Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/lucas/lc-capitulo-23/
Comentário devocional:
Ao chegarmos às cenas retratadas neste capítulo, nos faltam palavras. Vemos Jesus, o melhor e mais puro do Céu, rejeitado! Como Ele deve ter se sentido?
Mas espere! Eu precisava olhar para Ele de novo. Então O vi suspenso entre o céu e a terra, pendurado em uma cruz de madeira. Seu rosto coberto de ferimentos, quase irreconhecível. Diante daquele rosto, daquele olhar de amor, daquela profunda dor, tudo o mais perdeu a importância para mim.
Lágrimas brotaram dos meus olhos e deslizaram pelo meu rosto. Eu chorava amargamente. Naquele momento, compreendi o Seu coração, senti o Seu amor e me senti emocionalmente esmagada. Por que eu não tinha olhado para Ele antes de maneira tão intensa? Por que falhei com Ele tanto assim?
Eu nunca havia olhado para Ele de forma tão atenta. Eu O desprezei. Sim, eu quebrei Seu coração, fui a causa da Sua dor, e ainda assim Ele me amou o suficiente para morrer a pior das mortes. E sozinho. “Jesus, eu sinto muito!”, eu chorei, “por favor, toma-me e salva-me com Seu amor.”
A vida é um contínuo aproximar-se de Jesus, Aquele que realmente Se interessa por nós. Contemple-O na cruz, Sua maior prova de amor por você, e achegue-se a Ele novamente.
Lynn Carpenter
Enfermeira missionária aposentada
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Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1242
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
Comentário em áudio Pr Valdeci: http://vod.novotempo.org.br/mp3/Reavivados/Reavivados02-04-2018.mp3
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LUCAS 23 – Quem estuda a Bíblia atentamente não conclui que seu conteúdo seja superficial. Além disso, ao aprofundar-se nos quatro evangelhos o estudante piedoso notará a relevância de cada um deles e não os descartará por acreditar que falam a mesma coisa.
Além do que já foi observado nos capítulos anteriores das peculiaridades de Lucas, observe o capítulo supracitado. “Sem Lucas, não ficaríamos sabendo da primeira acusação dos judeus perante Pilatos (23.2) e do suplício do Senhor perante Herodes (23.5-16). Fazem parte do material exclusivo de Lucas as palavras de Jesus às mulheres que choram (23.27-31), sua primeira palavra na cruz (23.43) e sua sétima e última palavra (23.46). Somente Lucas registra o comportamento de José de Arimateia no conselho judaico (23.51). E é peculiar de Lucas a menção das mulheres que estiveram em contato com Jesus durante a paixão (23.27-31, 55,56)” (Hernandes Dias Lopes).
Deste capítulo, sobressaem preciosos ensinamentos:
• Jesus não buscou Seus direitos quando foi acusado falsamente. Ele não ficou furioso e raivoso como um bode irracional, como fazem muitos de nós quando somos injustiçados. Como cordeiro, Jesus foi para o matadouro, deixando Seu caso nas mãos do Pai. Como temos que aprender com Jesus!
• O inocente foi cruelmente acusado. O justo foi condenado como se fosse injusto. O réu perfeito foi condenado por aqueles que verdadeiramente deveriam ter sido condenados. Mas, sem acusar, injuriar e praguejar e sem atacar, Cristo foi crucificado por aqueles que mereciam, de fato, a cruz.
• O interesse de Jesus pelas mulheres, Sua oração por aqueles que O assassinaram cruelmente e Sua atenção ao ladrão, devem alertar a todo crente que uma conduta ruim é totalmente deprimente. Por isso, devemos permitir que Sua morte impacte nossa vida a tal ponto de ser moldada pelo crucificado.
• O impacto da crucifixão na vida do Centurião pagão e no religioso José de Arimateia deve motivar nossa profunda reflexão e então mudar de vida.
Jesus tinha um alvo, e nada O faria desistir ou desviar-Se. Ao aceitar ser sacrificado, “Jesus estava adquirindo o direito de Se tornar advogado dos homens na presença do Pai” (Ellen G. White).
