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APOCALIPSE 7 – Alguns pontos precisam ser preliminarmente considerados:
1. O período abrangente da profecia dos selos inicia na cruz (Apocalipse 5:5-6) e vai até o segundo advento de Jesus (Apocalipse 6:12-17).
2. A profecia está quase toda cumprida. Seis dos sete selos já estão abertos. Após a abertura do sexto selo, encontramo-nos na metade de seus eventos:
• Apocalipse 6:12-13 apontam para os eventos dos anos 1755 (terremoto de Lisboa) e queda de estrelas em 1833 observada em diversos países.
• Apocalipse 6:14-17 estão para acontecer num futuro próximo, é o que falta para, então, abrir-se o último selo (8:1).
3. Antes da abertura do último selo, há uma pausa para responder à pergunta final no relato dos eventos do sexto selo: “…chegou o grande dia deles; e quem poderá suportar?” (6:17).
Esta pergunta aponta um juízo mundial realizado no grande Dia do Senhor (Isaías 63:4; Jeremias 30:7; Joel 1:15; 2:1-3, 11, 31-32; Sofonias 1:14-18; Apocalipse 16:14).
Jesus, o guerreiro vitorioso (no primeiro selo), tratou dos eventos dos demais: O segundo, terceiro e quarto selos relacionam-se com Mateus 24:6-8: Guerras, rumores de guerras, nações e reinos contra outros e fome; o quinto selo relaciona-se com Mateus 24:9-13: Tribulação, ódio e morte aos cristãos; o sexto selo relaciona-se com Mateus 24:29-31: Sol e lua escurecem, estrelas caem, os poderes celestiais são abalados; consequentemente, os povos se lamentarão.
Apocalipse 7 foi inserido para mostrar que, no decorrer dos eventos finais da caótica história mundial, ainda que os fieis passem por experiências difíceis, Jesus está no controle de tudo. Ele está dirigindo a História Geral para um fim glorioso. E, enquanto o caos prolifera-se no mundo, os crentes encontram força e proteção em Cristo.
Observe a síntese do capítulo:
1. A primeira cena revela acontecimentos na Terra (vs. 1-8):
• Os anjos de Deus seguram os ventos do caos até os crentes fieis serem selados.
• Os 144.000 representam todos os crentes vivos antes do Grande Dia da ira do Cordeiro.
• O selo na testa indica proteção.
2. A segunda cena revela acontecimentos no Céu (vs. 9-17):
• Além de protegidos, os crentes estarão distantes do ambiente do mal.
• Inúmeros crentes de todos os tempos estarão juntos no Céu.
Confiemos em Deus e reavivemo-nos diariamente! Preparemo-nos para a abertura do sétimo selo! – Heber Toth Armí.
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“Amém! O louvor, e a glória, e a sabedoria, e as ações de graças, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém!” (v.12).
Em resposta à pergunta que encerra o capítulo anterior, há uma pausa entre o sexto e o sétimo selo que revela a visão dos cento e quarenta e quatro mil. Este número corresponde aos que serão selados com “o selo do Deus vivo” (v.2). Até que o tempo se cumpra, Deus tem contido os quatro ventos, através dos “quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra” (v.1). Ventos em profecia simbolizam guerras (Jr.4:11-13; Dn.7:2). Isto significa que Deus tem segurado os poderes das trevas a fim de que não exerçam sobre a terra toda a sua fúria até que tenha selado os Seus servos. A longanimidade de Deus se estende “não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9).
Há dois importantes símbolos neste capítulo cujo significado precisamos conhecer:
- “O selo do Deus vivo” (v.2): O selo ou sinal, era usado para identificar o governante, o seu cargo e o seu território ou jurisdição. Na Lei de Deus encontramos um mandamento que contém estes três elementos: “Lembra-te do dia de sábado para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo é o sábado do Senhor, teu Deus [nome do governante]… porque, em seis dias, fez o Senhor [seu cargo como Criador] os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há [o Seu território]” (Êx.20:8-11). O sábado, portanto, é um sinal entre Deus e o homem (Ez.20:20) e a fidelidade a este mandamento e aos demais (Tg.2:10-12) será uma das características do remanescente dos últimos dias (Ap.12:17);
- Os “cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos de Israel” (v.4): Sobre este símbolo muitos têm interpretado como sendo um número literal. Contudo, trata-se de um número simbólico que João descreve como “uma grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas” (v.9). Este número foi dividido conforme o número das tribos de Israel. Sempre que o número doze aparece em Apocalipse, aponta para a Cidade Santa, para a vida eterna. Por exemplo: a Cidade possui 12 fundamentos, 12 portas e junto das portas 12 anjos, é um quadrado perfeito cujas dimensões medem 12 mil estádios, a árvore da vida produz 12 frutos. Além disso, Cristo também estabeleceu a Sua igreja apostólica a partir de doze discípulos. O número 12, portanto, representa a totalidade do povo de Deus. E o fato de multiplicar por mil, representa um destacamento de cada tribo. Deus está recrutando o Seu último exército, a Sua igreja militante a fim de tornar-se uma igreja triunfante na batalha final.
O profeta Ezequiel também teve uma visão de um anjo que selava na fronte os fiéis servos de Deus (Ez.9:4). O selamento representa uma proteção em tempo de juízo. Quando chegar o “tempo de angústia, qual nunca houve”, o povo de Deus será salvo, “todo aquele que for achado inscrito no livro” (Dn.12:1). Apesar de não se tratar de um sinal visível, quando estudarmos o capítulo treze, veremos que haverá uma clara distinção entre os selados de Deus e os que receberão a marca da besta. Será um conflito cujos exércitos se distinguirão pelo caráter. Como aqueles “que não se macularam com mulheres” (Ap.14:4), ou seja, que permaneceram fiéis a Deus e ao puro evangelho, os cento e quarenta e quatro mil serão aqueles que o mundo reconhecerá como “seguidores do Cordeiro” (Ap.14:4): “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo.13:35).
Estamos no limiar dos últimos acontecimentos que antecedem o Grande Dia do Senhor. E fiel é a promessa: “E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima” (v.17). Precisamos tomar a decisão que definirá o nosso destino eterno. E o nosso tempo de decidir se chama hoje: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15). Agora é o tempo de lavarmos as nossas vestiduras e as alvejarmos “no sangue do Cordeiro” (v.14), para muito em breve estarmos “em pé diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos” (v.9) louvando o Seu Santo nome. Só Jesus pode realizar esta obra, mas somente você e eu podemos anuí-la. Jesus te chama! Qual será a tua decisão?
Bom dia, lavados e alvejados no sangue do Cordeiro!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Apocalipse7 #RPSP
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Os 144.000 selados – A visão dos glorificados
“Selados antes de Jesus venha. A cena do selamento de Apocalipse 7 é apresentada como um parênteses entre os acontecimentos do sexto selo (6:12-17) e os do sétimo selo (8:1). Cronologicamente, a obra do selamento ocorre entre o verso 13 e 0 verso 14 de Apocalipse 6. O capítulo 7:1-8 responde à pergunta do capítulo 6, verso 17. A resposta é que, pela graça de Deus, os 144.000 conseguirão subsistir. Os que forem selados antes do fim da graça permanecerão em pé quando Jesus vier.
Apocalipse 7 retrata os 144.000 na Terra, antes de sua severa provação e da destruição do mundo. Apocalipse 14 os apresenta com Cristo no Céu, depois dos acontecimentos finais da história terrestre.” – LES893, p. 58.
7:1 Depois disto vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem contra árvore alguma.
Depois destas coisas vi – “A obra de selamento dos crentes no fim do tempo é relatada depois da descrição da Segunda Vinda de Jesus (Apoc. 6:12-17). Mas o selo de Deus não é dado depois do Segundo Advento de Cristo. A razão para essa seqüência nesta parte do Apocalipse é simplesmente que o capítulo 6:17 faz uma pergunta importante: ‘Quem poderá subsistir?’ A resposta a essa pergunta é que aqueles que forem selados antes do Segundo Advento poderão subsistir ou ficar de pé quando Jesus vier. Apocalipse 7:1-8 responde à pergunta de Apocalipse 6:17.” – LES892, p. 97.
