tripla negativa, enfatizando que a sepultura nunca fora usada. CBASD, vol. 5, p. 970.
54 dia da preparação. Sexta-feira, o dia da preparação para o sábado. Andrews Study Bible.
55 As mulheres  viram o sepulcro, e  o corpo. Viram onde o Jesus estava sepultado e não errariam a localização ao voltarem para lá. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Este ponto é destacado contra os gnósticos docetas (que negavam a morte de Cristo) e todo incrédulo que alegasse que elas foram para o túmulo errado, ou que os discípulos esconderam o corpo, etc. Bíblia Shedd.
56 perfumes e especiarias. Muitos metros de pano e grandes quantidades de especiarias eram usados no preparo de um corpo para o sepultamento. Uns 34 kg de mirra e aloés já tinham sido usados naquela primeira tardes (Jo 19.39). Mais especiarias foram compradas para quando as mulheres voltassem para lá após o sábado. Bíblia de Estudo NVI Vida.
E, no sábado, descansaram, segundo o mandamento. Mesmo à véspera da ressurreição de Jesus, lucas continua a enfatizar o descanso do sábado como uma ordenança divina. Isto não deveria nos vir como surpresa , tendo em vista que seu último livro, Atos, retrata consistentemente os cristãos primitivos guardando o sábado. Ver notas em Atos 4:23-24. Andrews Study Bible.


LUCAS 23 – COMENTÁRIO PR. RONALDO DE OLIVEIRA by Maria Eduarda
2 de abril de 2018, 0:00
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LUCAS 22 by Jeferson Quimelli
1 de abril de 2018, 1:00
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/lucas/lc-capitulo-22/

Comentário devocional:

À medida que se aproxima a noite mais incrível da história, quando nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo deveria sofrer a agonia mais intensa já experimentada por alguém, para que pudesse “salvar o seu povo dos seus pecados”, essas mesmas pessoas são encontradas em completa confusão:

Satanás usou Judas, que concordou em trair Jesus, entregando-O aos líderes religiosos por uma pequena quantia. Estes se alegram com a traição. Os discípulos de Jesus discutem sobre quem é o maior e mais tarde adormecem na hora da crise. Pedro desconsidera o terno e pessoal aviso de Jesus e nega seu Senhor. E, por fim, o próprio povo de Jesus O condena com base em Seu testemunho pessoal – o que ia contra a sua tão estimada lei (Dt 17: 6). Que momento para o melhor e mais puro entregar a Sua vida!

Em contraste, contemple Jesus: Em meio ao caos Ele se dirige carinhosamente aos doze: “Desejei ansiosamente comer esta Páscoa com vocês antes de sofrer.” Jesus mostra a Si mesmo “como o que serve.” Incentivando a sua fé, Ele lhes aponta o tempo em que eles deverão “sentar-se em tronos.”. Que Deus compassivo! Sofrendo a traição em um beijo, a negação de Pedro, a condenação e escárnio dos judeus, Jesus diz a verdade, embora saiba que isto vai Lhe significar a cruz.

Na crise, ao final da Sua vida terrena, em meio ao caos, Jesus permanece fiel aos princípios. E quanto a nós? Estamos agora a entrar na crise final da história da Terra. O caos está em toda parte. Portanto, passemos uma hora de reflexão a cada dia contemplando e pensando em Jesus.

Lynn Carpenter
Enfermeira Missionária aposentada

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1241
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
Comentário em áudio Pr Valdeci: http://vod.novotempo.org.br/mp3/ReavivadosA/Reavivados01-04-2018.mp3



LUCAS 22 – COMENTÁRIO PR RONALDO DE OLIVEIRA by Jeferson Quimelli
1 de abril de 2018, 0:57
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LUCAS 22 – COMENTÁRIO PR. ADOLFO SUÁREZ by Maria Eduarda
1 de abril de 2018, 0:55
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LUCAS 22 – Comentário Pr. Heber Toth Armí by Jeferson Quimelli
1 de abril de 2018, 0:45
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LUCAS 22 – Sem sucesso para impedir a execução do plano da salvação, agora Satanás não quer que entendamos tal plano. Ele utilizará todo recurso disponível e possível para impedir tua salvação. O engano é sua melhor estratégia; portanto, estude a Bíblia para não ser iludido.

Observe atentamente:

1. Um dos discípulos de Jesus ficou possuído pelo maioral dos demônios. O próprio Satanás entrou em Judas enquanto Jesus orientava Seus discípulos a preparem a última Páscoa. Endemoninhado, Judas não gritou, não virou os olhos, não gemeu ou babou, nem caiu no chão. Ele simplesmente saiu para trair Jesus, querendo tirar vantagens e ganhar dinheiro (vs. 1-13).

2. Jesus celebrou a última Páscoa; a partir daí, a cerimônia que deve ocupar o lugar desse ritual abolido é a Santa Ceia. Há cerca de 2.000 anos que Jesus deu fim à Páscoa; contudo, ainda as pessoas que dizem segui-lO ainda continuam praticando e, bem diferente da que era celebrada originalmente. Não existia coelho na Páscoa original, nem ovos, muito menos de chocolate. Ou seja, além de não existir mais, a Páscoa celebrada atualmente é totalmente falsa (vs. 14-20).

