Reavivados por Sua Palavra


ROMANOS 14 by jquimelli
5 de junho de 2018, 1:00
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/romanos/rm-capitulo-14/

Aqui Paulo lida com diferentes práticas dentro da fé cristã. Havia alguns que haviam abandonado as práticas pagãs e tinham escrúpulos em comer carnes vendidas no mercado de animais que haviam sido sacrificadas a ídolos. Paulo encoraja aos que comem esse alimento que não desprezem aqueles que não comem. E, por outro lado, exorta aqueles que não comem esses alimentos a não julgarem aqueles que o fazem (vs. 3, 4).

Paulo também aborda o fato de que alguns cristãos observavam os dias das festas cerimoniais, enquanto outros não os observavam (veja Gálatas 4:10). O apóstolo diz que cada um deve estar “plenamente convicto em sua própria mente” (v. 5, NVI). Em outras palavras, a questão das comidas sacrificadas a ídolos, e a observância de dias cerimoniais não era uma questão de salvação (vs. 5, 6).

Como pode ser visto neste capítulo, Paulo não está lidando com a ingestão de alimentos puros ou impuros, como muitos cristãos afirmam. Contudo, os princípios são claros: devemos evitar fazer qualquer coisa que possa fazer os novos na fé retornarem ao que faziam antes de se tornarem cristãos. Esta exortação continua no próximo capítulo.

Norman McNulty
Neurologista, Lawrenceburg, TN, EUA

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1306
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
Comentário em áudio Pr. Valdeci: http://vod.novotempo.org.br/mp3/ReavivadosA/Reavivados05-06-2018.mp3
Canais dos vídeocomentários: Pr Ronaldo de Oliveira e Pr Adolfo Suarez
Textos da semana do projeto Crede em Seus Profetas



ROMANOS 14 – VÍDEO COMENTÁRIO PR ADOLFO SUÁREZ by Maria Eduarda
5 de junho de 2018, 0:55
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ROMANOS 14 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by jquimelli
5 de junho de 2018, 0:45
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ROMANOS 14 – Cristãos não devem ser tropeço a ninguém. A ideia “se alguém saiu da igreja por causa das pessoas é porque nunca esteve lá por causa de Jesus” é uma aberração teológica.
 
Cristãos que causam escândalo, condutor de pessoas ao pecado, descuidados na conduta, serão culpados diante de Deus. Nossa influência deve ser sempre positiva, nunca negativa. Devemos, sim, preocupar-nos com o que os outros estão pensando de nós no quesito cristianismo.
 
Thomas R. Schreiner sintetiza em dois pontos o capítulo em análise:
 
1. Evite julgar (vs. 1-12);
2. Não seja o tropeço de um irmão ou irmã (vs. 13-23).
 
Cada cabeça é um mundo, cada indivíduo possui uma cosmovisão exclusiva. Somos todos diferentes. Cada crente na igreja tem um ponto de vista, o que é apenas uma visão de um ponto em relação ao todo. Portanto, mais do que julgar e condenar aos outros, é importante tentar entender a opinião alheia – pode ser que sejamos nós que estamos errados; portanto, evitemos julgar.
 
As nossas atitudes egoístas ou a falta de alguma atitude importante podem ser as razões do afastamento de muitos cristãos de Cristo. Ser pedra de tropeço é tão ruim que Jesus alegou o seguinte:
 
• “Melhor amarrar uma pedra no pescoço e jogar-se no mar que causar sofrimento a um desses pequeninos!” (Lucas 17:2).
 
• “Se vocês os prejudicarem [os pequeninos, ou os fracos], intimidando-os ou tirando proveito da simplicidade deles, logo irão desejar nunca ter feito isso. Seria melhor que vocês se jogassem no meio do mar com uma pedra de moinho amarrada ao pescoço” (Mateus 18:6).
 
Existem algumas situações na Bíblia onde ela não mostra claramente o que fazer – são os chamados “pontos cinzentos”. Neste caso, cada pessoa deve agir conforme sua própria consciência, de acordo com sua própria convicção. Paulo cita dois exemplos:
 
1. Na questão de carnes sacrificadas aos ídolos vendidas no mercado.
2. Na observância de dias especiais do sistema cerimonial do Santuário.
 