Quatro cantos – “O mundo inteiro.” – LES892, p. 99.
“Na Bíblia, a expressão ‘quatro cantos’ denota universalidade ou inteireza.” – LES892, p. 97.
Quatro anjos – “Os ‘quatro anjos’ de Apocalipse 7:1 simbolizam todos os anjos do Céu que se empenham em ajudar a humanidade. (Ver Heb. 1:14.)” – LES892, p. 97.
Quatro ventos – “Contendas e pragas do tempo de angústia final.” – LES892, p. 99.
“Que é simbolizado pelo ‘ventos da Terra’ detidos pelos anjos? Apoc. 7:1. Leia cada uma destas passagens e mencione o que ela diz sobre o vento ou sobre os ventos: Dan. 7:2 e 3 Jer. 49:36 Jer. 23:19 Osé. 13:15.” – LES892, p. 98 e 99.
“Que significariam esses ventos? Há antecedentes proféticos na Bíblia que nos dão a chave. Representam guerras (Ex.: Jeremias 49:36, 37). O fato de que a guerra que se está retendo em Apocalipse 7 viria dos quatro pontos cardeais da Terra, dá a entender que se trata de uma guerra mundial.” – SRA/EP, p. 58.
“Apocalipse 7:1-3 indica que os anjos estão retendo os ventos dos conflitos apenas enquanto o selamento dos santos está sendo efetuado. Quando o selamento termina, os anjos soltam os ventos. ‘Satanás mergulhará então os habitantes da Terra em uma grande angústia final. Ao cessarem os anjos de Deus de conter os ventos impetuosos das paixões humanas, ficarão às soltas todos os elementos de contenda. O mundo inteiro de envolverá em ruína mais terrível do que a que sobreveio a Jerusalém na Antigüidade.” – LES963, lição 11, p. 2.
“Pouco antes de termos entrado [no tempo de angústia], todos teremos recebido o selo do Deus vivo. Então, vi os quatro anjos deixarem de segurar os quatro ventos. E vi a fome, a peste e a espada, e nação contra nação, e todo o mundo estava em confusão.” – Ellen G. White, SDA Bible Commentary, vol. 7, p. 968, citado em LES963, lição 9, p. 6.
“Anjos acham-se hoje a refrear os ventos das contendas, para que não soprem antes que o mundo haja sido avisado de sua condenação vindoura; mas está-se formando uma tempestade, prestes a irromper sobre a Terra; e, quando Deus ordenar a Seus anjos que soltem os ventos, haverá uma cena de lutas que nenhuma pena poderá descrever.” – Educação, p. 179, citado em LES892, p. 98.
“Apesar de que na Segunda Guerra Mundial morreram 98.000.000 de pessoas, a estrutura da terra não foi danificada, nem a vida marítima, nem o reino vegetal. Contudo, as bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki, que destruíram essas duas cidades ao final da Segunda Guerra Mundial, nos ajudam a compreender o que poderia ocorrer. …
“Evidentemente, a guerra de que se está falando aqui não está no passado. Não é a Primeira Guerra Mundial, nem a segunda, pois os danos que são profetizados se aplicam com mais propriedade a uma guerra termonuclear, capaz de danificar a Terra, a vida no mar e a vida vegetal. Portanto, refere-se a uma guerra mundial como a que poderia ocorrer se fossem usadas armas como as atuais.” – SRA/EP, p. 58.
Ver Apêndice: “Ventos a ponto de se soltarem”.
7:2 E vi outro anjo subir do lado do sol nascente, tendo o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, quem fora dado que danificassem a terra e o mar,
O selo do Deus vivo – “O selo de Deus é concedido a quem vive em íntima união com Cristo e recebe continuamente o dom gratuito da Sua justiça. O selo é ‘o seu nome e o nome do Pai’ (Apoc. 14:1). O nome de Cristo e o nome do Pai são símbolos do Seu caráter. (Ver Parábolas de Jesus, p. 330.)” – LES963, lição 4, p. 6.
“O selo não é alguma ‘marca que pode ser vista, mas a consolidação na verdade, para que eles [o povo de Deus] não possam ser abalados’ (Comentário de Ellen G. White, SDABC, vol. 4, p. 1.161).” – LES892, p. 101.
“O selo de Deus é o nome de Cristo ‘e o nome de Seu Pai’ escritos na fronte (Apoc. 14:1). Aquele que vence o pecado pela graça de Cristo tem o nome dEle e o nome do Pai inscritos em sua pessoa (Apoc. 2:17; 3:12; 22:4). …Muitos nomes visavam a indicar o caráter daqueles que os recebiam.” – LES892, p. 100.
“Somente as vestes que Cristo proveu, podem habilitar-nos a aparecer na presença de Deus. Essas vestes de Sua própria justiça, Cristo dará a toda alma arrependida e crente. ‘Aconselho-te’, diz Ele, ‘que de Mim compres … vestidos brancos, para que vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez.
“Esse vestido fiado nos teares do Céu não tem um fio de origem humana. Em Sua humanidade, Cristo formou caráter perfeito, e oferece-nos esse caráter.” – Parábolas de Jesus, p. 311.
“Apocalipse 7 não está falando do selo do evangelho que é aplicado pelo Espírito Santo para dar-nos a certeza de que somos filhos de Deus. Os de Apocalipse 7 já o receberam. Como sabemos? Porque o selo de Apocalipse 7:1-3 é aplicado sobre os servos de Deus, o que demonstra que já são convertidos.
“…Onde, revela Deus, está o Seu selo para os crentes? Isaías 8:16 … .
“ ‘…sela a Lei no meio dos Meus discípulos.’
“… Alguns cristãos se surpreendem ao ler este versículo. Não obstante, ele se harmoniza plenamente com o Novo Testamento, onde diz: ‘Ora, sabemos que O temos conhecido por isto, se guardamos os Seus mandamentos. Aquele que diz: Eu O conheço, e não guarda os Seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade’ (I São João 2:3,4). São Paulo disse que a obediência da lei distingue o cristão espiritual do carnal, ‘por isso o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar, portanto os que estão na carne não podem agradar a Deus’ (Romanos 8:7, 8).
“Seria bom fazermos uma análise para comprovar a firme certeza do que acabamos de descobrir. Busquemos na lei de Deus (Êxodo 20:3-17) as três características básicas de um selo completo: 1. Nome; 2. Cargo; 3. Jurisdição. Encontraremos no mandamento que estabelece o dia de repouso.[1. Senhor Deus; 2. Criador; 3. Universo]” – SRA/EP, p. 59.
“No Apocalipse, o selo de Deus está associado com o caráter do remanescente, semelhante ao de Cristo. O selo colocado na testa do povo de Deus em Apocalipse 7 é definido em Apocalipse 14:1 como os nomes de Cristo e do Pai. Na Bíblia, o nome de uma pessoa corresponde à própria pessoa, ou seja, ao seu caráter. O nome de Deus indica como Ele é. Portanto, ostentar o nome de Deus significa não apenas pertencer a Ele, mas ter desenvolvido, pela Sua graça, um caráter semelhante ao dEle.
“Neste ponto, pode ser interessante lembrar que há uma identidade muito próxima entre Cristo e Sua lei. A lei é a expressão escrita do caráter de Deus. É também importante destacar que, no Apocalipse, o remanescente é caracterizado por guardar os mandamentos de Deus. Isso fica claro em Apocalipse 12:17 e 14:12. Os que ouvem e aceitam a mensagem dos três anjos são descritos como os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus (Apoc. 14:12). Esses são os selados.
