Filed under: adoração, aprendizado, bens materiais, caráter, divórcio, escolhas, Reino de Deus, relacionamento | Tags: divórcio, prioridades, riquezas
2 aproximaram-se dEle para pô-Lo à prova. A pergunta dos fariseus era hostil. João Batista denunciara Herodes Antipas e Herodias pelo divórcio ilícito (v. 6.17, 18) e, por ter feito essa repreensão, foi lançado no cárcere e depois decapitado. Jesus, agora, estava dentro da jurisdição de Herodes, e os fariseus talvez tenham esperado que a resposta de Jesus levasse o tetrarca a prendê-Lo, assim como prendera João Batista. Bíblia de Estudo NVI Vida.
3 O divórcio jamais contou com a aprovação de Deus, a não ser como o menor entre dois males. Bíblia Shedd.
11-12 O costume judeu dizia que somente o marido poderia dar início ao divórcio, porque o divórcio era parte das leis do direito de propriedade. Tribunais e autoridades não eram envolvidas. Contudo, somente aqui, em Marcos, encontramos uma referência a uma mulher ser capaz de dar início ao divórcio. Esta pode ser uma outra indicação de que a audiência de Marcos seja não judia, muito possivelmente romana. Na lei romana, a mulher também tinha a prerrogativa de se divorciar de seu marido. Andrews Study Bible.
15 como uma criança. O que se compara aqui são a abertura e a receptividade comuns às crianças. O Reino de Deus pode ser recebido somente como dádiva; não pode ser recebido mediante o esforço humano. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O ponto central do texto é que mesmo os pequenos podem ser discípulos de Jesus. Andrews Study Bible.
Jesus apresenta uma criança como modelo para os adultos. A confiança e a amorosa obediência de uma criança representam traços de caráter de grande valor no reino dos Céus. Jesus chama de “pequenas” as crianças que ainda não aprenderam do exemplo negativo dos adultos os pecados da dúvida e da desobediência. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 699.
17 que farei…? O rico pensava da perspectiva de acumular atos de justiça para merecer a vida eterna, mas Jesus ensinava que era uma dádiva que deve ser recebida (cf. v. 15). Bíblia de Estudo NVI Vida.
20 a todas estas coisas eu tenho guardado. Um piedoso e fiel judeu observava todas as 613 leis como listadas nos cinco primeiros livros da Escritura, o Pentateuco. O apóstolo Paulo, que era um fariseu, disse que era inculpável pela observação destes requisitos legais, até ter encontrado a Jesus; então eles se tornaram como lixo em comparação com o dom da justiça que ele recebera de Jesus (Fl 3.4-11). Andrews Study Bible.
21 uma coisa te falta. O amor desse jovem pelas riquezas (v. 22) e a recusa dele em distribuí-las e seguir a Jesus mostram que ele quebrou o maior mandamento de todos: “Amarás, pois, o SENHOR teu Deus, de todo o coração, de toda a tua alma e de toda a tua força” (Dt 6.5; cf Mt 22.37). Bíblia de Genebra.
Vá, venda tudo. O problema principal do jovem eram suas riquezas (cf. v. 22), e por isso Jesus lhe recomendou desfazer-se delas. … Ao doar as suas riquezas, o jovem teria eliminado o obstáculo que o impedia de confiar em Jesus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
23 olhando ao redor. Um quadro vívido descrito por Marcos. Jesus deve ter olhado para os discípulos um após o outro para ver como reagiriam à decisão do jovem rico. CBASD, vol. 5, p. 699.
Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que tem riquezas. A dificuldade não é porque as riquezas sejam um mal em si mesmas e desqualifiquem aqueles que as possuem, mas é porque os ricos são tentados a depender de suas riquezas e podem ser incapazes de admitir que necessitam de Deus. Bíblia de Genebra.
25 camelo … fundo de uma agulha. Um excelente exemplo da linguagem proverbial e vívida de Jesus, aqui expressando a ideia de impossibilidade (v. 27). A sugestão de que havia um pequeno portão chamado de “fundo da agulha”, através do qual os camelos podiam passar sem carga, não tem apoio e minimiza a figura usada por Jesus. Bíblia de Genebra.
26 maravilhados. Os judeus olhavam para as riquezas ganhas honestamente como um sinal da aprovação de Deus. Se os ricos, que tem “todas” as vantagens que poderiam propiciar a seus corações agradarem a Deus, perecem, quem, então, poderia se salvar? Bíblia Shedd.
Os discípulos entenderam o significado do que Jesus disse. Ninguém pode ser salvo por boas obras. Bíblia de Genebra.
28 deixamos. O verbo gr está no aoristo, tipo de ação que revela uma decisão definitiva. Bíblia Shedd.
29 amor. Se a renúncia não for motivada por um grande amor a Cristo e ao evangelho (necessário à sua divulgação) nada vale (1Co 13.1-3). Bíblia Shedd.
30 cêntuplo. A fraternidade produzida pelo evangelho tornará todos os cristãos em uma grande família (cf At 2.44-47; 4.32-35; Rm 16.13). Bíblia Shedd.
Jesus, tornando a levar à parte os doze, passou a revelar-lhes as coisas que Lhe deveriam vir. Os doze sabiam dos planos em andamento para tirar a vida do Mestre (ver com. de Lc 13:31; cf. Jo 11:7, 8), mas não acreditavam que, por fim, esses esforços teriam êxito (ver Lc 18:34). CBASD, vol. 5, p. 699.
37 direita … esquerda. É notável a ironia; quem acabou ocupando estas posições, na hora do triunfo de Cristo na cruz foram dois ladrões (15.27). Bíblia Shedd.
38 beber o cálice. Um símbolo do Antigo Testamento para expressar sofrimento e ira (Sl 75.8; Is 51.17-22; Jr 25.15; Ez 23.31-34). Bíblia de Genebra.