Os últimos princípios do capítulo estão pautados no amor cristão:
 
1. Não viver cada um para si.
2. Não criticar o irmão da fé.
3. Não ser obstáculo a ninguém.
 
Enfim, “não comam, façam ou falem nada que interfira na livre troca de amor cristão” (v. 21). Vamos reavivar-nos urgentemente! – Heber Toth Armí.


ROMANOS 14 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
5 de junho de 2018, 0:30
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“Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus” (v.12).


Em todas as suas cartas, Paulo aponta para Cristo como o nosso único exemplo de vida e Sua justiça como a única vestimenta capaz de cobrir a nossa nudez. Ao se referir ao “débil na fé” (v.1), não desmereceu um grupo em detrimento de outro, mas engrandeceu a graça de Deus, que é sobre todos os que O invocam. Precisamos compreender o texto à luz de seu contexto. Mediante o avanço da mensagem apostólica, alguns problemas foram surgindo entre os cristãos do primeiro século. Dentre eles, estava a abstinência de carnes sacrificadas aos ídolos (como estudamos no capítulo quinze do livro de Atos) e a dúvida dos conversos judeus entre continuar observando os dias religiosos judaicos, ou não.

Muitas doutrinas e opiniões antibíblicas surgiram deste capítulo, como a abolição do sábado, o desprezo ao vegetarianismo e o fim da distinção entre carnes limpas e carnes imundas. Contudo, nada disso tem harmonia alguma com as demais Escrituras e não passa de uma deturpação das palavras de Paulo. O que o apóstolo quis destacar não foi “comida nem bebida” (v.17), mas a tolerância que precisamos ter uns com os outros, principalmente com os novos na fé. Na dúvida sobre a procedência dos alimentos cárneos, muitos decidiam fazer uso apenas de alimentos vegetais. E muita atenção para um detalhe que faz toda a diferença: Paulo usou a palavra comida, que de maneira alguma poderia abranger carnes imundas, posto que nem alimento são. Outros recém-conversos ainda, compreendendo que os “dias” ou feriados religiosos apontavam para Cristo como o Cordeiro de Deus, não viam mais sentido em observar tais festas se o perfeito sacrifício já havia sido consumado. E isso não tinha ligação alguma com o sábado, haja vista ser este um mandamento instituído por Deus desde o Éden (Gn 2:1-3) até a eternidade, já que “… em todos os sábados, pessoas de todas as nações virão Me adorar no Templo [diz o Senhor]” (Is 66:23, NTLH).

O grande problema estava na divergência de opiniões, o que enfraquecia a fé de muitos. O comer carne ou não, e o observar os feriados judaicos ou não, havia deixado de ser uma questão de fé, para tornar-se uma pedra de tropeço. Paulo nos aconselha a termos coerência e amor uns para com os outros. Que levemos em consideração as nossas atitudes, principalmente diante daqueles que têm mais facilidade em escandalizar-se. Muitos têm abraçado a verdade com tanta sede que logo abrem mão de muitos hábitos que não julgam mais coerentes com a vida cristã. Mas estas mudanças não podem jamais ser instrumentos para desmerecer aqueles que ainda praticam estes hábitos. Lançar um olhar de “fita métrica” na roupa do outro ou falar piadinhas sobre o que o irmão coloca no prato ou não nunca terá o poderoso efeito do exemplo. Paulo não apenas ensinava o caminho correto, mas andava nele.

O objetivo da abstenção de hábitos antigos é de adoração e não de exposição. É a busca por uma vida de pureza diante de Deus, conforme o conselho do próprio Paulo aos filipenses (Fp 4:8). Admoestar ou corrigir deve sempre ter a finalidade de salvar e não de afastar. Precisamos ter muito cuidado, pois não estamos alheios à síndrome da superioridade. Todas as vezes que julgamos ser melhores do que os demais, pressionando-os através de olhares invasivos, fofocas ou palavras desagradáveis, nos colocamos a serviço do acusador. “Não nos julguemos mais uns aos outros” (v.13), mas sejamos instrumentos do Espírito Santo na obra de salvação e “edificação de uns para com os outros” (v.19).

