Reavivados por Sua Palavra


2CRÔNICAS 3 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
17 de outubro de 2019, 0:30
Filed under: Sem categoria

“Começou Salomão a edificar a Casa do Senhor em Jerusalém, no monte Moriá, onde o Senhor aparecera a Davi, seu pai, lugar que Davi tinha designado na eira de Ornã, o jebuseu” (v.1).

O local designado para a edificação do templo foi o cenário de dois importantes episódios na história de Israel:

1. “no monte Moriá”: Foi ali o lugar designado por Deus para Abraão oferecer seu filho Isaque em sacrifício (Gn.22:2);

2. “na eira de Ornã”: onde o Anjo do Senhor apareceu e onde Davi edificou um altar ao Senhor “e invocou o Senhor” (1Cr.21:26).

Desde o momento em que a voz de Deus foi ali ouvida por Abraão, o primeiro patriarca de Israel, eu creio que o Senhor selou o pavimento daquele lugar com a presença de anjos aguardando com expectativa o erguimento do sagrado edifício. A fé de Abraão e obediência de Isaque sacramentaram a perfeita união de fé e obras que se tornaria a essência do templo. A oferta de Davi mediante genuíno arrependimento e confissão diante de Deus prefigurou o propósito do templo: ser uma “Casa de Oração para todos os povos” (Is.56:7).

Não seria um templo religioso exclusivo para Israel, mas um convite do Criador para que todos O invocassem. Do alto lugar, a manifestação da glória do Senhor iluminava toda a Terra. E tendo o ouro como principal matéria-prima, a Casa de Deus reluzia em seu esplendor como a jóia de Israel. Não era, porém, o ouro, as pedras preciosas ou a grande quantidade de madeira que deveriam atrair os adoradores, e sim o poder da Palavra que liberta.

Fosse aquele lugar o centro de ensino das Escrituras, sob a liderança de homens tementes a Deus, e o Senhor o teria conservado como fonte a jorrar para a vida eterna. Mas a glória que era devida somente ao Senhor foi transmitida para o adornado templo, pecado que encontraria sua consequência com a destruição do templo por Nabucodonosor.

Como santuários do Espírito Santo, a pergunta é: Para quem a honra e a glória? Em uma geração de redes sociais, selfies e demasiada exposição pessoal, corremos o sério risco de confundir testemunho com orgulho próprio. Nesta trama que envolve vida ou morte eterna, precisamos, pela graça de Deus, tomar decisões acertadas e firmes. A timeline de minha vida diminui o meu “eu” e exalta a pessoa de Jesus Cristo? Ou o brilho opaco de minha própria imagem impede que a luz divina a mim disponível glorifique o Senhor? Uma coisa é certa: “Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá” (1Co.3:17).

Muito cuidado, amados! Ninguém está livre de tamanho pecado! Quando o povo de Deus estiver de mãos dadas, fechado o círculo da verdadeira piedade; quando cada um em sua esfera de atuação, dada pelo Espírito Santo, entender que o seu papel na missão deve fundir-se com o de todos os que amam a vinda do Senhor; então, o mundo reconhecerá que há na Terra um povo peculiar que não negocia princípios e que caminha numa mesma direção; “a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1Tm.3:15).

“Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt.5:16). Vigiemos e oremos!

Bom dia, igreja do Deus vivo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Crônicas3 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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