45 o Filho do Homem veio para … servir e dar a Sua vida em resgate por muitos. Versículo-chave de Marcos. Jesus veio a este mundo como servo … que sofreria e morreria por nossa redenção, como Isaías predisse com clareza (Is 52.13-53.12). Bíblia de Estudo NVI Vida.
muitos. Ver Is 53.12. Nos escritos do Qumran (Manuscritos do Mar Morto) este é um termo para todos os membros da comunidade. Bíblia de Genebra.
46 E foram para Jericó. A cidade do Jericó do NT estava situada a mais ou menos 1,6 km ao sul das ruínas da cidade de Jericó do AT. Herodes, o Grande, havia embelezado a cidade e tinha um palácio de inverno lá. CBASD, vol. 5, p. 700.
51 Mestre. Heb Rabboni, lit. meu grande ou ilustre (senhor, mestre). Nota textual Bíblia de Genebra.
Uma forma aumentada de “Rabi”, título comum para designar um mestre… Ressalta o reconhecimento e submissão à autoridade de Jesus. Bíblia de Genebra.
Este é o mesma terna expressão que Maria usou quando se dirigiu a Jesus após Sua ressurreição (Jo 20.16). Bartimeu reconheceu Jesus como mais do que um fazedor de milagres. Ele desejou um íntimo relacionamento com Ele. Andrews Study Bible.
que eu torne a ver. Literalmente “recuperar a minha visão”. O texto grego deixa claro que Bartimeu não nasceu cego, mas que se tornou um. CBASD, vol. 5, p. 701.
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Comentário devocional:
O relato de Marcos difere dos outros três evangelhos. Todo o seu foco está sobre o poder de Deus. Na mente de Marcos, a melhor maneira de demonstrar o grande poder de Deus é mostrar o que Ele é capaz de fazer. Por isso, as páginas que ele escreveu estão cheias de poderosas obras – milagres – em muito maior número do que os milagres registrados pelos outros evangelistas.
Os milagres registrados em Marcos estão cheios de vitórias sobre o inimigo. Você pode achar um pouco estranho eu dizer isso, mas é por isso que eu amo Marcos. E este capítulo ilustra o que eu quero dizer.
Descendo as encostas da montanha, onde Pedro, Tiago e João tinham recebido o retrato de uma “mini Segunda Vinda”, Jesus descobriu um pai muito perturbado. Este homem buscava uma demonstração do poder de Deus, em benefício de seu filho possuído pelo demônio.
Os discípulos, que tinham permanecido na base da montanha, não estavam à altura da tarefa. Agora a necessidade do pai é canalizada a Jesus nesta questão embaraçosa: “se podes fazer qualquer coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos.” (Mc 9:22 NVI). Jesus então transformou a questão do desejo do pai em uma exibição externa de poder em convocação à fé interior.
Fé e entrega devem preceder o poder! Jesus procurou chamar o pai em um relacionamento eterno com a Divindade: “Se você pode crer, todas as coisas são possíveis ao que crê” (Mc 9:23 NKJV). A resposta do pai foi imediata, ao ele gritar: “Senhor, eu creio. Ajuda a minha incredulidade!” (Mc 9:24 NKJV).
Esta é a oração perfeita! É a que brota de um coração sincero, quebrado, e desesperado. Esta é a oração que você e eu devemos fazer. Muitas vezes nos achegamos a Deus buscando bênçãos e não relacionamento. Deus está nos convidando a entrar em um relacionamento experimental com Ele e a partir deste relacionamento virá o poder. Deus está procurando um povo a quem Ele possa confiar o grande poder da Chuva Serôdia. E não vai concedê-lo a alguém que não esteja totalmente entregue a Ele. Você está?
Não importa que dificuldades estejam ocorrendo em sua vida neste exato momento, clame a Deus, busque-O de todo o seu coração, submeta a Ele todos os aspectos de sua vida, e Ele responderá a você com o poder.
Jim Ayer
Vice-Presidente Rádio Mundial Adventista
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mrk/9/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Marcos 9
Comentário em áudio
Filed under: Messias, Reino de Deus | Tags: humildade, maior, Messias, Messias sofredor, serviço
1 alguns há que, de maneira nenhuma, passarão pela morte. A ligação entre as duas seções da narrativa [a cruz e a transfiguração] parece excluir a possibilidade de que Jesus aqui tenha se referido a qualquer coisa, a não ser a transfiguração, que foi uma demonstração em miniatura do reino da glória. Sem dúvida, Pedro entendeu assim (ver 2Pe 1:16-18). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 159.
Cf Mt 16.28n; Lc 9.27n. É possível que Marcos estivesse ligando esta profecia, a respeito da vinda do reino, com o acontecimento da transfiguração. Bíblia Shedd.
É mais provável que a referência seja ao texto que segue que descreve a transfiguração. Andrews Study Bible.
2 transfigurado. Uma transformação de Jesus em uma figura divina, fora deste mundo. Andrews Study Bible.
3 sobremodo brancas. Roupas brancas denotam status celestial (Mc 6.5) ou pureza e dignidade (Ap 3:4, 18). Andrews Study Bible.
5 tabernáculos (NKJV). No gr. “tendas”. Pedro poderia estar pensando na Festa dos Tabernáculos, quando os judeus habitavam uma vez por ano em barracas por uma semana (Lv 23:39-43). Mas ele podia estar se referindo a Êx 29:42, que fala de Deus se encontrando e se comunicando com Seu povo através do tabernáculo (ver tb Êx 40:34-35). Andrews Study Bible.
Seja como for, parecia muito desejoso de ver naquele instante o cumprimento da glória prometida, antes dos sofrimentos que Jesus declarara necessários. Bíblia de Estudo NVI Vida.
7 a Ele ouvi. Baseado no significado forte de Dt 18.15, deve-se entender como”ouvi e obedecei”. Bíblia Shedd.
