Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/joao/joao-capitulo-16/
COMENTÁRIO DEVOCIONAL:
“Agora é o momento em que vocês ficarão tristes.”
Com bastante experiência cuidando de pessoas, Jesus fez o que todo coração angustiado mais deseja – Ele validou o pesar e a aflição dos seus discípulos. Ele honrou suas emoções. Nem uma vez Ele disse: “Oh, vocês de pouca fé” a respeito do seu iminente choro.
Muitas vezes, quando as pessoas experimentam dor e perda de vitalidade, fazemos comentários que apenas alimentam a tristeza delas. Pensando que estamos ajudando, nós os encorajamos a ter maior fé, a ler mais a Bíblia, a se animar naquele mesmo instante. Em vez de permanecer juntos no sofrimento, tentamos retirá-los do sofrimento. Consequentemente, eles se sentem ainda mais desolados e sozinhos. A tristeza anseia por compaixão.
Cristo entende as necessidades do coração.
“Eu tenho mais a lhes dizer do que vocês podem suportar.”
Enquanto encorajava seus discípulos, Jesus admitiu que havia coisas que Ele não podia compartilhar porque eles não estavam prontos. O pesar sempre entorpece nossa capacidade de entender. O tempo e o suave Espírito Santo freqüentemente trazem clareza à jornada da dor.
Todos nós sofreremos experiências insuportáveis de pesar e dor, enquanto o mundo convulsiona em seus espasmos finais. Mas a promessa de Jesus permanece: um dia, ninguém nunca mais tirará a sua alegria!
Anime-se!
Lori Engel
Capelã (atualmente aposentada)
Eugene, Oregon, EUA
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Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1259
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
Comentário em áudio Pr. Valdeci: http://vod.novotempo.org.br/mp3/ReavivadosA/Reavivados19-04-2018.mp3
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JOÃO 16 – A profundidade dos discursos de Jesus exige nosso tempo e habilidade para entender suas importantes verdades espirituais.
Note bem que, “os capítulos 14, 15, 15 e 17 têm, cada um, um tema central […]. Mesmo assim, num estudo mais detalhado, fica claro que uma conexão orgânica e lógica percorre todos estes capítulos: a nota predominante do capítulo 14 é de conforto (‘Que o coração de vocês não fique mais perturbado’); do capítulo 15 é de admoestação (‘permaneçam em mim… amem uns aos outros… também testemunhem’); e do capítulo 16, de profecia (‘Eles os expulsarão das sinagogas’), enquanto o capítulo 17 contém a Oração Sacerdotal, famosa por sua simplicidade e ternura” (William Hendriksen).
O capítulo oferece-nos os seguintes pontos:
• Enquanto os discípulos pregassem com paixão da verdade do amor divino, ódio brotaria do coração de muitos a tal ponto de promoverem uma perseguição, iludidos com suas crenças equivocadas (vs. 1-4);
• Jesus enviaria o Consolador para os capacitar, encorajar, ensinar e torná-lO real mesmo após a Sua partida (vs. 4-15);
• Jesus promete transformar tristezas em alegrias aos crentes que O amam e esperam encontrá-lO pessoalmente (vs. 16-22);
• A oração feita em nome de Jesus é o meio para conectar-se ao Pai diante das adversidades provocadas pelas pessoas perversas. Orações respondidas geram alegria sem medida (vs. 23-28);
• Jesus, mesmo sendo divino, enfrentaria a morte a fim de promover a paz no coração dos discípulos em meio ao grande conflito entre o bem e o mal existente no mundo (vs. 29-33).
Existe uma sequência do capítulo 15 para o 16, e uma ampliação dos temas proclamados por Jesus. “Enquanto no capítulo 15 os discípulos foram informados sobre o que eles deviam fazer, no capítulo 16 Jesus prediz o que o Deus Triúno iria fazer pelos discípulos em vista desse espírito de ódio e perseguição. Algo desse teor já fora dito em 15.26. Agora se expande o tema. O Espírito Santo condenará o mundo, e guiará a Igreja a toda a verdade. O Filho dará alegria ao coração dos discípulos (por meio de Sua gloriosa ressurreição e pelo envio do Espírito). O Pai continuará a amá-los. Portanto, a vitória é certa” (Hendriksen).
Temos inúmeras razões para reavivamo-nos espiritualmente! Por que permanecer apáticos?
Aprofundemo-nos nas Palavras de Cristo! – Heber Toth Armí.
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“Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em Mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo” (v.33).
As últimas palavras de Cristo a Seus discípulos foram cheias de brandura e de terna compaixão. Mesmo relatando o que os aguardava num futuro bem próximo, quando muitos deles seriam perseguidos e até mortos, uma arrebatadora sensação de paz e certeza do cuidado divino lhes enchia o coração ao som de cada palavra proferida pela boca de Jesus. A promessa do Consolador foi o mais confortante bálsamo àqueles que sentiriam a profunda dor da perda de seu Mestre.
Nos momentos finais que antecederam a cruz, os discípulos foram tomados de grande tristeza. Jesus não lhes ocultara os percalços que teriam de enfrentar no conflito entre o bem e o mal. Pelo contrário, expôs diante deles a árdua estrada que teriam de percorrer e foi bem claro ao afirmar: “Em verdade, em verdade vos digo que chorareis e vos lamentareis… vós ficareis tristes”. Porém, a continuação do verso é o que podemos chamar de esperança viva: “mas a vossa tristeza se converterá em alegria” (v.20). Ele prometeu aos Seus seguidores que chegará a hora em que “ninguém poderá tirar” a nossa alegria (v.22).
Quanto almejo este momento! Mas, até lá, Jesus nos motivou a pedir ao Pai em Seu nome, “para que a [nossa] alegria seja completa” (v.24). E disse isso dentro do contexto da missão do Consolador. Percebam nas palavras de Jesus, em Lucas 11:13, o que devemos pedir a Deus com insistência: “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedirem?”. O papel do Espírito Santo consiste em convencer “o mundo do pecado, da justiça e do juízo” (v.8), nos guiar “a toda a verdade” (v.13) e nos conduzir a Cristo (v.14). Mas o Seu título de Consolador também revela o Seu poder de confortar os corações aflitos. É por isso que a aparentemente confusa confissão de Paulo passa a fazer todo sentido na vida de todo aquele que, diariamente, clama pelo batismo do Espírito: “entristecidos, mas sempre alegres” (2Co 6:10).
“Eis que vem a hora e já é chegada” (v.32) em que nos sentiremos tão tristes quanto os discípulos e seremos covardemente afligidos pela fúria do inimigo. Devemos e precisamos nos segurar no braço da Onipotência e, à semelhança de Jacó, não deixá-Lo ir enquanto não nos abençoar (Gn 32:26). “O Espírito Santo procura habitar em cada alma. Caso seja Ele bem-vindo como hóspede honrado, os que O receberem se tornarão completos em Cristo. A boa obra começada será terminada; os pensamentos santos, as celestiais afeições e os atos semelhantes aos de Cristo tomarão o lugar dos pensamentos impuros, dos sentimentos perversos e dos atos obstinados” (EGW, CS, p. 561).
Por meio de fervorosa e importuna oração, clamemos ao Pai, todos os dias, pelo dom do Espírito Santo! E aguardemos com bom ânimo o retorno do nosso Senhor e Salvador, Aquele que venceu o mundo!
Bom dia, consolados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#João16
#RPSP
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1 Escandalizeis. Antes Jesus fizera admoestações a respeito da perseguição a fim de evitar o desânimo dos discípulos. CBASD, vol. 5, p. 1164.
2 Tributar culto a Deus. Os judeus que perseguiram os apóstolos argumentavam que esses evangelistas eram blasfemos e pretendiam derrubar a religião que Deus havia estabelecido. CBASD, vol. 5, p. 1164.
4 Eu estava convosco. Não houve necessidade de dizer isso antes, se a perseguição tivesse vindo Jesus estaria com eles para incentivá-los. De fato, enquanto Jesus estava na Terra, a perseguição foi dirigida contra Ele; mas, depois de Sua partida, recairia sobre Seus representantes. CBASD, vol. 5, p. 1165.
5 Nenhum de vós Me pergunta. Eles estavam absortos em pensamentos egoístas e não pensavam na alegria do Mestre de voltar para o Pai e completar o plano da Salvação. CBASD, vol. 5, p. 1165.
7 Eu vo-lo enviarei. De acordo com o plano de Deus, Jesus deveria completar Sua obra na Terra e ascender ao trono do Pai antes que o Espírito pudesse vir. CBASD, vol. 5, p. 1165.
8 Convencerá. Do verbo gr. elegchõ, “para condenar”, “convencer”. O verbo também é traduzido por “reprovar”, “repreender” e “corrigir”. CBASD, vol. 5, p. 1165.
Do pecado. Uma das primeiras evidências da operação do Espírito Santo é a profunda convicção de ser um pecador. CBASD, vol. 5, p. 1165.
Da justiça. O Espírito exorta o ser humano a aceitar a justiça de Cristo. CBASD, vol. 5, p. 1165.
Do juízo. O temor do julgamento não deve ser o motivo principal para se fazer o que é correto. O Espírito convence os crentes de seus pecados, guia-os à salvação e à justiça, que é Jesus, e os adverte das conseqüências da permanência no pecado e de se negligenciar a salvação pela graça. CBASD, vol. 5, p. 1165.
9. Não crê em Mim. Deus proporcionou apenas um meio de salvação, a saber, a fé em Jesus Cristo. CBASD, vol. 5, p. 1166.
16. Um pouco, e não Me vereis. O primeiro “um pouco” é geralmente compreendido como referência ao curto espaço de tempo até a cruz, e o segundo “um pouco”, ao período entre a crucifixão e a ressurreição. CBASD, vol. 5, p. 1166.
20 O mundo se alegrará. Os inimigos de Jesus se alegraram quando Ele morreu. Contudo, o regozijo deles durou pouco, o que também ocorreu em relação à tristeza dos amigos de Jesus. CBASD, vol. 5, p. 1167.
22 Ninguém. Do gr. oudeis, “nenhum”, inclusive o diabo e seus anjos. A alegria dos discípulos seria completa e permanente na comunhão espiritual com o Senhor ressuscitado, que estaria com eles “todos os dias até à consumação do século” (Mt 28:20). CBASD, vol. 5, p. 1167.
31 Credes agora? Cristo não nega que eles haviam crido. Ele simplesmente sugere que a fé manifestada por eles era ainda imperfeita. CBASD, vol. 5, p. 1168.
32 E Me deixareis só. Todos eles, “deixando-O, fugiram” (Mt 26:56). CBASD, vol. 5, p. 1168.
Não estou só. A comunhão de Cristo com o Pai nunca falhara. CBASD, vol. 5, p. 1168.
33 Tende bom ânimo. Do gr. tharseõ, “para ter bom ânimo”, “estar cheio de coragem”. CBASD, vol. 5, p. 1168.
Eu venci o mundo. Jesus olhou à frente, em direção à cruz com confiança, plenamente seguro de que triunfaria sobre os poderes das trevas (ver Cl 2:15). O príncipe deste mundo seria derrotado e os discípulos não tinham nada a temer. CBASD, vol. 5, p. 1168.