Reavivados por Sua Palavra


Judas – Comentários Selecionados by tatianawernenburg

1 Servo de Jesus Cristo. Ou “escravo de Jesus Cristo” (Rm 1:1). Se Judas e Tiago eram irmãos do Senhor, então, ambos mostram grande sutileza em suas epístolas, abstendo-se de mencionar esta relação, preferindo reconhecer a divindade de seu Mestre e proclamar sua submissão total, como Seus servos obedientes (Tg 1:1). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 778.

4 Introduziram com dissimulação. Do gr. pareisduõ, “entrar secretamente”, “infiltrar-se furtivamente”. Os falsos mestres não eram honestos. Por ensinarem doutrinas subversivas, eles se esforçavam na dissimulação e entravam na igreja sem revelar seu verdadeiro caráter. CBASD, vol. 7, p. 779.


6 Algemas eternas. As “correntes” ou “amarras” são eternas no sentido de que os anjos rebeldes não podem escapar delas. CBASD, vol. 7, p. 780.


9 Miguel. Este Comentário apoia o ponto de vista de que “Miguel” é um dos nomes de Cristo (Dn 10:13; ITs 4:16; Ap 12:7), não como o anjo-chefe, mas como o governante dos anjos. CBASD, vol. 7, p. 781.


Corpo de Moisés. Além do relato de Judas, a única referência bíblica ao sepultamento de Moisés está em Deuteronômio 34:5 e 6, em que há registro de que o Senhor sepultou Seu servo fiel e que o local de seu túmulo é desconhecido aos homens. Judas, então, revela que o corpo foi objeto de disputa entre Cristo e Satanás. O fato de Moisés ter aparecido com Elias no monte da transfiguração leva à conclusão de que o Senhor triunfou na disputa com o diabo e ressuscitou Moisés de sua sepultura, fazendo dele a primeira pessoa conhecida a provar o poder vivificador de Cristo. CBASD, vol. 7, p. 781.


Não se atreveu. Do gr. tolmaõ, “ousar”, “presumir”, “fazer algo por conta própria”. Não estava de acordo com o caráter divino caluniar alguém, nem mesmo o diabo, e Cristo não Se atreveria a fazer qualquer coisa contrária à Sua própria natureza e ao caráter perfeito de Deus. Cristo não traria contra ele [o diabo] um “juízo infamatório” como acusação de mentira ou roubo. Satanás é o grande “acusador” (Ap 12:10), o grande caluniador (Zc 3:1, 2), e Cristo jamais usaria as mesmas armas de guerra do diabo. CBASD, vol. 7, p. 781.


15 Juízo. Do gr. krisis (2Pe 2:4). Cristo vem para pronunciar juízo sobre todos os homens, alguns dos quais serão salvos, e outros, perdidos (Jo 3:17; 5:22, 27). CBASD, vol. 7, p. 783.


17 Lembrai-vos. O esquecimento do que os apóstolos tinham dito tornaria os crentes suscetíveis aos ensinamentos sedutores do inimigo e prepararia o caminho para a apostasia. CBASD, vol. 7, p. 784.


20 Orando no Espírito Santo. Ou seja, orando de acordo com as orientações do Espírito Santo e com o auxílio do EspíritoCBASD, vol. 7, p. 785.


21 Guardai-vos. Embora os cristãos sejam “guardados pelo poder de Deus” (IPe 1:5; Jo 17:11), eles também têm de se guardar de todo o mal e permanecer na esfera das boas influências. CBASD, vol. 7, p. 785.


24 Apresentar. O clímax da proteção de Deus virá quando o crente se apresentar sem medo na presença divina, no dia do julgamento. Pela graça capacitadora de Cristo, o cristão pode viver uma fé confiante no poder de Deus que o impedirá de cair em pecado e permitirá que ele finalmente permaneça sem mancha ou vergonha na presença divina. CBASD, vol. 7, p. 786.


