Reavivados por Sua Palavra


I Samuel 29 – Comentário Rosana Barros by Ivan Barros
1 de abril de 2016, 0:35
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I Samuel 29 – Comentário Rosana Barros

"Então, Davi disse a Aquis: Porém que fiz eu? Ou que achaste no teu servo, desde o dia em que entrei para o teu serviço até hoje, para que não vá pelejar contra os inimigos do rei, meu senhor?" (v. 8).
Até ali, Davi e seus homens haviam derrotado povos inimigos sem levantar suspeitas. Aquis confiava tanto em Davi, que a respeito deste, disse: "Bem o sei; e que, na verdade, aos meus olhos és bom como um anjo de Deus" (v. 9). E nem sabia ele que o "anjo de Deus" estava lhe enganando.
Só que o capítulo de hoje começa a mostrar os resultados da mentira de Davi. Se achou esperto, mas estava prestes a cair em uma grande cilada que ele mesmo armou.
Aquis podia acreditar em Davi, mas os príncipes filisteus não. Era do conhecimento deles a fama de Davi e a música que embalava as danças de vitória de Israel já era conhecida de todos os povos vizinhos: "Saul feriu os seus milhares, porém Davi, os seus dez milhares" (v. 5). A mesma música que despertou a ira em Saul, despertou a desconfiança nos príncipes filisteus.
Nas vezes em que Saul perseguiu a Davi, este sempre interrogava aquele: "Que fiz eu?"
A mesma pergunta Davi faz a Aquis quando lhe é exigido que não vá à peleja com os filisteus: "Porém, que fiz eu?"
Na verdade, Davi deveria estar em tremenda aflição diante do que estava prestes a fazer: marchar contra o seu próprio povo.
Mas não é interessante a pergunta de Davi?
No contexto deste capítulo a retórica de Davi não tem o mínimo cabimento.
Sabem uma pessoa que lhe prejudica e depois, de cara lavada, ainda pergunta: "O que foi que eu fiz?"
Foi exatamente o que fez Davi. Só que Aquis não fazia ideia do jogo sujo do homem que ele considerava reto (v. 6).
A batalha que Davi estava travando era consigo mesmo. Seus planos e objetivos começaram a ser traçados sem a aprovação do SENHOR. Se não tomasse cuidado, cairia no mesmo erro de Saul, negando vez após vez ouvir a voz de Deus, até tornar-se surdo aos apelos divinos.
O SENHOR precisava chacoalhar a Davi e fazê-lo voltar ao primeiro amor.
"Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor" (Apocalipse 2:4).
E como voltar? Deus permitiria que as consequências dos atos de Davi começassem a tomar forma.
"Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras" (Apocalipse 2:5).
Geralmente, para lembrarmos onde nos machucamos, basta olhar para as cicatrizes. As marcas nos lembram onde caímos, como nos machucamos e por quê.
Tenho uma cicatriz no joelho esquerdo que "ganhei" quando tinha apenas uns quatro anos de idade. Nunca esqueço como aconteceu, porque a marca está sempre ali para me lembrar. O parquinho da escola estava molhado e eu inventei de passar justamente dentro de uma poça d’água. Só que eu escorreguei e meu joelho foi direto em uma cerâmica quebrada. Então, a partir dali, eu nunca mais inventei de andar dentro de poças d’água.
Compreendem?
Ah, se toda cicatriz fosse apenas externa!
Tantas vezes sabemos que podemos nos machucar, sabemos que podemos machucar outras pessoas, no entanto assumimos o risco. Só que as sequelas machucam, e as vezes causam tanto dano, tanto mal, que abrem feridas difíceis de cicatrizar.
Pela fé, vão-se as feridas mas ficam as cicatrizes. Ficam as marcas que imprimem em nós lembranças que, se pudéssemos, escolheríamos esquecer.
Davi foi infeliz em deixar o deserto para ir habitar entre os inimigos. Deixou o refúgio do SENHOR para construir o seu castelo de areia, que estava prestes a desabar e causar muito sofrimento a ele e a todos os seus valentes.
"Quem teme ao homem arma ciladas, mas o que confia no SENHOR está seguro" (Provérbios 29:25).
Davi preferiu armar ciladas a confiar em Deus. Preferiu buscar o favor do que governa do que aguardar a justiça do SENHOR (Provérbios 29:26).
A dura tribulação que estava por vir despertaria o homem segundo o coração de Deus, da escuridão de seu próprio coração.
Em meio à perseguição era fiel e verdadeiro, dentro da "segurança" dos muros de Ziclague, tornou-se cínico e mentiroso.
Davi precisava lembrar onde e como havia caído, para então voltar ao primeiro amor. PRECISAVA RETROCEDER PARA ENTÃO AVANÇAR!
E as marcas certamente o ajudariam neste processo.
Você está precisando retroceder? Por certo existem cicatrizes que lhe fazem lembrar das quedas. O SENHOR lhe convida, hoje, a lembrar de suas marcas com remorso pela última vez. Ele promete transformá-las de marcas de dor em marcas de vitória. Jesus recebeu chagas de morte para ficar com marcas do amor! Escolha trocar as marcas da mágoa, da raiva, da intriga, pelas marcas da justiça de Cristo! Somente quando nos arrependemos genuinamente das quedas do passado, é que estas coisas ficam para trás, e, como Paulo, avançamos para o alvo, "para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus" (Filipenses 3:13-14).
Que as marcas do amor de Cristo superem as marcas que a vida lhe causou!
Bom dia, marcados pelo amor de Cristo, conte-nos seu testemunho e deixe seu pedido de oração!
*Leiam ‪#‎1Samuel29‬