“As duas características mencionadas são extremamente significativas. Poderiam ser chamadas de fé e obediência, evangelho e lei. Os selados reconhecem que sua salvação só é uma realidade através da fé em Jesus, e confiam inteiramente nEle. Mas sabem também que Jesus deseja ser o seu Senhor. Eles reconhecem a soberania de Jesus ao guardar Sua lei como expressão de amor e gratidão.
“O selo de Deus está associado com Sua lei e, de maneira muito especial, como sábado. O primeiro anjo de Apocalipse 14:7 convida os habitantes da Terra a adorarem a Deus, o criador do Céu e da Terra. Isso é exatamente o que o sábado nos convida a fazer. Quando imitamos a nosso Criador e Redentor, nos tornamos como Ele é.” – LES963, lição 9, p. 5A.
“Tendo em conta que Jesus disse que não mudou a lei e que não autoriza muda-la (São Mateus 5:17, 18), e que o remanescente que receberia o selo de Deus seria obediente a Seus mandamentos (Apocalipse 14:12), fica claro que Deus não mudou Seu sinal (o santo sábado). Ainda mais: no Apocalipse há uma séria advertência para os que alteram a Palavra de Deus (Provérbios 30:5, 6) e terríveis maldições de Deus para quem acrescente algo a Sua Palavra ou dela tire alguma coisa (Apocalipse 22:18, 19).“ – SRA/EP, p. 106 e 107.
“Visto que a observância do sábado é um sinal de santidade (Êxo. 31:13), ela constitui uma parte importante da experiência de justiça pela fé em Cristo. …’De todos os dez preceitos, só o quarto contém o selo do grande Legislador, Criador dos céus e da Terra.’ – Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 17. (Comparar com Patriarcas e Profetas, págs. 313 e 315; Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 232.). …O mandamento do sábado é o selo de Deus porque contém o nome, a autoridade e o domínio do Legislador divino (Êxo. 20:8-11; comparar com I Reis 21:8; Ester 3:12).” – LES892, p. 102.
“Nosso Senhor Jesus Cristo foi muito enfático ao declarar que Ele não veio mudar a lei (São Mateus 5:17) e que não autoriza a mudança sequer de uma letra ou sinal enquanto durarem os céus e a Terra (São Mateus 5:18). Portanto, qualquer mudança da lei de Deus não obedece à vontade divina, mas a daquele que se rebelou contra Deus e foi expulso do Céu (Apocalipse 12:7-9). Por isso é que a obediência ao mandamento do sábado se constitui num sinal ou selo de lealdade a Deus (Ezequiel 20:20).” – SRA/EP, p. 61.
“Selo de Deus Vivo: O caráter de Deus gravado na alma dos que se dedicaram inteiramente a Cristo. O sinal exterior é a observância do sábado.” – LES892, p. 99.
“A observância do sábado é o sinal exterior de que nos entregamos tão completamente a Deus e estamos tão firmados na verdade, que não podemos ser abalados, mesmo quando for decretada a pena de morte para os que observam o sábado.” – LES892, p. 103.
“O sinal de Deus, ou selo, de Sua obra criativa e redentiva é o sábado. O sábado é um sinal de que Ele é o Criador. (Gen. 2:1-3; Êxo. 20:8-11).
“O sábado é também um sinal de santificação ou consagração (Êxo. 31:13; Ezeq. 20:12). O dom da santidade se tornou possível através da morte de Cristo e pela dotação do Espírito Santo (I Pedro 1:2). Então o sábado é um sinal ou selo da justificação e salvação.” – LES963, lição 9, p. 3.
“Assim como Êxodo 31:16, 17 diz que o sábado seria sinal perpétuo entre Deus e Seu povo, Isaías 56 demonstra claramente que o sinal seria para todo crente, independente de sexo, nacionalidade, raça ou qualquer outra diferença humana. Note que Jesus aplicou esta profecia aos dias do Novo Testamento. (S. Mateus 21:13; São Marcos 11:17; São Lucas 19:46). …
“Apesar da tremenda emergência que significou a morte de seu amado Filho, a bem-aventurada … Maria não fez as compras dos aromas para embalsamar a Jesus no sábado, mas esperou o domingo para ungir o Seu corpo [São Lucas 4:16, 31; 23:52-56]. Isto mostra que ela guardava o mandamento do sábado, no qual está o selo de Deus. Outras mulheres piedosas, as quais não puderam comprar na sexta-feira, guardaram o sábado e fizeram suas compras no domingo. (São Marcos 16:1-2.) O mesmo exemplo encontraremos na vida de Paulo, …
“Muitos católicos chamam o sábado de dia da Virgem. Na realidade é o dia que a bem-aventurada … Maria guardava, e o Novo Testamento nos revela que ela repousava no sábado, ‘conforme o mandamento’ de Deus. Nós faríamos bem em imitar seu piedoso exemplo, guardando o sábado tal qual ela fazia.
“Não sei se você já pensou nisso, mas o que significa ser cristão? Ser cristão é imitar a Jesus; ser semelhantes a Ele, viver a vida que Ele viveu. Por exemplo: Não devemos odiar, porque Ele perdoava e mesmo na cruz orou: ‘Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem.’ Do mesmo modo, um cristão guarda o sábado porque Jesus, nosso exemplo, também o guardou.” – SRA/EP, p. 61.
Ver também comentário sobre Apoc. 14:1.
Da banda do sol nascente (oriente, leste) – “O anjo do selamento (Apoc. 7:2) e os reis que destroem a moderna Babilônia (Apoc. 16:12) vêm do leste, ou do “lado no nascimento do sol” (Isa. 41:25). A origem disso é que Ciro, que destruiu a antiga Babilônia veio do Leste.” – LES963, lição 7, p. 2.
“O Oriente é um símbolo importante na Bíblia. O tabernáculo original e o templo da visão de Ezequiel estavam voltados para o Oriente (Êxo. 27:13-15; Ezeq. 40:16). A tribo de Judá, da qual descendia Jesus, acampava-se no lado oriental do acampamento de Israel no deserto (Núm. 2:3). …O ‘Oriente’ ou ‘Sol nascente’ desceu do Céu à Terra quando Jesus veio remir a humanidade. Malaquias refere-se ao Messias dizendo que ‘nascerá o Sol da Justiça, trazendo salvação nas Suas asas’ (Mal. 4:2).” – LES892, p. 98 e 99.
“Ciro e seu exército eram tipos de Cristo e os anjos celestiais que derrotarão a Babilônia moderna (Apoc. 17:14).” – LES892, p. 98 e 99.
O anjo do selamento (o outro anjo) – “O anjo do selamento é Cristo. O anjo do selamento em Apocalipse 7:2 pode ser considerado como a própria pessoa de Cristo. É Ele quem sela Seu povo e traz o raiar do dia espiritual para os pecadores que crêem. Assim como a vitória de Ciro tornou possível o seu decreto libertando Israel do cativeiro em Babilônia, a vitória de Cristo (Apoc. 5:5, 9 e 10) possibilita que Ele separe Seu povo da ‘Babilônia’ moderna e que os sele para a eternidade.” – LES892, p. 99.
7:3 dizendo: Não danifiques a terra, nem o mar, nem as árvores, até que selemos na sua fronte os servos do nosso Deus.
Não danifiqueis a terra, o mar, as árvores – “João contemplou em visão o quadro da terrível destruição que ocorrerá nos últimos dias. Nesse tempo de terror universal, todos os poderes do mal efetuarão um violento ataque final contra o mundo e especialmente contra o povo de Deus.” – LES892, p. 105.
“Em sua rebelião contra Deus, Satanás trata de danificar e destruir tudo o que pertence ao Criador, incluindo o mundo e suas criaturas.” – SRA/EP, p. 50.
Até – “A preposição até sugere que, quando o último sincero receber o sinal do sábado em sua vida, os ventos se soltarão em meio à violência descrita em Apocalipse 11:18, e o Senhor virá para destruir ‘os que destroem a Terra’”. – SRA/EP, p. 62.