25 Amém! Do gr. amên (Mt 5:18). Pelo uso da palavra aqui, Judas pode concordar com a atribuição de tal louvor a Deus, ou pode expressar seu desejo para que seus leitores se guardem de cair em pecado que, por sua vez, também pode se unir ao do hino de louvor ao Pai. É provável que o escritor pretenda que o “Amém” se aplique a ambos os sentidos. Sua carta, breve como é, certamente deve ter trazido estabilidade espiritual para a vida de quem a estudou. CBASD, vol. 7, p. 787.



Judas by jquimelli

Comentário Devocional:

O capítulo de hoje vem com outra saudação surpreendente. O pastor Judas afirma claramente seu laço familiar com Tiago (seu irmão), mas humildemente refere-se a si mesmo como um “servo de Jesus Cristo” (v. 1 NVI). Muitos estudiosos acreditam que Judas foi um dos meio-irmãos de Jesus! Quão inspirador é testemunhar uma verdadeira liderança-serviço.

A parte realmente cativante da saudação é a descrição dos santos (você e eu): “aos que foram chamados, amados por Deus Pai e guardados por Jesus Cristo: Misericórdia, paz e amor lhes sejam multiplicados”(v. 1b-2 NVI). Ser capaz de cumprimentar com tal carinho extravagante e inclusão requer uma conexão viva com Jesus. A saudação de Judas resume a sua carta.

Com a preocupação e a paixão do coração do pastor amoroso, Judas, em seguida, adverte os leitores para os perigos daqueles que gostariam de tirar nossos olhos de Jesus e anular a Sua graça. A cautela inclui lembrar daqueles que foram libertos da escravidão do Egito, mas foram destruídos por causa de sua incredulidade. A exortação é ampliada com um lembrete das razões da destruição de Sodoma e Gomorra. Poderia isso acontecer conosco? Não deveríamos tomar cuidado para não cairmos? Caim, Balaão e Coré caíram – que garantia temos de que também não cairemos?

Graças ao Senhor, esperança e encorajamento emergem no convite a perseverar! Não desista, mesmo que hajam escarnecedores ao nosso redor. Espere pacientemente, edifique-se na fé, orando no Espírito Santo. Ousamos nós sair, neste ou qualquer outro dia, sem estas atitudes? E que em nossa caminhada – estejamos à procura de qualquer um que possa ser salvo, mesmo “… arrebatando-os do fogo” (v 23 NVI).

Para finalizar, vem a doxologia que coroa a saudação de abertura: A promessa de que Deus é capaz de nos impedir de cair, “… e para apresentá-los diante da sua gloriosa presença sem mácula e com grande alegria, ao único Deus, nosso Salvador, sejam glória, majestade, poder e autoridade, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor, antes de todos os tempos, agora e para todo o sempre!” (vs. 24-25 NVI). Amém! A doxologia completa o círculo iniciado na saudação: Jesus é capaz de nos salvar, e o fará – se O permitirmos!

Peter Landless
Diretor mundial dos Ministérios de Saúde
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jud/1/
Traduzido por JAQ/GASQ/IB
Texto bíblico: Judas 
Comentário em áudio 



Marcos 2 by jquimelli
1 de dezembro de 2014, 0:30
Filed under: milagres, missão, pecado, perdão | Tags: , , ,

Comentário devocional:

Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que estava perdido” (Lucas 19:10 NVI). Buscar os perdidos, vir atrás dos pecadores: esta era a missão terrena de Jesus, em destaque na nossa leitura de hoje, Marcos 2. Este capítulo começa com a história de alguns homens carregando seu amigo doente até  Jesus. Quando uma grande multidão impede o acesso a Jesus, eles resolvem o problema fazendo um buraco no telhado da casa onde Jesus está e baixam seu amigo até Ele. Que bela lição para nós! Nunca devemos deixar que outras pessoas, dentro ou fora da igreja, nos impeçam de trazer os nossos amigos a Jesus.

Quando Jesus se encontra com o paralítico, Ele perdoa seus pecados. Esta ação surpreende os mestres da lei, que questionam a autoridade de Jesus para perdoar pecados. Nada é mais importante do que isso, até mesmo a cura física. Quando Jesus curou fisicamente este homem, ele demonstrou também Sua autoridade para perdoar pecados. Isto inquietou os mestres da lei que sentiram sua própria autoridade ameaçada. Mas é encorajador para todos que vêm a Jesus buscando por perdão.