Rosana Garcia Barros



I Samuel 29 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
1 de abril de 2016, 0:30
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1 O cap. 29 é uma continuação da narrativa de 28.2. De Afeque os filisteus subiram a Suném (28.4), em uma jornada de 128 km, e daí, para o vale de Jezreel. Os israelitas, por sua vez, se concentraram em Gilboa (28.4), para descerem ao vale de Jezreel, onde se travaria a batalha. Bíblia Shedd.

1-11 A continuação da história de Davi e Aquis apresenta a solução ao sério problema de Davi (28:1-4). Andrews Study Bible.

Davi estava em apuros! A que difícil situação o haviam conduzido as mentiras daquele último ano e meo! Ele não tinha alternativa senão acompanhar o rei Aquis à batalha, mas deve tê-lo feito com o coração oprimido. Parece que seria obrigado a combater Saul, o ungido do Senhor, e Jônatas, seu amigo, bem como o povo que ele, um dia, iria governar. Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento. F. B. Meyer.

Estes hebreus, que fazem aqui? Para Davi, uma pergunta como esta deve ter soado como uma repreensão estarrecedora. Ele estava totalmente deslocado no acampamento dos inimigos do seu povo. Em primeiro lugar, não deveria ter buscado refúgio entre os filisteus. Esse passo fora dado sem procurar a orientação divina. naquele momento, a crise se aproximava. Davi estava em grande apuro. Ele não tinha o desejo de empunhar armas contra seus irmãos. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 2, p. 636.

coisa alguma achei contra ele. A expressão de confiança de Aqui na habilidade e na lealdade de Davi se contrasta com o pensamento que este tinha a seu próprio respeito, ao se lembrar de sua dissimulação e desonestidade. Deus se compadece daqueles que passam por perplexidade e aflição. Por causa de Sua bondade, ele abre uma porta de escape para que certas pessoas não sejam deixadas completamente à mercê das próprias escolhas. Em misericórdia, Ele pode transformar erros graves e tolos em degraus para o sucesso. Quem se dispões a aceitar a orientação divina com humildade encontra livramento provindo de fontes inesperadas, de maneiras impensadas, justo nas horas mais sombrias. Por meio da exigência dos príncipes filisteus de de que Davi deixasse o acampamento, o Senhor estava atuando para livrar Seu servo. CBASD, vol. 2, p. 636.

Faze voltar este homem. Os príncipes foram respeitosos com Aquis ao se referir ao companheiro do monarca, mas o vocabulário revela que havia grande ressentimento no coração deles por causa da presença de Davi. CBASD, vol. 2, p. 636.

