Reavivados por Sua Palavra


MARCOS 10, Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
4 de março de 2018, 0:30
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“Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos” (v.45).


Segundo o Seu costume” (v.1), Cristo percorria toda aquela região ensinando as multidões. Seus ensinamentos e Suas respostas aos questionamentos do povo confrontavam tudo o que até então eles julgavam ser o correto. Interpretando as Escrituras conforme a rudeza de seus corações, os fariseus consideravam a réplica de Jesus uma afronta ao que defendiam como regras irrevogáveis.

Novamente, Cristo aponta as crianças como símbolo do reino dos céus. Indignado com a atitude dos discípulos, Ele os repreende e exalta os pequeninos como herdeiros de Seu reino eterno. Ao ver aquela cena dantes nunca vista, um jovem ficou estupefato e em atitude de humilhação, correu e ajoelhou-se perante Jesus. Ele nunca havia presenciado tamanho amor da parte de seus líderes religiosos. O gesto e as palavras de Cristo tocaram seu coração de uma forma que ele nunca havia sentido. Aquele jovem percebeu que a sua religião não era suficiente e que só Jesus teria a resposta à sua inquietação.

Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?” (v.17), foi a pergunta do jovem e tem sido a pergunta que tem atravessado séculos e gerações. Devido a nossa natureza egoísta é difícil conceber que a vida eterna é um “dom gratuito de Deus” (Rm 6:23). Ao dizer ao jovem: “Sabes os mandamentos” (v.19), era como se dissesse: “Você já sabe o que NÃO deve fazer, ou seja, não pratique o mal contra o teu próximo”. Confuso com a resposta tão comum ao que ele sempre havia sido ensinado, aquele jovem estava prestes a ser alvo do que a Bíblia só relata poucas vezes: “Jesus, fitando-o, o amou” (v.21). O penetrante olhar do Mestre atravessou-lhe o coração na certeza de que, agora sim, ele receberia a resposta que buscava. E assim o foi.

Quantos, como aquele jovem, não têm feito a mesma pergunta. Mas diante da resposta de Deus, recuam, porque, na verdade, não estão dispostos a renunciar aquilo que lhes impede de seguir verdadeiramente a Cristo. De um jovem maravilhado com o evangelho do reino, a um jovem contrariado com ele (v.22). É exatamente isto que tem acontecido em nosso meio. Vamos até Jesus, O adoramos, dizemos guardar os Seus mandamentos, mas quando o Seu amor denuncia aquilo que temos acariciado acima do “tesouro no Céu” (v.21), preferimos a tristeza de uma religião sem sentido.

Acostumados com a religião dos fariseus, até os discípulos tiveram dificuldade de compreender aquele diálogo. Ao estranharem as palavras de Jesus, o que ouviram em seguida foi mais difícil ainda: “Filhos, quão difícil é [para os que confiam nas riquezas] entrar no reino de Deus!” (v.24). E, como sempre, Pedro tomou a frente da palavra para afirmar a renúncia que ele e seus companheiros haviam feito para segui-Lo. E Jesus lhes confirmou o galardão com uma expressão que faz toda a diferença: “por amor a Mim e por amor do evangelho”. É o amor e não a obrigação que deve reger a nossa obediência a Deus e à Sua Palavra. O “dever de todo homem” (Ec 12:13), é temer a Deus e guardar os Seus mandamentos porque O amam e não a fim de alcançar mérito algum.

Porque Deus amou” (Jo 3:16), Ele deu o melhor do Céu para nos salvar. Devemos seguir-Lhe o exemplo. Dar antes de amar é salvação por obras. Mas amar para dar é reconhecimento e gratidão pelo que o Eterno já fez por nós. Percebem a diferença? Jesus jamais nos pedirá algo que esteja além de nosso alcance observar. A decisão daquele jovem só provou que a sua obediência não era resultado de amor, mas de presunção. A vida abnegada de Jesus já deveria ser para nós prova suficiente de que “o cumprimento da lei é o amor” (Rm 13:10). Não nos tornamos melhores do que ninguém quando guardamos os Seus mandamentos. Mas a gratidão de quem era cego e torna a ver deve mover a sua vida a seguir “Jesus estrada fora” (v.52).

Jesus está neste momento fitando-lhe com amor e dizendo ao seu coração: “Só uma coisa te falta” (v.21), e você sabe o que é. Não escolha se contrariar e entristecer-se, mas com o coração cheio de gratidão e movido pelo amor, como o cego de Jericó, decida seguir “Jesus pelo caminho” (v.52) até que Ele volte.

Feliz semana, movidos pelo amor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Marcos10
#RPSP


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