Até que hajamos assinalado – “Cristo quer que os crentes vivos entrem numa relação com Ele que suporte o escrutínio (ou exame minucioso) do Universo…. O juízo que precede o Segundo Advento não terminará antes que os servos de Deus sejam selados definitivamente (Apoc. 7:3). Então o caráter deles estará inteiramente de acordo com a vontade de Deus (Apoc. 14:1). Eles cumprirão o que é declarado em Apocalipse 14:5: ‘Não se achou mentira em sua boca; não tem mácula’.” – LES892, p. 74 e 75.
“O selo do Deus vivo só será colocado sobre os que são semelhantes a Cristo no caráter.” – LES892, p. 100.
“A obra de Deus, de selar o Seu povo, livra-os da destruição iminente, e os preserva para Seu reino. Se vivermos até que Jesus venha, precisamos receber o selo de Deus no fim do tempo para ser salvos. Não ser selado é estar perdido. As sete últimas pragas só ocorrerão quando o povo de Deus já estiver selado.” – LES892, p. 96.
“Satanás está agora usando cada artifício neste tempo de selamento a fim de desviar a mente do povo de Deus da verdade presente e levá-los a vacilar. Vi que Deus estava estendendo uma cobertura sobre o Seu povo a fim de protegê-lo no tempo de angústia; e que cada alma que se decidia pela verdade e era pura de coração devia ser coberta com a proteção do Todo-poderoso. …Satanás estava procurando lançar mão de todas as suas artes a fim de mantê-los onde estavam, até que o selamento passasse, até que a proteção fosse tirada de sobre o povo de Deus e este ficasse desprotegido da ardente ira de Deus nas sete últimas pragas.” – Primeiros Escritos, p. 43 e 44.
Selo nas testas – “…Apocalipse 7:2,3 diz que o selo ou sinal de Deus teria que ser aplicado na fronte dos servos de Deus, o que na profecia significa na mente, ou seja, aceitação plena. Em Ezequiel 20:20 nos é dito que não o conseguiremos pelo saber, mas por praticar a observância do sábado de Deus. ‘Santificai os meus sábados, pois servirão de sinal entre Mim e vós, para que saibais que Eu sou o Senhor vosso Deus.’ O selo de Deus (sábado) na lei, demonstra a autoridade de quem promulgou a lei. O selo no crente (eu decido guardar o sábado como dia de repouso) demonstra a quem pertence esse servo, tem o nome de Deus em sua fronte, lhe pertence.
“É tal e qual quando você põe seus dados num livro, uma Bíblia por exemplo. Tem seu nome escrito, por isso se distingue das demais. Ela lhe pertence. O Senhor também faz assim. Coloca em nós o selo para diferenciar-nos dos que dizem ser cristãos, e quando (bem logo) chegar o momento de Seu retorno, virá buscar-nos e nos levará para casa. Mas pensemos um pouco: O diabo nos roubou, porém Jesus não é um ladrão. Ele não pega o que não é dEle. Por isso nos comprou e nos lavou com Seu sangue, e agora que pôr em nós Seu selo distintivo a fim de que os anjos nos levem e nos entreguem a Jesus, como sua propriedade legítima. Se eu rejeitar o selo, negando a Jesus Seu direito sobre mim, Ele não me levará para a Sua casa.” – SRA/EP, p. 60.
“A única esperança de qualquer homem, reside em Jesus Cristo… Todos quantos entrarem [pelas portas da cidade] trajarão o vestido da justiça de Cristo, e o nome de Deus estará em sua testa. Esse nome foi o símbolo que o apóstolo viu em visão, e significa a entrega da mente a uma obediência inteligente e leal a todos os mandamentos de Deus.” – Ellen G. White, Filhos e Filhas de Deus, P. 370, citado em LES963, lição 9, p. 6.
“O antigo sumo sacerdote israelita usava um turbante que continha na frente uma lâmina de ouro na qual estavam escritas as palavras: ‘Santidade ao Senhor’ (Êxo. 28:36-38; Lev. 8:9). Este fato e a cena descrita em Ezequiel 9 constituem os antecedentes do Antigo Testamento do simbolismo usado em Apocalipse 7 e 14. …Quando o nome de Cristo e do Pai são inscritos nos crentes, eles recebem a dádiva do caráter divino. É declarado que estão selados na fronte porque dedicaram a mente a Cristo de modo cabal e completo. O Espírito Santo veio habitar neles. São ‘participantes da natureza divina’ (II S. Ped. 1:4).” – LES892, p. 100.
“Qual é a relação entre o anjo do selamento (Apoc. 7:1-3) e o terceiro anjo (Apoc. 14:9-11)?
“Dois aspectos da mesma mensagem. Nessas duas cenas temos dois anjos simbólicos ministrando ao mesmo tempo – pouco antes do Segundo Advento. Um aplica o selo do Deus vivo, o que resulta no selamento dos 144.000. O outro adverte as pessoas de que não devem receber a marca ou o sinal da besta. Isto resulta num grupo leal que estará livre dessa marca, mas guardará os mandamentos de Deus e a fé de Jesus. Esse grupo se compõe dos 144.000, com o nome do Pai escrito na fronte. O fato é que, nessas duas profecias, vemos o mesmo anjo ou movimento e dois aspectos correlatos da mesma mensagem. ‘O anjo com o selo do Deus vivo, mencionado no capítulo sete, é, portanto, o mesmo que o terceiro anjo do capítulo catorze.’ – Uriah Smith, As Profecias do Apocalipse, p. 115.” – LES893, p. 59.
7:4 E ouvi o número dos que foram assinalados com o selo, cento e quarenta e quatro mil de todas as tribos dos filhos de Israel:
144.000 – “O número simbólico de 144.000 são os resgatados de todas as nações. Suas vestiduras foram alvejadas no sangue do cordeiro.” – LES892, p. 96.
“…os 144.000 são o fiel e selado povo de Cristo que estará vivendo na Terra quando Ele vier.” – LES892, p. 103.
“…[símbolo da] última geração vivente do povo de Deus.” – LES893, p. 57.
“Este número é simbólico porque se acha contido numa profecia que é distintamente simbólica. Os ‘quatro anjos’, os ‘quatro ventos’, ‘o Oriente’’, e ‘o selo’ são símbolos proféticos (Apoc. 7:1-3). As doze tribos representam a última geração de crentes fiéis que participaram da experiência de justiça pela fé em Cristo. (Comparar com Gál. 3:27-29.) As tribos literais não existem mais, e é inconcebível que só 144.000 judeus ‘poderão subsistir’ (Apoc. 6:17) na segunda vinda de Jesus.” – LES893, p. 58.
“O número 144.000 representa inteireza e perfeição, e constitui o resultado da multiplicação de 12 por 12 e então por 1.000. Seria um erro deduzir que João estava pensando em termos literais. A menção dos 144.000 está contida numa profecia muito simbólica. Apocalipse 7 usa tais símbolos como ‘quatro anjos’, ‘quatro cantos’, ‘quatro ventos’, ‘Oriente’, ‘o selo’ na fronte dos que constituem o povo de Deus. Interpretar literalmente esses símbolos seria omitir o ponto principal da passagem. O simbolismo tem muita significação para os cristãos dos últimos dias. … As pessoas seladas que serão preservadas durante a grande tribulação nos últimos dias não pertencem literalmente às doze tribos de Israel. As tribos não existem mais. Elas são mencionadas porque em sua totalidade representam o povo de Deus, e abrangem tanto judeus como gentios. No Novo Testamento, a Igreja estabelecida por Jesus e organizada pelos doze apóstolos constitui o novo Israel. …Em sua carta aos Romanos, Paulo demonstra que verdadeiro judeu é aquele que experimentou uma transformação espiritual em Cristo Jesus (Rom. 2:28 e 29; 9:6 e 7). … Podemos dizer, portanto, que ao falar dos 144.000 sob o aspecto das doze tribos de Israel, João se referia a cristãos que estariam vivendo no fim do tempo. Os que estão em Cristo Jesus são de fato o novo Israel.” – LES892, p. 103.