10 perguntando o que significaria “ressuscitar dos mortos” (NVI). Como judeus, conheciam bem a doutrina da ressurreição; o que os deixava perplexos era a ressurreição do Filho do Homem, porque a teologia deles não comportava um Messias que sofresse e morresse. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Não entenderam como Jesus ia ressurgir antes da ressurreição geral dos justos. Bíblia Shedd.
… os discípulos ficaram impressionados com a declaração de Cristo de que ressuscitaria dos mortos. No entanto, eles não podiam compreender a ideia de um Messias sofredor. Ainda estavam cegos pelo conceito popular do Messias como poderoso conquistador (ver com. de Lc 4:19). CBASD, vol. 5, p. 691.
A teologia judaica não previa um Messias sofredor, muito menos um que iria morrer. Não havia lugar para um Filho do Homem ressuscitado. Andrews Study Bible.
12 restaurará. A obra de restauração do culto a Deus foi realizada por Elias principalmente no monte Carmelo. João Batista, como Elias, veio reiniciar uma total restauração, obra essa que Jesus veio consumar. Bíblia Shedd.
14 os escribas discutiam com eles. Ou seja, eles os interrogavam, como o contexto deixa claro. A atitude dos escribas era hostil. … Nesta ocasião, eles procuravam expor Jesus e os discípulos como impostores, explorando o fato de que ali estava um demônio diante do qual os discípulos era impotentes (cf. DTN, 427). CBASD, vol. 5, p. 691.
15 toda a multidão, ao ver Jesus, tomada de surpresa. A razão da surpresa com a aproximação de Jesus, possivelmente, seja melhor explicada como a reação da multidão diante dos traços de glória que sem dúvida permaneceram na face dos que testemunharam a transfiguração (cf. Êx 34:29-35; DTN, 427). CBASD, vol. 5, p. 691.
16 Ele interpelou os escribas. Os escribas podem ter ficado em silêncio ao Jesus se aproximar. Sem dúvida, o clima tendo que prevalecia e que era derivado da própria presença dos escribas tornou evidente que eles estiveram ridicularizando os nove discípulos. … Uma vez que eles foram silenciados e contrariados por Jesus quando se esforçaram por desacreditá-Lo anteriormente, os escribas se retiraram do debate. CBASD, vol. 5, p. 691.
19 Ó geração incrédula. Isto é, “sem fé” ou “descrente. … Não é provável que Jesus Se referisse ao pai do menino possuído pelo demônio quando disse estas palavras, pois a fé do pai não era o único obstáculo no caminho da cura de seu filho. Uma vez que os próprios discípulos, principalmente , estavam em falta (ver com. de Mc 9:29), pode ser que o Salvador os tivesse em mente. Mas Ele não desejava censurá-los em público, portanto, não faria deles o objeto imediato de Suas observações. No entanto, se os discípulos estavam “descrentes”, quanto mais a multidão? CBASD, vol. 5, p. 692.
29 Esta casta. Os escribas tinham atribuído o desamparo dos nove discípulos a um suposto poder superior daquele demônio, afirmando que a autoridade de Jesus estava limitada a demônios menos poderosos (cf. DTN, 427). O verdadeiro problema, porém, não estava no poder do demônio, mas na impotência espiritual dos discípulos. CBASD, vol. 5, p. 693.
senão por meio de oração. Cristo não se referia á oração feita em relação à expulsão de demônios. Ele não estava falando da oração momentânea, mas de uma vida impulsionada pela oração. Durante a transfiguração, os nove discípulos [que ficaram] haviam dado lugar a desânimos e queixas pessoais, com espírito de ciúmes devido ao favor mostrado a seus companheiros ausentes (Pedro, Tiago e João; ver DTN, 431). A condição mental e espiritual deles tornou impossível que Deus operasse por seu intermédio. CBASD, vol. 5, p. 693.
e jejum. A evidência textual favorece a omissão … desta palavra, entre colchetes na ARA. CBASD, vol. 5, p. 693.
32 Eles, contudo, não compreendiam. Apesar de tudo que Jesus tinha dito, em linguagem simples …, os discípulos ainda não compreendiam… A principal razão pela qual não conseguiam entender é que eles não queriam aceitar ser necessário que o Messias sofresse e morresse… Essa ideia era um desafio às suas opiniões preconcebidas sobre o Messias… Eles esperavam que, afinal, Cristo reinaria como um príncipe temporal e não estavam dispostos a abandonar as expectativas entusiásticas da honra que eles esperavam compartilhar com Ele quando o tempo chegasse. CBASD, vol. 5, p. 694.
temiam interrogá-Lo. Cientes de que compartilhavam do ponto de vista havia pouco apresentado por Pedro e de que, se falassem naquele momento, seria apenas para expressar os mesmos pensamentos …, permaneceram em silêncio. De acordo com Mateus 17:23, eles estavam “muito tristes” (NTLH), isto é, “muito angustiados”. CBASD, vol. 5, p. 694.
35 Se alguém quer ser o primeiro. Aqui, Jesus chega ao centro do problema, cada um dos doze desejava ser o “primeiro” no reino. Todos esperavam que o Senhor assumisse o poder … Esqueceram-se de que a verdadeira grandeza consiste na renúncia ao poder como um objetivo de vida. … O reino dos céus é essencialmente uma questão de prestar serviço a Deus e aos semelhantes, não de receber isso deles. … O maior é aquele que ama mais a Deus e aos semelhantes e que melhor os serve. CBASD, vol. 5, p. 694.
