Reavivados por Sua Palavra


AMÓS 6, Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
12 de dezembro de 2017, 0:30
Filed under: Sem categoria


“Ai dos que andam à vontade em Sião e dos que vivem sem receio no monte de Samaria, homens notáveis da principal das nações, aos quais vem a casa de Israel!” (v.1).


Estudando as Escrituras, mais precisamente o livro do profeta Jeremias, Daniel se deu conta do momento solene em que estava vivendo, às portas de cumprir-se a profecia acerca dos setenta anos de cativeiro babilônico. Diante de tal descoberta, o profeta quedou-se a buscar ao Senhor “com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza” (Dn 9:3). E a resposta de Deus foi imediata e sublime. Ele enviou o anjo Gabriel no princípio das súplicas do profeta para revelar-lhe o entendimento acerca da profecia e declarar-lhe o quanto ele era amado (Dn 9:23).

Ao compreender o “grande conflito” (Dn 10:1) de que falava a profecia, Daniel pranteou, ou seja, angustiou-se “durante três semanas” (Dn 10:2). Durante vinte e um dias, o profeta aplicou o seu coração a humilhar-se perante Deus e nEle buscar as respostas às suas inquietações. Foi quando, em visão, contemplou o próprio Jesus e, diante da Majestade dos Céus, ao som de Suas palavras, caiu sem sentidos, “rosto em terra” (Dn 10:9). Contudo, uma mão lhe tocou, lhe sacudiu e lhe pôs prostrado. Daniel se pôs em pé ainda tremendo e uma dor sobremodo grande tomava conta de seu corpo a ponto de declarar não ter lhe sobrado “força alguma” (Dn 10:17). Então, ao ouvir a voz segunda vez, sentiu-se fortalecido.

O capítulo de hoje mostra um povo completamente inerte ao cenário profético que estava prestes a enfrentar. Acomodados com sua religiosidade e despreocupados quanto a sua condição laodiceana, regalavam-se em suas festas insanas, comendo, bebendo e cantando “à toa” (v.5). Banqueteavam-se enquanto diziam “estar longe o dia mau” (v.3). Ao contrário de Daniel que se absteve de “manjar desejável”, de carne e de vinho e de ungir-se “com óleo algum” (Dn 10:3), os filhos de Israel comiam “os cordeiros do rebanho e os bezerros do cevadouro” (v.4), bebiam “vinho em taças” e ungiam-se “com o mais excelente óleo” (v.6). Eles não se afligiram com a ruína que estava prestes a cair sobre a nação.

Será que estamos longe desta realidade? Examinemos o que aconteceu com Daniel por etapas:

1. Daniel estudou as profecias;
2. Daniel entendeu as profecias;
3. Daniel orou, jejuou e se humilhou perante Deus;
4. Daniel recebeu entendimento ainda maior;
5. Diante de tal entendimento, Daniel angustiou-se e aplicou o coração a entender melhor os planos de Deus;
6. Em tempo de angústia, abriu mão do que poderia atrapalhar a sua busca;
7. Ao contemplar Jesus, e ao ouvir as Suas palavras, sentiu-se fraco e débil;
8. Prostrado, recebeu forças para se levantar;
9. Reconhecendo a sua fraqueza, suas forças foram renovadas;
10. Firmado na “escritura da verdade” (Dn 10:21), tornou-se vitorioso pela vitória de Miguel, o Senhor dos Exércitos.

Conforme estudamos nas profecias de Daniel, desde 22 de outubro de 1844, estamos vivendo o grande dia da expiação profético. E qual deve ser a nossa conduta diante de tal entendimento? Vejamos: “Porque toda alma que, nesse dia, se não afligir será eliminada do seu povo” (Lv 23:29). Percebem a solenidade deste momento? Quanto mais examinamos as Escrituras, mais devemos sentir a necessidade de buscar ao Senhor. Quanto mais buscamos ao Senhor, mais o Seu Espírito nos mostra o que precisamos renunciar por amor a Jesus. Quanto mais nos aproximamos de Jesus e buscamos entender as Suas palavras, mais reconhecemos a nossa debilidade. E quanto mais reconhecemos a nossa debilidade e fraqueza, mais sentimos a necessidade de um Salvador. “Este é o caminho, andai por ele” (Is 30:21).

O que é a força do homem comparada à força do Onipotente? Nada! O Senhor não está interessado em ver templos suntuosos e cultos atraentes, mas eis para quem Ele olha: “mas o homem para quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito e que treme da Minha palavra” (Is 66:2). A aflição que o profeta Daniel sentiu e a que a Bíblia se refere não é no sentido de reclamar da vida, mas de dedicar a vida por completo aos cuidados dAquele que muito em breve tornará a nossa aflição em eterna alegria. O tempo de aflição antecede o tempo de regozijo.

Como estamos vivendo o dia de angústia? Vivendo sem receio, pensando estar adorando a Deus quando na verdade estamos servindo ao nosso ventre e aos nossos desejos? Ou, como Jacó, estamos clamando em grande angústia de alma: “Não Te deixarei ir se me não abençoares” (Gn 32:26)? Despertemos, amados! As profecias nos apontam um fim iminente. A natureza grita que este mundo está nos momentos finais. As desculpas e o esforço humano para nada servirá quando eclodir o tempo de angústia final: “Todos os que se esforçam por desculpar ou esconder seus pecados, permitindo que permaneçam nos livros do Céu, sem serem confessados e perdoados, serão vencidos por Satanás. Quanto mais exaltada for a sua profissão, e mais honrada a posição que ocupam, mais ofensiva é a sua conduta à vista de Deus, e mais certa é a vitória de seu grande adversário. Os que se retardam no preparo para o dia de Deus, não o poderão obter no tempo de angústia, ou em qualquer ocasião subsequente. O caso de todos estes é sem esperança” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 626).

Fazemos parte de um movimento profético e com uma mensagem sobremodo solene. Hoje é tempo de buscar ao Senhor com toda oração e súplicas a fim de resistirmos à hora de aflição que diante de nós está: “O tempo de agonia e angústia que diante de nós está, exigirá uma fé que possa suportar o cansaço, a demora e a fome – fé que não desfaleça ainda que severamente provada… Jacó prevaleceu porque era perseverante e decidido. Sua vitória é uma prova o poder da oração importuna… Os que não estão dispostos a negar o eu, a sentir verdadeira agonia perante a face de Deus, a orar longa e fervorosamente rogando-Lhe a bênção, não a obterão. Lutar com Deus – quão poucos sabem o que isso significa!” (Idem, p. 626, 627). Despertai e tremei vós “que viveis despreocupadamente; turbai-vos, vós que estais confiantes” (Is 32:11). Pois eis que a profecia “se apressa para o fim e não falhará” (Hc 2:3).

Bom dia, aflitos do Senhor!

Desafio do dia: Se ainda não possui o hábito, estabeleça momentos especiais de oração três vezes ao dia.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Amós6
#RPSP

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