“As evidências indicam que os 144.000 são cristãos. Comparar com S. Mat. 21:43; I. S. Ped. 2:9; Gál. 3:29; 6:15 e 16. Em primeiro lugar, o apocalipse é um documento cristão (1:1) enviado a cristãos (1:11). Em segundo lugar, o Israel nacional rejeitou o Messias e o governo de Deus. (Ver S. João 19:15.) Agora o povo de Deus se compõe de cristãos de todas as nacionalidades. Todo crente genuíno é um membro do verdadeiro ‘Israel de Deus’ (Gál. 6:15 e 16). De acordo com o ponto de vista do Novo testamento, os 144.000 são cristãos que vivem para Deus durante a crise final da história humana.” – LES893, p. 58 e 59.
“Estes, tendo sido transladados da Terra, dentre os vivos, são tidos como ‘as primícias para Deus e para o Cordeiro’. Apocalipse 14:1-5; 15:3. ‘Estes são os que vieram de grande tribulação’ (Apocalipse 7:14); passaram pelo tempo de angústia tal como nunca houve desde que houve nação; suportaram a aflição do tempo de angústia de Jacó; permaneceram sem intercessor durante o derramamento final dos juízos de Deus. Mas foram livres, pois ‘lavaram os seus vestidos, e os branquearam no sangue do Cordeiro’.” – O Grande Conflito, p. 654.
“Eles [os 144.000] são identificados com base em seu serviço ao Senhor. Caracterizam-se por sua fidelidade, obediência e lealdade. Demonstram ao mundo que são povo de Deus por sua fé em Cristo e conduta cristã. … Não devemos meter-nos em discussões acerca de quem são os 144.000. ‘Não é Sua vontade que eles se metam em discussões acerca de questões que os não ajudam espiritualmente, tais como: Que pessoas vão constituir os cento e quarenta mil? Isto, aqueles que forem os eleitos de Deus hão de sem dúvida, saber em breve.’ – Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 174, citado em LES892, p. 104.
“Passagens bíblicas que tratam dos 144.000: Apoc. 7:2-4 e 15; 14:1-5; 15:2.” – LES892, p. 104.
“A verdadeira questão é a espécie de pessoas que eles são. ‘Não é … vontade de [Deus] que eles [a Igreja] se metam em questões que os não ajudam espiritualmente, tais como: Que pessoas vão constituir os cento e quarenta e quatro mil? Isto, aqueles que forem os eleitos de Deus hão de sem dúvida, saber em breve.’ – Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 174. (Manuscrito 26, 1901.)” – LES893, p. 58.
7:5 da tribo de Judá havia doze mil assinalados; da tribo de Rúben, doze mil; da tribo de Gade, doze mil;
Característicos nas doze tribos – “No seu livro: The Cross and Its Shadow (‘A Cruz e Sua Sombra’), S. N. Haskell adota o conceito de que cada pessoa que fizer parte dos 144.000 será incluída na tribo que corresponda melhor ao seu caráter e experiência. Ao considerarmos as sugestões que se seguem, talvez tenhamos uma idéia da tribo a que pertenceremos se fizermos parte dos 144.000.” – LES892, p. 104.
Da tribo de Judá – “Os componentes desta tribo são reconhecidos como dirigentes de confiança em ocasiões de perplexidade.” – LES892, p. 104, citando o livro The Cross and Its Shadow.
Da tribo de Rúben – “As pessoas incluídas nesta tribo têm sido ‘inconstantes como a água’, sem força de vontade para fazer algo de bom. Mas examinam sinceramente o coração para descobrir suas próprias debilidades, e pela graça de Deus, essas fraquezas são transformadas em força.“ – Idem.
Da tribo de Gade – “Estes se erguem acima da apostasia e da derrota, reconhecem suas transgressões, reivindicam as promessas de Deus, lavam suas vestiduras no sangue do Cordeiro e entram na cidade de Deus como vencedores.“ – Ibidem.
7:6 da tribo de Aser, doze mil; da tribo de Naftali, doze mil; da tribo de Manassés, doze mil;
Da tribo de Aser – “Acham-se tão repletos do Espírito Santo que permitem que Ele suavize as asperezas de sua vida. Proferem palavras de conforto e animação para os outros.” – Ibidem.
Da tribo de Naftali – “Estes proferem ‘palavras formosas’. Em ocasiões e situações difíceis, eles permanecem destemidamente no posto do dever, preferindo sacrificar a vida a comprometer a causa de Deus.” – Ibidem.
Da tribo de Manassés – “Amam a paz e se alegram por terem sido libertos do mal. Tem grande prazer nas coisas espirituais.” – Ibidem.
7:7 da tribo de Simeão, doze mil; da tribo de Levi, doze mil; da tribo de Issacar, doze mil;
Da tribo de Simeão – ”Este filho de Jacó era agressivo, chegando até a cometer homicídio. Os seus pecados foram, porém, confessados e perdoados. Os salvos desta tribo talvez se caracterizem por grandes pecados que foram perdoados.” – LES892, p. 105, citando o livro The Cross and Its Shadow.
Da tribo de Levi – “Quando Israel caiu em apostasia no Sinai, esta tribo se distinguiu por sua fidelidade. Aqueles que serão incluídos na tribo de Levi permanecerão fiéis à Causa de Deus quando outros estiverem vacilando e caindo.” – Idem
Da tribo de Issacar -”Os característicos desta tribo consistem principalmente em abnegação e boa vontade para levar fardos pesados. Visto que desempenham muito bem as suas responsabilidades, são colunas na Causa de Deus. Não são pessoas impulsivas, mas equilibradas e dignas de confiança.” – Ibidem.
7:8 da tribo de Zebulom, doze mil; da tribo de José, doze mil; da tribo de Benjamim, doze mil assinalados.
Da tribo de Zebulom -”Quando os inimigos do Senhor são numerosos e agressivos, este grupo se expões ao opróbrio e à morte. Alguns deles, como Zebulom no passado, talvez sejam hábeis no manejo da pena e exercerão grande influência, trazendo vitória para a Causa de Deus.” – Ibidem.
Da tribo de José -”Os componentes desta tribo se distinguem pela integridade. Nunca deixam de ser leais a Deus e têm prazer em realizar Sua vontade.”- Ibidem.
Da tribo de Benjamim -”Paulo foi o benjamita típico: zeloso e dedicado. Os que pertencerem a esta tribo terão feito tudo que estava ao seu alcance para propagar o evangelho.” – Ibidem.
“NOTE que, devido aos pecados de sua vida, Dã e Efraim não são incluídos na lista das dez tribos em que serão divididos os 144.000.” – LES892, p. 105
7:9 Depois destas coisas olhei, e eis uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, que estavam em pé diante do trono e em presença do Cordeiro, trajando compridas vestes brancas, e com palmas nas mãos;
Depois destas coisas – “A visão dos remidos no Céu é uma cena de vitória e celebração. A visão é apresentada fora da ordem cronológica. O sexto selo (Apoc. 6:12-17) descreve a Segunda Vinda de Jesus. …o sétimo selo (Apoc. 8:1) só se refere sucintamente à trasladação dos remidos para o Céu. O capítulo 7 é um intervalo entre o sexto e o sétimo selo. … Assim, a visão dos santos no Céu é seguida por uma breve explicação da maneira pela qual eles chegaram ali” – LES892, p. 109.
A multidão inumerável – “Os remidos de todas as épocas.” – LES892, p. 115
“Em contraste com os 144.000, a multidão é como a areia do mar. Alguns estudantes da Bíblia consideram isso uma referência à promessa de Deus à Abrão, de que os seus descendentes seriam tão numerosos como as estrelas nos céus (Gen. 15:5), e à promessa a Jacó, de que a descendência dele seria como a areia do mar (Gen. 32:12). A visão traz coragem àqueles que tendem a preocupar-se com os bancos vazios nos cultos da igreja, ao passo que os estádios de futebol e outros jogos esportivos se acham lotados. A visão torna claro que o propósito redentor da parte de Deus não será frustrado.” – LES892, p. 110
De todas as nações, tribos, povos e línguas –“Isto cumpre a grande comissão de Cristo e, nos últimos dias, o repto da proclamação mundial das mensagens dos três anjos de Apocalipse 14:6-12. … A multidão inumerável abrange os fiéis de todas as épocas.” – LES892, p. 109 e 110.