38 vimos um homem. O fato de o incidente aqui referido envolver apenas João e Tiago sugere a possibilidade de que tenha ocorrido durante a terceira viagem pela Galileia, quando os dois irmãos haviam saído juntos. CBASD, vol. 5, p. 694.
o qual não nos segue. Não se tratava de um dos discípulos regulares, reconhecidos por Jesus. CBASD, vol. 5, p. 694.
não era um dos nossos (NVI). Parece que o homem tinha fé em Cristo sem, porém, fazer parte do grupo exclusivo dos Doze. Mesmo assim, agia em nome de Jesus e conseguira fazer o que os discípulos, pelo menos numa ocasião, não haviam conseguido (cf. v. 14-18, 28). Bíblia de Estudo NVI Vida.
e nós lhe proibimos. Ou, “nós o impedimos”. … Na ocasião aqui relatada, eles justificaram sua conduta com base na preocupação deles com a honra de seu Mestre; na realidade, a preocupação com sua própria honra havia motivado a ação (ver DTN, 437). Eles repreenderam o homem por fazer o que eles julgavam ter o direito exclusivo de fazer. … Eles eram zelosos no cumprimento das ordens que lhes foram dadas, mas não tinham o direito de dar ordens aos outros. É a maldade que leva líderes religiosos a pensar que é seu dever coagir outros ao padrão de conduta e crença que eles entendem como o correto. CBASD, vol. 5, p. 695.
39 não lho proibais. Isto é, deixem de impedi-lo. Não temos o direito de forçar a s pessoas a estar de acordo com as nossas ideias e opiniões, ou a seguir os nossos métodos de trabalho. CBASD, vol. 5, p. 695.
A visão de discipulado de Jesus era mais ampla e inclusiva do que a estreita e sectária de Seus discípulos. Porque o outro exorcista não fazia parte do círculo mais íntimo dos discípulos de Jesus não significava que ele não era apoiador e discípulo. O discipulado inclui todos que com professam a Jesus com fé. Andrews Study Bible.
40 não é contra nós. Se o homem que Tiago e João repreenderam fora encontrado fazendo o mesmo trabalho que Jesus fazia, e realizava isso em nome de Jesus, era porque Deus trabalhava com e por meio dele. CBASD, vol. 5, p. 695.
41 porque sois de Cristo. … dar um copo de água em nome de Cristo é dá-lo “porque sois de Cristo”. … O caráter da ação é determinado pelo motivo que a determina. CBASD, vol. 5, p. 398, 695.
43 corte-a (NVI). Como no exemplo da pedra de moinho, Jesus não está sendo literal aqui. Andrews Study Bible.
44, 46 Não lhes morre o verme. A evidência textual apoia … a omissão dos vs. 44 e 46, como tendo sido inseridos em repetição ao v. 48. CBASD, vol. 5, p. 695.
Estes vv não constam nos melhores manuscritos. Bíblia Shedd.
48 verme. Do gr. skolex, “larva” ou “verme”. A ilustração de “o verme não morrer não é uma indicação de uma alma que não pode ser aniquilada, mas é símbolo da corrupção que não pode ser removida” (H. D. A. Major, T. W. Manson, e C. J. Wright, The Mission ant the Message of Jesus, p. 123). No v. 43, “vida” é mostrada em contraste com “o fogo que nunca se apaga”. Em muitas passagens das Escrituras, “vida eterna” se contrasta com a “morte” (ver Rm 6:23). em João 3:16, o contraste é entre “vida eterna” e “perecer”. É óbvio que Jesus pretendia, aqui, o mesmo contraste. “O fogo que nunca se apaga” (ARC) está paralelo a “seu verme não morre” (NVI), sendo uma expressão equivalente. Contudo, parece incoerente que as larvas continuassem seu trabalho na presença do fogo. Mas não há nada na palavra skolex, “verme”, que, mesmo remotamente, justifique a explicação que compara o “verme” à “alma” (ver com. de Is 66.24), abordagem defendida por muitos comentaristas, ao refletir sua própria compreensão sobre o estado da morte. CBASD, vol. 5, p. 695, 696.
50 sal. Utilizado tanto para preservar alimentos quanto para dar sabor. … Ter o “sal” ou o sabor do evangelho é um chamado a viver em paz (e aceitar todos os demais discípulos, como ilustrado nos vv. 39-42). Andrews Study Bible.
O sal é agente de preservação… O fogo pode ser considerado como agente purificador ou como símbolo do juízo final (ver com. de Mt 3:10). … Ser “salgado com fogo”, provavelmente, signifique que “cada um” passará pelo fogo da aflição e da purificação nesta vida (ver com. de Jó 23:10) ou pelo fogo do último dia. O fogo removerá as impurezas da vida presente ou destruirá a própria vida no último dia. O sal preservará o que é bom (ver com. de Mt 9:50). CBASD, vol. 5, p. 696.
Pois todas as pessoas serão purificadas pelo fogo, assim como os sacrifícios são purificados pelo sal (NTLH. ARC: cada sacrifício). No ritual do antigo santuário, o sal era adicionado a todos os sacrifício (ver com. de Lv 2:13). Seu uso significava que somente a justiça de Cristo pode tornar a oferta aceitável a Deus (cf. DTN, 439). CBASD, vol. 5, p. 696.
50 Tende sal em vós mesmos. Se os discípulos tivessem o “sal da aliança” (Lv 2:13), este reprimiria as tendências impróprias que os levaram a discutir sobre quem seria o maior no reino dos Cpeus. CBASD, vol. 5, p. 696.
paz. Um clímax apropriado para o discurso, uma admoestação para reprimir outro argumento sobre o assunto e uma advertência contra a inveja e o espírito de rivalidade. CBASD, vol. 5, p. 691.
Comentário devocional:
Este capítulo pode ser chamado de o Capítulo do Cego. O capítulo anterior termina com a exclamação de que Ele “faz até o surdo ouvir e o mudo falar.” (Mc 7:37 NVI). Somos, então, levados para a encosta gramada com vista para o Mar da Galiléia, para a alimentação de quatro mil homens famintos, mulheres e crianças (Mc 8:9; Mt. 15:38), que tinham andado uma grande distância para ouvir o Grande Mestre. Em todas as oportunidades, Jesus procurou aliviar a condição humana sofredora.