3. Jesus, antes de morrer na cruz, fez o Seu último discurso (21-38): Ele…

· …intentou de tudo para alertar e salvar ao traidor;

· …falou sobre grandeza, vaidade e orgulho;

· …abordou a questão da autoridade;

· …predisse as negações de Pedro intentando salvá-lo;

· …revelou esperar espada e rejeição.

4. Jesus preparou-Se para a perigosa situação iminente com oração (vs. 39-46);

5. Jesus foi traído, preso, julgado, negado, injuriado, caluniado e condenado por pessoas improváveis (vs. 47-71).

“Lucas nos oferece algumas preciosas informações que não constam nos outros Evangelhos. Lucas é o único que cita Pedro e João como aqueles que prepararam a Páscoa (22.8). Só Lucas transmite as comoventes palavras com as quais o Senhor inicia a ceia (22.15). Somente ele, entre os sinóticos, relata a competição dos discípulos à mesa (22.24) o que provavelmente motivou o lava-pés. Lucas é o único evangelista que registra o consolo do anjo no Getsêmani e o suor de sangue (22.43,44). Todos os evangelistas relatam a negação de Pedro, mas apenas Lucas fala do olhar do Senhor (22.61)” (Hernandes Dias Lopes).

Jesus Se entregou por você. Entregue-se a Ele! Ele sacrificou-Se para te libertar!

Reavivemo-nos!– Heber Toth Armí.



LUCAS 22 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
1 de abril de 2018, 0:30
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“E, indo, tudo encontraram como Jesus lhes dissera e prepararam a Páscoa”

(v.13).


Sendo a primeira da sequência das festas anuais de Israel, a Páscoa era considerada uma santa convocação, um feriado nacional (Lv 23:4-8). Era uma comemoração que lembrava a forma como Deus libertou o Seu povo da escravidão no Egito, de como o Senhor o livrou quando feriu os primogênitos dos egípcios. De como cada família dos hebreus matou um cordeiro e aspergiu o seu sangue nas portas de suas casas. E diante dos discípulos estava o verdadeiro Cordeiro de Deus, o Libertador, Aquele que derramaria o Seu sangue em favor de nós.
 
Cristo nos deixou a santa ceia como um emblema especial que deve ser observado “em memória” dEle (v.19). Todas as vezes que participamos desta sagrada comunhão, lembramos da liberdade que nos foi outorgada pela cruz, para que um dia possamos comer e beber à mesa do Senhor no Seu reino (v.30). Fomos libertos da escravidão do pecado para desfrutar de uma liberdade genuína e eterna. Quão profundo é o tema da entrega do Senhor por cada um de nós! Por isso que é chamado por Paulo de o grande “mistério da piedade“, em que “Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória” (1Tm 3:16).
 
Pedro e os demais discípulos ainda não haviam compreendido o real sentido do que Cristo realizara naquele cenáculo. Seus corações ainda governados pelo orgulho não os deixava enxergar que diante de seus olhos estava se cumprindo a verdadeira Páscoa. E interpretando de forma equivocada as palavras de Jesus, pensavam que pelo erguer da espada declarariam a vitória. Mas tudo o que ouviram de Cristo foi um “Basta!” (v.38). Logo depois, foram levados por Ele ao monte das Oliveiras onde lhes mostraria a potente “arma” do cristão: a oração.
 
A agonia de Jesus momentos antes de ser entregue aos principais dos judeus, O levou a orar “mais intensamente“, de forma “que o Seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra” (v.44). Ali, o Salvador derramou as primeiras gotas de Seu precioso sangue, por mim e por você. Carregando uma culpa que não era dEle, começou a sentir, o que para Ele era a pior consequência do pecado: “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus” (Is 59:2). Tomados “de tristeza” (v.45), enquanto Cristo orava, os discípulos dormiam, e pela negligência de tal oportunidade não conseguiram entender que estavam prestes a contemplar o último, perfeito e suficiente sacrifício pascal.
 
A traição de Judas, a negação de Pedro, a zombaria dos soldados, a dureza de coração dos líderes judeus são as provas irrefutáveis de que “a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens” (Tt 2:11). Jamais teríamos condições de retribuir tamanha graça. Por isso que a obediência deve ser manifestada pelo amor de quem reconhece o preço de seu resgate; que antes de declarar os dez mandamentos, Deus declarou: “Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” (Êx 20:2); que Jesus primeiro libertava o pecador, para depois dizer: “Segue-Me“. Por isso também que Tiago chama a Lei de Deus de “lei da liberdade” (Tg 2:12).
 
Amados, quando João viu o povo do advento, ele não viu legalistas sem a essência do amor, nem tampouco “filhos da desobediência” (Ef 2:2), mas filhos salvos pela graça maravilhosa de Cristo “para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2:10). Ele viu “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap 12:17). Ele viu aqueles que, pelo devotado amor ao seu Redentor, provocam ira no inimigo de Deus. João viu um povo peculiar e santo que como Noé, Jó e Daniel mantém firme a sua fé ainda que caiam os céus. Homens e mulheres que pela fé nAquele que está sentado “à direita do Todo-Poderoso Deus” (v.69), entendem que é tempo de levantar e orar pois o Dia se aproxima.
 
Que assim como Israel, estejamos prontos, em família, aguardando a manhã gloriosa, quando faremos a estelar caminhada para a Terra Prometida. Eis a verdadeira Páscoa que devemos viver todos os dias.
 
Bom dia, salvos pelo Cordeiro de Deus!
 
Rosana Garcia Barros
 
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