Filed under: adoração, crescimento espiritual, relacionamento, religião viva, testemunho | Tags: Marcos, testemunho
Comentário devocional:
A questão de testemunhar por Deus é destacada na história do endemoninhado registrada em Marcos 5:1-20. Marcos e Lucas descrevem somente um homem possuído por um demônio, mas Mateus refere-se a dois. Dos dois, um deles era mais agressivo e estava prestes a atacar a Jesus.
Nessa experiência, Jesus foi confrontado por dois homens selvagens. A possessão demoníaca era tão grave que a própria semelhança humana quase se apagara neles “pela presença dos demônios que os possuíam, parecendo mais feras que criaturas humanas” (O Desejado de Todas as Nações, 234).
Um deles veio correndo na direção de Jesus, mas Jesus se manteve firme. Sob Seu comando os espíritos malignos deixaram os dois homens. Eles foram completamente transformados e ficaram em paz.
Quando Jesus se preparava para sair daquele lugar de barco, os dois ex-endemoniados quiseram ficar com Ele. Eles se sentiam seguros na Sua presença. Eles tentaram entrar no barco, mas Jesus disse: “Vá para casa, para a sua família e anuncie-lhes quanto o Senhor fez por você e como teve misericórdia de você” (verso 19 NVI).
Estes homens haviam conhecido Jesus por apenas algumas horas. Aparentemente, não sabiam sobre Ele muito que pudessem compartilhar. No entanto, quando contaram ao povo da região de Decápolis a sua experiência “todos ficavam admirados” (verso 20 NVI).
Enquanto testemunhamos a favor do nosso Senhor, devemos lembrar a lição ensinada pela experiência desses homens: “Podiam dizer o que sabiam; o que eles próprios tinham visto e ouvido, e experimentado do poder de Cristo. É o que a todo aquele cujo coração foi tocado pela graça de Deus, é dado fazer” (O Desejado de Todas as Nações, 236).
Jamais devemos pensar que não temos nada para compartilhar a respeito de Jesus. Deus precisa que digamos aos outros o que Jesus fez por nós, não importa o quão simples ou quão grande seja. Ao fazermos isso, Ele irá alcançá-los com o Seu amor.
David Smith
Pastor da Igreja da University Collegedale
Tennessee, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mrk/5/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Marcos 5
Comentário em áudio
Filed under: amor, crescimento espiritual, perdão, relacionamento, religião viva | Tags: disciplina, resgate
Nota: Observe que o Comentário Bíblico Adventista deixa muito clara a belíssima interpretação de que todo o capítulo 18 compõe a resposta de Jesus à pergunta: “Quem é o maior?”. A resposta é: Aquele que é capaz de perdoar de coração, como uma criança…
1-35 Este capítulo é o quarto dos cinco grandes discursos, em Mateus. Bíblia de Genebra.
1 Naquela hora. Esta instrução foi dada no mesmo dia em que ocorreu o incidente sobre o tributo no templo. … A discussão entre os discípulos .. atingiu o clímax no momento em que o grupo entrou em Cafarnaum. A referência de Jesus sobre ir novamente a Jerusalém (ver Mt 16:21), de onde Ele tinha estado ausente por quase um ano e meio (ver com. de Jo 7:2), tinha reavivado no coração dos discípulos esperanças equivocadas … de que havia chegado o tempo de Jesus estabelecer Seu reino. … Todo o discurso [cap 18] pode muito bem ser intitulado: “Como lidar com as diferenças de opinião e conflitos que surgem na igreja”. O grande problema que tornou necessário o discurso foi um grave choque de personalidades entre os doze. Era necessário resolver isso para que a unidade do grupo fosse preservada. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 469.
Quem … é o maior? Os discípulos se consideravam os mais altos oficiais do reino. No reino da própria imaginação, a posição ocupava o primeiro lugar, fazendo-os esquecer o que Jesus lhes dissera sobre o sofrimento e a morte. A opinião preconcebida efetivamente isolava a mente contra a verdade. CBASD, vol. 5, p. 470.
3 Este não é um chamado para ser “infantil”. Era deste modo que os discípulos estavam agindo em sua disputa para ser o maior. O chamado de Jesus é para ser “como uma criança” – desenvolver a humildade, inocência e dependência que é facilmente encontrada nas crianças. Andrews Study Bible.