Não torne o vosso bem motivo de vitupério (v.16). A exaltação própria é pecado. “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (v.17). Permita que o Espírito Santo continue moldando a sua vida e “a fé que tens, tem-na para ti mesmo perante Deus” (v.22). “Aquele que deste modo serve a Cristo é agradável a Deus e aprovado pelos homens” (v.18). Seja este o nosso lema e princípio de vida: “Quer, pois, vivamos, ou morramos, somos do Senhor” (v.8).

Bom dia, servos de Deus e amigos de todos!

Rosana Garcia Barros

Áudio: https://youtu.be/dIJtnu30uho

#PrimeiroDeus #Romanos14 #RPSP



ROMANOS 14 – VÍDEO COMENTÁRIO PR RONALDO DE OLIVEIRA by Maria Eduarda
5 de junho de 2018, 0:15
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ROMANOS 14 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by jquimelli
5 de junho de 2018, 0:10
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2202 palavras.

Débil na fé. Ou seja, aquele que tem compreensão limitada dos princípios da justiça. Ele está ansioso para ser salvo e está disposto a fazer tudo o que crê que lhe é exigido. Mas, na imaturidade de sua experiência cristã (ver Hb 5:11-6:2) e, provavelmente, também como resultado da antiga educação e crença, ele tenta tornar certa sua salvação pela observância de regras e regulamentos que, na realidade, não lhe são obrigatórios. Para ele, essas normas assumem grande importância. Ele as considera obrigatórias para a salvação e se sente angustiado e confuso quando vê outros cristãos, especialmente aqueles que parecem ser mais experientes, não compartilharem de suas ideias. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 698 [Mais sobre este assunto em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/03/12/romanos-14-o-debil-na-fe/%5D.

Legumes. Do gr. lachana, “vegetais” (ver com. do v. 1). Paulo não discute a conveniência de comer certos alimentos ou abster-se deles, mas ordena paciência e tolerância nesses assuntos. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 700.

Em Coríntios, o problema é identificado como a ingestão de alimentos sacrificados aos ídolos. De acordo com os antigos costumes, os sacerdotes pagãos praticavam um extenso comércio dos sacrifícios de animais oferecidos aos ídolos. Paulo disse aos conversos, tanto do judaísmo como do paganismo, em Corinto que, na medida em que os ídolos não eram nada, também nada havia de errado, em si, em comer alimentos dedicados a eles: No entanto, ele explica que, devido à experiência prévia, treinamento e diferenças de discernimento espiritual, nem todos tinham esse “conhecimento” e podiam não sentir a consciência livre para consumir esses alimentos (ver com. de 1Co 8). Assim, Paulo exortou os que não tinham problemas quanto a esses alimentos a que não colocassem uma pedra de tropeço no caminho de um irmão mediante o consumo dos mesmos (Rm 14:13). Sua admoestação, portanto, está em harmonia com a decisão do concílio de Jerusalém e, sem dúvida, lança luz sobre pelo menos uma das razões pelas quais o concílio tomou essa posição sobre o assunto (ver com. de At 15). Por receio de escandalizar outros, alguns cristãos se abstinham de alimentos cárneos, o que significa que sua alimentação era restrita a “legumes”, isto é, vegetais (cf. Rm 14:2). Paulo não trata de alimentos prejudiciais à saúde. CBASD, vol. 6, p. 698, 299.

Julgue. A censura é muitas vezes uma característica daqueles cuja experiência religiosa se fundamenta em grande parte no cumprimento de exigências exteriores. CBASD, vol. 6, p. 700.

Tu que julgas. Paulo se dirige ao irmão débil, uma vez que “julgas” corresponde ao “julgue” do v. 3. CBASD, vol. 6, p. 700.

