Reavivados por Sua Palavra


MATEUS 11 – COMENTÁRIO ROSANA BARROS by Ivan Barros
5 de fevereiro de 2018, 0:30
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“Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei” (v.28).


Com um ministério singular, João Batista anunciava as boas-novas de salvação preparando os corações para receber o Messias. Sua vida era uma inspiração para seus discípulos, que acompanharam a sua jornada e testemunharam o vibrante pregador. Não havia assunto mais sublime e importante para ele do que o de anunciar a chegada do Cristo prometido. Seu entusiasmo e ousadia andavam em harmonia com sua fé e convicção. Mas, quando “no cárcere” (v.2), algo inquietou o seu coração. Mesmo após ter anunciado Jesus como “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29), e ter presenciado em Seu batismo a manifestação do Céu confirmando a Sua missão, inquietou-se por saber se era Ele mesmo o tão esperado Redentor da humanidade.
 
A resposta de Jesus foi a confirmação de outra profecia messiânica. A Sua vida era sinônimo de cura e de salvação (v.5). “E bem-aventurado é aquele que não achar em Mim [Jesus] motivo de tropeço” (v.6). Então, Ele dá testemunho de João chamando-o de “muito mais que profeta” (v.9), o “Elias que estava para vir” (v.14). Sabemos que o profeta Elias foi um dos maiores profetas de Israel, cuja missão foi a de restaurar a verdadeira adoração ao único e verdadeiro Deus. E as profecias apontam para “Elias” posteriores que antecederiam tanto a primeira quanto a segunda vinda de Jesus. Isto não significa que seriam o próprio Elias, mas atalaias de uma mesma mensagem: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap 14:7).
 
Da mesma forma que João teve o seu momento de questionamento, ansioso por saber se a sua pregação havia alcançado o seu pleno objetivo, os mensageiros da bendita esperança dos últimos dias também têm passado por momentos onde a dúvida se apodera mesmo diante do fato inquestionável de que as profecias finais estão se cumprindo. Notem que “João ouviu… falar das obras de Cristo” (v.2). Ou seja, o testemunho de Jesus o alcançou mesmo na prisão e, ainda assim, pensou: “Será Ele mesmo o Messias?” Em momento algum João perdeu a sua fé ou culpou a Deus por estar naquela situação, mas a sua sincera busca lhe tornou em uma resposta que certamente foi um lavar regenerador, um estribilho da melodia celeste que fez seu coração descansar mesmo diante da morte.
 
Esta é a verdadeira paz de Cristo. Tomar o “reino dos céus… por esforço” (v.12) não se trata de usar minhas próprias forças para alcançar a salvação, mas de apoderar-me da força que há em Deus. É perseverar na fé ainda que as circunstâncias não me sejam favoráveis. João Batista recebeu uma missão e a cumpriu com louvor, mesmo sob ameaças e perseguições. Mas as injustiças cometidas contra a sua vida e ministério não calam o fato de que “a sabedoria é justificada por suas obras” (v.19). É certo que nós somos justificados pela fé em Cristo, mas as obras têm o papel fundamental de atestar a nossa fé. Elas não são e nunca serão a causa, mas devem ser a consequência: “Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos; porque isto é dever de todo homem” (Ec 12:13).
 
Fomos chamados por Deus para desempenharmos a mesma obra de Elias e de João Batista, a de anunciar o evangelho eterno ao mundo, convocando todos a adorar ao único e verdadeiro Deus. Assim como as cidades impenitentes citadas por Jesus, hoje, há inúmeras cidades, regiões, países que precisam entender que “está próximo o reino dos céus” (Mt 10:7). E o Senhor tem revelado Sua sabedoria e instrução “aos pequeninos” (v.25), aos que têm Lhe confiado o coração e atendido ao Seu chamado de amor: “Vinde a Mim” (v.28). Ele não diz “Vinde a Mim vós que sois perfeitos e sábios”, mas chama os que sentem que suas forças acabaram e que não conseguirão dar nem um passo a mais.
 
Imagino que João deve ter sentido medo naquele lugar cujos algozes “brincavam” constantemente com suas emoções. A apresentação do evangelho do reino aos “cansados e sobrecarregados” (v.28) através da vida de Cristo foi para ele o perfeito alívio. E esta é a mesma obra que Jesus deseja realizar em nossa vida: Retirar nossos fardos e colocar sobre nós a leveza e a suavidade resultantes de um amor que jamais nos abandona. Temos uma grande e sagrada obra e a responsabilidade de proclamá-la é séria e em caráter de urgência. Que possamos aceitar o Seu terno convite e, cada dia, esforçarmo-nos em aprender dEle as características que nos tornam Seus “verdadeiros adoradores” (Jo 4:23).
 
Bom dia, verdadeiros adoradores do Deus vivo!
 
Rosana Garcia Barros
 
#PrimeiroDeus
#Mateus11
#RPSP

1 Comentário so far
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Deus seja louvado eternamente! Obrigada Senhor, por estes atalaias que comentam de forma didática e extremamente compreensível cada capítulo da Tua Palavra. #RPSP

Comentário por Eliana De Souza Lima




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