Reavivados por Sua Palavra


APOCALIPSE 1 by Jeferson Quimelli
21 de setembro de 2018, 1:00
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/apocalipse/ap-capitulo-1/

O livro do Apocalipse, como o primeiro versículo indica, é uma revelação recebida de Cristo e sobre Cristo, vinda de Deus Pai (cf. João 8:28; 17:8). Aqui, como em todo o livro, recebemos vislumbres do Pai e do Espírito Santo (Ap. 1:4), mas é o próprio Jesus Cristo quem toma o lugar central. Jesus é tão maravilhoso que João mal pode se conter. As imagens fluem de sua pena, uma após a outra.

A visão de João acerca de Cristo nesse capítulo é uma das mais marcantes em toda a Bíblia. Jesus está vestido como nosso Sumo Sacerdote, caminhando entre sete candeeiros – as sete igrejas da Ásia Menor (v. 20), que por sua vez representam a Sua Igreja em todos os lugares e em toda a história cristã (v. 19).

A mensagem é clara. Jesus não Se esqueceu de nós. Ele nos gravou nas palmas das Suas mãos (Is 49:16). Ele não Se esqueceu de Sua Igreja. Seus líderes estão em Sua mão – ministros cristãos que são aqui referidos como “anjos” ou mensageiros e representados pelas sete estrelas (ver Obreiros Evangélicos, 13). Cristo é a Cabeça da Igreja. E, como o livro de Apocalipse deixa bem claro, Ele nos guiará até o fim. Pelo fato dEle ter vencido, pela Sua graça venceremos também e reinaremos com Ele na Terra renovada (Ap 22:5).

Clinton Wahlen, PhD
Diretor Associado do Instituto de Pesquisa Bíblica
Estados Unidos

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1414
Comentário original completo: https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/06/28
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Gisele Quimelli e Jeferson Quimelli
Comentário em áudio Pr. Valdeci: http://vod.novotempo.org.br/mp3/ReavivadosB/Reavivados21-09-2018.mp3

Áudio online [voz: Valesca Conty]:



Começamos a ler o Apocalipse! by Jeferson Quimelli
21 de setembro de 2018, 0:58
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Como adventistas, cremos fortemente que os eventos mais decisivos desse livro devem se cumprir ainda em nossa geração.

Nós veremos a libertação!

Então é pra nós deste tempo, principalmente, que o Apocalipse foi escrito.



APOCALIPSE 1 – VÍDEO COMENTÁRIO PR ADOLFO SUÁREZ by Maria Eduarda
21 de setembro de 2018, 0:55
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COMENTÁRIO APOCALIPSE 1 – Pr. Heber Toth Armí by Jeferson Quimelli
21 de setembro de 2018, 0:45
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APOCALIPSE 1 – O esboço do primeiro capítulo atiça nosso interesse:

1. Título e objetivo do livro (vs. 1-3):

· Há bênçãos para quem estuda Apocalipse.

2. Missiva introdutória (vs. 4-8):

· Após saudação, há uma tríplice expressão de louvor.

3. Vocação profética de João (vs. 9-20):

· Contém uma doxologia, uma profecia e uma autoproclamação da parte de Deus antes do apóstolo apresentar sua situação, o que ouviu e viu; depois recebe sua missão.

O Espírito Santo prepara-nos para a mensagem de João no Apocalipse. Observe o que escreveu Isaac Newton:

“Parece que há uma alusão ao Apocalipse na Epístola de Pedro e na aos Hebreus: Consequentemente, devem ter sido escritas antes desta. Tais alusões em Hebreus parecem-me o discurso referente ao Sumo-Sacerdote no Tabernáculo Celeste, o qual é simultaneamente Sacerdote e Rei, como era Melquisedeque; e as que se referem à Palavra de Deus como sendo afiada espada de dois gumes; o repouso milenar; a terra cujo fim é ser queimada, supostamente pelo lago de fogo; o julgamento e a viva indignação que devorará os adversários; a cidade celeste que tem alicerces cujo Construtor e Autor é Deus; a nuvem de testemunha; o monte Sião; a Jerusalém celeste; a grande assembleia; os espíritos dos justos que se tornaram perfeitos, etc.; a ressurreição; o abalo dos Céus e da Terra e sua mudança, para que um novo Céu, nova Terra e novo Reino que não pode ser abalado, possa ser estabelecido”.

“Já na primeira Epístola de Pedro, ocorre isto: ‘a revelação de Jesus Cristo’, expressão repetida duas ou três vezes (1Pd 1:7, 13; 4:13; 5:1); o sangue de Cristo como o ‘do Cordeiro que foi imolado, desde o princípio do mundo’ (Apoc. 13:8); a construção ‘espiritual’ no céu (Apoc. 21); e ‘uma herança incorruptível, e que não pode contaminar-se, nem murchar, reservada nos céus para nós, a quem o poder de Deus guarda, pela fé, para a salvação, que está preparada para se manifestar no último tempo (1Pd 1:4-5); o sacerdócio real (Apoc. 1:6; 5:10); o santo sacerdócio (Apoc. 20:6); o começo do julgamento na Casa de Deus (Apoc. 20:4, 12); e a igreja da Babilônia (Apoc. 17)”.

Não apenas estas cartas preparam-nos para o Apocalipse, mas toda a Bíblia o faz. Estudemo-lo avidamente para reavivarmo-nos espiritualmente! – Heber Toth Armí.



Apocalipse 1 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
21 de setembro de 2018, 0:30
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“Bem-aventurados aqueles que leem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo” (v.3).


Já no início, nos é mostrado o objetivo principal de Apocalipse: revelar Jesus Cristo. Não há suspense ou verdades encobertas, mas uma mensagem especialmente importante para o tempo do fim. Uma hierarquia é estabelecida: Deus deu a revelação a Jesus, Jesus a enviou “por intermédio do Seu anjo”, para notificar “ao Seu servo João” (v.1), que foi uma notável testemunha de Jesus Cristo, “quanto a tudo o que viu” (v.2). Então, uma promessa é estabelecida para com todos os “que leem e… que ouvem as palavras da profecia e guardam” o que nela está escrito (v.3). Apesar de se dirigir diretamente às sete igrejas da Ásia, veremos que estas sete igrejas representam sete fases na história do mundo até o retorno de Cristo.

Esta introdução nos revela detalhes muito importantes no plano da salvação. A Trindade Se apresenta já nos primeiros versículos: Pai, Filho (v.1) e Espírito Santo (v.4). Os “sete Espíritos” são uma referência à terceira pessoa da Trindade e podemos melhor compreender esta expressão quando lemos o que está escrito no livro do profeta Isaías: “Repousará sobre Ele [Cristo] o Espírito do Senhor, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor” (Is 11:2). Antes mesmo da fundação do mundo, o Deus Trino já havia estabelecido o resgate dos Seus filhos, resgate este que foi prometido aos nossos primeiros pais: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3:15). Já no Éden, Satanás teve decretada a sua derrota. Cristo viria e pagaria o preço dos nossos pecados, de uma vez por todas.

Estamos a poucos passos da gloriosa promessa do grande EU SOU: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho O verá, até quantos O traspassaram. E todas as tribos da Terra se lamentarão sobre Ele. Certamente. Amém!” (v.7). Desde então, como sacerdotes de Cristo (v.6), aguardamos a fiel promessa, assim como João a almejava. Imagino a saudade que João tinha de seu Mestre e com que profunda afeição recordava do tempo em que recostava a cabeça em Seu peito. Na ilha de Patmos, o solitário prisioneiro buscava em Cristo conforto, “no dia do Senhor” (v.10). Seus grilhões não o impediam de O adorar. Estando ali “por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus” (v.9), foi surpreendido com “uma grande voz, como de trombeta” (v.10), ordenando que Ele escrevesse em livro tudo o que lhe seria mostrado e declarado.

Qual não foi a surpresa do fiel apóstolo, ali estava Jesus, não mais como o Homem de Nazaré, mas com o sublime aspecto de Sua glória celeste. A descrição verbal de João acerca de Jesus nos dá um vislumbre do que ele contemplou, uma cena tão acima de toda comparação que o fez cair “a Seus pés como morto” (v.17). A primeira mensagem que João recebeu não foi de um anjo, mas do próprio Cristo. O toque dAquele que um dia lavara seus empoeirados pés, é então sentido e a mesma voz que tanto ouvira e que abrandara o seu rude coração, foi outra vez ouvida. Despertado de seu desmaio e fortalecido pela destra de Deus, compreendeu que estava sob sua responsabilidade escrever o livro que revelaria à humanidade o perfeito cumprimento do plano da redenção.

