Reavivados por Sua Palavra


Ezequiel 3 by jquimelli
30 de junho de 2014, 0:00
Filed under: confiança em Deus, evangelismo, testemunho, trabalho | Tags:

Comentário devocional:

O capítulo três continua o tema do capítulo dois. Deus chama Ezequiel a ser um vigia (3:17) e pregar a Palavra ao seu povo no exílio (3:18-21).

Ao ler este capítulo, onde Deus instrui Ezequiel a espalhar a todos sua mensagem, minha mente é atraída à Parábola do Semeador. Em Mateus 13, Jesus descreve sementes sendo lançadas em vários tipos de solo: na beira da estrada, em solo rochoso, em solo espinhoso e em terra boa. Assim como o semeador da parábola, Ezequiel deve transmitir sua mensagem para todos sem se preocupar se a pessoa irá ou não recebê-la bem.

Para a maioria de nós, o pensamento de evangelismo é assustador. Se nosso sucesso está garantido, o pensamento de compartilhar nossa fé é muito mais fácil. Mas, se as chances de nosso sucesso são pequenas é muito mais difícil seguir adiante. Eu me pego às vezes não querendo compartilhar a minha fé dizendo coisas como: “esta área é muito difícil de alcançar”, ou “os ricos não estão interessados na mensagem.”

Eu acho que este medo do fracasso é a principal razão de resistirmos ao chamado de Deus para compartilhar nossa fé com os outros. Às vezes esse medo leva os cristãos a fazer muita “análise do solo” – pregar apenas para aqueles que parecem estar mais receptivos à nossa mensagem.

Com isto em mente, é importante reconhecer que em Ezequiel 3, Deus não parece tão preocupado com os sucessos de Ezequiel no evangelismo, quanto como com a obediência de Ezequiel ao chamado. Na visão dos versos 22-27, o Senhor diz a Ezequiel que ele será amarrado com cordas em sua própria casa, o que o impedirá, temporariamente de pregar a Palavra de Deus. 

A mensagem de Deus para Ezequiel e para nós é simples: “Quando eu te chamo, eu te capacito. Você é fraco, mas eu sou forte. Você não tem palavras para chegar ao coração humano e convencer os outros de sua necessidade de Mim, mas eu posso fazer isso. Quando Eu te usar, pode ser que as pessoas respondam e pode ser que as pessoas não respondam,  apenas tenha boa disposição. Seja fiel e entregue-se a Mim, e Eu farei o trabalho”.

Peçamos a Deus a disposição para fazer o trabalho que Ele nos confiou e Ele nos dará não só a disposição, mas também o poder para fazê-lo.

Pr. Eric Bates
EUA

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/3/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Ezequiel 3 

Comentário em áudio 



Entendendo melhor Ezequiel 1 by jquimelli
29 de junho de 2014, 17:25
Filed under: Bíblia, Deus, reverência, soberania de Deus | Tags:

A pedido, apresentamos aqui uma compilação de comentários interpretativos sobre Ezequiel 1.

– Esta visão tem sido considerada como a mais enigmática do Velho Testamento. Porém, quase tudo o que Deus quis ensinar por essa visão pode (e deve) ser entendido. 4

– A descrição feita pelo profeta é imperfeita, tendo em vista a dificuldade de descrever a glória divina e seres que nem ele, nem seus ouvintes, eram familiarizados. Isto é expresso nas palavras chave “algo semelhante” (v. 26. Tb v. 5). Portanto, as figuras empregadas não devem ser interpretadas literalmente. 1, 4

– As “visões de Deus” (v. 1) ou manifestações da glória de Deus (tb chamadas teofanias) “frequentemente acompanham o chamado de um profeta” (ver tb Isaías, Is 6:1, Moisés, Êx 3:2, João, Após. 1:13). São a introdução do profeta “num novo âmbito de conhecimento e percepção, numa nova etapa de experiências e responsabilidade”. “Meras suposições mentais não serviriam. Eles teriam que falar de coisas que realmente viram”. 4

– “As ‘visões de Deus’ deram a Ezequiel a necessária certeza da genuinidade de seu chamado e acrescentaram à sua mensagem a autoridade de que ela precisava”. 4

– A glória de Deus (v. 1, 28) sempre esteve ligada ao tabernáculo e ao templo, agora destruído. O objetivo da visão era, além de confirmar o chamado profético de Ezequiel, consolar e “encorajar os judeus num momento em que grande parte de seu país jazia em ruínas devido a invasões sucessivas, e muitos dos habitantes estavam cativos numa terra estrangeira”. Deus se importava com eles. Ele “estava no comando” e Seu “poder supremo controlava os negócios dos governantes terrenos”. 4