O chamado de Jesus a Mateus para segui-Lo e a Sua associação com publicanos e “outros pecadores” trouxe ainda mais críticas dos fariseus e mestres da lei. Jesus respondeu: “Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim para chamar justos, mas pecadores”(v. 17 NVI).

Você está feliz por ter sido esta a missão de Jesus? Temos esperança como pecadores porque Jesus veio para nos salvar. Assim como o homem paralítico, Mateus e seus amigos confiaram no poder de Jesus para salvá-los, nós também podemos confiar em Sua maravilhosa graça e perdão.

David Smith 
Church University Collegedale, Tennessee, EUA

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mrk/2/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Marcos 2 
Comentário em áudio 



Naum 3 by jquimelli
6 de outubro de 2014, 0:00
Filed under: crescimento espiritual, Sem categoria | Tags: , , ,

Comentário devocional:

Nem todos os profetas são bem conhecidos, apreciados ou vistos como úteis. Muito pouco se sabe acerca de vários profetas do mundo bíblico. Naum é um destes profetas,  assim chamados “profetas menores”, porque os seus livros são curtos, apesar de trazerem importantes mensagens.

Embora as palavras de Naum trouxessem esperança a Israel, elas não foram bem recebidas pelos assírios. Jonas obteve mais êxito em levar, em sua época, Nínive ao arrependimento e reforma, adiando assim a condenação deles por um tempo. Os assírios, no entanto, retornaram aos seus hábitos de pecado e crueldade e agora receberam uma mensagem de condenação apresentada pelo profeta Naum.

Várias lições espirituais se destacam neste livro profético: 

1. Deus controla o seu universo; nações são comissionadas a serem ministros Seus realizando os Seus desígnios. 

2. Deus graciosamente concede liberdade a todas as pessoas para que cooperem com a Seus santos princípios e vivam uma vida correta. 

3 A maldade colhe o que plantou; a justiça prevalece ao final. 

4. Deus mantém um registo da pecaminosidade das nações e quando ultrapassam uma certa medida a consequência é o juízo.

Durante os dias mais sombrios, muitas vezes o Senhor tranquiliza Seu povo através da voz de um profeta pouco conhecido. A mensagem pode ser curta, direta e falar de mudanças aparentemente impossíveis, mas é a verdade e se cumpre.  

Louvado seja Deus, por se comunicar conosco trazendo-nos a renovação da esperança.

Gary Councell
Capelão aposentado do exército americano

 

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/nah/3

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Naum 3 

Comentário em áudio



Miqueias 2 by jquimelli
28 de setembro de 2014, 0:00
Filed under: esperança, restauração, vitória | Tags: , ,

Comentário devocional:

Embora o primeiro capítulo seja claro acerca do julgamento que está a caminho, Miqueias não deixa seus leitores sem esperança. No segundo capítulo, ele nos assegura que há um remanescente que será recolhido e salvo do inimigo. 

O profeta usa imagens que as pessoas comuns, acostumadas a lidar com a agricultura e o pastoreio, podiam entender. Ele fala, por exemplo, que as pessoas serão reunidas com segurança “como ovelhas num aprisco” (Miqueias 2:12, NVI). 

É uma necessidade humana universal termos um lugar de segurança, um lar, onde sejamos cuidados em nossas necessidades. Jesus diz: “Não se perturbe o coração de vocês” (João 14:1, NVI), pois ele está preparando um lugar para nós, onde estaremos com Ele para sempre. Ao lado dEle teremos segurança e proteção. Esta é a nossa feliz esperança.

A esperança é a certeza de que haverá dias melhores a frente. Paulo diz: “Se é somente para esta vida que temos esperança em Cristo, somos, de todos os homens, os mais dignos de compaixão” (1 Coríntios 15:19, NVI). Mesmo que a sua vida lhe pareça hoje injusta ou fora de equilíbrio, você pode ter a certeza de que um dia você estará bem ao lado do Seu salvador! 

Nossa esperança está no Senhor. Ele trará de volta o equilíbrio, a harmonia e a segurança a Sua criação, por toda a eternidade.