Ao contrário do que muitos acreditam, Apocalipse não é um livro obscuro, e sim a “revelação de Jesus Cristo” (v.1), a carta de amor de Deus para todos os que creem em Cristo e amam a Sua vinda. Veremos que a própria Bíblia nos fornece o significado dos símbolos proféticos, a começar pelos “sete candeeiros de ouro” (v.12) e pelas “sete estrelas” (v.16), que significam, respectivamente, as sete igrejas da Ásia e “os anjos das sete igrejas” (v.20). Portanto, já no início, Jesus deixa bem claro que é uma mensagem que Ele mesmo deseja que a compreendamos. Esta primeira visão já nos remete à figura do santuário, mas não mais o santuário feito por mãos humanas, mas “do santuário e verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem” (Hb.8:2).

Jesus nos convida, a partir de hoje, para entrarmos com Ele no Santuário Celeste e contemplarmos, pela fé, as cenas que nos mostram o perfeito cumprimento das promessas divinas. Você está disposto a aceitar este convite? Então, em espírito de oração, busquemos do alto sabedoria e coração puro para ler, ouvir e guardar tudo o que o Senhor nos deixou revelado.

Bom dia, bem-aventurados!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Apocalipse1 #RPSP

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APOCALIPSE 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
21 de setembro de 2018, 0:20
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624 palavras

1 Revelação. Do gr. apokaluvsis, “descerramento”. “Revelação de Jesus Cristo” pode ser considerado o título que João deu ao livro. Este título nega categoricamente a ideia de que o Apocalipse é um livro selado, que não pode ser compreendido. Ele apresenta uma mensagem que Deus teve e tem o propósito de ajudar Seus servos na Terra a ouvir e guardar. Eles só podem fazer isso se a compreendem. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 803.

3 Aqueles que ouvem. Isto é, os membros de cada igreja. A NVI traz a expressão anterior no singular, “aquele que lê”, denotando que, em cada igreja, havia apenas um leitor, e muitos que ouviriam a leitura. A bênção que acompanhava a leitura do Apocalipse nas “sete igrejas” da província romana da Asia alcança todos os cristãos que lêem o livro com o desejo de adquirir uma compreensão mais perfeita das verdades por ele comunicadas. CBASD, vol. 7, p. 806.

4 Sete Espíritos. Em outras passagens do livro, os sete Espíritos são retratados como sete lâmpadas de fogo (Ap 4:5) e como os sete olhos do Cordeiro (Ap 5:6). A associação dos “sete Espíritos” com o Pai e com Cristo, como equivalentes doadores da graça e da paz, sugere que eles representam o Espírito Santo. É provável que “sete” seja uma expressão simbólica de Sua perfeição e também pode subentender a variedade de dons por meio dos quais ele trabalha nos seres humanos (ver ICo 12:4-11; cf. Ap 3:1). CBASD, vol. 7, p. 807.

10 Dia do Senhor. O dia do Senhor não pode ter sido um domingo, pois o primeiro dia da semana nunca foi observado como um sábado até vários séculos depois da ascensão de Cristo. Escritores bíblicos referem-se ao domingo como “o primeiro dia da semana”. Para os pagãos, era o dia do sol. Qual era o dia do Senhor? 1. O dia em que o Senhor chama de “Meu Santo dia” (Is 58:13). 2. Jesus é o “Senhor do Sábado” (Mc 2:28). Apocalipse Verso por Verso, Henry Feyerabend, p. 14.

11 Sete igrejas. A ordem em que as igrejas são citadas, tanto aqui quanto em Apocalipse 2 e 3, representa a sequência geográfica pela qual passaria um mensageiro levando uma carta de Patmos a essas cidades da província da Ásia. CBASD, vol. 7, p. 813.

13 Filho de homem. Do gr. hrdos anthrôpou. O texto grego desta passagem não tem artigo definido. Trata-se de uma tradução exata do aramaico kebar enash e parece ter o mesmo significado que tem em Daniel. Logo, aquilo que se comentou sobre kebar enash (Dn 7:13) também se aplica a huios anthrôpou. Está claro que Aquele a quem o título se refere é Cristo (Ap 1:11, 18). A expressão “o Filho do homem”, com artigo definido, é usada para Cristo mais de oitenta vezes no NT, ao passo que “Filho de homem”, sem o artigo definido, só se refere a Ele em dois outros casos no grego do NT (Ap 14:14 e Jo 5:27). CBASD, vol. 7, p. 816.

16 Sete estrelas. Este símbolo representa os “anjos”, ou mensageiros, enviados às sete igrejas (v. 20). CBASD, vol. 7, p. 817.

17 Não temas. Após a perda da força física, o profeta recebia força sobrenatural, normalmente por meio do toque de uma mão (Ez 2:1, 2; Dn 8:18; Is 6:6, 7). Muitas vezes, o visitante celestial deu a ordem “Não temas!”, a fim de dissipar os temores que naturalmente transbordam no coração humano quando confrontado com um ser celestial. CBASD, vol. 7, p. 818.

20 Mistério. Aqui o termo “mistério” é usado para se referir às sete “estrelas”, símbolo que ainda não fora explicado. O símbolo é chamado de “mistério” porque a interpretação estava prestes a se tornar conhecida. Logo, no Apocalipse, “mistério” é um símbolo prestes a ser explicado para aqueles que consentem em guardar as coisas reveladas no livro (Ap 17:7, 9), ou algo que Deus deseja lhes tornar conhecido. Os símbolos do Apocalipse também são chamados de “sinal” (Ap 12:1; 15:1). CBASD, vol. 7, p. 819.



O “Dia do Senhor” em Apocalipse 1:10 by Jeferson Quimelli
21 de setembro de 2018, 0:15
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No dia do Senhor, achei-me no Espírito e ouvi por detrás de mim uma voz forte, como de trombeta,” (Apoc 1:10 NVI).

 

Dia do Senhor. Enquanto cristãos de séculos posteriores venham a associar o “Dia do Senhor” como domingo, na Bíblia o Dia do Senhor é associado com o sábado do sétimo dia. Ver também Is. 58:13-14; Mc 2:27-28. Andrews Study Bible.

Do gr. kuriake hemera. … Embora se trate de uma expressão única nas Escrituras, kuriake hemera tem um longo histórico no grego pós-bíblico. Assim como sua forma abreviada, kuriake, trata-se de um termo familiar usado pelos pais da igreja para se referir ao primeiro dia da semana e, em grego moderno, kuriake é a palavra costumeira para domingo. Seu equivalente em latim, dominica dies, é uma designação comum para o mesmo dia e permaneceu em várias línguas modernas, como o português domingo e o francês dimanche. Por esse motivo, muitos eruditos defendem a opinião de que kuriake hemera, nesta passagem, também se refere ao domingo, e que João, além de receber a visão nesse dia, também reconheceu que era o “dia do Senhor”, supostamente porque Cristo ressurgiu dos mortos no domingo. Há tanto razões negativas quanto positivas para se rejeitar essa interpretação. A primeira delas é o reconhecido princípio do método histórico de que uma alusão só deve ser interpretada  pelo uso de evidências anteriores ou contemporâneas a ela, e nunca provenientes de dados históricos de um período posterior. Esse princípio é essencial para a solução do problema do significado da expressão “dia do Senhor” nesta passagem. Embora ela ocorra com frequência nos escritos dos pais da igreja, com o sentido de domingo, a primeira evidência conclusiva esse tipo de uso só ocorre na segunda metade do 2º  século, no apócrifo Evangelho Segundo Pedro (9, 12; ANF, vol. 9, p. 8), no qual o dia da ressurreição de Cristo é chamado de “dia do Senhor”. Uma vez que esse documento foi elaborado no mínimo 75 anos depois de João escrever o Apocalipse, ele não pode ser apresentado como prova de que “dia do Senhor”, na época de João, se referisse ao domingo. É possível citar diversos exemplos da rapidez com que as palavras mudam de significado. Por isso, o sentido de “dia do Senhor”, neste versículo, é mais bem determinado por referências às Escrituras, e não à literatura posterior. No lado positivo da questão está o fato de que as Escrituras nunca fazem qualquer conexão religiosa entre o domingo e o Senhor, ao passo que afirma repetidas vezes que o sétimo dia, o sábado, é o dia do Senhor.Declara-se que Deus abençoou e santificou o sétimo dia (ver Gn 2:3), que ele é um memorial do ato divino da criação (ver Êx 20:11); Deus o chamou especificamente de “Meu santo dia” (ver Is 58:13). Jesus Se denominou “Senhor também do sábado” (ver Mc 2:23), no sentido de que, por ser Senhor dos homens, também era Senhor daquilo que fora feito para os homens, a saber, o sábado. Logo, quando a expressão “dia do Senhor” é interpretada de acordo com evidências anteriores e contemporâneas à época de João, tudo indica que o único dia ao qual ela pode se referir é ao sétimo, o sábado (verT6, 128: AA, 581).  … Parece mais provável que João tenha escolhido a expressão kuriake hemera para se referir ao sábado, numa forma sutil de proclamar que, assim como o imperador tinha dias especiais dedicados a sua honra, seu Senhor, pelo qual ele então sofria, também contava com um dia (sobre a origem da observância do domingo e sua designação como o “dia do Senhor”, ver com. de Dn 7:25; ver AA, 581. 582).  CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 810 – 812.

 

Foi no sábado que o Senhor da glória apareceu ao exilado apóstolo. O sábado era tão religiosamente observado por João em Patmos como quando estava pregando ao povo nas cidades e vilas da Judéia. Atos dos Apóstolos, p. 581.

 

O primeiro dia da semana só foi chamado “dia do Senhor” bem mais tarde. […] “‘Embora esta expressão [dia do Senhor] ocorra conclusivamente nos escritos dos ‘Pais da Igreja” com o significado de domingo, a primeira evidência conclusiva desse uso só aparece na última parte do segundo século, na obra apócrifa Evangelho Segundo Pedro (9, 12 …), onde o dia da ressurreição de Cristo é chamado ‘o dia do Senhor’. Visto que este documento foi escrito pelo menos três quartos de século depois que João escreveu o Apocalipse, ele não pode ser apresentado como prova de que a expressão “dia do Senhor”, no tempo do apóstolo João, se aplica ao domingo. SDABC – Seventh Day Adventist Bible Commentary, vol. 7, p. 735. (Como citado em LES892 – Lições da Escola Sabatina, 2º trimestre de 1989, p. 20).

 

Centenas de versículos nas Sagradas Escrituras ordenam a santificação do sábado. Muitos cristãos que respeitam o domingo já quiseram ter a satisfação de ler em sua Bíblia alguma declaração que dissesse ‘santificarás o domingo’, porém não a encontraram. … Sendo que não existe um só versículo que ordene guardar o domingo como dia santo de repouso, torna-se evidente que este é guardado exclusivamente por tradição, ao passo que centenas de versículos mandam observar o sábado. O decreto mais antigo, obrigando a guardar o domingo é pagão. Foi assinado por Constantino do dia de 7 de março do ano 321. … Os pagãos contemporâneos de São João tinham o ‘dia do senhor deus o Sol’ (o domingo). Porém os cristãos não adoravam o Sol, nem tão pouco o imperador. (Ex.: I Coríntios 8:5,6). Por isso é que São João foi exilado para a ilha de Patmos, sofrendo perseguição religiosa (Apocalipse 1:9). Esta é uma poderosa evidência de que São João não concordaria em render homenagem ao Sol nem observaria um dia de culto pagão. Para os cristãos o dia do Senhor é aquele que Jesus proclamou como Seu dia. SRA/EP – Seminário Revelações do Apocalipse/Edição do Professor, p. 63 a 65.

 

Estudo adicional sobre O Dia do repouso no Novo Testamento (Seminário Revelações do Apocalipse/Edição do Professor, p. 63 a 65):

Há alguns anos ouvi que um conferencista religioso oferecia cinco mil dólares a quem pudesse mostrar-lhe um só versículo que dissesse: “Santifica o domingo em lugar do sábado.” Ninguém conseguiu apresentar esse versículo.

Centenas de versículos nas Sagradas Escrituras ordenam a santificação do sábado. Muitos cristãos que respeitam o domingo já quiseram ter a satisfação de ler em sua Bíblia alguma declaração que dissesse ‘santificarás o domingo’, porém não a encontraram. Ocorre-lhes então a pergunta: Será que este versículo não existe? O domingo constitui uma ordenança bíblica ou é somente uma tradição?

Uma das grandes profecias do Apocalipse [Apoc. 13] trata da observância do domingo, mas não estabelece sua santidade; ao contrário, reafirma a observância do sábado. …

Existem, no entanto, oito versículos do Novo Testamento em que se menciona  o domingo (cujo nome bíblico é primeiro dia da semana) e em um destes se faz referência a ele sem mencioná-lo. …

ANÁLISE DOS OITO VERSÍCULOS

1. Analisemos todos os versículos do Novo Testamento em que se menciona o primeiro dia da semana…

* São Mateus 28:1; São Marcos 16:1,2 – No dia de repouso não se fazem compras, e ali se diz “compraram aromas… ” Além disso, se diz que o domingo é o dia seguinte ao dia de repouso.

* São Marcos 16:9; *  São Lucas 24:1 – São Lucas disse que investigou diligentemente todas as coisas para que conhecêssemos bem as verdades (São Lucas 1:1-4; Atos 1:1-3). Mas não disse que o domingo era santo; pelo contrário. Em São Lucas 23:54-56 se diz que o dia de repouso no Novo testamento era o sábado (e isto foi escrito cerca do ano 63 AD, 32 anos depois da ascensão de Jesus).

* São João 20:1; São João 20:19, 26 – O objetivo pelo qual estavam juntos não era religioso. Diz ali que estavam trancados por medo dos judeus. Não estavam comemorando a ressurreição, pois não criam que Jesus havia ressuscitado (ver as duas passagens paralelas, São Marcos 16:11-14 e São Lucas 24:36-43). Para comemorar a ressurreição, Jesus estabeleceu o batismo por imersão (Romanos 6:3-6).

* Atos 20:7 – Razão da reunião: “Paulo que devia seguir de viagem no dia imediato.”

* I Coríntios 16:2 – Não fala de reuniões religiosas, mas de algo para fazer em casa. Dá a impressão de estar dizendo que, ao fazer o plano de gastos da semana, separem uma quantia e a guardem para quando São Paulo chegar à cidade. A coleta da qual vem falando desde o verso 1 se refere a uma ajuda aos irmãos da Judeia devido à grande fome mencionada em Atos 11:28-30. …

Não é o ato de reunir-se que torna santo um dia. Eles se reuniam diariamente (Atos 5:42). O que torna santo um dia é a santificação de Deus, e a Bíblia revela que o Senhor santificou o sábado na Criação (Gênesis 2:1-3) e ao dar os Dez Mandamentos declarou que o sábado é um dia de repouso porque Deus o tornou santo, santificou-o.

Sendo que não existe um só versículo que ordene guardar o domingo como dia santo de repouso, torna-se evidente que este é guardado exclusivamente por tradição, ao passo que centenas de versículos mandam observar o sábado. O decreto mais antigo, obrigando a guardar o domingo é pagão. Foi assinado por Constantino do dia de 7 de março do ano 321.

2. Podiam os cristãos mudar a observância do sábado para o domingo? São Mateus 5:17, 18.

R: Jesus disse: “…Nem um jota ou til jamais passará da lei, até que tudo se cumpra.” …

3. Aprova Deus que se deixe de guardar um de Seus mandamentos a fim de substituí-lo por uma tradição?  ver São Mateus 15:3; São Marcos 7:6,7.

R: “…E em vão Me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens.”

4. Segundo o Apocalipse, qual é a característica dos verdadeiros cristãos? Ver Apocalipse 14:12.

R: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus.”

O DIA DE REPOUSO NO NOVO TESTAMENTO

5. De que dia fala São João no Apocalipse? Ver Apocalipse 1:10.

R: O dia do Senhor. Nota: Os pagãos contemporâneos de São João tinham o “dia do senhor deus o Sol” (o domingo). Porém os cristãos não adoravam o Sol, nem tão pouco o imperador. (Ex.: I Coríntios 8:5,6). Por isso é que São João foi exilado para a ilha de Patmos, sofrendo perseguição religiosa (Apocalipse 1:9). Esta é uma poderosa evidência de que São João não concordaria em render homenagem ao Sol nem observaria um dia de culto pagão. Para os cristãos o dia do Senhor é aquele que Jesus proclamou como Seu dia.

6. De acordo com Jesus, qual é o dia do Senhor no Novo testamento? Ver São Marcos 2:28.

R: “…O Filho do homem [Jesus] é Senhor também do sábado.”

7. Qual é o dia de repouso do Novo Testamento? Ver São Mateus 28:1; São Lucas 23:56.

R: É o dia anterior ao primeiro dia da semana. Portanto, é o sábado. “..E no sábado descansaram, segundo o mandamento.”

8. Na cidade de Corinto, São Paulo trabalhou durante um ano e meio fazendo tendas (Atos 18:1-3, 11). O fato de que se dedicasse a uma atividade não religiosa durante este tempo prolongado, nos ajuda a descobrir em que dia repousava. Que dia reservava São Paulo para as atividades religiosas? Ver Atos 18:3, 4.

R: “…E todos os sábados discorria na sinagoga, persuadindo tanto judeus, como gregos.”

