Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/joao/joao-capitulo-2/
Comentário devocional:
No livro de Gênesis (cap 1 e 2), Deus estabelece o casamento como a primeira instituição a ser uma bênção para a raça humana. No Evangelho de João (cap 2), Jesus inicia Seu ministério realizando Seu primeiro milagre em um casamento, em Caná da Galiléia. Eu não sei quanto a vocês, mas para mim isso me diz que o casamento é importante para Deus e deve ser tratado com seriedade e respeito por aqueles que afirmam ser Seus discípulos.
O drama na festa de casamento é mais profundo do que parece ser: ” A água representa o batismo em Sua morte; o vinho, o derramamento de Seu sangue pelos pecados do mundo. A água para encher as talhas foi levada por mãos humanas, mas unicamente a palavra de Cristo podia comunicar-lhe a virtude doadora de vida” (O Desejado de Todas as Nações, pp. 148-149).
Este capítulo termina com Jesus purificando o templo de seu mau uso, pouco antes do início da Páscoa. A lição espiritual é inconfundível. Quando levamos a sério honrar a Deus, não podemos continuar com os hábitos que não estão em harmonia com o Seu reino. Devemos pedir a Jesus “para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 Jo 1:9 NVI).
A ligação entre as duas histórias é evidente. Em nossa lamentável fragilidade humana, nunca temos recursos espirituais suficientes. Não obstante, quando convidamos Jesus para nossas vidas Ele os fornece em abundância, muito além do que possamos imaginar.
Abramos os nossos corações novamente para Jesus hoje.
Willie Oliver
Diretor Mundial do Departamento dos Ministérios da Família da IASD
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Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1245
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
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JOÃO 2 – Tudo que Jesus fez visava nossa transformação. Conhecedores do evangelho que não foram transformados estão iludidos com uma salvação meramente de informação.
• Jesus transformou água em vinho, problema em solução, preocupação em satisfação (vs. 1-12).
• Jesus transformou o ambiente do templo contaminado por religiosos interesseiros e gananciosos em um lugar de adoração (vs. 13-22).
• Jesus queria que as pessoas cressem nEle a fim de transformar a vida delas, para isso Ele usou recursos miraculosos chamados de sinais (vs. 23-25).
Adrian Rogers observou que “Jesus realizou o trabalho de transformação quando esteve pessoalmente entre os homens, e ele ainda está transformando pessoas como você e eu nos dias de hoje. Alguém afirmou, com propriedade, que ‘a natureza nos forma, o pecado nos deforma, a educação nos informa, a penitência nos reforma, mas só Jesus transforma’”.
Qualquer método reformatório da sociedade, ou melhor, do ser humano, jamais será completo sem a atuação de Jesus. Nenhuma educação será plena se não introduzir Jesus na vida do educando.
Jesus é o próprio Deus presente em forma humana participando da história e desafios humanos como um humano. Tal atitude é de humilhação para Ele, mas de exaltação para quem nEle crer (Filipenses 2:6-8). Ele não foi criado, mas é o Criador de todas as coisas (Colossenses 1:15-17). Nele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade (Colossenses 2:9).
Por isso, Jesus não estava subordinado à Maria, Sua mãe, através de quem Ele veio em carne – as pessoas deveriam submeter-se a Ele (João 2:3-5).
Logo no início de Seu ministério terrestre, Cristo revelou que o plano estava traçado, que o zelo pela Sua casa O consumiria, morreria, mas em três dias ressuscitaria (vs. 17-21). Desta forma, Ele estava plantando a transformação a curto, médio e longo prazo (vs. 22-25).
• Aspectos de sociabilidade, solidariedade, sabedoria e poder revelam a singularidade de Jesus numa sociedade em decadência devido a tanta iniquidade, inclusive na religião. Jesus participou de jantares (João 12:1-11), velórios (Lucas 7:12-15), festas de casamento (João 2:1-11); frequentou a praia (Mateus 13:2; Marcos 4:1; Lucas 5:3); o templo (João 2:13-16) e muitos outros lugares sempre visando restaurar pessoas.
• Permitir a intervenção de Jesus em nossa vida resulta em transformação, para isso é preciso nossa submissão absoluta a Ele.
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“Então, ela falou aos serventes: Fazei tudo o que Ele vos disser” (v.5).
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3 Tendo acabado o vinho. Literalmente, “o vinho falhou”. Tendo ajudado nos preparativos do casamento (ver DTN, 146), Maria se sentiu responsável por suprir a falta e procurou evitar o embaraço que, de outra forma, ocorreria. É digno de nota a confiança de Maria ao ir a Jesus com o problema. Como bom filho, Jesus estivera atento às expectativas da mãe e sempre encontrava uma solução apropriada. A narrativa do evangelho não deixa claro se Maria esperava que Jesus realizasse um milagre, o que Ele nunca havia feito antes (cf. DTN, 145, 146). Possivelmente a presença de Jesus e dos discípulos havia atraído uma multidão [que consumiu mais rapidamente os recursos]. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1018.
4 Mulher. Esse é um modo respeitoso de dirigir-se a uma mulher, naquela cultura, e é como Jesus normalmente se dirige às mulheres (4.21; 8.10).Bíblia de Genebra.
Uma maneira respeitosa de se dirigir à uma mãe no mundo antigo. Ver 19:25-27. Andrews Study Bible.
Aquele que havia ordenado que os seres humanos honrassem seus pais (Êx 20:12; cf PP, 366) foi, Ele próprio, um vivo exemplo desse princípio. Durante 30 anos Jesus havia sido um filho amoroso e prestativo. CBASD, vol. 5, p. 1018.
O que tendes comigo? (NKJV). i.e., “que é que nós temos em comum?”.Bíblia Shedd.