Jesus pagou um alto preço para oferecer algum direito para nós. Não podemos ignorar tal preço pago para obtermos vitória no tribunal celestial! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“Então, Jesus clamou em alta voz: Pai, nas Tuas mãos entrego o Meu espírito! E, dito isto, expirou” (v.46).
Sendo levado à presença das autoridades romanas, Jesus passou por dois interrogatórios cheios de expectativa. Pilatos observava a Sua feição suave embora sofrida e, sendo fortemente despertado a não O condenar à morte, a possibilidade de entregar o caso nas mãos de Herodes lhe trouxe um momentâneo alívio. Herodes, por sua vez, “vendo a Jesus, sobremaneira se alegrou, pois havia muito queria vê-Lo, por ter ouvido falar a Seu respeito; esperava também vê-Lo fazer algum sinal” (v.8.).
Numa tentativa de satisfazer seus caprichos, iniciou um interrogatório sem fim. “Jesus, porém, nada lhe respondia” (v.9). Mais uma vez, Herodes teve a oportunidade de se arrepender e usar de sua autoridade para fazer justiça, mas escolheu o mesmo caminho dos líderes de Judá, tratando a Jesus “com desprezo, e, escarnecendo dEle, fê-Lo vestir-Se de um manto aparatoso, e O devolveu a Pilatos” (v.11). Mandando matar João Batista de uma forma tão brutal depois de um trivial pedido, sua posição com relação a Jesus revelou a covardia de quem não queria se responsabilizar pelo sangue de mais um inocente. Não sabia ele que aquele precioso sangue era a sua única oportunidade de salvação, a qual ele desperdiçou.
Outra vez perante o governador romano, Jesus, ainda mais machucado, revelava um aspecto tão dócil quanto a de uma ovelha ferida, e aquela cena causava uma aflição sobremodo grande no coração de Pilatos. Oprimido pelas circunstâncias, por três vezes declarou a inocência do silente prisioneiro. Entretanto, por três vezes enfrentou a fúria de uma turba incontrolável que clamava: “Crucifica-O! Crucifica-O!” (v.21). De um lado, aquele que, perante os homens, teria o poder nas mãos de livrar a Jesus daquela terrível condenação; de outro, a voz do povo que insistia “com grandes gritos” (v.23). Pressionado pelo clamor popular das massas enfurecidas, “Pilatos decidiu atender-lhes o pedido” (v.24), soltando o malfeitor e entregando Jesus “à vontade deles” (v.25).
Dizer que a voz do povo é a voz de Deus é uma das maiores incoerências que existe. Toda a Bíblia tem provado o contrário. Enquanto o mundo antediluviano zombava da pregação de Noé, dava as costas para o último chamado de Deus. Enquanto todo o mundo se entregava à idolatria, Deus tornou Abraão um instrumento de Seu poder. Elias subiu ao monte Carmelo num desafio contra 850 profetas idólatras. E adivinha só quem prevaleceu? Enquanto todos os povos se prostravam diante da imponente estátua de Nabucodonosor, apenas três jovens hebreus se recusavam a fazê-lo. No fim, foram as multidões dos povos ou aqueles três rapazes fiéis que provaram estar com a razão? A Bíblia chama de restante os fiéis dos últimos dias (Ap 12:17). Meus irmãos, a voz do povo não é e nunca será a voz de Deus! A voz de Deus é o claro e sonoro Assim diz o Senhor. A voz de Deus é a Sua Palavra, quer a maioria aceite, quer não.
Enquanto o povo escarnecia de Jesus, Suas poucas palavras antes de morrer foram cheias de compaixão. Às carpideiras, Ele advertiu, aos blasfemadores estendeu perdão, ao malfeitor arrependido prometeu a vida eterna. E é exatamente este o caminho que conduz à vida. Primeiro Jesus nos adverte, nos redireciona. Depois, Ele nos estende o Seu perdão e, então, ao pecador arrependido, oferece a vida eterna. Todos nós somos convidados a contemplar o sacrifício que foi feito por nós na cruz. E não há como não declarar: “Verdadeiramente, este Homem era justo” (v.47). Verdadeiramente, é em Sua justiça que encontramos a salvação.