Nota: Durante um ano e meio São Paulo trabalhou fazendo tendas, porém estes 78 sábados dedicou-os à religião. O fato de que aos sábados pregava aos gregos demonstra que não o fazia para contentar aos judeus, mas sim porque este era o dia de repouso, o dia do Senhor dedicado à religião. Todo o livro de Atos testifica que São Paulo guardava o sábado. Por exemplo: Atos 13:42, 44; 16:13. Seu costume era dedicar o sábado à religião (Exemplo: Atos 17:2).

9. Até quando continuará sendo guardado o sábado? Ver Isaías 66:22, 23.

R: Falando dos novos Céus e da Nova Terra, diz o verso: “…E será que de uma Lua nova à outra, e de um sábado até outro virá toda carne a adorar perante Mim, diz o Senhor.”

Nota: Assim como para o homem não houve um só sábado que não devesse ser guardado (pois foi estabelecido como dia de repouso no primeiro sábado da Terra, Gênesis 2:1-3), jamais haverá um só sábado que não seja para se guardar. Estes versículos de Isaías dizem que na Terra nova, a cada sábado, todos os remidos irão adorar a Deus. O sábado será tão eterno como a eternidade.

10 Qual deve ser a razão para se guardar o sábado? São João 14:15.

R: Disse Jesus: “Se Me amardes, guardareis os Meus mandamentos.” Seminário Revelações do Apocalipse/Edição do Professor, p. 63 a 65 [Nota: formatação adaptada para melhor visualização].

TEXTOS BÍBLICOS ADICIONAIS A CONSIDERAR:

“…Certamente guardareis meus sábados; porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações.” Êxodo 31:13.

“Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus…” Êxodo 20:10.

“Se desviardes o teu pé do sábado e de fazer a tua vontade no Meu santo dia…” Isaías 58:13.

“Jesus é o Senhor do sábado.” S. Marcos 2:28.



MATERIAL ADICIONAL PARA ESTUDO DO APOCALIPSE by Jeferson Quimelli
21 de setembro de 2018, 0:10
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O objetivo do plano Reavivados foi, desde o começo, estabelecer um plano devocional de leitura da Bíblia visando o reavivamento e a reforma da igreja, através da transformação espiritual individual. Assim, na medida do possível, temos procurado esclarecer alguns pontos mais controversos da Palavra trazendo estudos adicionais, inclusive temas e versículos mais controversos. Caso você sinta desejo de conhecer mais do Apocalipse e do significado de suas figuras e símbolos, recomendamos as seguintes fontes inestimáveis mais abaixo.

Este estudo certamente irá transformar a visão que você tem do Apocalipse ao mostrar que o objetivo deste livro é revelar Jesus Cristo. Em cada um de seus capítulos, Jesus é o personagem principal. E ele quer, ainda hoje, ser o personagem central de sua vida. Que Deus lhe abençoe ricamente no estudo do Apocalipse, um livro escrito para a sua salvação!

 

Vídeos:

Arena do Futuro, tema: Revelações do Apocalipse

Bíblia Fácil Apocalipse

 

Textos:

Lições da Bíblia sobre o Apocalipse   (também em: 1, 2, 3, 4, , em áudio)

Lições da Bíblia sobre o Apocalipse (compiladas verso a verso), de Joseph Battistone, Carl Coffman, Norman Gulley e Daniel Belvedere  (ou acesse diretamente o arquivo compactado ) *

Meditações sobre temas do Apocalipse (1, 2, 3. Seguir os links propostos, para ver demais temas)

 

Livros:

Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia (Vol.7) (Filipenses a Apocalipse)

Bíblia Fácil- Daniel e Apocalipse

Uma Nova Era Segundo as Profecias do Apocalipse, de C. Mervin Maxwell

Apocalipse Verso por Verso, de Henry Feyerabend

Seminário – Revelações do Apocalipse (Aluno)

Seminário – Revelações do Apocalipse (Professor)

Apocalipse 13, de Marvin Moore

 

* A segunda indicação de textos é uma compilação das Lições da Escola Sabatina de 1989 e 1996, escritas pelos pastores Joseph Battistone, Carl Coffman e Norman Gulley, em conjunto com o Seminário Revelações do Apocalipse, de Daniel Belvedere, também lançados no Brasil pela Casa. Como as lições da Escola Sabatina não se encontram mais à venda, seus comentários foram compilados verso a verso e colocados num só texto.

 



APOCALIPSE 1 – COMENTÁRIO PR RONALDO DE OLIVEIRA by Maria Eduarda
21 de setembro de 2018, 0:05
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APOCALIPSE 1 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS by Jeferson Quimelli
21 de setembro de 2018, 0:05
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Capítulo 1 – Título, assunto e dedicação do livro

 

1:1 Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e, enviando-as pelo seu anjo, as notificou a seu servo João;

Revelação de Jesus – “Não é somente uma mensagem dEle, mas também sobre Ele e Sua obra. …o Apocalipse não somente é de Jesus, mas também sobre Ele.” – LES892, p. 6.

”O próprio Senhor revelou a Seu servo os mistérios contidos neste livro e propõe que seja aberto ao estudo de todos.” – Atos dos Apóstolos, p. 584.

“Deus Pai revelou a Jesus Cristo que, pelo Seu anjo revelou a João. A palavra revelação indica que o livro é aberto e deve ser pesquisado.” – LES892 , p. 5 e 6. (destaque acrescentado)

“Três coisas Importantes

“1. O Apocalipse não é um livro fechado. É a REVELAÇÃO, ou seja, um livro no qual Deus abre o maravilhoso tesouro de Seus mistérios e os torna  compreensíveis a Seus filhos. Basta conhecer a chave bíblica de seus símbolos, para fascinar-nos com a beleza de suas revelações.

“2. É a Revelação de Jesus Cristo. Você ficará emocionado ao perceber a beleza do Cristo do Apocalipse. Ainda mais: O Antigo Testamento profetizou acerca do Messias e os Evangelhos nos falam de Sua encarnação. Mas a não ser que conheçamos a revelação que Cristo faz de Si mesmo no Apocalipse, nossa compreensão da majestosa e sublime pessoa de Jesus será incompleta.

“3. O Apocalipse não só nos revela Cristo: também é a revelação de Jesus Cristo em outro sentido. Aí Jesus nos revela Sua doutrina. Sua vontade, Seus planos para Seus filhos no presente, no futuro imediato e no futuro eterno. .” – SRA/EP, p.13

“Jesus buscou o que outros escritores da Bíblia haviam dito sobre o tema. Seu método, sem dúvida, é o correto; permitir que a Bíblia se explique a si mesma.

“A chave que abre os mistérios do Apocalipse está no estudo do Antigo Testamento. Taylor G. Bunch diz que 27 livros dos 39 do Antigo Testamento são citados no Apocalipse, e dos 404 versículos, 276 são citações de outros autores bíblicos. Por isso é que o mistérios que envolve os símbolos do Apocalipse se torna claro quando estudamos outras passagens bíblicas sobre o tema. …

“Nos dias de Jesus, os teólogos tinham o Talmude, que era uma espécie de enciclopédia teológica contendo as explicações da tradição e dos teólogos. Nosso Senhor, porém, não lançou mão da teologia contemporânea nem da tradição, para entender as Sagradas Escrituras. Procurou na Bíblia a explicação que os crentes precisam.” – SRA/EP, p. 14 e 15.

“O conteúdo total do Apocalipse é uma revelação de Cristo acerca de Si mesmo. Ele é o Sumo Sacerdote que, tendo ganho a vitória sobre o pecado e a morte, pode conceder luz, força e livramento ao Seu povo. Ele é o Cordeiro vitorioso, no trono, como representante da humanidade e Salvador do mundo. Ele é também o Senhor do futuro. É o Rei vindouro, que levará Seus seguidores para o reino celestial e destruirá a todos que se identificam com o pecado.” – LES963, lição 1, p.5.

“Satanás está furioso porque a Santa Bíblia o desmascara (Apocalipse 12:10-12). Por isso tem tratado de disseminar a errônea idéia de que o Apocalipse é um livro incompreensível. Mas as Santas Escrituras nos dão a chave para entender os símbolos apocalípticos, pelo que se torna um livro aberto à compreensão do estudante sincero.” – SRA/EP, p.

Mostra a Seus servos – “Jesus falou em parábolas para que as entendessem somente aqueles que estavam relacionados com as coisas espirituais. Se o Apocalipse tivesse sido escrito numa linguagem literal, há muito que os inimigos de Deus o teriam destruído. Deus, na Sua sabedoria, apresentou Suas mensagens numa linguagem compreensível somente para ‘os Seus servos’ (Apocalipse 1:1.) .” – SRA/EP, p. 15.

                “Partes do livro de Daniel foram ‘seladas’ até o tempo do fim (Dan. 12:4). O livro do Apocalipse é, porém, um livro aberto que deve ser proclamado até os confins da Terra. Depois de 1798 foram desseladas as partes seladas do livro de Daniel, e elas têm sido proclamadas junto com o Apocalipse. Estes dois livros revelam que o tempo para a volta de Cristo ‘está próximo’.