Jesus rejeita o encorajamento, por parte de Sua mãe, para Se promover prematuramente. Andrews Study Bible.
Que tenho Eu contigo? (ARA). Literalmente, “o que para ti e para mim”? A expressão indica que o interlocutor excedeu os limites do que lhe diz respeito (ver Jz 11:12; 2Sm 16:10; 1Rs 17:18; 2Rs 3:13; 2Cr 35:21; Mt 8:29; Mc 1:24; Lc 8:28; etc.). A forma como Maria instruiu os serventes evidencia que ela não interpretou a resposta de Jesus como uma recusa (ver Jo 2:5). Ela ficou convencida de que Jesus supriria a necessidade no tempo e da maneira que achasse melhor. Ao longo de Sua vida privada em Nazaré, Jesus havia honrado a autoridade de Sua mãe; na verdade, sempre fora um filho solícito dentro do círculo de ação do lar, onde prevalecia essa relação (ver Jo 19:26, 27). Porém, Jesus havia assumido uma vida pública, e Maria não compreendia plenamente o quanto isso limitava sua autoridade sobre Cristo. Talvez ela achasse que tinha, pelo menos em certo grau, o direito de dirigi-Lo em Sua missão (ver com. de Mt 12:46-20). Assim, nessas palavras inequívocas, porém corteses, Jesus procurou deixar clara a distinção entre Sua relação para com ela como Filho do Homem e como Filho de Deus (DTN, 147). O amor dEle para com ela não havia mudado, mas dali em diante Ele precisaria trabalhar dia a dia sob a direção de Seu Pai celestial (ver DTN, 208; ver com. de Lc 2:49). Como ocorreu no caso de Maria e Jesus, os pais hoje, muitas vezes, acham difícil afrouxar, aos poucos, a autoridade que exercem sobre os filhos, até abdicarem dela totalmente, a fim de que estes ganhem experiência ao enfrentar os problemas da vida por si mesmos e aprendam a aceitar a responsabilidade por suas decisões. Sábios são os pais e afortunados são os filhos quando essa transição de autoridade ocorre naturalmente e sem atritos. CBASD, vol. 5, p. 1018
Jesus atende ao pedido de Maria, não por ser ela Sua mãe, mas o faz como parte de Sua obra messiânica. Isto indica que o papel especial de Maria, como mãe de Jesus, não lhe dá autoridade para intervir na carreira de Cristo – este é um forte argumento contra fazer-se oração a Maria. Bíblia de Genebra.
hora. Um expressão em João para o sofrimento e morte de Jesus. Jesus evitou ações que abreviariam o tempo de Seu sofrimento final. Ver nota em 12:27-28. Ver tb 7:30; 8:20; 12:23-24; 17:1. A experiência de Jesus em Caná foi uma antecipação da cruz (note as referências a hora, mulher, terceiro dia, vinho (sangue). Andrews Study Bible.
Minha hora. Ver Jo 7:6, 8, 30; 8:20; etc. Maria, aparentemente, esperava que Jesus, nessa ocasião, Se proclamasse o Messias (ver DTN, 145), mas ainda não havia chegado a hora de Ele anunciar isso (ver com. de Mc 1:25). Havia um momento marcado para cada acontecimento de Sua vida (DTN, 451; ver com. de Lc 2:49). Foi só perto do final de Seu ministério que Jesus afirmou publicamente ser o Messias … e, por causa disso, Ele foi crucificado (Mt 26:63-65; Lc 23:2; Jo 19:7; ver com. de Mt 27:63-66).CBASD, vol. 5, p. 1018, 1019.
Na crucificação e na ressurreição, de fato chegou a hora de Jesus (12.23, 27; 13:1; 16:32; 17:1). Bíblia de Estudo NVI Vida.
5 serventes. Do gr diakonoi, de onde vem a palavra “diácono”. Os serventes aparentemente recorreram a Maria como a pessoa responsável por fornecer mais vinho, pois nem mesmo o “mestre-sala” sabia ainda que este havia acabado (ver DTN, 148). CBASD, vol. 5, p. 1019.
6 seis talhas. Vasos em que se guardava água para as lavagens cerimoniais, obrigatórias para judeus religiosos, antes de comer (Mc 7.3-4). … Nas seis talhas houve cerca de uns 500 litros. Bíblia Shedd.
11 sinais. João usa o termo “sinais” para os milagres porque apontam para a morte e ressurreição de Jesus e a salvação vinda por Ele. Bíblia Shedd.
glória. A glória de Jesus é o Seu divino caráter. Em João, isto é mais claramente manifestado na cruz. Ver 22:23-24, 37-41. Andrews Study Bible.
19 destruí este santuário. A analogia entre o templo literal e o corpo de Cristo não é tão remota quanto a princípio parece. O santuário, e mais tarde o templo, cumpriam o propósito de ser a habitação terrena de Deus (ver com. de Êx 25:8, 9). Ali, acima do propiciatório, aparecia a shekinah, o glorioso símbolo da sagrada e permanente presença de Deus (ver com. de Gn 3:24; Êx 25:17). Mas, como João já havia salientado (ver com. de Jo 1:14), essa mesma glória divina habitou em carne humana na pessoa do Senhor (cf. 1Co 3:16). CBASD, vol. 5, p. 1019.
24 não Se confiava a eles. Isto é, aos que professavam crer nEle (v. 23). Ele sabia que muitos daqueles que se mostravam tão ansiosos para aclamá-Lo iriam, como o povo da Galileia dois anos mais tarde, abandoná-Lo (cf. Jo 6:66). ele conhecia a inconstância do coração humano e sabia que muitos conversos nos tempos de bonança são superficiais ou hipócritas (ver Jo 6:64; ver com. de Jo 7:2-9). CBASD, vol. 5, p. 1022;