Julga. Do gr. krinõ, “julgar”, “avaliar”, “aprovar”. Paulo discute então a observância de dias especiais, outra causa de discórdia e confusão entre os crentes (ver com. do v. 1; comparar com questão semelhante nas igrejas da Galácia [Gl 4:10, 11] e de Colossos [Cl 2:16, 17]). Os crentes cuja fé os capacita a abandonar imediatamente todos os feriados cerimoniais não devem desprezar os outros cuja fé é menos experiente. Nem, por sua vez, estes últimos podem criticar os que lhes parecem liberais. Cada crente é responsável por si diante de Deus (Rm 14:10-12). E o que Deus espera de cada um de Seus servos é que “esteja inteiramente convicto em sua própria mente” e siga conscientemente as próprias convicções, de acordo com a luz que recebeu. Entre os seguidores de Cristo não deve haver força nem compulsão. É o espírito de amor e tolerância que deve prevalecer. CBASD, vol. 6, p. 701.

Opinião bem definida. Ou, “plenamente convencido” (ver com. de Rm 4:21). Paulo não sugere que os cristãos não discutam assuntos sobre os quais pode haver discordância. Ao contrário, ele insiste que os crentes cheguem a conclusões claras e definidas. Mas, ao mesmo tempo, devem fazê-lo com amor por aqueles de opiniões diferentes. Não se deve privar a ninguém da liberdade de ter a própria posição quanto ao dever pessoal (comparar com DTN, 550; Ed, 17). CBASD, vol. 6, p. 701.

Para o Senhor. O motivo de ambas as partes é o mesmo, seja na observância, seja na negligência de um dia, no uso ou na abstinência de alimentos. O irmão mais amadurecido dá graças a Deus por “todas as coisas” (v. 2) e participa de seu alimento para a glória de Deus (cf. 1Co 10:31). Seu irmão débil dá graças a Deus por aquilo que come, e para a glória de Deus, abstém-se de alimentos que possam ter sido sacrificados aos ídolos (ver com. de Rm 14:1). CBASD, vol. 6, p. 701.

Vive para si. Não é só na questão dos alimentos e dos dias especiais que o cristão faz tudo “para Penhor”. É seu objetivo não viver “para si próprio”, para o próprio prazer e de acordo n os próprios desejos, mas “para o Senhor”, para Sua glória e de acordo com Sua vontade (ver 2Co 5:14, 15). … As palavras deste versículo têm sido muitas vezes aplicadas à influência que as pessoas exercem sobre seus semelhantes. Deve ser lembrado, porém, que este não é o sentido principal, como o contexto deixa evidente. Paulo enfatiza o pensamento de que tudo o que o cristão faz, ele o faz com referência ao Senhor. CBASD, vol. 6, p. 702.

Somos do Senhor. Ou seja, pertencemos a Cristo, pois Ele é o “Senhor tanto de mortos como de vivos” (v. 9). Os débeis e os amadurecidos na fé, igualmente na vida ou a morte, são responsáveis perante o Senhor, pois são propriedade adquirida para Ele (At 20:28; 1Co 6:20; Ef 1:14). Que direito alguém de julgar quem pertence a Cristo? CBASD, vol. 6, p. 702.

De mortos como de vivos. A inversão da ordem habitual destas palavras talvez seja devida à ordem das palavras sobre Cristo, na primeira parte da frase. Mesmo na morte, o cristão pertence a Cristo, porque, quando morre, adormece “em Jesus” (1Ts 4:14; cf. Ap 14:13). … Este versículo é usado por alguns para defender que a alma é imortal e que a morte só transfere o crente de uma esfera de serviço consciente para outra. A interpretação está fora de sintonia com o restante das Escrituras. A questão da natureza da alma deve ser determinada com base em outras passagens que tratam da condição da alma na morte, assunto que Paulo não trata aqui (ver Jó 14:21; Ec 9:5; Jo 11:11). CBASD, vol. 6, p. 702.

10 Por que julgas […]? Ou, “por que tu desprezas teu irmão?” O que julga o irmão é o que “come legumes”, e o que despreza é o que conscientemente acredita que “pode comer de todas as coisas” (v. 2). CBASD, vol. 6, p. 702.