As coisas que brevemente devem acontecer – “A mensagem de todo o livro do Apocalipse gira em torno do interesse pela prontidão diária para o encontro com o Senhor no fim do tempo. Em Apocalipse 1:1 e 3 é apresentada a idéia da proximidade. Foram mostradas a João ‘as coisas que em breve devem acontecer’, as quais eram urgentes, ‘pois o fim do tempo está próximo’.” – LES893, p. 183.

“Ao pensar nos eventos finais a ocorrerem no Planeta Terra, devemos focalizar em Quem está vindo, e não apenas no Que virá. Os eventos finais estão centralizados em Cristo e não nas crises.” – LES963, lição 10, p. 1.

“’A mais elevada de todas as ciências é a de salvar almas. A maior obra a que podem aspirar criaturas humanas, é a obra de atrair homens, do pecado para a santidade.’ – Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, pág. 398. Sem diminuir a importância de falar às pessoas sobre os eventos finais, deve ser reafirmado que para ganhar almas temos que apresentar esses acontecimentos de forma cristocêntrica.” – LES963, lição 10, p. 4A.

 

1:2 o qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, de tudo quanto viu.

Testemunho de Jesus –  “…’testemunho’ que se origina com Jesus e é revelado a Sua igreja por intermédio dos profetas … o ‘testemunho de Jesus’ é definido como o ‘Espírito de profecia’…denotando que Jesus está testemunhando para a Igreja por meio da profecia” – SDABC, vol.7, p. 812, citado em LES892, p. 6.

 

1:3 Bem-aventurado aquele que lê e bem-aventurados os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.

A bênção para os que lêem – “Esta é a primeira das sete bem-aventuranças do livro. Traz-nos à lembrança as palavras de Jesus em S. Lucas 11:28: ‘Antes bem-aventurados são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a guardam!’” – LES892, p. 7.

“A bênção divina está inseparavelmente ligada ao ato de ler e ouvir a Palavra de Deus e obedecer-lhe. Como Moisés lembrou a Israel nas fronteiras da Terra Prometida que ‘não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do Senhor’ (Deut. 8:3), assim João lembra à Igreja nos últimos dias: absoluta confiança na Palavra de Deus é a única maneira de subsistir no tempo de angústia.” – LES892, p.7.

“…as seis outras bênçãos: Apoc. 14:13 Apoc. 16:15 Apoc. 19:9 Apoc. 20:6 Apoc. 22:7 e Apoc. 22:14” – LES892, p. 7

Lê…e guardam – “Uma passagem que se estude até que seu sentido fique claro e sua relação para com o plano da salvação se torne evidente, é de maior valor do que a leitura de muitos capítulos sem ter em vista nenhum propósito definido e sem adquirir nenhuma instrução positiva.” Caminho a Cristo, p.90.

Que ouvem as palavras – “Ouvir a Palavra de Deus significa não somente escutar a mensagem, mas também obedecer a suas recomendações. No sentido bíblico, ‘ter ouvidos’ é ser sensível à influência do Espírito Santo.” – LES892, p. 29.

Sete bênçãos – “O simbolismo do livro abrange sete espíritos, estrelas, candeeiros, igrejas, selos, trombetas e pragas. O número sete tem o significado simbólico de inteireza e perfeição. As sete bênçãos contém a plena manifestação da graça de Deus a Seu povo. – LES892, p. 7

 

1:4 João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça a vós e paz da parte daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete espíritos que estão diante do seu trono;

…que é, que era e que há de vir – “Deus é de eternidade a eternidade. Ele é O Eterno.” – Testimonies, vol. 8, p. 270, citado em LES892, p.9.

Sete Espíritos – “Não há sete Espíritos Santos. A obra perfeita do Espírito Santo, que é um só, é ilustrada pelo azeite nas sete ramificações do candelabro do santuário (Ver Zac. 4:1-6).” – LES892, p. 9.

 

1:5 e da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dos mortos e o Príncipe dos reis da terra. Àquele que nos ama, e pelo seu sangue nos libertou dos nossos pecados,

Jesus, testemunha fiel – “Jesus é a testemunha da verdade. Ele não somente possui a verdade, mas a personifica plenamente… . Quando a Bíblia chama a Jesus de Testemunha Fiel, ela se refere a Sua ligação especial com o Pai que O habilita a transmitir conhecimento direto sobre Deus.” – LES892, p. 9 e 10.

Jesus, primogênito dos mortos – “Este título é uma referência à ressurreição de Cristo. Por Sua ressurreição Jesus venceu a morte, oferecendo assim a imortalidade a todos os que crêem nEle. […] Jesus foi a pessoa suprema ou mais eminente a ser ressuscitada dentre os mortos.”- LES892, p. 10.

“Apocalipse 1:5 fala a respeito de nosso Senhor Jesus Cristo como ‘o primogênito dos mortos’, que na linguagem bíblica significa o mais importante, o primeiro ou preeminente. Considerando que Ele não foi o primeiro a morrer  nem tão pouco a ressuscitar (Moisés foi ressuscitado no Antigo Testamento), e que também não foi o primeiro ressuscitado a ascender ao Céu (o mesmo Moisés depois de ressuscitado ascendeu, como o demonstra o incidente do monte da transfiguração), torna-se evidente que o sentido é outro. A expressão é equivalente à que se usa referindo-se aos governantes quando se diz: ‘primeiro mandatário’ (ainda que tenha havido 200 mandatários antes dele). Outro exemplo: às vezes falamos da ‘primeira dama’. Não é a primeira (pois Eva foi a primeira dama que houve na terra), não obstante, por ser a esposa do presidente do país, se constitui na primeira dama em importância. A morte e a ressurreição de Cristo é a primeira em importância pois nos garante que haverá ressurreição e vida eterna para os crentes (I Coríntios 15:3; 20-23). Por isto é que Ele tem a preeminência (é o primogênito) dos mortos.” – SRA/EP, p. 69.

Jesus, príncipe dos reis da terra –  “…referência indireta ao Salmo 89, verso 27: ‘Fá-lo-ei, por isso, Meu primogênito, o mais elevado entre os Reis da Terra.’ Este salmo fala do concerto de Deus com Davi, e de Seus benefícios. No Apocalipse, esse título denota a vocação messiânica de Jesus.” – LES892, p. 10.

Jesus nos ama – “Jesus nos libertou de nossos pecados à custa de Sua própria vida. Ele não fez isto com relutância ou má vontade, mas voluntariamente, e com alegria no coração (‘O qual em troca da alegria que Lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia.’ Heb. 12:2.)” – LES892, P. 11.

“Muitos pensam que primeiro terão que limpar-se de seus pecados e depois alcançarão o amor de Deus. Isto é um erro. …

– Primeiro nos amou. Manchados como estávamos por nossos pecados. Depois, porque nos amava, nos lavou com Seu sangue, a maior prova do amor de Deus.” – SRA/EP, p. 78.

Em Seu sangue nos lavou dos nosso pecados

“Quando o soldado feriu o lado de Jesus estando Ele suspenso na cruz, brotaram duas diferentes correntes, sendo uma de sangue e outra de água. O sangue devia lavar os pecados dos que cressem em Seu nome, e a água devia representar aquela água viva obtida de Jesus e que dá vida ao crente.” – Primeiros Escritos, p. 209.

 

1:6 e nos fez reino, sacerdotes para Deus, seu Pai, a ele seja glória e domínio pelos séculos dos séculos. Amém.

Sacerdotes – “Pela graça divina e através dos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo, cada crente nEle é feito sacerdote, permitindo-lhe ir a Deus diretamente.” – SRA/EP, p. 21.

 

1:7 Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém.

Eis que vem com as nuvens – “Assim como nosso Senhor Jesus Cristo é o personagem central do Apocalipse, a segunda vinda de Cristo em glória e majestade é o acontecimento mais importante deste livro profético. Cada cena do estremecedor drama profético do Apocalipse aponta para o retorno de Jesus. É a culminação do grande conflito entre o bem e o mal, e o momento em que Satanás será acorrentado e finalmente destruído. …

“Muito se admiram quando ouvem que Jesus voltará. Essa verdade, porém, está expressa no Pai Nosso, quando oramos: ‘Pai nosso que estás nos Céus, santificado seja o Teu nome. Venha o Teu reino’. E no credo, onde, falando de Jesus, diz: ‘está assentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, de onde virá a julgar os vivos e os mortos.’ O Senhor mesmo deu Sua palavra de honra ao prometer: ‘Virei outra vez’. (Ver S. João 14:1-3). …

“O retorno de Cristo em glória e majestade é também ‘a bem-aventurada esperança’ de toda a Bíblia (Tito 2:13). O Novo testamento se refere a ela num versículo a cada onze, e Moody dizia que na Bíblia toda há umas 2.500 referências. Uma das impressionantes descrições está em Apocalipse 19:11-16.” – SRA/EP, p. 39.