6 fizer tropeçar. Aqui, Jesus Se refere principalmente a qualquer coisa que possa causar desunião entre os irmãos. Paulo admoesta os cristãos maduros a não fazer nada que leve um cristão imaturo a tropeçar (1Co 8:9-13). CBASD, vol. 5, p. 470.
pedra de moinho. Do gr. mulos onikus, literalmente, “uma pedra de moinho de jumento”, isto é, uma pedra tão grande que era necessário um jumento para movê-la. CBASD, vol. 5, p. 470.
Isto é, pedra de moinho girada por jumento – bem maior e mais pesada que as pequenas (24.41), manipuladas pelas mulheres todas as manhãs em casa [24.41]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
8 corta-o. Jesus não está sendo literal aqui. Ele está enfatizando a seriedade de fazer com que um irmão fraco se extravie. Infelizmente, alguns cristãos através dos séculos entenderam literalmente este ensino de Jesus e se mutilaram, no que consideraram ser uma obediência à instrução de Jesus neste verso e em outros similares (5:29; 19:12). O exemplo mais famoso foi Orígenes, o pai da igreja do terceiro século, que se castrou por causa de seus pensamentos lascivos [de forte desejo sexual]. Andrews Study Bible.
10 A referência aos pequeninos pode ser tanto à criança quanto aos neófitos da fé. O escândalo e o desprezo a estes novos teria efeito negativo no exemplo ou ensino, afastando-os da fé. Bíblia Shedd.
12-14 A parábola da ovelha perdida também se acha em Lc 15.3-7. Ali se aplica aos incrédulos, mas aqui aos crentes. Jesus usou a mesma parábola para ensinar verdades diferentes em situações diferentes. Bíblia de Estudo NVI Vida.
12 indo procurar. A salvação consiste não na busca do homem por Deus, mas na busca de Deus pelo homem. O raciocínio humano vê na religião nada mais do que tentativas humanas de encontrar paz e resolver o mistério da existência, encontrar uma solução para as dificuldades e incertezas da vida. É verdade que no fundo do coração humano há um desejo dessas coisas, mas o ser humano, por si só, nunca pode encontrar a Deus. A glória da religião cristã é que ela conhece um Deus que tanto Se preocupa com o ser humano que deixou tudo a fim de “buscar e salvar o perdido” (Lc 19:10). CBASD, vol. 5, p. 472.
a que se extraviou. Do gr. planao, “desviar-se”, “vagar” ou “levar ao erro”. Nossa palavra “planeta” vem da palavra grega relacionada planetes, que significa “errantes” (ver Jd 13). os planetas do sistema solar receberam esse nome porque parecem vagar sem rumo, entre as estrelas aparentemente “fixas”. CBASD, vol. 5, p. 472.
15 pecar. Evidentemente, o “irmão” que “erra” é o mesmo que a “ovelha” que “se extraviou”. CBASD, vol. 5, p. 472.
mostre-lhe o erro (NVI). Esta é mais do que uma advertência sábia, é um mandamento. “Somos tão responsáveis pelos males que poderíamos haver reprimido, como se fôssemos nós mesmos culpados da ação” (DTN, 441). CBASD, vol. 5, p. 472.
entre ti e ele só. Fazer circular relatos sobre o que “teu irmão” possa ter feito tornará mais difícil, talvez mesmo impossível, chegar até ele. Aqui, talvez mais do que em qualquer outro aspecto das relações interpessoais, é nosso privilégio aplicar a regra de ouro … Quanto menos publicidade for dada a um ato errôneo, melhor. CBASD, vol. 5, p. 472.
ganhaste teu irmão. Alguém já disse que a melhor forma de nos desfazer de nossos inimigos é fazer deles nossos amigos. CBASD, vol. 5, p. 472.
Estes três estágios para tratar com o cristão em pecado constituem o coração de toda disciplina eclesiástica. O objetivo é levar ao arrependimento, enquanto procura reduzir a consciência pública do referido pecado ao mínimo. Em hipótese alguma deve este assunto ser propagado ao mundo em geral. Bíblia de Genebra.
16 uma ou duas pessoas. Estas “mais uma ou duas pessoas” não estão pessoalmente envolvidas, portanto estão em posição melhor para expressar uma opinião imparcial e aconselhar o irmão ofensor. CBASD, vol. 5, p. 472.
17 considera-o como gentio ou publicano. Caso haja desrespeito à igreja, o culpado deve ser excluído da comunhão e tratado como a um pagão (o que não deixa de estar dentro do objetivo do amor). Bíblia Shedd.
pagão (NVI). Para os judeus, significava qualquer tipo de gentio. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A sociedade judaica geralmente não se socializava com gentios ou coletores de impostos. A remoção do corpo de membros da igreja é o primeiro passo no processo que visa trazer pessoas ao arrependimento e reconciliação. … Contudo, os termos usados por Jesus nos lembram do Seu exemplo ao tratar com pecadores e coletores de impostos (9:9-11; 11:19). Seu cuidado amoroso e perdão demonstram como a igreja deveria tratar aqueles que estão desligados, buscando a restauração definitiva de todos os pecadores. Andrews Study Bible.
19-20 Estes versículos devem ser tomados no seu contexto mais amplo, como tratando ainda da disciplina na igreja. Bíblia de Genebra.
20 A declaração de Mt 18:20, é claro, é verdadeira em sentido geral, embora, no contexto do capítulo (v. 16-19) se refira principalmente à igreja em sua capacidade oficial de lidar com um membro ofensor. CBASD, vol. 5, p. 473.
A congregação que se reúne em nome de Cristo é a que O tem em seu meio. Bíblia Shedd.
21 até sete vezes? Pedro quis ser generoso, pois as tradições dos rabinos falavam em perdoar até três vezes. A resposta de Jesus, tomando-se em consideração o que Pedro disse, significa que o espírito de perdão vai muito além dos mesquinhos cálculos humanos. Bíblia Shedd.
O perdão, seja da parte de Deus, seja da parte do homem, é muito mais do que um ato judicial, é a restauração da paz onde havia conflito (cf. Rm 5:1). mas o perdão vai além e envolve o esforço de restaurar o próprio irmão que erra. CBASD, vol. 5, p. 474.
22 até setenta vezes sete. Se o espírito de perdão age no coração, a pessoa está tão pronta a perdoar aquele que se arrepende pela oitava vez como na primeira vez, tão pronta a perdoar na 491ª vez como na oitava. O verdadeiro perdão não se limita a números; além disso, não é o ato [do perdão] que importa, mas o espírito que precede o ato. CBASD, vol. 5, p. 474.
23-25 A parábola do credor sem compaixão ensina a Pedro o motivo pelo qual deve-se perdoar sem limites. Deus perdoou-nos tanta coisa ao nos conceder o dom gratuito da Salvação em Cristo, que qualquer ofensa que outro ser humano possa praticar contra nós é irrisória em comparação a isto. Perdoá-lo seria o mínimo que poderíamos fazer, refletindo, assim, algo da bondade divina que tem sido derramada em nossas vidas (6.14, 15). Bíblia Shedd.
24 dez mil talentos. Um talento era a mais alta medida monetária da moeda corrente, e era equivalente a seis mil denários ou dracmas. … Uma tal soma de dinheiro era praticamente incontável e ilustra a enorme dívida do pecado em que todos temos incorrido diante de Deus. Bíblia de Genebra.
Cerca de 215 toneladas de prata, o suficiente para contratar 10 mil trabalhadores por 18 anos. CBASD, vol. 5, p. 474.
Cerca de 60 milhões de vezes o salário de um dia de um trabalhador. Andrews Study Bible.
O verdadeiro perdão: 1) Cristo ensinou-nos a perdoar sempre; 2) Isto refere-se especialmente a ofensas praticadas contra nós mesmos; 3) Pelo fato de também sermos pecadores, não nos compete julgar com demasiado rigor às faltas do nosso próximo; 4) Deus, finalmente, julgará a todos segundo Sua reta justiça: que será de nós se não praticarmos misericórdia? (Tg 2.13). Bíblia Shedd.
28 cem denários. Cerca de 100 vezes o salário de um dia de um trabalhador. Andrews Study Bible.
35 perdoar. O ensino principal da parábola. Bíblia de Estudo NVI Vida.
do íntimo. O problema na pergunta de Pedro … foi que o tipo de perdão a que ele se referia não era do coração, mas, sim, um tipo mecânico e legalista de “perdão”, com base no conceito de obtenção de justiça pelas obras. Como foi difícil para Pedro entender o novo conceito de obediência do coração, motivada pelo amor a Deus e aos seus semelhantes! Isso completa a resposta de Jesus à pergunta de Pedro (v. 21), resposta que também trata indiretamente da pergunta: “Quem é o maior no reino dos céus? (v. 1). O “maior” é simplesmente aquele que, “de coração”, reflete sobre a misericórdia do Pai celestial e que faz “o mesmo” em relação a seus semelhantes. … As palavras de perdão, por mais importantes que sejam, não são de primordial importância aos olhos de Deus. Pelo contrário, é a atitude de coração que dá às palavras a plenitude de sentido que, de outra forma, lhes faltaria. A aparência de perdão, motivada por circunstâncias ou por objetivos escusos, pode enganar aquele a quem é atribuída, mas não Aquele que vê o coração (1Sm 16:7). O perdão sincero é um aspecto importante da perfeição cristã. CBASD, vol. 5, p. 475, 476.
Filed under: obediência, relacionamento, religião viva | Tags: Hillel, Sermão da Montanha, Sermão do Monte, Shammai
Comentário devocional:
Na tradição oral judaica, existe o registro dessa história: Em uma ocasião, aconteceu de um certo gentio vir até o rabino Shammai e lhe dizer: “Eu me tornarei um crente, se você me ensinar toda a Torah (lei), durante o tempo em que eu conseguir ficar sobre um pé só”. O rabino Shamai, usou a pá que estava em sua mão para fazer o homem ir embora. Então este mesmo homem procurou o rabino Hillel, e fez-lhe a mesma pergunta. O rabino Hillel olhou para ele e disse: “Não faça ao seu vizinho o que é odioso para você: essa é toda a Torah, o resto é apenas comentário; vá e aprenda”.
Em Seu Sermão do Monte, Jesus apresenta esta verdade universal em forma positiva, dizendo: “Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam; pois esta é a Lei e os Profetas”(Mat 7:12, NVI). Curiosamente, os versos anteriores falam sobre como nós gostamos de julgar e criticar os outros. Na verdade, a primeira frase em Mateus 7 é: “Não julgueis.” É muito importante para nós entendermos que isto não é nem um apelo nem um pedido. É muito mais forte: é uma ordem.
Para muitos de nós é fácil julgar e criticar quando não estamos sob o risco de sermos julgados e criticados de volta. É por isso que talvez as nossas mais duras críticas são feitas na forma de fofoca, quando a pessoa envolvida não está presente. Jesus, por outro lado, encoraja-nos a libertar-nos de tentar viver a vida de outras pessoas. Ele quer que vivamos a nossa própria vida e nos concentremos em nossas próprias relações com ele e com os outros.
John Stott, pregador Inglês do século 20, disse certa vez: “O Sermão do Monte é provavelmente a parte mais conhecida dos ensinamentos de Jesus, embora, sem dúvida, é a parte menos compreendida e, certamente, a menos obedecida.”
Estes ensinamentos de Jesus vão contra a nossa natureza, mas pela graça de Deus e a atuação do Espírito Santo em nós podemos praticar o ensino mais importante da lei e dos profetas como enfatizado por Jesus: “em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam”.
Oleg Kostyuk
Host of Cross Connection
Hope Channel
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/7/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Mateus 7
Comentário em áudio
Filed under: comunhão, confiança em Deus, oração, relacionamento | Tags: Oração do Senhor, Pai Nosso
Comentário devocional:
A Oração do Senhor é familiar a todos os cristãos. Na verdade, tornou-se tão costumeira que quase perdeu a sua abordagem revolucionária. Mas ela foi, é, e continuará sendo uma oração com uma mensagem radical.
Primeiramente, até mesmo a língua em que foi proferida encerra um significado profundo. O Novo Testamento foi escrito em grego. Jesus, por outro lado, falava aramaico, a língua da comunicação diária. Os estudiosos da Bíblia concordam que Jesus também apresentou esta oração na língua aramaica, o que em si já foi uma ação revolucionária. Apesar dos judeus falarem aramaico em suas vidas diárias, eles deveriam recitar suas orações em hebraico, não em aramaico. O hebraico era considerada língua sagrada. Assim, o uso do aramaico nas orações diárias e na adoração era inaceitável naquele tempo.
Ao nos ensinar a orar Jesus transforma a visão de religiosidade do seu tempo. Para Jesus não há nenhuma língua sagrada, não existe uma cultura sagrada. Os crentes são incentivados a adentrar na presença de Deus usando a linguagem que estão acostumados a usar no dia a dia. A linguagem mais eficaz junto a Deus é a linguagem do coração.
Depois, a primeira palavra que Jesus usa na oração modelo é “Abba”. Essa é a primeira palavra que as crianças aprendem a falar no Oriente Médio até o dia de hoje e significa “papai”. Para um judeu sincero dos tempos de Jesus seria impensável dirigir-se a Deus com um vocativo que demonstrasse tamanha intimidade e proximidade. Porém Jesus demonstrou com o uso da palavra “Abba” – que demonstra respeito e uma relação pessoal muito íntima-, como deveria ser o relacionamento entre Deus e seus filhos.
Quando você orar hoje lembre-se que Deus é o seu “papai” e use a linguagem do coração. Suas palavras serão muito bem recebidas pelo coração de Deus!
Oleg Kostyuk
Hope Channel
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/6/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Mateus 6
Comentário em áudio
Filed under: correção, liderança, profecias, relacionamento | Tags: caráter, consagração
Comentário devocional:
O pinheiro, o cedro e o carvalho (Zac 11:1-3) representam os líderes proeminentes. Continuando o pensamento do capítulo anterior, os líderes do povo são reprovados mais uma vez. Eles vendem o rebanho de Deus por dinheiro e se enriquecem, sem ter pena deles. Eles compram e matam o rebanho, mas não se sentem culpados.
Deus não teria simpatia desses habitantes da terra. Isso é mostrado nos versos seguintes (6-14). O Senhor tomou duas varas e deu a uma o nome de “Favor”, que pode ser traduzido também como doçura, graça ou beleza. Mas o Senhor quebrou este bastão, com o qual estava conduzindo o rebanho. O verso 10 diz que Deus quebrou o bastão para ilustrar que a aliança entre Ele e Seu povo estava quebrada.
No verso 14 o Senhor tomou a outra vara que tinha sido chamada de “União” (ou “Ligação”) e também a quebrou. Ao quebrá-la, Ele mostrou que a aliança de irmandade entre Judá e Israel tinha sido quebrada.
Quando a “Graça” está quebrada, nosso relacionamento vertical com Deus também se quebra. Quando a “União” se quebra, nossa relação horizontal com as pessoas ao nosso redor também se rompe. Quando você e eu deixamos o Senhor ou não O seguimos totalmente, os vários relacionamentos que mantemos são afetados e se quebram.
Os versos 12 e 13 são citados nos Evangelhos como uma profecia que se cumpriu em Judas ao ele trair Jesus por 30 moedas de prata (Mat 26:15; 27: 3-10). Deus pediu ao povo através de Zacarias que Lhe colocassem preço e eles pesaram 30 moedas de prata. Por isso, Deus diz a Zacarias que este era o valor pelo qual O valorizavam. Como lemos em Mateus 26 e 27, este foi o preço da vida de Jesus estimado por Judas e pelo sumo sacerdote, justamente o preço habitual de um escravo.
Zacarias não era bem vindo como profeta pelos líderes arrogantes e autoritários. Jesus também não foi bem vindo pelos líderes de sua época. E você? Que valor você dá para Jesus? Valorizemos ao Senhor com tudo o que temos e de todo o nosso ser, como Ele nos tem valorizado. Amemos ao Senhor acima de tudo, como Ele nos amou. A restauração do nosso relacionamento com Deus abrirá portas para melhores relacionamentos com o nosso próximo e resultará em vida eterna.
Na última parte do capítulo, os líderes recebem uma repreensão severa, sendo comparados a um pastor infiel. Ele não confortam os que estão tristes nem curam os quebrantados. Os que são fortes o suficiente para resistir, ele não as alimentam ou as fazem crescer, utilizando-os para seu benefício próprio, como um pastor que come a carne dos das suas ovelhas gordas. Eles são chamados de “pastores inúteis.” Deus está muito infeliz com eles. “Ai do pastor imprestável, que abandona o rebanho!”
Sook-Young Kim
Universidade Nacional de Kyungpook
Coréia do Sul
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/zec/11/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Zacarias 11
Comentário em áudio
Filed under: Espírito Santo, poder de Deus, relacionamento, religião viva, Tempo do Fim, testemunho | Tags: Miqueias, missão, Remanescente
Comentário devocional:
“O restante de Jacó estará no meio de muitos povos, como orvalho do SENHOR, como chuvisco sobre a erva, que não espera pelo homem, nem depende dos filhos de homens” (Mq 5:7, ARA). O plano de Deus é que seus filhos fiéis se constituam um grupo que exerça uma influência positiva sobre a terra, como orvalho ou chuvisco que traz vida à erva seca.
Note que o remanescente não é importante apenas por ser o povo fiel de Deus, mas principalmente pela missão que tem a desempenhar. O remanescente sem a sua missão não é o remanescente.
O remanescente do tempo do fim tem a missão profética de anunciar as três mensagens de Apocalipse 14, um solene convite ao mundo para que esteja em harmonia com Deus e seus propósitos. Ele representa a Deus em meio ao outros povos.
Ser parte do remanescente não é apenas pertencer a um clube, mas ter uma tarefa a cumprir.
Que Deus nos ajude a buscarmos a plenitude do Espírito Santo a fim de representá-Lo corretamente às pessoas da nossa geração. Fazendo assim, pelo Seu poder, cumpriremos a missão que Deus nos confiou e estaremos prontos para subir com Cristo quando Ele vier nas nuvens do céu!
Gordon Bietz
Presidente da Southern Adventist University
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mic/5/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Miqueias 5
Comentário em áudio
Filed under: Amor de Deus, caráter de Deus, perdão, relacionamento, soberania de Deus, Trabalho de Deus | Tags: comunicação, Jonas, misericórdia, Nínive
Comentário devocional:
Não é interessante o fato do grande evangelista Jonas desejar o mal das pessoas que ele havia chamado ao arrependimento? Ele não somente se retirou para as colinas, mas ele ficou argumentando com Deus de que Ele deveria ser mais implacável. Jonas realmente ficou muito indignado por causa das misericórdias do Senhor! É interessante notar no verso 2 que a causa da fuga de Jonas em direção a Társis não tinha sido o medo da crueldade dos ninivitas, mas o medo de que Deus se compadecesse deles e não os destruísse!
Jonas estava muito irritado. Ele tinha suas próprias ideias preconcebidas de como Deus deveria agir! Em seguida, ele quis morrer porque as coisas não estavam acontecendo de acordo com o seu plano pessoal.
Quantos de nós agem desta mesma maneira? “Deus, eu preferiria morrer do que submeter-me à Tua vontade!” E note: nós não estamos falando de um homem em seu leito de morte e cheio de dor; estamos olhando para a vida de um irritadiço e insensível profeta, que estava emburrado porque Deus não destruiu os ninivitas como ele queria! Ele queria moldar Deus à sua própria imagem e semelhança!
Mas vejamos o lado bom. Através de todos os quatro capítulos, Jonas continua a falar com Deus. O profeta discute com Deus, fica irritado com Deus, e o livro termina com Deus ainda falando com ele – apesar da raiva, maldade e falta de compaixão de Jonas para com as cento e vinte mil pessoas na cidade.
Que grande lição para você e para mim: mantenhamos sempre abertas as linhas de comunicação com Deus e Ele as manterá abertas conosco! Quando você ficar desapontado ou com raiva de Deus, Ele prefere que você fale isso para Ele e não que fique calado. Cortar a comunicação é a ferramenta número um da estratégia do Diabo.
O desfecho do livro de Jonas pode parecer estranho a menos que o olhemos do ponto de vista do incrível amor, da graça e longanimidade de Deus para com Suas criaturas.
Que Deus amoroso é este a quem servimos! Devemos acordar todas as manhãs e agradecê-Lo por Sua graça para conosco.
Mantenha sempre a comunicação e os louvores fluindo em direção a Deus. Afinal, Ele tem planos de salvar muitas pessoas através de sua vida de dedicação e serviço ao próximo.
Jim Ayer
Rádio Mundial Adventista
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jon/4/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Jonas 4
Comentário em áudio
Filed under: aprendizado, confiança em Deus, consequências, crescimento espiritual, escolhas, poder de Deus, relacionamento | Tags: Jonas, missão, Nínive, voz de Deus
Comentário devocional:
Ao contrário de outros profetas, o foco do livro de Jonas é sobre ele mesmo e sua relação pessoal com Deus. Ao longo dos quatro capítulos, a interação entre Deus e Jonas é próxima e pessoal. Eu fico até com um pouco de inveja de Jonas por causa da conversa audível que ocorre entre eles. Afinal, você não gostaria de ouvir a voz de Deus falando diretamente com você?
Mas pode ser que Ele esteja falando conosco e estejamos escolhendo fechar os nossos ouvidos, com a desculpa: “Eu não ouvi o que você disse, Senhor!”
Jonas foi incapaz de oferecer qualquer desculpa quando Deus lhe disse para ir e pregar na cidade de Nínive. A voz e a ordem de Deus foram muito claras. Você ouve a voz de Deus falando com você, dizendo: “Este é o caminho: siga-o”? (Isaías 30:21 NVI). Ou, você ignora a Sua voz para que possa ter uma desculpa e assim negar te-Lo ouvido? Se você não ouve a voz de Deus falando com você, você tem um problema no cerne de seu cristianismo. Por quê? O nosso Deus é o mesmo ontem, hoje e eternamente. Ele falou ao Seu povo no Antigo Testamento; falou-lhes, no Novo Testamento; e fala ao Seu povo hoje.
Como eu sei? Deixe-me perguntar: você é uma de Suas ovelhas? Se você for, então estas palavras de Jesus valem para você: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; e eu as conheço, e elas me seguem” (João 10:27 NVI).
Descobrimos também em Hebreus 3:7-8 que Paulo esperava que seus leitores ouvissem a voz de Deus: “Assim, como diz o Espírito Santo: ‘Hoje, se vocês ouvirem a Sua voz, não endureçam o coração’ ” (NVI). E novamente em Apocalipse 3:20 Jesus chama por nós: “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele e ele comigo” (NVI). Podemos ignorar a voz de Deus por algum tempo. E como Jonas, podemos ter que ter nossa própria experiência “no fundo do mar” para que possamos aprender a ouvir e seguir a voz de Deus.
Em algum ponto no tempo todas as pessoas ouvem a voz de Deus. Contudo, somente aqueles que se tornaram habituadas a ouvir aquela suave voz regularmente, atendendo às suas instruções, serão erguidos do pó na ressurreição. João falou a respeito deste momento em seu evangelho: “Não fiquem admirados com isto, pois está chegando a hora em que todos os que estiverem nos túmulos ouvirão a Sua voz e sairão; os que fizeram o bem ressuscitarão para a vida, e os que fizeram o mal ressuscitarão para serem condenados” (João 5:28-29, NVI).
É evidente que até mesmo profetas de Deus não são imunes ao declínio espiritual e a deixarem de ouvir a voz de Deus nas “pequenas” coisas de cada dia. Isto, eventualmente, pode levar a desastrosas consequências como aconteceu com Jonas.
Seguir instruções não era um dos melhores talentos de Jonas; ele aprendeu da maneira mais difícil que é muito melhor dar atenção à voz de Deus e seguir Suas ordens. Espero que você esteja aprendendo a ouvir a voz de Deus e a obedecer prontamente aquilo que Ele lhe pedir para fazer.
Jim Ayer
Rádio Mundial Adventista
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jon/1/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Jonas 1
Comentário em áudio
Filed under: arrependimento, idolatria, integridade, relacionamento | Tags: arrependimento
Comentário devocional:
Este capítulo lida com dois aspectos importantes da vida espiritual: o ouvir a palavra de Deus e a oração. A mensagem neste capítulo é dirigida aos anciãos e à nação de Israel, que tentavam usar desses dois caminhos para agradar a Deus. Mas tanto os anciãos quanto a nação de Israel estavam longe da experiência de comunicarem-se com Ele através da Sua Palavra e da oração.
Os anciãos vêm a Ezequiel com o aparente propósito de ouvir a palavra do Senhor, mas seus corações estavam cheios de ídolos. A idolatria impede as pessoas de escutarem a Deus. A manifestação externa do desejo de ouvi-Lo não é suficiente – só estaremos prontos para receber a palavra de Deus depois que o coração estiver limpo de qualquer pecado conhecido. Deus apresenta o remédio para essa condição: arrepender-se e abandonar o pecado (v. 6). A garantia de Deus é que, se Israel se arrepender e voltar-se para Ele, passará a ser novamente o Seu povo e Ele o seu Deus (v. 11).
Deus adverte os falsos profetas de que receberão severa punição por conduzirem seu povo para longe dEle. Por causa de seus pecados, a nação de Israel trouxe punição e desolação sobre si mesma. Contudo, eles pensavam que as orações de alguns profetas justos poderiam ajudar a evitar o castigo de Deus. Em vez de abandonar o seu pecado e arrepender-se, Israel tentou encontrar a sua própria maneira de se reconciliar com Deus.
No entanto, ninguém pode se livrar da punição pelos seus pecados pela justiça de outra pessoa – cada um precisa se arrepender individualmente dos seus pecados. Somente então Deus poderá ouvir as orações e abençoar aqueles que o buscam. E o arrependimento verdadeiro é aquele que envolve uma mudança interior e um completo abandono do pecado.
Que possamos ser testemunhas vivas do cuidado e fidelidade de Deus ao demonstrarmos em nossas vidas o genuíno fruto do verdadeiro arrependimento, nascido de uma verdadeira entrega e submissão a Deus.
Roy Jemison Injety
Spicer College, Índia
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/14/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Ezequiel 14
Comentário em áudio
Filed under: Aliança, Amor de Deus, consequências, relacionamento | Tags: consequências, glória de Deus, Remanescente, Shekinah
Comentário devocional:
Existe uma tendência humana para nos compararmos – e as circunstâncias que nos cercam – com os outros. E quando fazemos isto, temos a tendência de nos vermos como melhores do que os outros. Somos tentados a pensar em termos de “nós” em oposição a “eles”. E tendemos a nos colocar no topo, especialmente quando achamos que somos abençoados e outros não.
Os vinte e cinco líderes de Judá que Ezequiel viu avaliaram a sua situação em Jerusalém como muito melhor que a de seus compatriotas que estavam no exílio. Afinal, eles estavam na Cidade Santa, a cidade de Davi , e os exilados estavam longe, vivendo em cativeiro. Parecia, pelas aparências, que aqueles que tinham a liberdade de andar pelas ruas de Jerusalém tinham o favor de Deus (“nós somos a carne”, a parte boa do sacrifício, v. 3) e os que estavam na Babilônia, não. Foram julgados por Deus e receberão a Sua ira.
Quando você está convencido de que está certo e Deus clareia o seu entendimento, mostrando que você está errado, isto pode ser um grande choque. Esta inversão da maneira de pensar aparentemente foi um choque para Ezequiel. Ele pede enfaticamente: “Ah! Soberano Senhor! Destruirás totalmente o remanescente de Israel?” (v. 13). Em outras palavras: “Se essas pessoas que estão em Jerusalém estão enfrentando julgamento, que se dirá de nós? Teremos alguma chance?”
A mensagem de Deus através de Ezequiel é preocupante. Aqueles que estavam em rebelião contra Ele ou que cultivavam uma religião apenas passiva receberiam o julgamento de Deus. A glória de Deus havia abandonado aqueles que professavam ser algo que não eram e sua situação parecia muito sombria.
Mas – e isso é muito importante – a glória de Deus não os havia deixado completamente. A sentença contra essas pessoas não significava o fim do povo de Deus. Um remanescente sempre existiu. Havia um remanescente dos fiéis de Deus (alguns em Babilônia e outros em Judá) e, em pouco tempo, eles iriam experimentar a restauração.
Note que quando a Shekinah, a glória da presença de Deus, fez o Seu caminho para fora do Templo e de Jerusalém, fez uma última parada (v. 22, 23) acima da montanha que fica a leste da cidade. Essa elevação, mais tarde conhecido como o Monte das Oliveiras, não é apenas o lugar onde Jesus se reuniria com seus discípulos para orar, mas é o lugar onde Jesus subiria ao Céu, depois de Sua ressurreição. É o lugar onde, quando Ele voltar com o seu povo depois do milênio, Seus pés irão tocar novamente a terra e o monte se dividirá em dois, abrindo um lugar para a Nova Jerusalém descer (Zc 14:4 e O Desejado de Todas as Nações, p. 829).
Assim como no tempo de Ezequiel, hoje também existem aqueles que presumem ter a salvação por uma religião formal ou professam uma coisa enquanto vivem outra. Mas existe ainda um remanescente. Para estes, a salvação só é recebida por ter a glória de Deus, a Sua presença, no templo de seu coração.
Jesus está ansioso para residir em seu coração e libertar você do pecado. Você vai convidá-lo a entrar? Se você o fez, isto é uma ótima notícia! Louvado seja o Senhor!
Pr. Eric Bates
EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/11/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Ezequiel 11
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