– Os trinta anos do verso 1 muito provavelmente se referem à idade do profeta. Os sacerdotes (e, também, muito provavelmente Jesus – o grande modelo – e João Batista) começavam seu ministério com essa idade (Nm 4:3). 2, 4

– Ao descrever que “a mão de Deus” estava sobre ele (v. 3), o profeta testemunha que o poder divino repousou sobre ele. “Ezequiel sabia que esse estranho e novo poder que o impelia não era outro senão o poder de Deus”. 4

– A expressão “fogo a revolver-se” (v. 4), de acordo com o original em hebraico, indica um fogo que se alimentava continuamente, com o “surgimento constante de novas chamas”.4

– Os seres viventes (v. 5 e ss) representam querubins, anjos de ordem superior (ver 9:3; 10:15), e são atendentes do trono de Deus. 1, 2, 4

– O número quatro (v. 5, 8, 10, 15, 17) geralmente está associado na Bíblia aos quatro ventos (ou cantos) da terra, ou seja, evidencia o interesse e atividade das instrumentalidades celestiais em favor da salvação de toda a humanidade. 2

– Os querubins não tinham necessidade de se virar (v. 9), uma vez que tinham rostos olhando em todas as direções. 4

– O simbolismo dos quatro rostos dos querubins (v. 10, homem, leão, boi, águia) são também vistas em Apoc. 4:7 e denotam a complitude de “sua natureza, funções e propósito em cumprir o plano de Deus”(ref 3). Muitas outras sugestões tem sido feitas para este simbolismo, como: as qualidades de Jesus ressaltadas nos quatro evangelhos (proposto primeiramente por Irineu e ressaltado em pinturas e esculturas da Idade Média), as quatro tribos líderes de Israel, mas nenhuma delas é conclusiva. 2,3, 4.

– “Não é necessário imaginar que, a serviço de Deus, haja seres de quatro cabeças e quatro asas”. “As formas escolhidas para essa apresentação profética tinham o objetivo de simbolizar mensageiros celestiais na plenitude de sua função, capacidade e adaptabilidade”. 4

– Os relâmpagos do v. 14 denotam que os querubins viajavam em alta velocidade. 3; E também “a rapidez com que a obra de Deus será consumada”. A aparente demora só pode ser entendida à luz de 2Pe 3:9 (“…que nenhum pereça…”). Porém, “um dia, em breve, revestido de grande surpresa, o fim virá, mais rapidamente do que as pessoas imaginam”. 4

– As rodas (v. 16) que se interseccionavam, provavelmente denotam as intrincadas interações das ações humanas, todas, porém, sob o controle divino. 3 A estrutura e o arranjo singular das rodas apresentavam uma cena aparentemente confusa; contudo, os movimentos tinham perfeita harmonia”. 4

– A liberdade de movimentos dos querubins (v. 17) denota a onipresença de Deus; os olhos (v. 18), Sua onisciência. 1, 2, 3

– O som das asas dos querubins (o “tatalar”, v. 24) é descrito imperfeitamente como de muitas águas, uma catarata, mas sugere “a voz de uma grande multidão, como se inúmeros indivíduos estivessem envolvidos nos movimentos dos seres … e das rodas”. 4

– A repetição do ato de abaixar as asas, v. 24 e 25, “sugere um ato de reverência dirigido à Majestade, no alto” (v. 26), “quando a voz [de cima do firmamento] foi ouvida” (v. 25). “Os querubins pararam, os potentes sons de seu movimento cessaram, e suas asas se abaixaram e ficaram imóveis em atitude reverente”. 4

– O clímax da visão ocorre quando acima do firmamento cristalino o profeta viu algo semelhante ao “mais rico e profundo azul”. “Então, à medida que os detalhes foram se tornando mais nítidos, o profeta notou a forma de um trono”. 4

– O ser no trono, semelhante a um homem (v. 26), é identificado como Jesus, antes da encarnação. 3

– “Em visão, o profeta contemplou apenas uma representação do original … Ezequiel não viu o Ser divino em si, mas uma representação da Divindade. Ao descrever o Ser como um homem, o profeta empregou extrema cautela… ‘Ninguém jamais viu a Deus’ (Jo 1:18), e, assim, os seres humanos são incapazes de dar uma descrição de Sua verdadeira essência.” 4

