Reavivados por Sua Palavra


JOEL 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by jquimelli
6 de dezembro de 2017, 0:20
Filed under: Sem categoria

1. Mudarei a sorte.A descrição do retorno é em termos de como as promessas de Deus haveriam de ser
cumpridas se a nação de Israel tivesse cooperado com o Senhor (ver p. 14-17; ver com. de Ez 37:1). A prosperidade de Israel teria provocado a inimizade das nações, que aqui são representadas como reunidas por Deus no vale de Josafá. A previsão é um paralelo a Ezequiel 38, em que Gogue e seu exército são representados como opositores a Jerusalém, e ali são julgados (ver Zc 14:1-3). A aplicação desta profecia para o futuro deve ser feita de acordo com a revelação do NT (ver com. de Ez 38:1; ver p. 17). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1047.

2. Entrarei em juízo. O povo de Israel, reavivado espiritualmente, em cooperação com o plano de Deus, teria o favor e a proteção dos céus. As bênçãos prometidas na época do êxodo (Dt 28:1-14) teriam encontrado cumprimento tardio. A nação judaica teria se tornado uma maravilha de prosperidade e
teria convertido multidões ao verdadeiro Deus. A medida que os números aumentassem, Israel teria ampliado suas fronteiras até abraçar o mundo (ver MDC, 290). Naturalmente, tal programa acirraria a
ira das nações pagas. Sob a liderança de Satanás, essas nações se uniriam para acabar com o estado de prosperidade, e Deus interviria (ver p. 16, 17). Com o fracasso dos judeus, é preciso olhar para o cumprimento dessas previsões, em princípio, na igreja (ver com. de Ez 38:1). O conflito aqui descrito tomará a natureza de uma tentativa desesperada de Satanás, na última hora da Terra, de tentar destruir a verdadeira igreja de Deus. “Do mesmo modo que ele [Satanás] influenciou as nações pagas para destruírem Israel, no futuro próximo, ele agitará os ímpios poderes da Terra para destruir o povo de Deus” (T9, 231; cf. T5, 524; GC, 656; T6, 18, 19, 395). Mais uma vez Deus intervirá em favor do Seu povo, e na segunda vinda de Cristo destruirá os ímpios (Ap 19:19-21), e mil anos depois os aniquilará (Ap 20:9-15). CBASD, vol. 4, p. 1048.

4. Que tendes vós comigo. Literalmente, “o que vós sois para Mim?” Deus Se identifica com Seu povo (ver Mt 10:40; 25:40,45). CBASD, vol. 4, p. 1048.

5. Levastes a Minha prata. Deus considerava a riqueza de Israel como Sua. CBASD, vol. 4, p. 1048.

6. Vendestes. Os fenícios e os filisteus eram famosos negociantes de escravos (ver Ez 27:13). CBASD, vol. 4, p. 1048.

Para os apartar. Aqui se expressa o resultado. Devido ao tráfico de escravos efetuado pelos fenícios e filisteus, em primeiro lugar para obter lucro, os judeus haviam se dispersado amplamente como povo. CBASD, vol. 4, p. 1048.

8. Sabeus. Um povo que vivia a sudoeste da Arábia e era notável pelas atividades comerciais. CBASD, vol. 4, p. 1048.

9. Entre as nações. Os v. 9 a 17 retornam ao tema do v. 2. O assunto é expandido e graficamente retratado. Como observado nos comentários sobre o v. 2, a descrição de um conflito literal é em termos de como os eventos teriam evoluído se a nação de Israel tivesse cumprido a missão dada por Deus. A aplicação para os últimos dias deve ser feita em termos de informações dadas por escritores inspirados, depois que mostraram como os eventos que poderiam ter tido um cumprimento literal em Israel, se cumpririam com respeito ao Israel espiritual (ver com. do v. 2; ver p. 21-23). CBASD, vol. 4, p. 1048, 1049.

Suscitai.Os ímpios serão suscitados outra vez no final do milênio, quando Satanás “faz do fraco forte, e a todos inspira com seu próprio espírito e energia” para atacar a nova Jerusalém (ver GC, 663; ver com. de Is 24:22). Comentaristas adventistas geralmente têm visto nesta profecia uma predição não só de eventos dramáticos associados com o grande Dia do Senhor, mas também de atividades militares internacionais nos dias finais da história. A retirada gradual do Espírito de Deus nestes últimos dias deixa o caminho aberto para um aumento correspondente de atividade satânica planejada para levar as pessoas a destruírem umas às outras. Esse processo atingirá seu clímax pouco antes da vinda do Filho do Homem sobre as nuvens do céu. CBASD, vol. 4, p. 1048.

10. Relhas de arado. As forças econômicas e industriais das nações serão empregadas para fins bélicos. CBASD, vol. 4, p. 1049.

13. Está madura a seara. Aparentemente, duas figuras são usadas para descrever o julgamento das nações: (1) a colheita da safra de grãos e (2) a reunião da colheita e a pisagem das uvas. CBASD, vol. 4, p. 1049.

Lagar. Do heb. yeqavim, “prensa das uvas”. CBASD, vol. 4, p. 1049.

14. Decisão. Deve-se notar … que “a decisão” aqui mencionada se refere à de Yahweh como juiz (ver com. dos v. 2, 12), e não a dos povos que estão sendo julgados. Em outras palavras, seu destino já está decidido. Agora é “o Dia do Senhor” (ver com. de Is 13:6). A LXX traz vale da “punição”, ou “vingança”. … A expressão “vale da decisão”, freqüentemente tem sido utilizada para descrever multidões da Terra, cujo destino está em jogo. Embora as palavras possam ser aplicadas desta forma, deve-se lembrar que esta não é a aplicação original do texto, o que pretendia a revelação divina. CBASD, vol. 4, p. 1049.

15. O sol e a lua se escurecem. Sobre os sinais físicos que acompanharão o Dia do Senhor, ver com. de Jl 2:10; cf. PE, 41. CBASD, vol. 4, p. 1049.

17. Não passarão mais por ela. Isto é, com maus desígnios. Estrangeiros que se uniram ao Senhor eram naturalmente bemvindos (Is 56:6). O desígnio de Deus era que “toda a carne” iria perante Ele regularmente para adorar (Is 66:23). A imagem é a de Jerusalém como poderia ter sido (ver com. de Is 65:17). Quando a nova Jerusalém descer do Céu (Ap 21:2), Satanás e o vasto exército aliado a ele procurarão invadir a cidade santa, mas eles serão destruídos nessa tentativa (Ap 20:9). CBASD, vol. 4, p. 1050.

18. E há de ser. Os v. 18 a 21 descrevem as condições que se seguiriam ao juízo contra os inimigos de Jerusalém se Israel tivesse sido fiel (a descrição é paralela à de Ez 40-48; Zc 14). Em última análise, ocorreria a renovação completa da Terra (ver com. de Is 65:17; Ez 38:1; 40:1; ver p. 16, 17). CBASD, vol. 4, p. 1050.

20. Para sempre. A residência anterior em Canaã, embora planejada para ser permanente, foi interrompida por causa da falha do povo em cooperar com o programa divino. O povo devia construir casas, porém os estrangeiros não habitariam nelas. Era-lhes oferecida outra vez a promessa de permanência (ver com. de Is 65:21). Se a disciplina do cativeiro tivesse alcançado seu objetivo, e os exilados que retornaram continuassem a cumprir o propósito divino, sua morada haveria sido permanente. CBASD, vol. 4, p. 1050.


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