Hoje, contemplamos como que “de longe estas coisas” (v.49), mas Jesus mesmo afirmou: “Bem-aventurados os que não viram e creram” (Jo 20:29). Nós não fomos testemunhas oculares da morte e sepultamento de Jesus. Não estávamos lá quando “o véu do santuário” (v.45) se rasgou de alto a baixo. Não ouvimos a voz do Senhor ecoar pelo monte do Calvário e atingir cada coração como uma flecha. Mas, pela fé, podemos fazer parte do povo “bom e justo” (v.50) que aguarda “o reino de Deus” (v.51). E, enquanto isso, Jesus nos convida a participarmos de Seu descanso, “segundo o mandamento” (v.56; Êx 20:8-11). Ele mesmo descansou, tornando o memorial da criação também memorial da redenção.
Que nossa vida não seja regida pela voz da maioria, mas pelo Espírito Santo que deseja nos guiar “a toda a verdade” (Jo 16:13).
Bom dia, salvos pela cruz (sacrifício) de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Lucas23. #RPSP
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5-7 galileu. No Império Romano, o julgamento geralmente era feito na província onde o delito foi cometido, mas podia ser transferido para a província de onde o acusado tinha vindo. Pilatos aproveitou-se disto para enviar Jesus a Herodes. Só Lucas menciona isto. Bíblia de Genebra.
A fase mais impressionante e bem sucedida do ministério de Cristo ocorreu na Galileia. Embora tenha nascido em Belém, Jesus cresceu na Galileia e passou quase a vida inteira ali. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 965.
7 jurisdição de Herodes. embora Pilatos e Herodes fossem rivais entre si, Pilatos não queria lidar com esse caso; por isso, encaminhou Jesus a Herodes (cf v. 12). Bíblia de Estudo NVI Vida.
em Jerusalém. O quartel-general principal de Herodes ficava em Tiberíades, no mar da Galileia; mas de modo semelhante a Pilatos, viera a Jerusalém por causa das multidões na Páscoa. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Em Jerusalém, é provável que Herodes ficasse no palácio dos hasmoneus, cuja localização é incerta. CBASD, vol. 5, p. 965.
O grego, no qual esta passagem foi escrita não usa as modernas formas de pontuação. Pelo Seu próprio explícito testemunho, Jesus não ascendeu a Seu Pai até Sua ressurreição (Jo 20:17). Portanto, este texto deve ser entendido como: “Eu digo a você hoje, você estará comigo no Paraíso” (ver Dt 30:18; At 20:26). Jesus estava fazendo a memorável declaração que mesmo naquele dia, no momento mais sombrio de Sua existência, Ele poderia ainda confiantemente assegurar que a crença nEle era o meio pelo qual o moribundo criminoso poderia receber vida eterna. O seguro, mas geralmente desconsiderado, testemunho da Escritura é que a ressurreição e a recompensa do fiel, incluindo a do criminoso moribundo, se dará no futuro, na Segunda Vinda de Cristo (At 24:15; 1Co 15:22-23; 1Ts 4:16-17). Andrews Study Bible.
estarás comigo. Na véspera da traição, menos de 24 antes de fazer esta promessa ao ladrão, Jesus disse aos doze: “Na casa de Meu Pai há muitas moradas […] vou preparar-vos lugar […] voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que onde Eu estou, estejais vós também” (ver com. de Jo 14:1-3). Além disso, três dias depois, Cristo informou a Maria: “ainda não subi para Meu Pai” (Jo 20:17). Portanto, fica evidente que Jesus não foi ao paraíso e não estava no paraíso no dia da crucifixão. Consequentemente, o ladrão não poderia ir com Cristo ao paraíso naquele dia.