“Nenhum tema tem maior destaque no Novo testamento do que a Segunda Vinda de Cristo. Um verso em cada 25 fere este tema.” O Apocalipse Revelado, p. 14.

Todo olho O verá – “Não há nada de secreto nos relâmpagos, figura usada por Jesus para dizer que virá em forma pública [Mateus 24:23-27]. Isto se harmoniza com o que foi profetizado no Salmo 50:3-6, que diz: ‘Vem o nosso Deus e não guarda silêncio; perante Ele arde um fogo devorador, ao Seu redor esbraveja grande tormenta. Intima os céus lá em cima, e a terra para julgar o seu povo…’ A mesma realidade reflete Jeremias 25:30-35 onde diz: ‘O Senhor lá do alto rugirá, e da Sua santa morada fará ouvir a Sua voz… Chegará o estrondo até à extremidade da terra, porque o Senhor tem contenda com as nações…’ Em I Tessalonicenses 4:16, S. Paulo declara que ‘o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus,…’ Não há nada de secreto nem silencioso no mais espetacular acontecimento que este planeta verá: o retorno de Jesus. .” – SRA/EP, p. 40.

Os que O traspassaram – “Jesus assegurou a Caifás e aos membros do Sinédrio que eles ressuscitariam dentre os mortos para contemplar a Sua volta nas nuvens (Mat. 26:63 e 64). Todos os que tomaram parte em Seu injusto julgamento e crucifixão irão ressuscitar e testemunhar esse evento glorioso.”

“Abrem-se sepulturas, ‘e muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno’ Daniel 12:2. Todos os que morreram na fé da mensagem do terceiro anjo saem do túmulo glorificados, para ouvirem o concerto de paz, estabelecido por Deus com os que guardaram a Sua lei. ‘Os mesmos que O traspassaram’ (Apocalipse 1:7), os que zombaram e escarneceram da agonia de Cristo, e os mais acérrimos inimigos de Sua verdade e povo, ressuscitam para contemplá-Lo em Sua glória, e ver a  honra conferida aos fiéis e obedientes.

“Os que escarneceram de Sua declaração de ser Ele o Filho de Deus, estão agora mudos. Ali está o altivo Herodes, que zombou de Seu título real, mandando os soldados mofadores coroa-Lo rei. Estão ali os mesmos homens que com mãos ímpias Lhe colocaram sobre o corpo o manto de púrpura, e sobre a fronte sagrada a coroa de espinhos, e na mão, que não opunha resistência, um simulacro de cetro, e diante dEle se curvaram em zombaria blasfema. Os homens que bateram e cuspiram no Príncipe da vida, agora se desviam de Seu penetrante olhar, procurando fugir da subjugante glória de Sua presença. Aqueles que introduziram os cravos através de Suas mãos e pés, o soldado que Lhe feriu o lado, contemplam esses sinais com terror e remorso. ” – O Grande Conflito, p. 637 e 643.

A volta de Jesus – “Em forma pessoal, Atos 1:11 ‘…porque estais olhando para as alturas? Esse mesmo Jesus que dentre vós foi assunto ao Céu, virá do modo como O vistes subir.’ (Outra passagem iluminadora é I Tessalonicenses 4:16). b. Em forma real. São Tomé tocou o corpo real (glorificado) de Jesus ressuscitado (São João 20:24-49). Jesus ressuscitado disse que tinha corpo, carne e ossos, e assim subiu ao Céu. (São Lucas 23:36-43, 50, 51). A Santa Bíblia também diz em Atos 1:11: ‘Esse mesmo Jesus que dentre vós foi assunto ao Céu, há de vir do modo como O vistes subir.’ C. Em forma visível. Apocalipse 1:7 ‘Eis que vem com as nuvens e todo olho O verá…’ Sim, será em forma visível.” – SRA/EP, p. 40.

“No dia de Sua vinda, a última grande trombeta é ouvida, e há um terrível estremecimento da terra e do Céu. A Terra inteira, das mais elevadas montanhas às mais profunda minas, ouvirá. Tudo será atravessado pelo fogo. A atmosfera contaminada será purificada pelo fogo. Tendo o fogo cumprido a sua missão, os mortos que foram depositados na sepultura sairão – alguns para a ressurreição da vida, para serem arrebatados para o encontro com o seu Senhor nos ares – e alguns para contemplarem a vinda dAquele que desprezarem e que agora reconhecem como sendo o juiz de toda a Terra.” – Ellen G. White, Olhando para o Alto, p. 255, citado em LES892, p. 168 .

Não haverá arrebatamento secreto – “Alguns estudiosos contemporâneos querem dizer que a Bíblia ensina que os fiéis serão levados ao Céu através de um ‘rapto secreto’ sete anos do aparecimento glorioso de Cristo. O único rapto mencionado nas Escrituras ocorre quando Cristo e Seus anjos chegam. I Tessalonicenses 4:14 não quer dizer que Deus trará os justos do Céu quando vier. Significa que Ele tirará os justos das sepulturas, exatamente como Jesus saiu do túmulo ao ressuscitar após a crucifixão. Os ‘mortos em Cristo’ ressuscitarão, ‘porquanto o Senhor mesmo, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus’ (verso 16). Os justos não vêm acompanhando a Cristo em Seu grande e público retorno. Eles ressuscitam para estar com Ele por toda a eternidade.” – LES963, lição 13, p. 2.

 

1:8 Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso.

Alfa e Ômega – “…inteireza e amplitude, e tem o  mesmo significado que ‘o princípio e o fim, o primeiro e o último’ (ver SDABC, vol. 7, p. 734).  Ao ser aplicado diversas vezes a Cristo, esse título enfatiza a inteireza e a amplitude da mensagem profética do Apocalipse.” – LES892, p.12.

 

1:9 Eu, João, irmão vosso e companheiro convosco na aflição, no reino, e na perseverança em Jesus, estava na ilha chamada Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus.

João, companheiro na aflição – “João sofreu por sua fé. Na última década do primeiro século A.D., João, o discípulo amado, pastoreou as igrejas da Ásia Menor, e sua sede ficava em Éfeso. Posteriormente ele foi preso, levado a Roma, julgado pelo imperador Domiciano e lançado num caldeirão de azeite fervente. Foi tirado ileso de lá e exilado para a ilha de Patmos. Escrevendo aproximadamente cem anos mais tarde, Tertuliano, presbítero de Cartago, afirmou o seguinte: ‘Já que, além disso, está perto da Itália, você tem Roma, da qual nos chega às mãos a própria autoridade [dos apóstolos] …, onde o apóstolo João foi primeiro lançado, ileso, em azeite fervente, e enviado de lá ao seu exílio na ilha.’ – ‘Prescrição contra Hereges’, XXXVI; Ante-Nicene Fathers, III, 260.” – LES892, p. 18.

“João escreveu o livro de Apocalipse na rochosa ilha de Patmos (Apocalipse 1:9), que fica no mar Egeu [entre a Turquia e a Grécia, para onde havia sido desterrado por ordem do imperador Domiciano. Por causa de sua fé, foi obrigado a trabalhar nas minas. Naqueles dias Patmos servia como prisão de máxima segurança. João escreveu sob circunstâncias difíceis e desanimadoras.” – SRA/EP, p. 13.

Nota do Compilador: João foi o único apóstolo que teve morte “natural”.

 

1:10 Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi por detrás de mim uma grande voz, como de trombeta,

Dia do Senhor – “Foi no sábado que o Senhor da glória apareceu ao exilado apóstolo. O sábado era tão religiosamente observado por João em Patmos como quando estava pregando ao povo nas cidades e vilas da Judéia.”  – Atos dos Apóstolos, p. 581

“…Certamente guardareis meus sábados; porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações.” Êxodo 31:13.

“Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus…” Êxodo 20:10.

“Se desviardes o teu pé do sábado e de fazer a tua vontade no Meu santo dia…” Isaías 58:13.

“Jesus é o Senhor do sábado.” S. Marcos 2:28.

“O primeiro dia da semana só foi chamado ‘dia do Senhor’ bem mais tarde. […] ‘Embora esta expressão [dia do Senhor] ocorra conclusivamente nos escritos dos ‘Pais da Igreja’ com o significado de domingo, a primeira evidência conclusiva desse uso só aparece na última parte do segundo século, na obra apócrifa Evangelho Segundo Pedro (9, 12 …), onde o dia da ressurreição de Cristo é chamado ‘o dia do Senhor’. Visto que este documento foi escrito pelo menos três quartos de século depois que João escreveu o Apocalipse, ele não pode ser apresentado como prova de que a expressão ‘dia do Senhor’, no tempo do apóstolo João, se aplica ao domingo.’ – SDABC, vol. 7, p. 735.” – LES892, p. 20.

