Reavivados por Sua Palavra


NÚMEROS 25 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
3 de março de 2019, 0:30
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“Habitando Israel em Sitim, começou o povo a prostituir-se com as filhas dos moabitas” (v.1).


Ao chegarem a Sitim, lugar agradável, após uma fase de vitórias e de tranquilidade, Israel caiu no perigo do comodismo. Começaram a ceder aos encantos das mulheres moabitas de forma sutil, até que o seu pecado tornou-se público e ousado. Unindo-se à luxúria e idolatria daquelas mulheres, os homens do povo permitiram que a razão fosse apagada e o governo do próprio eu tomasse posse total de sua existência. Completamente obscurecidas as entradas da alma, “o povo comeu e inclinou-se aos deuses delas” (v.2), desafiando a autoridade de Deus e trazendo maldição para dentro do acampamento.

Estava em risco a segurança e a posteridade de Israel. Não alcançando o seu intento por encantamentos e maldições, Balaque, orientado pelo próprio Balaão, lançou no meio de Israel a terrível semente da licenciosidade. Suas mulheres eram as iscas, e os filhos de Israel a presa. Tão degradante é a quebra do sétimo mandamento, e tão ampla em suas consequências, que o Senhor compara a idolatria ao adultério. Entregue as faculdades do homem aos enganos de seu coração, e a sedução logo trata de corromper o intelecto às mais baixas paixões. A sanidade é comprometida e todo o corpo é contaminado pelos desejos de consumir o que não lhe convém.

Quando o jovem José esquivou-se e fugiu da sugestão sedutora da mulher de Potifar (Gn.39:12), unido o seu esforço pessoal à bênção divina, o jovem hebreu tornou-se uma fortaleza impenetrável e Satanás não mais poderia corrompê-lo. “Juntando-se Israel a Baal-Peor, a ira do Senhor se acendeu contra Israel” (v.3), porque seu pecado fez do povo de Deus uma cidade sem muros, completamente vulnerável às ciladas inimigas, passível de ser dizimado pelo mal que eles mesmos acolheram. A maldição que o Senhor não permitiu ser lançada dos montes, Israel recepcionou pela porta da frente.

A imagem esmagadora e deprimente dos corpos sem vida dos homens israelitas, e principalmente de seus líderes, causou uma comoção sem precedentes. “Moisés e toda a congregação dos filhos de Israel… choravam diante da tenda da congregação” (v.6). Mulheres perderam seus maridos, mães lamentavam-se por seus filhos, filhos choravam e buscavam compreender o que significava tão grande terror. Mas enquanto os juízes de Israel prosseguiam em executar a ordem divina e Israel lamentava tão grande ruína, “um homem dos filhos de Israel” (v.6), “príncipe da casa paterna dos simeonitas” (v.14), ousada e publicamente, desafiou a ira de Deus entrando no arraial a fim de fornicar com uma princesa dos midianitas.

Aterrado pelo horror que tinha de contemplar e com um senso de profundo temor e reverência diante do Senhor, Fineias, neto de Arão, sentindo o seu coração arder pelo zelo de Deus, “levantou-se do meio da congregação, e, pegando uma lança” (v.7) matou Zinri e Cosbi em pleno ato, “então a praga cessou de sobre os filhos de Israel” (v.8). A este zeloso descendente de Arão, foi feita a promessa “do sacerdócio perpétuo; porquanto teve zelo pelo seu Deus e fez expiação pelos filhos de Israel” (v.13). A linhagem real dos pecadores não foi levada em conta na hora da punição. Pelo contrário, o título de líder de Zinri lhe conferia uma responsabilidade superior aos comuns do povo. Sua posição privilegiada deveria ser de igual forma honrada e admirada através de uma vida de santa consagração diante de Deus.

Amados, quanto mais o tempo passa, costumes e tradições que dantes faziam parte da cultura de um povo, sofre mudanças e adaptações. Algumas se fazem necessárias e não implicam em quebra de princípios. Outras, contudo, são verdadeiras “mulherinhas” que, no princípio, não aparentam ser uma ameaça, mas cuja concessão cumulativa vão moldando o caráter a condescender com o mal, até que este seja considerado aceitável. Quanto a isto, a Palavra de Deus é muito clara: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo!” (Is.5:20). A igreja de Deus ganharia muito em levar em grande conta esta solene advertência e princípio eterno. Mas aqueles sobre os quais Deus investiu no cargo da liderança de Seu povo recai tal palavra com peso sobremodo maior.

Meus irmãos e líderes ungidos de Deus, o propósito do Senhor em todo tempo tem sido o de zelar pela identidade de um povo santo, sacerdócio perpétuo, que receberá o Seu galardão no último Dia. Não tropeçamos em montes, mas em pequenas pedras. É pelo uso da sutileza e de pequenas concessões, que Satanás vai degradando a mente humana e tornando-a insensível aos apelos do Espírito Santo. Semelhante a José, que vivendo em integridade diante de Deus, as tentações não encontrem uma só brecha em nossa vida. “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg.4:7).

Feliz semana, sacerdócio perpétuo de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Números25 #RPSP

Comentário em áudio:
https://www.youtube.com/user/nanayuri100


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