Apesar da abundância de milagres estabelecer um pano de fundo de alimentação de um grupo de pessoas do tamanho de um pequeno exército, no verso 11 os fariseus ainda procuram um “sinal do céu.” Esses professores voluntariamente escolheram a cegueira – a Verdade e a Vida estavam em pé diante deles e eles não podiam vê-Lo.
Os discípulos não pareciam estar em melhor condição. No versículo 15, Jesus os advertiu sobre o fermento dos fariseus e a não se tornar cego como eles. Mas a cegueira já os havia envolvido de tal maneira que eles perderam completamente o foco! Eles pensaram que Jesus estava falando sobre o pão físico.
Mas, para a condição de cegueira, tanto física como espiritual, Jesus tem a cura. No versículo 22, um cego é trazido a Jesus. Ele cuspiu em seus olhos fechados como se os fosse refazer a partir da argila que Adão tinha sido moldado e de onde seu corpo com defeito a tinha sido recebido; e o Criador do Universo deu a esse homem um novo par de olhos.
Ah, como eu desejaria que o verso 33 precedesse o verso 29! No verso 33, o Diabo, operando através de Pedro, foi repreendido e no verso 29, os olhos de Pedro foram momentaneamente abertos e ele teve um vislumbre de que Jesus era o Cristo. Mas, infelizmente, como os olhos recém-criados do cego, Pedro só pôde ver parcialmente e sua visão desaparece no verso 33 – levaria o tempo de Pedro.
Como é que ganharemos a nossa nova visão? Como nossos olhos espirituais se tornarão totalmente funcionais? Ao permitir que a água da vida, aplicada pela própria mão de Deus – os lave. Para que isso aconteça você deve aproximar-se do Criador.
Os versos 34-38 estabelecem requisitos e fazem perguntas a respeito da visão eterna. Ver começa com rendição: “Se alguém quiser acompanhar-Me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.” (v. 34 NVI). Leia novamente estes versos e, como você está, imagine-se entrando em uma conversa íntima com o Senhor – Aquele que está pronto para conceder-lhe plena visão.
Jim Ayer
Vice-Presidente Rádio Mundial Adventista
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mrk/8/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Marcos 8
Comentário em áudio
2 três dias. A importância do ensino do Mestre foi reconhecido pelo povo. Bíblia Shedd.
11 sinal do céu. Como Elias demonstrou no monte Carmelo (1Rs 18.20-40). Bíblia Shedd.
12 suspirando profundamente (ARC). Um detalhe mencionado apenas por Marcos. Jesus estava decepcionado com a lentidão do povo para compreender a verdade espiritual. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 687.
15 fermento. Os judeus, seguindo o mandamento de Deus (Êx 13.7), evitam o uso de toda levedura na semana imediatamente após a Páscoa. Bíblia Shedd.
fermento de Herodes. Ou seja, a má influência de Herodes, particularmente seu mundanismo e caráter irresoluto. CBASD, vol. 5, p. 687.
27 Com a confissão de Pedro começa a segunda metade de Marcos. Não mais Jesus dirige ensinamentos para as multidões, mas aos discípulos. Começam a ser dados avisos referentes a Sua morte, como também à ressurreição. Bíblia Shedd.
33. coisas de Deus. A frase significa “adotar o lado de Deus”, “comprometer-se com a causa de Deus”. Só Deus compreende realmente a profundidade do problema do pecado, como também a única solução. Bíblia Shedd.
34 negue-se a si mesmo. Impedir que o eu seja o centro da sua vida e dos seus atos. Bíblia de Estudo NVI Vida.
36 alma. Uma metáfora para a vida eterna … Jesus desafia os discípulos que pretendem segui-Lo a não ter como foco a vida presente e o sofrimento que vem com ela. Perder esta vida não é nada comparado à perda da vida eterna. Andrews Study Bible.
Comentário devocional:
É objetivo do inimigo manter a nossa atenção sobre as pequenas coisas da vida, em lugar do que é realmente importante: o nosso relacionamento com o Criador do universo. “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17: 3, ARA). Muitas coisas chamarão a sua atenção nesta vida. Diversas “pequenas coisas” surgirão para distraí-lo, impedindo-o de estabelecer um relacionamento de amizade com Cristo. Algumas pessoas, entretanto, reconhecem a sua imensa necessidade e decidem que nada as impedirá de buscar a Jesus.
A mulher siro-fenícia era uma dessas pessoas. Ela tinha ouvido falar de Jesus e estava determinada a obter a ajuda dEle para sua filha possuída por um demônio, independentemente do que teria de suportar. Não demorou muito para ela perceber que o Diabo estava trabalhando por meio dos doze discípulos. Todos eles disseram para Jesus despedi-la (Mt 15:23). E durante algum tempo, até mesmo Jesus pareceu ignorar os seus pedidos de ajuda.
Mas esta filha do Rei não desistiria da bênção almejada apesar dos empecilhos plantados em seu caminho. Sua filha precisava de um milagre: libertação do demônio que a possuía! Ela juntou cada pedacinho de amor que tinha por sua filha, toda promessa de Deus que conhecia e os lançou aos pés de Jesus, de forma que Ele não poderia simplesmente desprezá-la. Ela sabia que até mesmo pequenos cães eram alimentados com o que sobrava da mesa da família e insistiu na petição, confiando no amor e no poder de Jesus. Então o Mestre olhou para ela e disse: “Podes ir; o demônio já saiu de tua filha.” (v. 29 ARA).
Alguém já disse uma vez que se você quiser ter sucesso, “Mantenha em primeiro lugar aquilo que deve estar em primeiro lugar.” Creio que Jesus incluiu a história dessa mulher para que você e eu não desistamos daquilo que é importante.
Você quer ter sucesso em coisas celestiais? Quer permanecer na companhia de Jesus, independentemente das circunstâncias? Então não deixe que nada lhe distraia de aceitar a Jesus e permanecer em Sua companhia.