– O arco íris em volta do resplendor do trono (v. 28) simboliza a misericórdia divina (ver Gên 9:13). 3

-“O arco-íris que fica ao redor do trono de Deus é a certeza do Seu eterno amor.” “É um ‘sinal da misericórdia de Deus para com o pecador arrependido’ (PP, 107)”. 4

– “O Deus que governa desde o Céu não é um Senhor ausente. Ezequiel viu o firmamento e o trono diretamente acima da cabeça dos seres viventes. Estes, por sua vez, estavam ao lado de cada uma das rodas que, quando paradas, tocavam o solo. É confortante saber que Aquele que Se assenta acima dos querubins está no controle de tudo, que Ele guarda Seu povo, que todos os poderes terrenos que buscam se exaltar contra o Deus do Céu serão subjugados, e que Deus será tudo em todos.” 4

 

Fontes:

1. Comentários da Bíblia Shedd

2. Comentários da Bíblia NVI Vida

3. Comentários da Andrews Study Bible

4. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.4



Ezequiel 2 by jquimelli
29 de junho de 2014, 0:00
Filed under: evangelismo, testemunho | Tags: , , ,

Comentário devocional:

Meu pai não era um cristão. Ele estava envolvido no  “Movimento da Nova Era” e praticava ativamente astrologia e meditação transcendental e até mesmo valorizava cristais pelas suas “propriedades curativas.” A última vez que visitei meu pai em seu apartamento eu tinha 18 ou 19 anos. Quando ele me recebeu na porta de entrada, disse que não estava interessado em uma visita muito longa porque estava jejuando e meditando a fim de se preparar espiritualmente para um encontro com Deus.

Ao longo da história, as pessoas têm dado o melhor de si para experimentar Deus, isolando-se dos amigos e familiares, chegando mesmo a infligir dor a si mesmos e outros sofrimentos em tentativas desesperadas de se conectar com Deus. Ezequiel oferece uma perspectiva diferente. É Deus quem vem à procura de Ezequiel e Se revela a ele.

Na visão, Deus chama Ezequiel para uma missão. Mas ele não é chamado para evangelizar pessoas em alguma aldeia remota em uma terra estrangeira. Ele não precisa frequentar uma escola de idiomas ou aprender a cultura do seu público-alvo, porque ele é enviado por Deus para evangelizar o seu próprio povo, os “filhos de Israel”.

Evangelizar seus próprios amigos e familiares já é desafiador, mas o chamado de Deus para Ezequiel é ainda mais difícil. Nesta chamada, Deus compartilha com Ezequiel que, apesar de seus melhores esforços para convencê-los, Israel não iria ouvir sua mensagem.

Por que Deus pediu a Ezequiel para fazer uma coisa impossível – evangelizar o seu povo? Eu acho que podemos tirar algumas conclusões desta situação. Em primeiro lugar, no caso de Ezequiel, Deus parece mais preocupado com a obediência de Ezequiel ao chamado. Deus deseja que o Seu povo seja fiel em compartilhar a sua fé, independentemente dos resultados. Em segundo lugar, o sucesso da evangelização não depende de nós. Alguns dos melhores sermões podem cair em ouvidos surdos e corações insensíveis e algumas das piores mensagens produzem o maior número de conversões. A presença e o poder de Deus, atuando junto aos ouvintes, através do Seu Espírito é que faz a diferença.

Evangelismo eficaz é o trabalho de Deus; Ele não é limitado pelas nossas fraquezas. Esta é uma grande notícia, mas também é uma notícia extremamente humilhante. É humilhante, porque mesmo que você seja o mais eficaz comunicador e mestre nas habilidades do evangelismo, sem o Espírito de Deus você não será bem sucedido em alcançar os perdidos.

O chamado de Deus a nós, hoje, não é muito diferente do que Ezequiel recebeu. A nossa resposta também deveria ser a mesma: obediência e submissão a Deus. Ele virá até você e fará toda a diferença. Esta é uma ótima notícia! Não é? Amém.

Pr. Eric Bates 
EUA

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/2/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Ezequiel 2 

Comentário em áudio 



Ezequiel 1 by jquimelli
28 de junho de 2014, 0:00
Filed under: Deus | Tags: ,

Comentário devocional:

O livro de Ezequiel nos traz novamente ao tempo de Judá (c. 593-571 aC), antes e depois da destruição de Jerusalém pelo exército babilônico sob o Rei Nabucodonosor. Assim como os profetas haviam predito, Deus permitiu que Judá fosse conquistado por causa de sua repetida idolatria. 