Todos compareceremos. Considerando que todos os crentes são igualmente súditos e servos de Deus, e que todos devem comparecer perante o mesmo tribuna], eles não têm o direito de julgar uns aos outros. Esse julgamento usurpa uma prerrogativa de Deus (Rm 14:10; cf. 2Co 5:10). CBASD, vol. 6, p. 702.

13 Não nos julguemos. A primeira razão de Paulo para não julgar é que as pessoas são responsáveis, não a si mesmas, mas a Deus, que é senhor e juiz. A segunda razão é sua regra, repetida muitas vezes, do amor cristão. Os crentes amadurecidos na fé, por amor, terão consideração pelos sentimentos e pela consciência de seus irmãos débeis, e terão cuidado para evitar ofendê-los ou confundi-los. Embora seja verdade que, em matéria de consciência, ninguém é responsável perante o outro, todos os cristãos são responsáveis pelo bem-estar mútuo. Apesar de o cristão ser livre para abandonar todos os critérios legalistas do passado, o amor ao próximo lhe proíbe de usar essa liberdade, se isso puder prejudicar um irmão “débil na fé” (Rm 14:1). CBASD, vol. 6, p. 703.

14 Nenhuma coisa. Isto é, neste contexto, os alimentos de que Paulo tratou (ver com. do v. 1). A expressão “nenhuma coisa” não deve ser entendida em sentido absoluto. Frequentemente, as palavras transmitem mais de um sentido, portanto, a definição particular, em cada caso, deve ser determinada pelo contexto. Por exemplo, quando Paulo disse:’ “todas as coisas me são lícitas” (1Co 6:12), sua declaração, se isolada do contexto, seria a declaração de um libertino. O contexto, que é de uma advertência contra a imoralidade, proíbe imediatamente essa dedução. CBASD, vol. 6, p. 703.

De si mesma. Os alimentos dos quais o “débil” (v. 1) se abstém de comer, mas que o irmão amadurecido aceita, não são os tipos de alimentos que são impuros em sua própria natureza, mas devem sua mancha aos escrúpulos da consciência. CBASD, vol. 6, p. 703, 704.

Impura. Do gr. koinos, literalmente, “comum”. Este termo era usado para descrever as coisas que, apesar de “comuns” para o mundo, eram proibidas aos judeus (ver com. de Mc 7:2). CBASD, vol. 6, p. 704.

Para esse fim é impura. O cristão “débil” (v. 1) crê que não deve comer alimentos oferecidos aos ídolos, por exemplo, e faz com que seja uma questão de consciência a abstinência desses alimentos. Enquanto mantém essa convicção, tal prática seria um erro para ele. Ele pode estar errado, pelo julgamento de outro ponto de vista, mas não seria adequado que ele agisse em violação do que ele conscientemente supõe que Deus requeira (v. 23). CBASD, vol. 6, p. 704.

15 Entristece. O irmão débil é ofendido e tem a consciência perturbada ao ver os crentes mais experientes entregando-se ao que ele considera pecaminoso. Essa dor pode resultar em destruição, pois ele pode se afastar da fé, o que estaria associado a práticas que considera pecaminosas, ou pode ser levado pelo exemplo dos amadurecidos a concordar com atitudes que lhe parecem pecaminosas (ver 1Co 8:10-12). CBASD, vol. 6, p. 704.

Não faças perecer. Seja o que for que influencie alguém a violar a consciência, isso pode resultar na destruição de sua fé. A consciência, uma vez violada, fica enfraquecida. Uma violação pode levar a outra até que a fé seja destruída. Portanto, o cristão que, por condescendência egoísta, mesmo sobre algo que considera perfeitamente adequado, exerce influência tão destruidora, é culpado da perda de uma pessoa pela qual Cristo morreu (cf. 1Co 8). CBASD, vol. 6, p. 704.

Cristo morreu. Ele deu a vida para salvar os débeis (v. 1), e seus irmãos não devem destruí-los por questão de indulgência sobre certos alimentos. Em comparação com o que Cristo fez, o sacrifício pedido é insignificante. Ele deu Sua vida. Certamente, os cristãos amadurecidos na fé estarão dispostos a renunciar ao prazer de alguma comida ou bebida favorita em favor dos débeis. CBASD, vol. 6, p. 704.