Jim Ayer
Vice-Presidente Rádio Mundial Adventista
Conferência Geral
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mrk/7/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Marcos 7
Comentário em áudio
Filed under: Justiça | Tags: impureza, Mishnah, pureza, Talmude, tradição
1 Ora, reuniram-se. Neste ponto da narrativa, tanto Mateus como Marcos passam por alto o incidente significativo na sinagoga de Cafarnaum, quando, no final do discurso sobre o “Pão da Vida”, a opinião popular na Galileia se voltou contra Jesus. … Contrariamente ao costume, Jesus permaneceu na Galileia durante a época da Páscoa …, sem dúvida, atendendo às necessidades das pessoas discretamente. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 678.
isto é, por lavar. Como escrevia para não judeus …, que poderiam não compreender a natureza da provocação que os espiões apresentavam, Marcos descreveu o que ele queria dizer com “impuras”. Mateus, provavelmente, escrevendo principalmente para judeus …, não faz tal declaração explicativa. A purificação aqui era estritamente ritual, não sanitária. Este rito consistia em verter uma pequena quantidade de água sobre a palma de uma mão, depois na outra, com a mão em tal posição que a água passasse da palma da mão para o punho, mas não mais além, cuidando-se o tempo todo para que a água corresse de volta para a palma da mão e, depois, alternadamente esfregando as duas mãos. A quantidade mínima de água prescrita era a que caberia em uma casca e meia de ovo. No entanto, onde não houvesse água disponível, uma ablução a seco era permitida, na qual uma pessoa poderia simplesmente simular o lavar das mãos de forma prescrita. CBASD, vol. 5, p. 679.
2 impuras. Não se refere à falta de higiene mas à pureza formal, cerimonial. Bíblia Shedd.
3 tradição dos anciãos. Refere-se à interpretação oral e expositiva da lei de Moisés, mais tarde codificada na Mishná. O Talmude é um comentário sobre a Mishná que executava um “cerco” em volta da lei para evitar qualquer transgressão. Bíblia Shedd.
Com o tempo, essa tradição oral, originalmente destinada a proteger a lei escrita do AT, chegou a ser considerada mais sagrada do que a própria lei (ver DTN, 395). Por uma obediência mecânica às exigências da tradição oral, a pessoa automaticamente estaria guardando a lei escrita, incluindo os dez mandamentos. CBASD, vol. 5, p. 679.
11 Corbã. Uma palavra hebraica e aramaica (que Marcos traduz para os leitores gentios) e que significa alguma coisa dedicada a um propósito religioso. Por um simples voto, para preservar suas posses como dádiva para Deus, uma pessoa poderia fugir à responsabilidade de sustentar seus pais. Bíblia de Genebra.
Os mestres da lei sustentavam que o juramento do Corbã era irrevogável, mesmo quando fosse feito de modo precipitado. Essa prática era uma das muitas tradições que obedeciam à letra da lei, enquanto desrespeitavam o seu espírito. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Este voto também era tomado para evitar obediência ao mandamento de cuidar do pobre e daqueles que passavam por tempos difíceis. Andrews Study Bible.
13 invalidando. Jesus não respondeu diretamente à pergunta dos judeus que aparece no v. 5. Indiretamente, Ele lhes dá uma resposta válida para todas as gerações vindouras. … Devemos ser como os bereanos (At 17.11). Bíblia Shedd.
15-23 Jesus ataca aqui a crença de que se os piedosos judeus observassem tais regras de pureza [cerimonial] eles estariam automaticamente limpos moralmente. Andrews Study Bible.
15 nada há fora do homem. Deve-se ressaltar que o problema em discussão entre Jesus e os fariseus nada tinha que ver com o tipo de alimento a ser consumido, mas apenas com o modo com que era ingerido, se com ou sem o ritual de purificação das mãos. CBASD, vol. 5, p. 682.
19 lugar escuso. Do gr aphedron, “uma latrina” ou uma “privada”. O termo não se refere, como frequentemente se supõe, a uma parte do corpo humano. CBASD, vol. 5, p. 683.
puros todos os alimentos. Jesus teria declarado “puros” todos os alimentos, em ralação ao tema discutido que tinha que ver com o ritual de purificação. … Deve-se notar que a palavra gr. bromata, traduzida como “alimentos”, significa simplesmente “o que é comido” … o contexto (v.1-14, 20-13) não trata da impureza biológica, mas da impureza cerimonial á qual, supostamente, as pessoas se expunham a partir da omissão da lavagem ritual. … Do começo ao fim, Cristo lida com a difícil questão do contraste entre o”mandamento de Deus” e a “tradição dos homens”. CBASD, vol. 5, p. 683.
21 prostituição. Do gr porneiai, um termo que inclui todas as formas de relações sexuais ilícitas. CBASD, vol. 5, p. 683.
26 grega. Em cultura e língua, não em nacionalidade. Bíblia Shedd.
34 suspirou. Do gr. stenazo, “suspirar” ou “gemer”. Isto não foi parte da comunicação com o homem afligido, mas uma expressão da reação do próprio Jesus como ser humano ao sofrimento e fraqueza das pessoas. … Na surdez do homem, Ele viu uma imagem enternecedora dos corações humanos à mensagem que Ele transmitia. CBASD, vol. 5, p. 685.
Efatá! Palavra aramaica que Marcos traduz para seus leitores gentios. Bíblia de Estudo NVI Vida.
37 Tudo Ele tem feito esplendidamente bem. Este foi o veredicto dos pagãos que aprenderam algo sobre Jesus por intermédio dos dois ex-endemoniados de Gadara. … Como as pessoas comuns da Galileia, os pagãos O “ouvia[m] com prazer”. CBASD, vol. 5, p. 685.
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Comentário devocional:
Este é um capítulo surpreendente sobre fé e poder. Até mesmo aqueles que conheciam a Jesus mais de perto não faziam ideia de quem Ele era verdadeiramente: Deus em carne humana, o Deus-homem.
Do mesmo modo como acontecera na grande maioria das cidades da Judeia, também em Nazaré, sua cidade natal, Jesus foi rejeitado pelos líderes políticos e religiosos. O fato de O conhecerem desde pequeno em nada ajudou a que O aceitassem, muito pelo contrário. Seu grande amor pela humanidade foi rejeitado. Como consequência da incredulidade deles, poucos milagres puderam ser realizados. E você? Você aceita incondicionalmente Seus ensinos e Seu domínio sobre sua vida? Ou possui barreiras racionais ou emocionais que impedem a total soberania de Jesus sobre a sua vida?
Depois de ser rejeitado em Sua cidade natal, Cristo reuniu seus discípulos e enviou-lhes a pregar de dois em dois nas cidades vizinhas dando-lhes poder para curar enfermos e expulsar demônios. Como Rei do Universo Ele tem autoridade absoluta sobre o diabo. O Senhor está disposto a conceder-lhe o mesmo poder concedido aos discípulos a fim de que você seja vitorioso contra o mal e uma testemunha poderosa a favor da verdade.
Caro leitor, tenha fé em Jesus. Ele tem autoridade divina e poder onipotente para fazê-lo atravessar as tempestades e provações desta vida! Lembre-se, não importa quão difíceis possam ser suas provações, Deus é o grande provedor. Ele pode multiplicar os recursos, curar as doenças e protegê-lo contra o maligno. Vá a Ele agora e peça com fé o poder que lhe permitirá ser vitorioso contra as provações e tentações.
Jim Ayer
Vice-presidente da Rádio Mundial Adventista
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mrk/6/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Marcos 5
Comentário em áudio
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Comentário devocional:
A questão de testemunhar por Deus é destacada na história do endemoninhado registrada em Marcos 5:1-20. Marcos e Lucas descrevem somente um homem possuído por um demônio, mas Mateus refere-se a dois. Dos dois, um deles era mais agressivo e estava prestes a atacar a Jesus.
Nessa experiência, Jesus foi confrontado por dois homens selvagens. A possessão demoníaca era tão grave que a própria semelhança humana quase se apagara neles “pela presença dos demônios que os possuíam, parecendo mais feras que criaturas humanas” (O Desejado de Todas as Nações, 234).
Um deles veio correndo na direção de Jesus, mas Jesus se manteve firme. Sob Seu comando os espíritos malignos deixaram os dois homens. Eles foram completamente transformados e ficaram em paz.
Quando Jesus se preparava para sair daquele lugar de barco, os dois ex-endemoniados quiseram ficar com Ele. Eles se sentiam seguros na Sua presença. Eles tentaram entrar no barco, mas Jesus disse: “Vá para casa, para a sua família e anuncie-lhes quanto o Senhor fez por você e como teve misericórdia de você” (verso 19 NVI).
Estes homens haviam conhecido Jesus por apenas algumas horas. Aparentemente, não sabiam sobre Ele muito que pudessem compartilhar. No entanto, quando contaram ao povo da região de Decápolis a sua experiência “todos ficavam admirados” (verso 20 NVI).
Enquanto testemunhamos a favor do nosso Senhor, devemos lembrar a lição ensinada pela experiência desses homens: “Podiam dizer o que sabiam; o que eles próprios tinham visto e ouvido, e experimentado do poder de Cristo. É o que a todo aquele cujo coração foi tocado pela graça de Deus, é dado fazer” (O Desejado de Todas as Nações, 236).
Jamais devemos pensar que não temos nada para compartilhar a respeito de Jesus. Deus precisa que digamos aos outros o que Jesus fez por nós, não importa o quão simples ou quão grande seja. Ao fazermos isso, Ele irá alcançá-los com o Seu amor.
David Smith
Pastor da Igreja da University Collegedale
Tennessee, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mrk/5/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Marcos 5
Comentário em áudio
Filed under: cura, milagres | Tags: autoridade de Jesus, milagres de Jesus
1 terra dos gerasenos. O caráter gentílico da população se torna claro, uma vez que os judeus não criavam porcos, porque a lei mosaica os considerava animais impuros. Bíblia de Genebra.
7 Que tenho eu contigo […]? O desafio à autoridade de Jesus … realmente significava: “Que direito tens Tu de interferir em mim?”. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 658.
Rogo-Te por Deus que não me atormentes! O demônio percebeu que seria castigado e usou a linguagem mais contundente que conhecia, embora seu apelo a Deus fosse estranhamente irônico. Bíblia de Estudo NVI Vida.
9 Legião. Jesus força o demônio a se desmascarar. Ele não é apenas um, mas muitos. Uma legião romana compunha-se de seis mil homens. Bíblia de Genebra.
Esta foi possivelmente a maior força demoníaca que Jesus encontrou e sobre a qual Ele demonstrou Sua autoridade. Este parece ser o objetivo de Marcos, porque ele concede muito espaço à história … Vemos que Jesus se encontrou com uma legião do exército de Satanás e não apenas demonstrou ter autoridade sobre eles, mas os colocou a correr. E mais, eles admitiram a divindade de Jesus quando disseram que Ele era o “Filho do Deus Altíssimo” (v. 7). Andrews Study Bible.
12 Manda-nos. O objetivo de Satanás era fazer com que o povo da região se voltasse contra o Salvador, dando a impressão de que Ele era responsável pela destruição de suas propriedades. CBASD, vol. 5, p. 559.
15 assentado. Em comparação com o seu violento comportamento anterior e com a recente destruição dos porcos, o homem “assentado, vestido, em perfeito juízo” expressa com eloquência a paz e a restauração vivificante, que provêm do poder de Deus (4.39; 9.26-27). Bíblia de Genebra.
vestido. O princípio conhecido como “a economia do milagre” indica que Deus em geral não opera milagres em que o resultado pode ser conseguido por meios naturais nem faz o que pode ser realizado através do esforço humano. Em harmonia com esse princípio, é improvável que as vestes do homem então usava tivessem sido providenciadas miraculosamente. É mais provável que os discípulos tivessem compartilhado roupas como o homem. CBASD, vol. 5, p. 660.
19 Vai para tua casa. Este homem se torna o primeiro missionário gentio. Bíblia de Genebra.
Anuncia-lhes. Entre gentios pagãos não havia necessidade de se guardar o segredo messiânico. … Todos os elementos da grande comissão missionária encontram-se neste versículo. (cf Mt 28.19ss). Bíblia Shedd.
20 Decápolis. Uma confederação de dez cidades gregas localizadas ao nordeste da Palestina, incluindo, nela, a própria Damasco. Bíblia Shedd.
21 a outra margem. Jesus voltou à margem oeste do lago, talvez a Cafarnaum. Bíblia de Estudo NVI Vida.
22 dirigentes da sinagoga (NVI). O dirigente da sinagoga era um leigo com responsabilidades administrativas, entre as quais zelar pelo patrimônio e supervisar o culto. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Ainda que fosse um leigo, as responsabilidades de um chefe eram social e religiosamente importantes, incluindo não só a conservação do edifício, mas, também, a condução própria do serviço e a escolha das leituras da Torá. Bíblia de Genebra.
25 uma hemorragia. A condição da mulher era não só fisicamente debilitante, mas também a desqualificava tanto para o casamento (Lv 20.18) quanto para a vida religiosa em geral (Lv 15.25-33). Bíblia de Genebra.
Sua existência era deplorável porque as pessoas em geral a evitavam, visto que quem tivesse o mínimo contato com ela ficaria impuro (Lv 15.25-33). Bíblia de Estudo NVI Vida.
26 médicos. A mulher que gastou tudo o seu dinheiro inutilmente, é semelhante àqueles que procuram o alívio do pecado por meio de “boas ações” e de obediência a ritos religiosos, em vez de unicamente confiar em Cristo. Bíblia Shedd.
28-29 ficarei bem … curada (NKJV). A mesma palavra grega traduzida por “bem” e “curada” [sozo, cf. 6.13n] pode também ser traduzida por “salva”. Os milagres de cura de Jesus eram terapêuticos tanto física quanto espiritualmente. Andrews Study Bible.
30 poder. Dr dunamis, a palavra mais comum para designar “milagre” (cf 6.2). Bíblia Shedd.
Quem, está no feminino (no gr), indicando, assim, que Jesus na realidade, já sabia que pessoa O tocara. Bíblia Shedd.
32 olhava ao redor. Para uma mulher que tinha sido uma rejeitada social por tantos anos, a cura só se completa quando Jesus a identifica publicamente, elogiando sua fé, declarando a todos que ela está curada (v. 34) e purificada. Bíblia de Genebra.
34 curou. O grego significa literalmente “salvou”. Aqui estão em jogo a cura física (“fique livre do seu sofrimento”) e a salvação espiritual (“Vá em paz”). As duas são muitas vezes vistas juntas em Mc (v. 2.1-12; 3.1-6). Bíblia de Estudo NVI Vida.
36 Não temas. O tempo dos verbos significa, “Para de temer; continua crendo…” Bíblia Shedd.
38 pranteavam.Nas culturas do Oriente Médio, prantear era uma expressão habitual de luto e, às vezes, apelava-se para pranteadores profissionais. Bíblia de Genebra.
alvoroço. Mateus menciona os flautistas …, os quais ainda hoje comparecem aos funerais orientais e tocam suas tristes melodias, que eram e ainda são consideradas essenciais. O famoso rabi Judá indicou o dever de um israelita nestas palavras: “Mesmo o homem mais pobre em Israel [para o funeral de sua esposa] deve providenciar no mínimo duas flautas e uma pranteadora” (Mishnah Kethuboth, 4.4, ed. Soncino, Talmude, p. 266). CBASD, vol. 5, p. 664.
39 dorme. Nenhuma comparação é mais apropriada para a morte do que o sono, que muitas vezes significa libertação de cansaço, desapontamento e dor. … A metáfora confortadora em que o “sono” significa “morte” parece ter sido a maneira predileta de Cristo Se referir a essa experiência (ver com. de Jo 11:11-15). A morte é um sono, mas é um sono profundo do qual unicamente o grande doador da vida pode nos despertar, pois somente Ele tem as chaves da morte (ver Ap 1:18; cf Jo 3:16; Rm 6:23). CBASD, vol. 5, p. 664.
A filosofia grega de que quando alguém morre sua alma vai para o céu ou para o inferno e o corpo permanece na sepultura não tem suporte na Escritura. A morte é apenas um sono até que o Doador da vida ressuscite a pessoa toda, como Jesus ressuscitou a filha de Jairo. Andrews Study Bible.
40 riam-se. Do gr. katagelao, “escarnecer”. Foi mais do que um simples riso. Não é de admirar que Jesus os fez sair do quarto antes de despertar a menina do sono da morte. CBASD, vol. 5, p. 664.
mandado sair a todos. Jesus não está interessado num grande espetáculo. Bíblia de Genebra.
41 Talitá Cumi. O aramaico era a língua popular falada na Palestina. Marcos dá a tradução para outros termos aramaicos (3.17; 7.11, 34; 10.46; 14.36), de modo a tornar sua narrativa mais clara para os que não tinham familiaridade com essa língua. Bíblia de Genebra.
Talitá, lit, “cordeirinha”. Bíblia Shedd.
42 a menina se levantou. Este é o único caso de ressurreição relatado nos três evangelhos sinóticos. CBASD, vol. 5, p. 665.
43 não dissessem nada a ninguém. Na vizinhança da Galileia, Jesus muitas vezes advertia as pessoas por ele curadas de não espalharem a história do milagre. Sua grande popularidade junto com a oposição crescente dos líderes religiosos poderia precipitar uma crise antes de se completar o ministério de Jesus (v. 1.44; 5.19; 7.36; 8.26). Bíblia de Estudo NVI Vida.