Era prática dos babilônicos, em suas incursões militares, levarem prisioneiros para a sua terra. Os jovens mais brilhantes eram levados para o exílio a fim de serem educados na ciência, filosofia e religião de seus conquistadores, para, em seguida, serem colocados em posições de liderança. 

O profeta Ezequiel encontra-se em território inimigo, na Babilônia. Ele fora levado para lá assim como Daniel e seus três amigos. Na Babilônia, Deus se revela a Ezequiel por meio de uma visão. 

A descrição da visão nos versículos 4-18 é incrível. É difícil imaginar a cena vista por Ezequiel. Os cineastas de hoje, mesmo com todos os modernos efeitos especiais cinematográficos disponíveis, teriam dificuldade para reproduzir o fogo, os querubins com múltiplas asas, e o trono de Deus com o próprio Senhor, assentado, em toda a Sua glória. 

Um fato merece ser destacado. Apesar de Judá ter sido conquistado e estar sendo oprimido, apesar de Ezequiel ser um cativo e residir em terra estrangeira, com outros exilados, Deus sabe exatamente onde ele está. Deus conhece exatamente as circunstâncias que Ezequiel está atravessando e aparece e fala com Ele! 

Você já se sentiu como residindo em território estrangeiro, onde a cultura que o envolve é contrária a sua caminhada com Cristo? Alguma vez você já sentiu como se estivesse vivendo em “território inimigo”, perdido, sozinho ou esquecido? 

Quer você esteja sentindo-se isolado e sozinho, devido a circunstâncias alheias a sua vontade ou como resultado de suas próprias más escolhas, saiba de uma coisa: Você é filho de Deus e Ele não se esqueceu de você. Ele sabe exatamente onde você está e através de Sua Palavra e do Seu Espírito, Ele virá até você e falará ao seu coração e o manterá aquecido. Esta é uma notícia maravilhosa! Amém. 

Eric Bates 
Pastor na Conferência dos Estados do Golfo*, EUA

* Reúne os estados de Alabama, Mississipi e noroeste da Flórida

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/1/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Ezequiel 1 

Comentário em áudio 



Convite a ler Ezequiel by jquimelli
27 de junho de 2014, 17:41
Filed under: Bíblia, Estudo devocional da Bíblia

Mal terminaram os escritos de Jeremias e já estamos com saudades do amor do profeta por Deus, por Jerusalém, pelo rei (o “ungido de Deus”, Lam 4.20), pelo seu povo. Mas o livro de Ezequiel está à nossa frente e tem muitas e maravilhosas lições para nosso proveito.

Ezequiel foi contemporâneo de Jeremias, porém seu ministério começou bem depois. Jeremias começou seu ministério ao tempo do reinado de Josias. Ezequiel testemunhou o primeiro ataque babilônico a Jerusalém no reinado de Jeoaquim, filho de Josias (2Rs 24.1). No segundo ataque, em 597 aC, quando reinava Joaquim, Ezequiel foi deportado, junto com outros jovens intelectuais judeus, para a Babilônia (2Rs 24.14) onde foi chamado por Deus a ser profeta, cinco anos depois. Profetizou por, pelo menos, 22 anos (Ez 1.2; 29.17). No seu chamado (cap. 1), Ezequiel foi levado em visão ao Céu, onde viu a Deus em Seu trono, em imagens semelhantes à apresentadas em Apoc. 4.

Assim, como Isaías, Jeremias e Sofonias, Ezequiel apresenta a estrutura: condenação de Jerusalém (cap. 3 a 24) – condenação dos povos vizinhos (cap. 25 a 32) – consolação de Jerusalém (cap. 33 a 48). Neste último bloco, escrito depois da terceira, trágica e arrasadora invasão babilônica, em 586 aC, o profeta traz mensagens de consolo e restauração para Israel.

Sabemos que Ezequiel era casado (24.15-18), morava em casa própria (3.24; 8.1) e levava uma vida relativamente livre, junto com seus companheiros de exílio. Quando o Senhor lhe informou que Jerusalém estava sendo sitiada e seria tomada (24.1-14), recebeu também a informação de que sua amada esposa, o “prazer dos seus olhos” (24.16) também lhe seria tirada. O profeta não deveria lamentar em público a perda da esposa, assim como os judeus não deveriam ficar enlutados ostensivamente por Jerusalém e o templo, o deleite dos olhos de Israel. A vida de um profeta, definitivamente, não é fácil!

