Reavivados por Sua Palavra


LUCAS 22 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
1 de abril de 2018, 0:30
Filed under: Sem categoria


“E, indo, tudo encontraram como Jesus lhes dissera e prepararam a Páscoa”

(v.13).


Sendo a primeira da sequência das festas anuais de Israel, a Páscoa era considerada uma santa convocação, um feriado nacional (Lv 23:4-8). Era uma comemoração que lembrava a forma como Deus libertou o Seu povo da escravidão no Egito, de como o Senhor o livrou quando feriu os primogênitos dos egípcios. De como cada família dos hebreus matou um cordeiro e aspergiu o seu sangue nas portas de suas casas. E diante dos discípulos estava o verdadeiro Cordeiro de Deus, o Libertador, Aquele que derramaria o Seu sangue em favor de nós.
 
Cristo nos deixou a santa ceia como um emblema especial que deve ser observado “em memória” dEle (v.19). Todas as vezes que participamos desta sagrada comunhão, lembramos da liberdade que nos foi outorgada pela cruz, para que um dia possamos comer e beber à mesa do Senhor no Seu reino (v.30). Fomos libertos da escravidão do pecado para desfrutar de uma liberdade genuína e eterna. Quão profundo é o tema da entrega do Senhor por cada um de nós! Por isso que é chamado por Paulo de o grande “mistério da piedade“, em que “Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória” (1Tm 3:16).
 
Pedro e os demais discípulos ainda não haviam compreendido o real sentido do que Cristo realizara naquele cenáculo. Seus corações ainda governados pelo orgulho não os deixava enxergar que diante de seus olhos estava se cumprindo a verdadeira Páscoa. E interpretando de forma equivocada as palavras de Jesus, pensavam que pelo erguer da espada declarariam a vitória. Mas tudo o que ouviram de Cristo foi um “Basta!” (v.38). Logo depois, foram levados por Ele ao monte das Oliveiras onde lhes mostraria a potente “arma” do cristão: a oração.
 
A agonia de Jesus momentos antes de ser entregue aos principais dos judeus, O levou a orar “mais intensamente“, de forma “que o Seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra” (v.44). Ali, o Salvador derramou as primeiras gotas de Seu precioso sangue, por mim e por você. Carregando uma culpa que não era dEle, começou a sentir, o que para Ele era a pior consequência do pecado: “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus” (Is 59:2). Tomados “de tristeza” (v.45), enquanto Cristo orava, os discípulos dormiam, e pela negligência de tal oportunidade não conseguiram entender que estavam prestes a contemplar o último, perfeito e suficiente sacrifício pascal.
 
A traição de Judas, a negação de Pedro, a zombaria dos soldados, a dureza de coração dos líderes judeus são as provas irrefutáveis de que “a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens” (Tt 2:11). Jamais teríamos condições de retribuir tamanha graça. Por isso que a obediência deve ser manifestada pelo amor de quem reconhece o preço de seu resgate; que antes de declarar os dez mandamentos, Deus declarou: “Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” (Êx 20:2); que Jesus primeiro libertava o pecador, para depois dizer: “Segue-Me“. Por isso também que Tiago chama a Lei de Deus de “lei da liberdade” (Tg 2:12).
 
Amados, quando João viu o povo do advento, ele não viu legalistas sem a essência do amor, nem tampouco “filhos da desobediência” (Ef 2:2), mas filhos salvos pela graça maravilhosa de Cristo “para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2:10). Ele viu “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap 12:17). Ele viu aqueles que, pelo devotado amor ao seu Redentor, provocam ira no inimigo de Deus. João viu um povo peculiar e santo que como Noé, Jó e Daniel mantém firme a sua fé ainda que caiam os céus. Homens e mulheres que pela fé nAquele que está sentado “à direita do Todo-Poderoso Deus” (v.69), entendem que é tempo de levantar e orar pois o Dia se aproxima.
 
Que assim como Israel, estejamos prontos, em família, aguardando a manhã gloriosa, quando faremos a estelar caminhada para a Terra Prometida. Eis a verdadeira Páscoa que devemos viver todos os dias.
 
Bom dia, salvos pelo Cordeiro de Deus!
 
Rosana Garcia Barros
 
#PrimeiroDeus
#Lucas22
#RPSP

2 Comentários so far
Deixe um comentário

PÁSCOA É LIBERTAÇÃO DA MORTE ETERNA.
“O Sol passou pela janela…Só os religiosos não viram…”

Comentário por Antônio Augusto Zoppi

BOM DIA AMADA LINDA MEDITAÇÃO. O ESPÍRITO SANTO, realmente lhe orienta em Suas poderosas palavras. Chautard

Enviado do meu iPhone

Comentário por Cremilda




Comente:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s



%d blogueiros gostam disto: