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“Por isso, não reprimirei a boca, falarei na angústia do meu espírito, queixar-me-ei na amargura da minha alma” (v.11).
O registro de hoje é praticamente uma discussão com Deus. Jó contendeu com Quem ele, ousadamente, chamou de “Espreitador dos homens” (v.20). Em suas palavras percebemos o seu real anseio: a morte. Jó havia perdido as esperanças. Sua situação descrita por ele mesmo no verso cinco, praticamente nos transporta ao cenário deplorável de sua dor. Todo o corpo de Jó tornou-se em uma só ferida, aberta e em estado de putrefação. Sem dúvida, vê-lo assim era uma situação desagradável e constrangedora.
Diante de tanto sofrimento, Jó não reprimiu seus sentimentos, e expressou toda a sua angústia diante dAquele que tudo vê. Ele reduziu a condição do homem a nada e referiu-se a si mesmo como “um alvo” (v.20) da ira divina. Oh, se Jó pudesse rasgar os céus e enxergar o olhar compassivo do Senhor sobre ele! As chagas de seu corpo não eram maiores ou piores do que as que o Seu Redentor receberia, como opróbrio que não Lhe pertencia. Em seu profundo desespero, Jó abriu o seu coração ao Senhor. Por mais que suas palavras expressassem grande amargura, ele percebeu, diante da incompreensão de seus amigos, que só poderia compartilhar a sua dor com Deus. Jó precisava de apoio emocional, e foi buscá-lo na Fonte.
É muito fácil estar por fora de uma situação e julgá-la conforme nossa própria ótica. Hoje conhecemos a história da vida de Jó desde o início até o seu fim. Mas o próprio Jó teve que conviver muito tempo com uma situação miserável, sem fazer ideia do porquê estava passando por tudo aquilo e sentindo-se completamente impotente. Ele desconhecia o fato de ser um palco ambulante do conflito entre o bem e o mal. O adversário não perderia a oportunidade de mostrar ao Universo que Deus estava errado com relação a Jó, por isso o maltratou severamente.
Nos momentos de angústia e de dor, lembre-se: “Eis que os olhos do Senhor estão sobre os que O temem, sobre os que esperam na Sua misericórdia” (Sl.33:18). Jó podia não enxergar naquele momento, mas a sua “tortura” (v.15) seria convertida em completa alegria. O homem temente a Deus estava sob o olhar do Senhor do Universo, e Ele não deixaria sem resposta a sua queixa. Deus o conservava com vida porque Jó conservava o seu coração pela fé. Como está escrito: “o justo viverá pela sua fé” (Hq.2:4). Com a mesma sinceridade que Jó serviu a Deus nos bons momentos, ele clamou a Deus nos momentos difíceis. Aceitemos, hoje, o terno convite de Jesus: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei” (Mt.11:28). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, tementes a Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Jó7 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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Bom dia. Peço oração pela saúde de minha tia, Vivalda.
Comentário por Isabelle 29 de dezembro de 2019 @ 8:33