Gordon Bietz
Presidente da Southern Adventist University

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mic/2/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Miqueias 2 

Comentário em áudio 



Ezequiel 41 by jquimelli
7 de agosto de 2014, 0:00
Filed under: Israel, profecias | Tags: , , ,

Comentário devocional:

No capítulo 41, temos o início de uma descrição detalhada do templo e da cidade em torno dele, que se estende por vários capítulos. O capítulo 40 falou sobre os quatro portais que dão acesso ao pátio e diversas construções adjacentes, enquanto que neste capítulo Ezequiel fornece os planos e dimensões do próprio edifício do santuário.

Neste ponto, duas grandes questões parecem apropriadas: 1. Porque toda essa atenção aos detalhes da estrutura e suas dimensões? 2. Por que é tão importante para Ezequiel relatar todos esses detalhes ao longo de nove capítulos (40-48)? Será que os israelitas se interessariam por isso?

Em resposta à primeira pergunta, podemos dizer que a descrição detalhada faz da promessa de restauração algo concreto, tangível e real. As pessoas poderiam ver que Deus tinha em mente algo muito especial. Os detalhes deixam claro que a restauração que Deus está trazendo é maior e melhor do que a estrutura que eles tinham antes. O templo com a presença da glória de Deus – o Shekinah – era o centro das atividades de Deus para Israel e cada detalhe era significativo para o povo.

A segunda pergunta é mais difícil de responder. Tendo em vista que a descrição dada aqui não parece ter sido literalmente cumprida, como devemos interpretar esses capítulos? Muitas respostas diferentes foram dadas. A que eu prefiro tem duas partes. Em primeiro lugar, Deus restaurou Israel na esperança de que isso levasse a renovação, renascimento espiritual e fidelidade a Deus. Mas Israel não respondeu como Deus desejava e esta visão baseada nesta esperança não se cumpriu literalmente.

Em segundo lugar, mesmo que Israel tenha falhado, estão incorporados nesta visão princípios e detalhes que fazem parte da restauração final do povo de Deus. Essa é a razão por que encontramos no livro de Apocalipse tantas citações e referências ao livro de Ezequiel. 

Isso é importante para nós, porque Deus executará Seu plano de estabelecer novos céus e uma nova terra com uma Nova Jerusalém, independentemente de quantos homens e mulheres respondam. Estejamos entre aqueles que respondem positivamente ao Seu grande amor por nós.

Jon Dybdahl

Universidade Walla Walla, EUA.

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/41/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Ezequiel 41 

Comentário em áudio 

 

 

Comentários selecionados:

1. ao templo. O termo designa aqui o lugar santo (ver 1Rs 6:17; 7:50). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 794.

pilares. Ficavam nos dois lados da entrada e tinham seis côvados (três metros) de espessura, como os muros (v. 5). CBASD, vol. 4, p. 794.

3 penetrou. Quer dizer “entrou além” para o Santo dos Santos (4). O profeta não foi levado junto, compare v. 1. As medidas da entrada referem-se à entrada deste lugar sagrado. Bíblia Shedd.

O anjo entra sozinho no lugar santíssimo. CBASD, vol. 4, p. 794.

4 Santo dos Santos. Um quadrado perfeito de 20 côvados, da mesma medida que o do templo de Salomão (1Rs 6:20). CBASD, vol. 4, p. 794.

Os lugares Santo e Santo dos Santos tinham as mesmas dimensões internas do que a do templo de Salomão. Andrews Study Bible.

5 paredes do templo. A espessura aqui dada (três metros) é a mesma que a do muro do átrio exterior (Ez 40:5). Essa espessura está de acordo com as grandes proporções da antiga arquitetura oriental. CBASD, vol. 4, p. 794.

8 pavimento elevado ao redor do templo. Isto é, o alicerce mais alto sobre o qual repousava o templo. Ao que parece, esta plataforma se estendia 2,5 m para além da parede externa das câmaras (v. 9, 11), formando um passeio do lado das câmaras. CBASD, vol. 4, p. 794, 795.

22 altar … de madeira. Tanto o altar de incenso (ver 23:41) quanto a mesa para o Pão da Proposição (ver Êx 25:23, 30; Lev 24:6). O fato de que os outros itens da mobília não serem mencionados não é uma indicação de que estavam ausentes; a visão destaca coisas que, de certa maneira, são diferentes do templo de Salomão. Andrews Study Bible.

25 palmeiras. Estas árvores sobrepujam as demais em longevidade, utilidade, altura, retidão, beleza, primando pelo seu poder de tirar alimento do deserto árido, e de alimentar em seu turno os viajantes e esgotados. É por isso que os dois enfeites tolerados no templo eram estes: os querubins que são a revelação da glória divina e as palmeiras que simbolizam o ser humano religioso, crescendo na luz da glória divina (2 Co 3.18), com raízes alimentadas pela Palavra de Deus (Sl 1.2-3), produzindo seu fruto pela comunhão com o Senhor Jesus Cristo (Jo 15.1-11). Bíblia Shedd.

26 janelas de fasquias [NVI: janelas estreitas]. Ou, janelas com treliças fixas. CBASD, vol. 4, p. 795.



Ezequiel 8 by jquimelli
5 de julho de 2014, 0:00
Filed under: adoração, idolatria | Tags: ,

Comentário devocional:

Neste capítulo, Ezequiel, que se encontrava exilado na Babilônia, vê abominações sendo cometidas em Jerusalém, cada uma pior que a anterior. Na primeira visão (v. 1-6), Ezequiel viu um ídolo sendo adorado publicamente no portão norte de Jerusalém. O norte era a direção típica de onde os inimigos de Judá se aproximavam. Em vez de colocar a sua esperança e confiança em Deus, eles confiavam nesse ídolo para sua proteção.

A situação piora. Na segunda visão (v. 7-13), Ezequiel é levado para um local mais privado, a entrada para o pátio do Templo. Ali Ezequiel vê 70 líderes adorando ídolos semelhantes aos ídolos egípcios, desenhados em uma parede. Você pode imaginar Ezequiel vendo os líderes de Judá adorando ídolos egípcios e declarando que o Senhor não os vê e os abandonou (v. 12)? Isso é terrível, mas tamanha perversidade fica ainda pior na próxima visão.

Ezequiel vê mulheres que praticam um ritual babilônico, chorando para o deus Tamuz. O ritual tinha como objetivo apressar a ressurreição dentre os mortos do deus Dumuzu (o nome babilônico para Tamuz). Esse ritual marcava o fim do inverno e simbolizava fertilidade e vida nova. Essas mulheres estão de luto pelo deus do inverno que estava morto, em vez de adorarem ao Deus vivo.

A visão final do capítulo oito é a mais abominável. Esta visão tem lugar no próprio Templo. Ezequiel vê 25 homens de costas para o templo, olhando para o oriente, adorando o sol. Eles dão as costas para o Criador e adoram a Sua criação.

Estas visões não deixam ninguém de fora. As visões de idolatria incluíam a todos – homens e mulheres, povo e líderes, ídolos e deuses de todas as regiões. A idolatria se espalhara por toda a Jerusalém e até mesmo para o interior do Templo.

É importante notar que nessas visões da idolatria de Judá, esses adoradores de ídolos nunca diziam que Deus não existia. Na verdade, o povo de Judá e seus líderes reconheciam a sua existência, mas negavam sua relevância em suas vidas.

O mesmo pode ser dito de nós, às vezes. Professamos, nominalmente, nossa fé e raramente questionamos a existência de Deus ou Seu cuidado por nós. No entanto, quando enfrentamos problemas – uma doença grave, dificuldades financeiras devido a cortes nas horas de trabalho, desemprego ou problemas em nossos relacionamentos -, nosso comportamento, muitas vezes, nega o que professamos. Agimos como aqueles que não esperam no Senhor.

Mas aqui estão as boas notícias: Deus quer nos ajudar e tem todo o poder no céu e na terra para fazer isso! Você e eu podemos confiar nele acima de tudo. Amém.

Pr Eric Bates
EUA

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/8/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Ezequiel 8 

Comentário em áudio 




%d blogueiros gostam disto: