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Comentário devocional:
O Salmo 84, como outros salmos, tem sido fonte inesgotável de inspiração para poetas e compositores, como a feita por Brahms: “Como é agradável o lugar da tua habitação”.
Este é “um Salmo dos filhos de Coré”. Como é maravilhoso que os descendentes do grande rebelde, Coré, não tenham seguido os seus passos! Pelo contrário, eles amavam o serviço que faziam no Templo de Deus. Eles consideravam o “santuário-templo”, como o lugar da habitação de Deus e desejavam “contemplar a Sua face”.
Eles também amavam estar no templo. Os corais organizados pelo músico Davi tinham muito prazer em estar nos aposentos especialmente construídos para eles, adjacentes ao santuário de Deus: “Como são felizes os que habitam em tua casa; louvam-Te sem cessar!” (v. 4, NVI).
Neste salmo são expressos os sentimentos dos peregrinos, que se dirigem a Jerusalém e que, ao passarem pelo Vale de Baca, “lugar de choro”, se refrigeram com a lembrança do cuidado de Deus e são fortalecidos a prosseguir a caminhada (v. 7). Eles seguem na expectativa de estar no lugar onde um dia vale mais do que mil em outros lugares (v. 10).
O Salmo conclui com lindas expressões de gratidão a Deus, reconhecendo que o Senhor é luz, proteção e tem prazer de fazer o bem e favorecer e honrar os Seus amados (v. 11). E como é feliz aquele que nEle confia (v. 12).
Senhor, amamos nos reunir na Tua casa para Te adorar. Ali, na companhia dos irmãos, compartilhamos as bênçãos da Tua presença. Transforma o nosso coração para que estejamos em plena harmonia conTigo e sintamos o pleno prazer de estar em Tua presença.
Beatrice Neall
Professora aposentada de Religião
Union College, EUA
Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/84 e http://revivedbyhisword.org/en/bible/Psa/84/
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli
Texto bíblico: Salmo 84 NVI
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: https://credeemseusprofetas.org/
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O salmo parece descrever a felicidade daqueles que habitam nos arredores sagrados (v. 1-4, 9-11); a felicidade daqueles que peregrinam até o santuário (v. 5-8) e a felicidade daqueles que confiam em Deus apesar de serem privados do privilégio de cultuá-Lo em Sua casa. … Tratam-se dos sentimentos mais profundos de um filho d Deus que, privado do privilégio de comunhão com companheiros crentes, ansiava pela companhia de seus irmãos na adoração coletiva a Deus. … Diz-se que Isabel Alison e Marion Harris, participantes de um movimento político-religioso escocês, de fé presbiteriana, do século 17, cantaram as palavras do Salmo 84 na música “Mártires”, enquanto se dirigiam para o cadafalso. CBASD, vol. 3, p. 929.
2 Minha alma suspira. Tal sinceridade e fervor deveriam caracterizar a oração dos cristãos (ver T4, 534). CBASD, vol. 3, p. 929.
3 pardal…andorinha… Teus altares. O santuário, numa figura de metonímia [no caso, referir-se à parte (altares) em lugar do todo (santuário)]. O sentido geral deste verso, cuja conclusão o poeta somente insinua, é que até as aves têm livre acesso aos recintos sagrados do santuário, e seus ninhos ali não são perturbados. Enquanto isso, o salmista está exilado da fonte de sua alegria, e lhe é negado o privilégio de adorar no recinto sagrado. O nostálgico apelo deste verso é uma das mais belas expressões de saudade em toda a esfera da literatura. CBASD, vol. 3, p. 930.
4 Louvam-Te perpetuamente. O santuário é um local de oração contínua, numa antecipação do Céu. CBASD, vol. 3, p. 930.
5 Bem-aventurado o homem cuja força está em Ti. Feliz é o homem que percebe que Deus é a fonte de Sua força (ver v. 7). CBASD, vol. 3, p. 930.
em cujo coração se encontram os caminhos aplanados. Do heb. mesilloth, “estradas”. … é feliz a pessoa que medita nos caminhos que levam ao santuário, que se prepara para viajar neles, que decide fazer a peregrinação a Jerusalém e adorar no santuário. CBASD, vol. 3, p. 930.
6 vale árido (ARA; NVI: “vale de Baca”). Do heb. baka’. … A LXX e a Vulgata traduzem a frase “vale de Baca” como vale de lágrimas”. Com fé e esperança e alegria, os peregrinos transformaram o “vale de lágrimas” em “um manancial”. Esta é uma bela ilustração do efeito da religião verdadeira, que espalha júbilo e conforto onde antes havia apenas tristeza e dificuldades (ver Is 35:1, 2, 6, 7). CBASD, vol. 3, p. 930.
faz dele um manancial de bênçãos. Os verdadeiros peregrinos a caminho da Sião celestial abrem fontes no deserto para aqueles que o seguem. Os cristãos sempre tornaram o mundo um mundo melhor para se viver. CBASD, vol. 3, p. 930.
de bênçãos o cobre. As bênçãos de Deus repousam sobre tudo que os peregrinos contemplam porque o coração deles está cheio de alegria enquanto viajam. A prisão de Bedford, onde John Bunyan esteve encarcerado, tornou-se uma fonte de bênção a outros por causa do livro O Peregrino. A experiência de Florence Nightingale com febre, germes e gangrena resultou numa revolução no atendimento hospitalar. CBASD, vol. 3, p. 930.
7 de força em força. Não há fadiga sem fim na jornada destes peregrinos. … Cada exercício de força na jornada acrescenta-lhes vitalidade e revigora as forças para o estágio de peregrinação seguinte (ver Is 40:31; Jo 1:16; Rm 1:17; 2Co 3:18). CBASD, vol. 3, p. 930.
Aparece diante de Deus. A peregrinação foi terminada com êxito. CBASD, vol. 3, p. 930.
9 ó Deus,… contempla o rosto do Teu ungido.Ver 1Sm 16:1; 2Sm 22:51; Sl 89:20. Davi ora para que Deus olhe para ele com benevolência (ver Sl 119:132). Neste verso, há extrema delicadeza na mudança para a terceira pessoa. CBASD, vol. 3, p. 931.
10 Pois um dia nos Teus átrios vale mais do que mil. O verdadeiro filho de Deus sempre se deleita em participar na adoração a Ele. CBASD, vol. 3, p. 931.
prefiro estar à porta da casa do meu Deus, a permanecer nas tendas da perversidade. O salmista preferia ser um funcionário do santuário a desfrutar a honra entre os ímpios, longe de Deus e do templo. CBASD, vol. 3, p. 931.
11 Porque o Senhor Deus é sol e escudo. Deus é a fonte de vida, material e espiritual (ver Sl 27:1; Is 60:19, 20; Ml 4:2; Ap 21:23; 22:5). CBASD, vol. 3, p. 931.
Graça e glória. O cristão encontra graça interior aqui,no reino da graça, e glória externa lá, no reino da glória (ver Ap 21:11, 24). CBASD, vol. 3, p. 930.
12 Ó SENHOR dos Exércitos, feliz o homem que em Ti confia. Ver Com. de Sl 1:1. … Esta bênção é a experiência fundamental daqueles que confiam em Deus para a salvação pessoal (comparar com os ensinos do apóstolo Paulo sobre este assunto em Gl 2:20). CBASD, vol. 3, p. 930.
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SALMO 84 – Tem gente passando fome espiritualmente. Tem muito fast food espiritual nos diversos mercados da fé. Há muitas sopas ralas de “miojo” desnutrindo a espiritualidade de muitos crentes iludidos com comidas que mais prejudicam do que alimentam.
Vamos aprofundar mais na mensagem de Deus do que na mensagem das novelas, filmes, desenhos animados e seriados? Vamos valorizar o que realmente importa?
Aprofundando no Salmo em apreço destacamos os seguintes pontos:
1. Primeiramente, há três bem-aventuranças ou bênçãos neste Salmo:
• A primeira bem-aventurança ou bênção (v. 4) “refere-se àqueles que habitam no templo. São felizes porque sempre podem louvar a Deus” (Bíblia Andrews).
• A segunda bem-aventurança ou bênção “se dirige às pessoas que encontram forças no Senhor. Como Ele é o Deus Todo-Poderoso, pode fortalecer os seres humanos a ir ‘de força em força’ (v. 7; ver Is 40:31)” (Bíblia Andrews).
• “A terceira bem-aventurança ou bênção é pronunciada sobre a pessoa que confia no Senhor; isso significa que sua vida inteira é ordenada em torno de Deus e da vontade divina” (Bíblia Andrews).
2. Em segundo lugar, os crentes são peregrinos neste mundo indo com destino à Casa de Deus no Céu, os quais podem fazer “estas três declarações” conforme lista Warren Wiersbe:
• Meu prazer está no Senhor (vs. 1-4);
• Minha força está no Senhor (vs. 5-8);
• Minha confiança está no Senhor (vs. 9-12).
3. Em terceiro lugar, aos fieis e submissos a Deus, a santa presença é uma bênção. “Ao mesmo tempo em que Deus é para os ímpios um fogo consumidor, é para Seu povo tanto Sol como Escudo (Sal. 84:11)” (Ellen G. White). Deus luta por Seu povo, Ele é o Deus vivo que age pelo bem e felicidade dos que O buscam genuinamente.
Após considerar estes pontos, meditemos neste versículo: “Prefiro esfregar o chão da casa do meu Deus a ser honrado no palácio do pecado” (v. 10).
• Será que somos humildes diante das atividades que precisam ser realizadas para Deus ou estamos buscando glórias para massagear nosso ego?
• Será que estamos dispostos a qualquer coisa para estarmos na presença divina ou preferimos o glamour dos prazeres do pecado?
• Será que poderíamos fazer das palavras do salmista as nossas palavras diante de Deus?
Compensa estar sempre na presença de Deus! – Heber Toth Armí.
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“Ó SENHOR dos Exércitos, feliz o homem que em Ti confia” (v. 12).
Repleto de paixão e de felicidade, este Salmo nos remete a uma saudade por um Deus que nunca vimos e de um lugar que nunca fomos. A viagem ao templo do SENHOR era realizada com muita alegria e ansiedade pelo povo de Israel e, até lá, o caminho tornava-se oportunidade de adoração. A Casa de Deus era considerada o melhor lugar para se estar e a Sua habitação, uma bem-aventurança (v. 4).
Então, o foco sai do templo para o percurso até o templo. A bem-aventurança pertence ao homem cuja força está em Deus (v. 5), que possui um coração com “caminhos aplanados”. E o diferencial vem logo em seguida: “o qual, passando pelo vale árido, faz dele um manancial” (v. 6). Ou seja, o coração que é guiado por Deus ao Seu santo lugar, passa por momentos difíceis na vida, mas até estes momentos se transformam em oportunidades de avançar “de força em força” (v. 7). Eu não sei se vocês têm ou já tiveram esta sensação. Mas é como lembrar das provações não com medo de sofrê-las novamente, mas com o coração extremamente grato por tê-las enfrentado sob o pendão divino e sentir uma alegria inexplicável pelo privilégio de ser um vencedor em Cristo.
Todo cristão convicto da atuação do Espírito Santo, “de bênçãos o cobre a primeira chuva” (v. 6). Com sinceridade e firmeza de propósito, recebe a chuva temporã. O agir diário do Espírito o move a caminhar por caminhos planos, crescendo gradualmente, como convém aos justos do SENHOR (Vide Provérbios 4:18). E este crescimento é o que o capacitará a receber a última chuva, a serôdia. Ninguém, amados, e prestem muita atenção, NINGUÉM receberá a última chuva se não foi devidamente regado pela primeira. O Pentecostes dos últimos dias só será derramado sobre aqueles que, como a igreja primitiva, estava preparando-se para recebê-lo.
Precisamos nos preparar para nos encontrar com o nosso Deus (Vide Amós 4:12) e este preparo deve incluir uma vida de oração (v. 8) e o constante desejo de andar retamente diante do SENHOR (v. 11). Deus derrama sobre os Seus filhos “em justa medida a chuva; fará descer, como outrora, a chuva temporã e a serôdia” (Joel 2:23). Então, Ele derramará o Seu “Espírito sobre toda a carne” (Joel 2:28) e não sonegará aos retos nenhum bem (v. 11), antes, a verdadeira felicidade os acompanhará, pois nEle confiam (v. 12).
Que o mesmo amor pelo SENHOR, que a mesma ansiedade em estar nos átrios eternos de Deus, que o mesmo gozo em nEle depositar a nossa confiança possa conduzir o nosso coração. Só assim, o nosso deserto se tornará manancial e as bênçãos da chuva temporã nos levarão ao “aguaceiro” espiritual da chuva serôdia.
Bom dia, bem-aventurados de Deus!
Desafio do dia: Convide um parente/amigo para ir à igreja adventista no próximo sábado pela manhã.
*Leiam #Salmo84
Rosana Garcia Barros