Paraíso. Em gr. paradeisos, uma transliteração do persa pairidaêza, que significa “lugar cercado”, “parque” ou “reserva” que contém árvores, um local onde os animais costumavam ser colocados para a caça. … Na LXX, o “jardim” do Eden é chamado de “paraíso” do Eden (ver com. de Gn 2:8). … Em 2 Coríntios 12:2 a 4, “paraíso” é um sinônimo óbvio de “Céu”. O fato de Paulo não se referir a nenhum “paraíso” terreno fica duplamente claro por ele igualar a expressão “arrebatado” ao “Céu” a “arrebatado ao paraíso”. Segundo Apocalipse 2:7, a “árvore da vida […] se encontra no paraíso de Deus”, ao passo que Apocalipse 21:1 a 3, 10 e 22:1 a 5 associam a árvore da vida à nova terra, à nova Jerusalém, ao rio da vida e ao trono de Deus. Não há dúvidas de que o uso consistente do termo paradeisos no NT o torna sinônimo de Céu . Portanto, quando Jesus garantiu ao ladrão um lugar com Ele no “paraíso”, estava Se referindo às “muitas moradas” da casa de Seu Pai e ao momento em que receberia os Seus ali ver com. de Jo 14:1-3). Ao longo de todo Seu ministério, Cristo foi específico ao declarar que retribuiria “a cada um conforme as suas obras” (ver com. de Mt 16:27). Somente nessa ocasião convidará os salvos da Terra para entrar “na posse do reino” preparado para eles “desde a fundação do mundo” (ver com. de Mt 25:31, 34; cf. Ap 22:21). Paulo ensinou que os que dormem em Jesus sairão da sepultura por ocasião da segunda vinda de Cristo (ver 1Co 15:20-23), a fim de receber a imortalidade (v. 51-55). Os justos ressuscitados e os justos vivos serão arrebatados juntos, “para o encontro do Senhor nos ares” e, então, estarão “para sempre com o Senhor” (lTs 4:16, 17). Portanto, o ladrão estará “com” Jesus no “paraíso” depois da ressurreição dos justos, quando Cristo voltar.
É importante destacar que a conjunção “que” entre “te digo” e “hoje” foi acrescentada pelos tradutores, e é interpretativa. O texto original grego, que não tinha pontuação nem divisão de palavras (ver p. 101) diz: amen soi lego semeron met emou ese en to paradeiso, literalmente, “em verdade te digo hoje comigo estarás no paraíso”. O advérbio semeron, “hoje” fica entre os dois verbos, lego, “digo”, e ese “estarás”, e pode se referir a qualquer um dos dois. Sua posição logo após o verbo lego, “digo”, pode sugerir uma relação gramatical mais próxima com ele do que com o verbo ese “estarás”.
Obviamente, a inserção da conjunção “que” antes da palavra “hoje”, pelos tradutores, foi guiada pelo conceito extrabíblico de que os mortos recebem a recompensa quando morrem. No entanto, conforme explanado acima, fica evidente que nem Jesus nem os autores do NT acreditavam em tal doutrina. A conjunção “que” antes da palavra “hoje” faria Cristo contradizer aquilo que Ele e vários escritores do NT declararam de forma inequívoca em outras passagens. Assim, a própria Bíblia requer que a conjunção “que” seja colocada depois da palavra “hoje”, não antes dela (ver com. de Jo 4:35, 36).
Portanto, o que Cristo de fato disse ao ladrão na cruz foi: “Em verdade te digo hoje que estarás comigo no paraíso.” A grande dúvida do ladrão naquele momento não era quando ele chegaria ao paraíso, mas se ele realmente iria para lá. A declaração simples de Jesus lhe garantiu que, por mais que ele não merecesse e por impossível que parecesse, uma vez que ele estava sofrendo a morte de um criminoso, Cristo cumpriria a promessa, e o ladrão estaria no paraíso. de fato, era a presença de Jesus na cruz que tornava possível tal esperança. CBASD, vol. 5, p. 970.
44 escurecendo-se o sol. Alguns já fizeram a sugestão de que Lucas se refere, nesta passagem, a um eclipse. Todavia, seria impossível um eclipse solar com a lua cheia, como na época da Páscoa. A escuridão foi sobrenatural. CBASD, vol. 5, p. 970.