17 O reino de Deus. [O] presente reino da graça (ver com. de Mt 4:17; Mt 5:2, 3). … A essência do reino de Deus não está em coisas exteriores, mas na graça interior da vida espiritual. CBASD, vol. 6, p. 704, 705.

Comida nem bebida. Ou, “comer e beber”. Estas questões são insignificantes, quando comparadas com o que, na verdade, constitui o reino de Deus. CBASD, vol. 6, p. 705.

Paz. Inclui não só a reconciliação com Deus (Rm 5:1), mas também a harmonia e o amor na igreja (cf. Rm 14:19; Ef 4:3; Cl 3:14, 15). CBASD, vol. 6, p. 705.

Alegria no Espírito Santo. Esta é a condição dos que “vivem no Espírito” (Gl 5:25; cf. Rm 15:13; Gl 5:22; 1Ts 1:6). Os amadurecidos na fé entendem que o reino de Deus consiste em graças espirituais como estas, e não em coisas materiais como comida e bebida. Assim, no que diz respeito à liberdade cristã no comer e beber, eles preferem restringir a própria liberdade a permitir que o exercício dela destrua a paz da igreja (Rm 14:13). CBASD, vol. 6, p. 705.

18 Deste modo. O crente que age com amor conquista a boa vontade de seu irmão, em lugar de colocar uma pedra de tropeço em seu caminho. CBASD, vol. 6, p. 705.

20 Destruas. Do gr. kataluõ, literalmente, “derrubar”. A palavra é usada para descrever a demolição de algo que foi construído. Portanto, dá-se sequência aqui à figura iniciada com o termo “edificação”, literalmente, “construção”, no v. 19. Pela mera questão de comida, os cristãos não podem lutar contra Deus, derrubando e destruindo o que Ele construiu. CBASD, vol. 6, p. 705.

Com escândalo. Paulo estaria dizendo que “é errado a pessoa ser uma pedra de tropeço para os outros por causa do que come”. CBASD, vol. 6, p. 705.

21 É bom. O cristão amadurecido deve estar disposto a abrir mão de sua liberdade nessas questões relativamente insignificantes, em vez de ofender o irmão débil (cf. 1Co 8:13). CBASD, vol. 6, p. 705.

Vinho. Evidentemente, a carne e o vinho eram os principais objetos de escândalos religiosos para os “débeis”, provavelmente porque era usados pelos pagãos nos sacrifícios aos ídolos. CBASD, vol. 6, p. 705.

22 Tem-na para ti mesmo. Esta fé não deve ser exercida abertamente para escandalizar (v. 1) o “débil”, mas deve ser mantida entre si mesmo e Deus. CBASD, vol. 6, p. 706.

Bem-aventurado. Do gr. makarios (ver com. de Mt 5:3). Esta é a felicidade diurna consciência clara e confiante. CBASD, vol. 6, p. 706.

23 Tem dúvidas. Ou, “debate dentro de si mesmo”. Isto se compara à pessoa de coração dividido (Tg 1:6; cf. Mt 21:21; Mc 11:23; Rm 4:20). CBASD, vol. 6, p. 706.

É condenado. Do gr. katakrinõ, “condenar”. Aquele que come, apesar das dúvidas de sua consciência, é condenado. CBASD, vol. 6, p. 706.

. Paulo afirma aqui que, se o cristão não age por convicção pessoal de que o que faz é certo, mas, em vez disso, segue o juízo de outros, sua ação é pecaminosa. Não se deve violar a própria consciência. Mas ela pode requerer treinamento. Pode sinalizar que certas coisas sejam erradas, quando de fato podem não ser. Assim, até que seja convencido pela Palavra e pelo Espírito de Deus de que determinada atitude é boa, o crente não deve seguir a consciência por si só. Não deve fazer dos outros o critério para sua conduta; deve ir às Escrituras e aprender por si mesmo seu dever sobre o assunto (ver T2, 119-124). CBASD, vol. 6, p. 706.




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