Em pé diante do trono – “Na presença de Deus no santuário celestial.” – LES892, p. 115.
Vestes brancas – “As vestiduras brancas usadas pelos remidos representam a justiça de Cristo recebida pela fé (Apoc. 19:7 e 8).”” – LES892, p. 110.
“A justiça de Cristo dada de graça ao crente é representada nos símbolos do Apocalipse por roupas e vestimentas. (Ex.: Apocalipse 7:9, 13, 14). Os que acompanham a Cristo estão vestidos de roupas brancas, os quais lavaram suas roupas e as alvejaram no sangue do Cordeiro. Há preciosas promessas de vida eterna para os que lavam suas roupas no sangue de Cristo (Apocalipse 22:14; 3:4, 5).” – SRA/EP, p. 51.
Em pé, diante do trono – “O santuário celestial também é o espaço no qual Deus se encontra com o Seu povo (Apoc. 7:9-11 e 15), o lugar no qual eles têm acesso a Ele. No lugar específico dentro da criação, no qual Deus está disponível, Ele pode ser alcançado de qualquer ponto do Universo.” – LES963, lição 3, p. 3A.
“Palmas” ou folhas de palmeira – “Símbolos de regozijo e vitória.” – LES892, p. 115.
“No décimo quinto dia do sétimo mês, e durante os sete dias que vinham em seguida, os israelitas deviam viver em cabanas ou barracas … As colheitas do outono haviam terminado, e o Dia da Expiação estava no passado. Aliviados de pecados e ansiedades, o povo de Deus podia ter uma festa de descanso e regozijo espiritual. Habitavam em cabanas feitas de ramos de palmeiras para comemorar a direção de Deus durante o período no deserto (Deut. 16:12-15) e Suas maravilhosas bênçãos desde então.” – LES892, p. 110 e 111.
“A festa dos tabernáculos antitípica começará quando os justos forem arrebatados para o encontro com Jesus. E continuará até que sejam recebidos no Céu, na grande diante do trono de Deus. – LES892, p. 116.
7:10 e clamavam com grande voz: Salvação ao nosso Deus, que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro.
A multidão louva a Deus por Sua salvação – “As exclamações de alegria e triunfo dos remidos atribuem a salvação a Deus. Não há nenhuma indicação de auto-elogio, nenhuma referência a realizações humanas. Eles enfrentaram o inimigo, lutaram contra ele e saíram vitoriosos unicamente pela graça de Deus.” – LES892, p. 110.
7:11 E todos os anjos estavam em pé ao redor do trono e dos anciãos e dos quatro seres viventes, e prostraram-se diante do trono sobre seus rostos, e adoraram a Deus,
7:12 dizendo: Amém. Louvor, e glória, e sabedoria, e ações de graças, e honra, e poder, e força ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém.
Louvor dos anjos – “Os milhares de milhares de anjos que rodeiam o trono de Deus participam espontaneamente do júbilo da grande multidão. Eles se prostram diante de Deus e Lhe prestam perfeito e sétuplo tributo ou preito de louvor.” – LES892, p. 111
Para sempre – “’Para sempre’ não é suficiente para louvar a Deus pela salvação que Ele proveu.” – LES892, p. 115.
7:13 E um dos anciãos me perguntou: Estes que trajam as compridas vestes brancas, quem são eles e donde vieram?
7:14 Respondi-lhe: Meu Senhor, tu sabes. Disse-me ele: Estes são os que vêm da grande tribulação, e
levaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro.
Vieram de grande tribulação – “Perseguição através dos séculos, mas especialmente no tempo de angústia final.” – LES892, p. 115.
Objetivo da visão/grande tribulação– “A visão dos remidos destina-se a trazer encorajamento e conforto à Igreja dos últimos dias. Em Seu sermão no Monte das Oliveiras (S. Mateus 24 e 25), Jesus disse aos discípulos que, antes de vir o fim, haveria tal aflição que o mundo nunca havia testemunhado. Por meio dessa mensagem a Seus discípulos, ele fala a nós hoje. Seu objetivo não era produzir terror, mas salientar a necessidade de estar espiritualmente alerta. … devemos concentrar a atenção no futuro triunfo que Cristo promete para a Igreja, e não na tribulação terrestre que está à nossa frente. Devemos visualizar-nos pela fé com os remidos no Céu e expressar uns aos outros a certeza que Cristo provê em Sua Palavra. Isto será benéfico para a nossa experiência espiritual.” – LES892, p. 109.
Purificação por meio do sangue de Cristo – “Devido ao pecado, nossa condição não é natural, e deve ser sobrenatural o poder que nos restaure, do contrário, não tem valor. Existe unicamente um poder capaz de quebrar o domínio do mal no coração dos homens, e esse é o poder de Deus em Jesus Cristo. Unicamente por meio do sangue do Crucificado existe purificação do pecado. Sua graça, tão-somente, nos habilita a resistir e subjugar as tendências de nossa natureza caída.” – A Ciência do Bom Viver, p. 428, citado em LES892, p. 113. Ver ainda Tito 3:5-7.
“…passagens …sobre veste ou vidas manchadas…: Êxo. 19:10 e 14 Sal. 51:1-7 Isa. 1:18 Isa. 64:6 Zac. 3:1-5.” – LES892, p. 112.
7:15 Por isso estão diante do trono de Deus, e o servem de dia e de noite no seu santuário; e aquele que está assentado sobre o trono estenderá o seu tabernáculo sobre eles.
Santuário (ou templo) – “No templo celestial os justos se ocuparão no julgamento dos ímpios durante o Milênio (Apoc. 20:4-6; I Cor. 6:2). Por mil anos os salvos de todas as épocas servirão a Deus ‘de dia e de noite no Seu santuário [ou templo]’ (Apoc. 7:15).
”No fim dos mil anos não haverá nenhum templo na Nova Jerusalém, aqui na Terra. João declara: ‘Nela não vi santuário; porque o seu santuário é o Senhor, o Deus Todo-poderoso e o Cordeiro.’ Apoc. 21:22. A eterna Cidade dos salvos na Terra renovada não conterá nenhum templo ou santuário porque o problema do pecado terá sido eliminado definitivamente. O santuário ou templo celestial é o lugar de mediação e julgamento, devido ao pecado. Visto que o pecado será completamente destruído no fim do Milênio (Apoc. 20:9), não haverá mais necessidade de um lugar de intercessão e julgamento. … Todas as vezes que é mencionado no livro do Apocalipse, o templo de Deus se encontra no Céu.” – LES892, p. 114
Deus habita entre eles – “Nunca mais estarão sem a Sua presença.” – LES892, p. 115.
7:16 Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem cairá sobre eles o sol, nem calor algum;
Isaías 49:10 – “Nunca terão fome nem sede; não os afligirá nem a calma nem o sol; porque o que se compadece deles os guiará, e os conduzirá mansamente aos mananciais das águas.”
7:17 porque o Cordeiro que está no meio, diante do trono, os apascentará e os conduzirá às fontes das águas da vida; e Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima.
O Cordeiro os apascentará e os guiará – “(Ver Isa. 40:11; 49:10); O Cordeiro será o Pastor.” – LES892,p. 115.
Publicado originalmente em: http://apocalipsecomentadoversoaverso.blogspot.com/2015/07/apocalipse-7.html
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/apocalipse/ap-capitulo-6/
Depois de ser entronizado, normalmente o rei israelita estabelecia seu reino punindo os rebeldes que poderiam afetar o bem-estar de sua nação (1Rs 2). Em Apocalipse 6, esse aspecto da entronização de Cristo no santuário celestial é enfatizado. Primariamente, os símbolos utilizados nos selos (Ap 6:1-17; 8:1) mostram o Senhor punindo aqueles que dizem pertencer ao Seu povo, mas vivem em desacordo com Seus princípios.
Os sete selos tem como pano de fundo as maldições da aliança (Dt 28:15-68). Elas foram estipuladas por Deus como uma maneira de chamar Seu povo de volta para si, caso eles se afastassem por seus pecados. Da mesma maneira, desde o estabelecimento da igreja até a consumação final, o Senhor tem se utilizado muitas vezes de guerras, fomes e doenças para chamar a atenção dos desatentos dentro do Seu arraial. Deus pode utilizar em nossos dias diferentes situações, problemas, percalços e perplexidades, para chamar-nos para termos um relacionamento real e fiel com Ele.
Mesmo não sendo Deus o originador dos males que nos afligem, Ele os permitirá para nos acordar para a realidade do mal e de que somente nEle podemos encontrar paz.
Clacir Virmes Jr.
Professor de Novo Testamento
SALT – Seminário Latino Americano de Teologia
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1419
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Gisele Quimelli e Jeferson Quimelli
Áudio online [voz: Valesca Conty]:
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APOCALIPSE 6 – O livro selado, do capítulo anterior, precisa ser aberto. Foi achado alguém digno que o abrirá; contudo, antes de abri-lo, cada selo que o prende deve ser retirado.
Os capítulos subsequentes tratam do que acontece no mundo quando cada selo se abre no Céu. Um detalhe que fica nítido é que o significado dos selos não possui o mesmo conteúdo do livro. Ou seja, abertura dos selos não equivale à abertura do livro. Então, a abertura dos selos nada mais é que preliminares, para se abrir o livro.
Ao Cristo tomar o livro em Suas mãos (5:8) e receber louvores por ser Ele o único que conquistou a dignidade de tomá-lo e tirar seus selos, revelando assim controle sobre o caos da humanidade (5:9-12), começou a abrir cada selo. Observe esta análise:
• Os quatro primeiros selos formam um bloco unido pela presença de cavalos e cavaleiros (vs. 1-8);
• O quinto selo trata especificamente da igreja perseguida, sofrida e martirizada pelos opressores e inimigos dos servos de Deus (vs. 9-11);
• O penúltimo selo refere-se claramente aos eventos que dão abertura à segunda vinda de Cristo (vs. 12-17).
• O último dos sete selos está separado (8:1) por uma explicação-resposta (7:1-17) à pergunta no final do sexto selo (6:17).
Na abertura dos selos, os cavalos coloridos e seus cavaleiros parecem chamar-nos mais a atenção. O que significam? O profeta Zacarias teve uma visão semelhante; veja Zacarias 1:8-17; 6:1-8 e depois observe:
1. O primeiro cavalo e seu cavaleiro diferem dos outros três (vs. 1-2). Seus aspectos são positivos como, cor branca (Apocalipse 3:4-5; 19:11), coroa (Apocalipse 2:10; 14:14), e, vitória (Apocalipse 3:21; 5:5; 19:11-16); não causam sofrimento como os demais, ele aponta à vitória de Cristo.
2. Os outros cavalos e cavaleiros apresentam aspectos negativos:
• O cavalo vermelho e seu cavaleiro intentariam a paz através da guerra e muitas mortes (vs. 3-4);
• O cavalo preto e o cavaleiro e balança intentam resolver a fome espiritual com justiça própria, alheios ao evangelho representado pelo vinho e o azeite (vs. 5-6);
• O cavalo amarelo-esverdeado representa a morte pela rejeição do evangelho (vs. 7-8).
Reaviva-te: Fuja de qualquer tentativa humana que promete sucesso! A única forma de alcançar verdadeira vitória é seguir ao cavalo branco e Seu Cavaleiro! – Heber Toth Armí.
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“… e Ele saiu vencendo e para vencer” (v.2).
Com o livro em mãos, Jesus começa a abrir os selos, um por um. Cada um deles corresponde ao período profético das sete igrejas. É o conflito entre o bem e mal descrito de uma forma diferente. Veremos que o livro de Apocalipse possui símbolos diferentes para cobrir os mesmos períodos históricos, mas cada um deles apresenta novas revelações. Na abertura dos selos, veremos que os quatro primeiros possuem cavalos e cavaleiros que estão sob as ordens dos quatro seres viventes. Como mensageiros de Deus, eles deveriam cumprir a missão que lhes foi confiada.
O primeiro selo é aberto, e é visto a figura de um cavaleiro com um arco, montado em um cavalo branco, representando pureza. O cavaleiro recebeu uma coroa e foi vitorioso (v.2). Éfeso representa a igreja vitoriosa do período apostólico. E sabemos que a igreja primitiva teve um grande avanço evangelístico, pregando o evangelho a milhares de pessoas, após o Pentecostes, com o derramamento do Espírito Santo (At.1:8). É aberto o segundo selo, e o segundo ser vivente anuncia um cavaleiro com um cavalo vermelho que tiraria a paz da terra e que receberia “uma grande espada” (v.4). Este período marcou as terríveis perseguições contra os cristãos, no período profético da igreja de Esmirna, comandadas pelos imperadores romanos da época.
Na abertura do terceiro selo, o terceiro ser vivente dá a voz de ordem e surge um cavaleiro com uma balança na mão montado em seu cavalo preto. Neste selo encontramos alguns símbolos:
- O trigo, que representa a Palavra e o povo de Deus em sua pureza (Mt.13:24-30, 37, 38, 43);
- A cevada, que apesar de parecida com o trigo, era um cereal mais barato, enquanto o trigo era cereal nobre, representando a mentira com aparência de verdade;
- O azeite, que representa o Espírito Santo (Zc.4:2-6);
- O vinho, que simboliza o sangue de Cristo (Mt.26:27-29; 1Co 11:25).
Ou seja, o povo, representado pelo período da igreja de Pérgamo, estava trocando o verdadeiro (trigo) pelo falso que era muito parecido com o trigo (cevada), deixando-se contaminar com os costumes pagãos pelo fato de terem recebido uma fase de “trégua” religiosa. A Bíblia, porém, faz uma advertência para que o Espírito Santo (azeite) prossiga em Sua obra de purificação dos filhos de Deus através do sangue de Cristo (vinho). “Quando o Cordeiro abriu o quarto selo” (v.7), o quarto ser vivente falou e apareceu a figura de um cavalo amarelo com seu cavaleiro “chamado Morte” (v.8). Vimos que o período da igreja em Tiatira foi o mesmo que marcou a história deste mundo com um grande massacre: o período da Idade Média, que levou milhares de cristãos à morte. A apostasia da igreja também levou fiéis a questionarem a sua autoridade e ensinos, e, por exaltarem a Bíblia como sua única regra de fé e prática, muitos foram mortos “à espada, pela fome, com a mortandade e por meio das feras da terra” (v.8).
No quinto selo, não vemos mais cavalos e nem cavaleiros, mas as “almas daqueles que tinham sido mortos por causa da Palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam” (v.9), debaixo de um altar, clamando em alta voz. Sabemos que a Bíblia se refere ao estado dos mortos como um repouso, um sono. O próprio Cristo disse que Lázaro dormia. E como aqui se refere a almas que clamam? A palavra usada para almas neste versículo é a palavra grega “psyche”, que significa “ser vivente” ou “pessoa”. Não encontraremos na Bíblia, em lugar algum, textos se referindo a almas como entidades separadas do corpo. Quanto ao altar, é uma referência ao altar de sacrifício que ficava no pátio do santuário terrestre e que tinha depositado abaixo dele o sangue dos sacrifícios (Lv.4:18, 25, 30 e 34). Portanto, esta não foi uma visão de pessoas literais num altar literal, mas uma representação dos mártires cristãos que descansaram confiantes na fiel promessa. Quando Jesus voltar, eles receberão as vestes da justiça de Cristo e com Ele viverão para sempre.
