Reavivados por Sua Palavra


LUCAS 13 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
23 de março de 2018, 0:30
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“Respondeu-lhes: Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois Eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão” (v.24).


Tendo Jesus terminado de transmitir tão solene mensagem, “naquela mesma ocasião” (v.1), alguns, aproximando-se dEle, lhe falavam sobre o morticínio de galileus pelas mãos de Pilatos, como uma espécie de “Plantão de Polícia” da antiguidade. O que se seguiu, então, foi uma resposta que fez cair a ideia do que julgavam ser um castigo de Deus. Jesus igualou a condição daqueles “informantes” aos que pereceram, caso não se arrependessem, e ilustrou aquela situação com uma parábola. Durante três anos de ministério aquele povo teve o privilégio de ser cuidado e orientado pelo excelente Viticultor, mas, como povo, Israel rejeitara o cuidado divino tornando-se uma nação dividida entre a religião medíocre e a completa apostasia. Mas Jesus seguia realizando a Sua perfeita obra, reunindo todos os esforços para multiplicar o Seu pequeno grupo de fiéis. E nesse quadro dramático, deparava-Se com as mais diversas mazelas humanas, que por Ele eram transformadas em cura e restauração.

A Bíblia relata que aquela mulher enferma estava “possessa de um espírito de enfermidade” (v.11), ou seja, ela era uma vítima do poder das trevas e há dezoito anos tudo o que conseguia contemplar era o chão. Porém, dentre uma reunião de professos religiosos, Jesus olhou para ela. Mas a sua condição miserável não lhe permitia encontrar o olhar que transforma. Então Jesus vai além e a chama. Lucas não relata o nome da mulher, mas a imagino ouvindo em meio ao burburinho a doce voz do Mestre chamando-a pelo nome. Jesus olhou para ela, “chamou-a” (v.12) e falou com ela, mas foi com o Seu toque que “ela imediatamente se endireitou e dava glória a Deus” (v.13). Há dezoito anos aquela mulher, considerada imunda, não era tocada. Sem dúvidas, aquele toque de amor foi o que lhe despertou a fé para acreditar nas palavras do Mestre: “Mulher, estás livre da tua enfermidade” (v.12).

Entretanto, a realidade da figueira estéril logo se manifestou na pessoa do “chefe da sinagoga” (v.14). Aquele que deveria ser o primeiro a reconhecer um milagre de Deus foi o primeiro a condená-lo. Afinal de contas, segundo sua errônea interpretação da Lei, Jesus havia cometido um pecado muito grave! Ele não poderia ter esperado o sábado terminar para curar aquela mulher? Ora, o que eram algumas horas para alguém que já sofria há dezoito anos? Mas a resposta do “Senhor do sábado” (Mt 12:8), em uma linguagem contemporânea, foi: “Seus hipócritas! Quer dizer que uma vida humana vale menos do que os animais que vocês cuidam no sábado? Me dêem um motivo plausível para ignorar o sofrimento desta filha da promessa, a quem Satanás atormentava a dezoito anos!” (v.15-16).

Sabem qual foi a reação de “todos os Seus adversários” (v.17)? Vergonha! Porque não poderia haver uma reação diferente. Eles ficaram sem argumentos diante dAquele que lhes sondava o coração. As palavras de Cristo reverteram a situação. Enquanto aquela mulher erguia a face aos Céus para dar glórias a Deus, aqueles orgulhosos líderes foram postos a olhar para o chão. E diante daquela cena e das demais parábolas proferidas, alguém que, até então, contemplava aqueles líderes religiosos como exemplos de santidade, vendo-lhes o semblante descaído, perguntou a Jesus: “Senhor, são poucos os que são salvos?” (v.23). E a Sua resposta pode até soar como um esforço por obras. Não, amados! Não é este o contexto! O nosso esforço deve ser o de simplesmente responder ao olhar, à voz e ao toque de Jesus, e tomar a posição de verdadeiros adoradores, glorificando a Deus com nossas vidas.

Fazer parte de uma igreja, comer e beber na presença de Jesus, ouvir os Seus ensinamentos (v.26), mas não tomar a decisão de se endireitar para dar “glória a Deus” (v.13), redundará em um trágico fim, quando Cristo dirá: “Não sei donde sois; apartai-vos de Mim, vós todos os que praticais iniquidades” (v.27). Jesus deseja reunir o Seu povo “como a galinha ajunta os do seu próprio ninho debaixo das asas” (v.34). É rejeitando este cuidado divino que nos colocamos em terreno estranho. Pensando estar na segurança da casa, muitos serão surpreendidos quando “o Dono da casa Se tiver levantado e fechado a porta” (v.25). Perceberão tarde demais que nunca foram, de fato, filhos de Abraão.

Esforçai-vos por entrar pela porta estreita” (v.24) é, portanto, a nossa resposta ao amor que nos salvou. É, como igreja de Cristo, revelar ao mundo o Seu amor incondicional. É aliviar o sofrimento alheio e não apontá-lo como um castigo merecido. É olhar com os olhos de Jesus. É falar como Ele falou. É ser usado por Ele para tocar o mundo com as mãos do amor. Não há esforço maior do que este. Sabem porquê? Porque ele requer de nós o que só debaixo das asas do Altíssimo podemos encontrar: amor incondicional. O nosso esforço é o de decidir permanecer ali e permitir que Ele nos use para a Sua glória. Podem acreditar, não existe melhor decisão do que esta.

Bom dia, salvos pelo amor incondicional!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Lucas13
#RPSP


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