O tema principal do livro de Ezequiel é a soberania de Deus.

Que o Senhor seja soberano em nossas vidas, também. Para sempre.

Fontes: Comentário Bíblico Adventista, vol. 4, comentários das Bíblias Shedd e NVI Vida.

 

Assista a introdução a Ezequiel

 

 



Lamentações 5 by jquimelli
27 de junho de 2014, 0:00
Filed under: Amor de Deus, fidelidade de Deus | Tags: ,

Comentário devocional:

No capítulo final do livro de Lamentações, uma oração sobe ao céu. A súplica: “Lembra-Te” (v. 1) demonstra apego a Deus. No sofrimento que se seguiu à destruição de Jerusalém e do seu templo, na escuridão que parecia separar os sobreviventes do Senhor, alguém disse: “Lembra-Te”. 

Jeremias conhece a Escritura. Ele sabe que quando Deus se lembra, coisas acontecem para o seu povo (cf. Gn 8:1; 19:29; 30:22; Ex 2:24; 6:5). A miséria da catástrofe é equilibrada pela eternidade do Senhor: “Tu, Senhor, reinas para sempre.” (v. 19 NVI).

O tempo de Deus é certo; Sua justiça é transformadora; Sua paciência é eterna. Ele não pode Se esquecer (v. 20), porque Ele nos ama como uma mãe que cuida de seu bebê (Is 49:14, 15). Mas é só Ele que pode nos transformar. ” Restaura-nos para ti, Senhor”, escreve Jeremias: “renova os nossos dias como os de antigamente” (v. 21 NVI).

No meio de nossas lutas particulares e em nossos momentos pessoais de escuridão, Lamentações nos lembra que Deus não está ausente. Ele está ao nosso redor. Sua disciplina é sempre transformadora; Sua paciência e longanimidade são eternas (Ex. 34:6, 7); Deus, na verdade, está ansioso de vir ao nosso socorro!

“Lembre-se” hoje, da bondade de Deus e da salvação que Ele oferece gratuitamente a todos.

Gerald A. Klingbeil
Universidade de Andrews

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/lam/5/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Lamentações 5 

Comentário em áudio



Lamentações 4 by jquimelli
26 de junho de 2014, 0:00
Filed under: Amor de Deus, restauração | Tags: , , , ,

Comentário devocional:

Panelas de barro não são feitas para cair. Lembro-me, como se fosse hoje, quando uma das minhas filhas, ainda jovem, carregava uma pilha perigosamente instável de pratos de porcelana em direção à nossa pia da cozinha. Quando pensei em lhe advertir do perigo, já era tarde demais. O prato que estava em cima começou a se mover e, deslizando, caiu e quebrou-se no chão da nossa cozinha.

A argila é um material maravilhoso. Um oleiro habilidoso pode fazer nela desenhos incríveis e depois de endurecidos pelo fogo podemos usá-los como pratos, copos ou vasos por muito tempo, anos até. No entanto, se sofrerem um só tombo os objetos de cerâmica se quebram.

Jeremias e os outros sobreviventes da queda de Jerusalém devem ter se sentido como potes de barro quebrados. “Como os preciosos filhos de Sião, que antes valiam seu peso em ouro, hoje são considerados como vasos de barro, obra das mãos de um oleiro!” (v. 2 NVI). O sentimento de satisfação de fazer parte de uma cidade conhecida como o “povo escolhido de Deus”, tudo isto desapareceu quando a cidade e o templo arderam em chamas.

Como podemos sobreviver quando o tapete debaixo dos nossos pés é retirado? Depois de uma situação trágica assim, como podemos recuperar o nosso verdadeiro valor? Há apenas um caminho: precisamos correr para os braços do nosso Criador que cuidou tão profundamente de nós a ponto de se tornar um de nós e morrer em nosso lugar! 

Paulo também utiliza esta figura de vasos de barro em 2 Coríntios 4:7: “Mas temos esse tesouro em vasos de barro, para mostrar que este poder que a tudo excede provém de Deus, e não de nós” (NVI). Não é o vaso, o utensílio, que é essencial – é o seu conteúdo, Cristo em nós.

Descubra a sua verdadeira identidade e valor caminhando diariamente com o Senhor, mesmo que hoje você esteja passando por um vale escuro. 

Gerald A. Klingbeil
Universidade Andrews, USA

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/lam/4/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Lamentações 4 

Comentário em áudio 




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