O sexto selo é aberto, então vemos os mesmos sinais referentes ao período da igreja de Filadélfia, sinais que se cumpriram de modo preciso exatamente neste período histórico:
- “e sobreveio grande terremoto” (v.12): Grande terremoto de Lisboa, em 1° de novembro de 1755;
- “o sol se tornou negro como saco de crina” e “a lua toda, como sangue” (v.12): Na Nova Inglaterra, EUA, no dia 19 de maio de 1780;
- “as estrelas do céu caíram pela terra” (v.13): Na Costa Leste dos EUA, em 13 de novembro de 1833.
E todos estes acontecimentos no mundo físico foram igualmente profetizados por Cristo, em Mateus 24:29. Portanto, amados, estamos às vésperas da abertura do sétimo selo. O sexto selo marcou, portanto, o prelúdio do tempo do fim, que culminará na volta de Cristo, quando, enfim, for aberto o sétimo e último selo. Chegará o grande Dia da ira de Deus, “e quem é que pode suster-se?” (v.17). A resposta a esta pergunta descobriremos amanhã.
Bom dia, santos do Altíssimo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Apocalipse6 #RPSP
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1 Abriu um dos sete selos. Assim como as mensagens às sete igrejas, as cenas reveladas quando os selo são abertos podem receber tanto uma aplicação específica quanto geral (ver com. de Ap. 1:11). As cenas podem ser interpretadas como episódios significativos nas etapas sucessivas da história na Terra. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 858.
2 Um cavalo branco. Um grupo [de comentaristas] entende que este símbolo representa a igreja da era apostólica (c. 31-100 d.C.), quando a pureza de sua fé (sugerida pela cor branca) a impulsionou a fazer uma das maiores conquistas espirituais da história cristã. É provável que nenhum século desde o primeiro da era cristã tenha testemunhado uma expansão tão ampla do reino de Deus. O arco na mão do cavaleiro simbolizaria conquista e a coroa (stephanos; ver com. de Ap 2:10), vitória. O evangelho foi propagado com tal rapidez que, ao escrever para os colossenses por volta de 62 d.C., Paulo afirmou que as boas-novas haviam sido pregadas “a toda criatura debaixo do céu”(Cl 1:23; cf. AA, 4, 578). CBASD, vol. 7, p. 858.
3 Segundo ser vivente. Sucessivamente, cada um dos seres viventes anuncia um dos quatro cavaleiros. CBASD, vol. 7, p. 859.
4 Vermelho. O simbolismo do segundo cavaleiro retrata as condições nas quais a igreja se encontrava em cerca de 100 a 313 d.C. (ver com. de Ap 2:10). As perseguições violentas que sofreu nas mãos dos césares são bem caracterizadas por um cavaleiro que carrega uma “grande espada”e tem poder para “tirar a paz da terra”. Se o branco representa pureza de fé (ver com. de Ap 6:2), então o vermelho pode ser interpretado como uma corrupção da fé por meio da introdução de heresias. CBASD, vol. 7, p. 859.
Um cavalo preto. Se o cavalo branco sugere vitória, e sua cor, pureza (ver com. do v. 2), pode-se pensar no cavalo preto como u indício de derrota, e sua cor, de mais corrupção da fé. CBASD, vol. 7, p. 859.
Uma balança. Pode-se entender que este símbolo caracteriza a condição espiritual da igreja após a legalização do cristianismo no 4o. século, quando igreja e estado se uniram. Após essa reunião, grande parte da preocupação da igreja se voltou para questões seculares e, em muitos casos, seguiu-se uma carência de espiritualidade (sobre a história desse período, ver p. 4-11). Essa balança também pode ser interpretada como símbolo de preocupação indevida comas necessidades da vida. A batalha n!ao mais resulta em vitória, … mas agora tem um resultado temível: a fome. CBASD, vol. 7, p. 859. CBASD, vol. 7, p. 859.
6 Um denário. O denário romano representava o salário de um dia do trabalhador comum (ver Mt 20:2). Logo, a porção diária de trigo por um dia de trabalho mal representava o alimento suficiente para um trabalhador e sua família. … Quando aplicadas ao período da história da igreja cristã posterior à legalização do cristianismo, por volta de 313-538 d.C. (cf. p. 832, 833), as palavras do interlocutor anônimo podem ser interpretadas como um indicativo da preocupação geral com as coisas materiais. CBASD, vol. 7, p. 859, 860.
Cevada. A cevada era a comida comum dos pobres e era também usada para alimentar animais (er com. de Jo 6:9). CBASD, vol. 7, p. 860.
O azeite e o vinho. Estes eram os dois líquidos comuns usados como alimentos no mundo antigo. Alguns os interpretam como símbolos de fé e de amor, que deveriam ser preservados diante do materialismo que dominou a igreja após sua legalização no 4o. século. CBASD, vol. 7, p. 860.
8 Amarelo. A cor do medo e da morte. Com o cavalo amarelo, o tempo de aflição chega a um terrível clímax. CBASD, vol. 7, p. 860.
Espada. A série – espada, fome, morte (ou peste) e bestas – pode ser interpretada como a representação da deterioração progressiva da civilização que se segue à guerra. A devastação da espada, matando pessoas e destruindo plantações, produz fome; a fome resulta no colapso da saúde, causando peste; e quando a peste cobra seu preço, a sociedade humana se enfraquece tanto que não consegue se proteger dos ataques de bestas selvagens. Quando aplicado a um período específico da história cristã, o quarto cavaleiro parece representar uma situação característica do período de 538 1517, o período de dominação de Roma papal (cf. p. 832-834; ver com. de Ap 2:18). CBASD, vol. 7, p. 860.
9 Altar. O altar representado na visão devia lembrar o altar de bronze do santuário hebraico, e os mártires podem ser entendidos como sacrifícios oferecidos a Deus. Assim, como o sangue dos animais era derramado na base desse altar (ver Lv 4:7) e “a vida [LXX, psyche, “alma”] da carne está no sangue”(Lv 17:11), pode-se entender que a vida dos mártires se encontra debaixo do altar. CBASD, vol. 7, p. 860.
Almas. O simbolismo do quinto selo foi apresentado para encorajar aqueles que enfrentaram martírio e morte, com a certeza de que, apesar do aparente triunfo do inimigo, chegaria a hora da vindicação. Tal incentivo seria particularmente animador para os que viveram nos tempos terríveis de perseguição do fim da Idade Média, sobretudo durante a época da Reforma e depois dela (c. 1517-1755; ver p. 27-52; ver com. do v. 12). Para eles, deve ter parecido que o longo período de opressão nunca chegaria ao fim. A mensagem do quinto selo era uma garantia de que a causa de Deus triunfaria afinal. O mesmo encorajamento virá àqueles que enfrentarem o último grande conflito (ver T5, 451). Qualquer tentativa de identificar essas “almas” como espíritos desencarnados dos mártires mortos viola as regras de interpretação das profecias simbólicas. João não teve uma visão do Céu como ele é de fato. Lá não há cavalos nas cores branca, vermelha, preta e de igual modo, não há “almas” debaixo de um altar no Céu. Toda a cena consiste em uma representação pictórica e simbólica, cujo objetivo é ensinar as li;óes espirituais destacadas acima. CBASD, vol. 7, p. 861.
Daqueles que tinham sido mortos. O foco da revelação …passa a descrever a condição dos santos em si. CBASD, vol. 7, p. 861.
10 Clamaram. Isto é, na representação pictórica (ver com. do v. 9). Figurativamente, ouvem-se as “almas” falando. CBASD, vol. 7, p. 861.
Vingas. Os mártires não buscam vingança para si; em vez disso, procuram vindicar o nome de Deus (ver Rm 12:19; ver com. de Ap 5:13). CBASD, vol. 7, p. 861.
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