“Centenas de versículos nas Sagradas Escrituras ordenam a santificação do sábado. Muitos cristãos que respeitam o domingo já quiseram ter a satisfação de ler em sua Bíblia alguma declaração que dissesse ‘santificarás o domingo’, porém não a encontraram. …

“Sendo que não existe um só versículo que ordene guardar o domingo como dia santo de repouso, torna-se evidente que este é guardado exclusivamente por tradição, ao passo que centenas de versículos mandam observar o sábado. O decreto mais antigo, obrigando a guardar o domingo é pagão. Foi assinado por Constantino do dia de 7 de março do ano 321. …

“Os pagãos contemporâneos de São João tinham o ‘dia do senhor deus o Sol’ (o domingo). Porém os cristãos não adoravam o Sol, nem tão pouco o imperador. (Ex.: I Coríntios 8:5,6). Por isso é que São João foi exilado para a ilha de Patmos, sofrendo perseguição religiosa (Apocalipse 1:9). Esta é uma poderosa evidência de que São João não concordaria em render homenagem ao Sol nem observaria um dia de culto pagão. Para os cristãos o dia do Senhor é aquele que Jesus proclamou como Seu dia.” – SRA/EP, p. 63 a 65.

Ver Apêndice: “O Dia de Repouso no Novo Testamento.”

 

1:11 que dizia: O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sardes, a Filadélfia e a Laodicéia.

Sete igrejas – “Sabemos que as sete igrejas eram congregações literais na província romana da Ásia: ‘A ordem em que as igrejas são mencionadas aqui, bem como nos capítulos 2 e 3, representa a seqüência geográfica em que o mensageiro que levasse uma carta de Patmos chegaria a essas sete cidades na província da Ásia.’ – SDABC, vol. 7, p. 737, citado em LES892, p. 20.

“A profecia das sete igrejas pode ser aplicada de três maneiras:

A aplicação local considera as mensagens como sendo dirigidas às igrejas literais na Ásia Menor.

A aplicação histórica encara as mensagens como especialmente aplicáveis a sete períodos na história da Igreja. ‘Os nomes das sete igrejas são símbolos da Igreja em diferentes períodos da era cristã.  O número sete indica plenitude e simboliza o fato de que as mensagens se estendem até o fim do tempo, enquanto os símbolos usados revelam o estado da Igreja nos diversos períodos da história do mundo.’ – Atos dos Apóstolos, p. 585.” – LES892, p. 20

“A mensagem à Igreja de Laodicéia tem especial aplicação à Igreja nos últimos dias. A Igreja de Laodicéia era muito semelhante à Igreja contemporânea.” LES892, p. 44.

A aplicação espiritual considera todas as sete mensagens como conselhos espirituais para a Igreja em qualquer tempo. Ellen G. White aplica todas as sete mensagens a nós hoje em dia.” – LES892, p. 20.

“O fato de que o número total é sete denota que todas elas juntas representam a totalidade do conjunto de crentes no passado e no presente.” – LES892, P. 29.

“… as sete igrejas do Apocalipse não somente representam o desenvolvimento histórico da Igreja, mas também todo o conjunto de crentes em toda geração, desde o começo da Era Cristã até o fim do tempo. Todas as sete mensagens se aplicavam à Igreja Cristã universal do primeiro século, e todas as mensagens se aplicavam à igreja mundial hoje em dia.

Alguns cristão, hoje em dia, perderam o seu primeiro amor (Éfeso). Alguns enfrentam intolerância e perseguição (Esmirna). Alguns estão tolerando o erro e a apostasia (Pérgamo). Alguns estão cometendo imoralidade espiritual ao ficarem fascinados com o sistema religioso simbolizado por ´Jezabel´ (Tiatira). Alguns perderam aquela fé viva que atua pelo amor (Sardes). Alguns estão labutando fielmente para Cristo e confiando ao mesmo tempo no Seu ministério mediador e judicial (Filadélfia). Alguns estão espiritualmente mornos, satisfeitos consigo mesmos e inconscientes de que são ‘infelizes, miseráveis, pobres, cegos e nus’ (Laodicéia). Precisamos encarar com seriedade todas as sete mensagens no tempo presente.”  – LES892, p. 44.

“Cada mensagem se aplica a nós.” – LES892, p. 30.

 

Igreja Período histórico Significação Apresentação de Cristo Elogio(s) Repreensão Recompensa do vencedor
ÉFESO 1º século A.D. Igreja impassível. Segura as 7 estrelas e anda no meio dos 7 candelabros. Perseverança; boas obras. Pôs à prova os falsos mestres. Abandono do primeiro amor. Alimentar-se da árvore da vida.
ESMIRNA 100 A.D. a 313 A.D. Igreja perseguida. O primeiro e o último. Esteve morto e tornou a viver. Rica no sentido espiritual. Nenhuma! Não sofrer o dano da segunda morte.
PÉRGAMO 313 A.D. a 538 A.D. Igreja popular. Tem a espada afiada de dois gumes. “Conservas o Meu nome, e não negaste a Minha fé”. Aceitação de falsas doutrinas. Comer do maná escondido. Pedrinha branca com nome novo.
TIATIRA Idade Média até a Reforma.. Igreja que transige. O Filho de Deus. Olhos como chama de fogo. Amor, serviço, fé, perseverança, obras numerosas. Tolerava Jezabel. Autoridade sobre as nações; receber a estrela da manhã.
SARDES Pós-Reforma. Igreja morta. Tem os 7 Espíritos de Deus e as 7 estrelas. Alguns não contaminaram as suas vestiduras. Os membros têm nome de estarem vivos; mas estão mortos. Vestido de vestiduras brancas; nome não apagado do livro da vida.
FILADÉLFIA Grande Avivamento. Igreja missionária. O Santo. O Verdadeiro; Tem a chave de Davi. “Guardaste a Minha palavra, e não  negaste o meu nome. Nenhuma! Será coluna no templo de Deus; Nome de Deus escrito nele.
LAODICÉIA Atualidade. Igreja morna. O Amém, a Testemunha Fiel e Verdadeira. Nenhum! Morna;  acha que não precisa de coisa alguma. Sentar-se com Cristo no Seu trono.

 

Diagrama com os pontos principais das igrejas do Apocalipse – cf. LES892, p. 30, 31 e 44.

 

1:12 E voltei-me para ver quem falava comigo. E, ao voltar-me, vi sete candeeiros de ouro,

Sete castiçais/candeeiros – “…os sete castiçais […] são as sete igrejas.” Apoc. 1:20.

“Os candeeiros representam a Igreja de Cristo ao redor do mundo.” – LES892, p. 25

“Em Apocalipse 1:11-12, Jesus aparece entre os 7 candeeiros. … Apoc. 1:20 oferece-nos a chave: Os 7 candeeiros são as 7 igrejas. … estas representam 7 períodos do povo de Deus. Esta visão nos revela o enternecedor cuidado de Jesus por Seus filhos em seu jornadear entre Sua congregação através dos tempos.

“Ao analisarmos as mensagens  das 7 igrejas, descobrimos que ali aparecem 7 descrições de Jesus, as quais salientam diversos aspectos de Sua incomparável pessoa e que, em conjunto, dão-nos uma visão magnífica de Cristo. .” – SRA/EP, p. 19

“Os sete suportes verticais de ouro, para lâmpadas, são rememorativos do candelabro com sete ramificações no lugar santo do santuário terrestre. O simbolismo é um pouco diferente no Apocalipse, porque Cristo não podia ser representado andando no meio de um só candelabro com sete hastes ou braços. Mas a comparação de Zacarias 4 com Apocalipse 1 revela que o significado é o mesmo. Os candelabros representam o povo de Deus, o azeite (a espada em Apoc 1:16) representa o Espírito Santo, que flui do coração de Cristo para os corações de Seu povo. (Ver Zac. 4:6; Efés. 6:17.) A luz do Seu amor e verdade brilha para o mundo por meio de Seu povo. (Ver S. João 8:12; S. Mat. 5:14.).” – LES892, p. 21.

Voltei-me … falava … vi – “Ao ler Apocalipse, notamos que Deus estava mostrando incidentes e fatos que o Seu servo via com os seus olhos e ouvia com seus ouvidos. Portanto, João, ao informar as visões, diz: ‘Eu vi’, ou ‘olhei’ e ‘ouvi’, ou algo semelhante, pelo menos 73 vezes. Em Apocalipse, Deus está apresentando acontecimentos, nações, movimentos religiosos e organizações em mensagens como em filmes com imagens e palavras. Diríamos hoje que Deus revelou o Apocalipse por meio de impressões audiovisuais. .” – SRA/EP, p. 15.

 

1:13 e no meio dos candeeiros um semelhante a filho de homem, vestido de uma roupa talar, e cingido à altura do peito com um cinto de ouro;

Manto (vestes talares) – “…longo manto azul usado pelo sumo sacerdote israelita em seu ministério diário no Lugar Santo. (Ver Êxo. 28:4 e 31; 29:5; 39:22).” – LES892, p. 22

Cinto de ouro – “O peito do sumo sacerdote israelita era coberto pela estola sacerdotal, pelo cinto de ouro dessa estola e pelo peitoral…(Ver Êxo. 28:6-8 e 15.) – LES892, p. 22.

Filho do homem – “João viu a Cristo, nosso sumo sacerdote. Utilizando expressões figuradas do Antigo Testamento, João retrata a natureza sumo-sacerdotal da obra de Cristo no santuário celestial. Sua visão de Cristo tem notáveis semelhanças com as visões de Cristo em Daniel 7 e 10. […] Como Sumo-Sacerdote celestial, Ele tem autoridade para perdoar-lhe os pecados (I S. João 2:1). Purifica-o de todo pecado (Heb. 9:11-14) e aplica-lhe os méritos de Seu sacrifício (Heb. 8:1-3). Intercede constantemente por você (Heb. 7:25).” – LES892, p. 22.

Jesus andando no meio dos castiçais – “Conquanto seja sumo sacerdote e mediador no santuário celestial, é apresentado andando de um para outro lado entre as Suas igrejas terrestres. Com infatigável desvelo e initerrupta vigilância, observa para ver se a luz de qualquer de Suas sentinelas está bruxuleando ou se extinguindo.” – Atos dos Apóstolos, p. 585 e 586.

 

1:14 e a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve; e os seus olhos como chama de fogo;

 

1:15 e os seus pés, semelhantes a latão reluzente que fora refinado numa fornalha; e a sua voz como a voz de muitas águas.

 

1:16 Tinha ele na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois gumes; e o seu rosto era como o sol, quando resplandece na sua força.

 

Sete estrelas – “…as [sete] estrelas são os anjos das sete igrejas,…” – Apoc. 1:20.  “Que representam as sete estrelas? Os dirigentes da Igreja.” – LES892, p. 26. “No Novo Testamento, a palavra grega para ‘anjo’ às vezes se refere a mensageiros humanos. Em S. Mateus 11:10; S. Lucas 7:24; 9:52 e S. Tiago 2:25 ela foi traduzida dessa maneira.” – LES892, p. 25.

Ver também comentário sobre Apoc. 2:1.

Espada de dois fios – “O azeite (a espada do verso 16) representa o Espírito Santo, que flui do coração de Cristo para os corações de seu povo.” – LES892, p.21.

“A espada simboliza o Espírito Santo (Efés. 6:17; comparar com Heb. 4:12). O Espírito usa a Palavra de Deus para trazer vitalidade espiritual aos que confiam em Jesus. Jesus promete amparar-nos com Seu Espírito e Palavra. Esta promessa se encontra em muitas partes da Bíblia. (Ver Isa. 26:3; Sal. 55:22.) Quando o Senhor põe em nós o Seu Espírito somos habilitados a andar em Seus caminhos e guardar Seus mandamentos (Ezeq.. 36:27). Os membros da Igreja remanescente guardam os mandamentos de Deus porque estão constantemente recebendo de Jesus a dádiva do Espírito Santo. (Ver Apoc. 12:17.) Enquanto permitirmos que Jesus reine em nosso coração pelo Espírito Santo, Satanás não terá poder sobre nós. (Ver I Cor. 10:13.)” – LES892, p. 25

Rosto como o sol – majestade de Jesus – “No Apocalipse, Cristo não aparece como fraco nem indefeso, nem como o incompreendido. É a revelação de Jesus Cristo como majestoso Rei dos reis que, com Seu poder, abre o caminho e as portas da salvação e nos coloca diante da própria presença de Deus, o Pai.

“Nos três primeiros Evangelhos, faz-se menção 25 vezes de que Jesus falava com autoridade; com poder. Os últimos três versículos do Evangelho Segundo São Mateus dizem que o Cristo ressuscitado apresentou-se como tendo ‘todo poder no Céu e na Terra’. E esta é justamente a gloriosa realidade de Jesus, que o Apocalipse nos revela: Ele é o centro; o Alfa e o Ômega; o primeiro e o último; o que venceu a Satanás nos Céus, venceu-o na cruz e o destruirá no final do grande conflito entre o bem e o mal; o que venceu a morte e vive pelos séculos dos séculos. Jesus é o eterno Todo-poderoso.

“Tem-se dito, muitas vezes, que o poder corrompe os governantes. Deve-se isto, sem dúvida, às motivações não santificadas do coração humano. Com Cristo, porém, não acontece o mesmo, por causa de Seus motivos santificados, e o Apocalipse revela isto.” – SRA/EP, p. 20;

 

1:17 Quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último.

 O primeiro e o último “Assim como o Pai, Jesus tem existência eterna. […] Os mesmos característicos divinos possuídos pelo Pai são partilhados pelo Filho. João foi confortado pela certeza de que o Ser que lhe apareceu não era outro senão o eterno Filho de Deus, o qual, como o “EU SOU” do Antigo Testamento, guiara e instruíra o Seu povo. (Ver Êxodo 3:14.).” – LES892, p. 23 e 24.

 

1:18 Eu sou o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre! e tenho as chaves da morte e do inferno.

Tenho as chaves da morte e do inferno – “A ressurreição espiritual e a ressurreição literal são possíveis em virtude da morte e ressurreição de Cristo. Jesus retém ‘as chaves do reino dos Céus’, mas Ele as partilha conosco. É aquele que ressuscita os que estão espiritualmente mortos, e tirará finalmente os justos mortos da sepultura. Sua graça também nos habilitará a revelar Seu amor a outros, para que, pelo nosso testemunho, sejam levados a desfrutar as bênçãos do reinos da graça e, por fim, o reino da glória.” – LES892, P. 24.

“A ressurreição de Cristo demonstra que Ele tem poder sobre a vida e a morte (Apocalipse 2:8) e nos dá garantia do Seu poder para salvar (São João 10:17).” – SRA/EP, p. 23

“Ao cortar os inúmeros laços emotivos (conscientes e inconscientes) de nosso relacionamentos, a morte produz um vazio e uma sensação de carência difíceis de serem igualados. A morte é a última e maior frustração humana…

“A morte inocente e a ressurreição de Cristo resolvem o problema da morte do pecador. ‘Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna’ (São João 3:16).” – SRA/EP, p. 67

Inferno – “A sepultura” – LES892, p. 87.

 

1:19 Escreve, pois, as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de suceder.

Coisas que são e as que hão de suceder – “Jesus disse a João que lhe estavam sendo reveladas as coisas que são e ‘as que depois destas hão de vir’ (Apoc. 1:19); mostra que começariam no tempo de João e se desenvolveriam progressivamente. Até quando? A revelação chega até a 2ª vinda de Cristo. Ex.: Apoc. 1:7. Os fato de os outros períodos proféticos de 7 do Apocalipse (por exemplo: os 7 selos, as 7 trombetas) culminarem com a Segunda Vinda de Cristo fortalece a interpretação de que as 7 igrejas são etapas sucessivas que começam com a época dos apóstolos e terminam com a Segunda Vinda de Cristo. O cumprimento histórico dos símbolos confirmaria esta interpretação.

“Como interpretar as datas? As 7 igrejas não são etapas proféticas cronológicas com datas exatas, como ocorre com as 70 semanas e os 2.300 dias; por isso, poderia haver alguma elasticidade para dizer quando acaba um período e começa outro. Alguém disse que assim como é difícil dizer quando terminou a noite e começou o dia e, contudo, são dois períodos diferentes. As fases das 7 igrejas são perfeitamente identificáveis, apesar de poder existir alguma flexibilidade de datas.” – SRA/EP, p. 34.

“A maioria dos livros do Novo Testamento são cartas que foram escritas pelos santos apóstolos a várias congregações, e que o cristianismo aceita como Palavra autorizada de Deus para nossa época. Mas existe algo que faz do Apocalipse um livro sagrado realmente singular. É a revelação de Jesus Cristo, expressa em cartas enviadas a sete igrejas situadas na Ásia com instruções para elas e com mensagens proféticas aplicadas a sete períodos específicos da história da igreja.

“Ao mesmo tempo contêm mensagens universais que produzem a edificação espiritual do crente.” – SRA/EP, p. 33.

 

1:20 Eis o mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete candeeiros de ouro: as estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas.

Sete estrelas – Ver comentários sobre Apoc. 1:16 e 2:1.

 

 

LES892 – Battistone, Joseph J. – Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES963 – Gulley, Norman R. – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

SRA/EP – Belvedere, Daniel – Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.

 




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