Os outros comandantes filisteus sabiam que Davi era aquele que, ainda jovem, havia matado o seu campeão, Golias (17.32-54), havia matado centenas de soldados filisteus (18.27) e era o herói das canções de vitória dos israelenses (21.11). Eles estavam com medo de que, no calor da batalha, Davi poderia se virar contra eles. Apesar de Davi ter ficado contrariado com isto a princípio, Deus usou a suspeita dos comandantes para evitar que Davi tivesse de lutar contra Saul e seus conterrâneos. Life Application Study Bible Kingsway. 

Tão certo como o Senhor vive. Trata-se de uma declaração marcante por ter vindo de um rei pagão. … Não se pode negar que o comportamento de Davi causou impressão profunda em Aquis. Por três vezes, o rei chamou atenção para a retidão da vida de Davi (1Sm 29:3, 6, 9), comparando-o, em um dos casos, a “um anjo de Deus” (1Sm 29:9). CBASD, vol. 2, p. 636.

volta em paz. Antes de ordenar que Davi abandone a batalha, Aquis louva a lealdade de Davi a ele. Ele não está consciente de que Davi tem contado mentiras a ele. Neste caso, Deus salvou a vida de Davi não pelo que ele fez, mas a despeito disso. Andrews Study Bible.

O que foi que eu fiz? (NVI). Davi finge estar decepcionado, a fim de manter intacta a estratégia de engano. Na realidade, esse acontecido salvou Davi de um grave dilema. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Num momento de desânimo, Davi havia dado passos que o conduziram a um dilema do qual não teria condições de fugir sem ajuda externa. Caso abandonasse Aquis e se voltasse contra os filisteus na batalha, provaria a acusação dos príncipes filisteus. Se guerreasse contra Israel, estaria lutando contra o ungido do Senhor e ajudando estrangeiros a subjugar a própria terra natal (ver PP, 690). Deus foi misericordioso ao usar a má vontade e a hostilidade dos filisteus para abrir a porta de libertação da desgraça, qualquer quer que fosse o resultado da batalha. Davi percebeu como teria sido melhor se tivesse permanecido em Judá. Caso não se encontrasse em seu coração o desejo de ser fiel a Deus acima de tudo o mais, o Senhor não teria operado este livramento por ele. Os pecados de Davi não consistiam em desvios conscientes e voluntários do caminho da justiça, mas numa fraqueza de fé e em julgamento equivocado. Ele tinha que tomar decisões rápidas e nem sem esperava pela resposta divina, confiando, talvez, que o Céu aprovaria suas ideias. De todo o coração, deve ter desejado que houvesse se comportado de maneira diferente. Naquele momento, ele estava diante de um anfitrião gentil que acreditava nele, que o considerava um amigo, mas que, finalmente, por pressão política, o dispensou. Ao ouvir a resposta do rei, cheia de confiança e amor, o coração de Davi deve ter ardido de vergonha por sua dissimulação e também se inflamado de gratidão porque, a despeito de seu pecado, Deus, em misericórdia, desfizera a armadilha à qual ele próprio se lançara. CBASD, vol. 2, p. 637.

10 logo que haja luz. Provavelmente este foi um modo diplomático de dizer a Davi que, se o dia raiasse e seus homens ainda estivessem no arraial, os príncipes o matariam. … A narrativa deste capítulo ilustra como Deus trabalha para salvar Seus filhos. Ele procura convencer os seres humanos a aceitar Seus caminhos, mas os deixa livres para os rejeitar caso queiram. Isso se aplica não só à decisão principal de servir a Deus, mas também a todas as escolhas de maior ou menor importância que somos chamados a fazer. É inevitável que se cometam erros, e as provas resultantes revelam o erro de julgamento. Davi escolheu se refugiar na Filístia a fim de se proteger de Saul. Adaptando as ações a seus sentimentos, logo descobriu que as sementes do interesse próprio produziram uma colheita de dissimulação e falsidade. Davi, no entanto, reconheceu seu erro e buscou, de coração, seguir a orientação divina. Essa atitude permitiu que o Senhor dirigisse as circunstâncias que levaram livramento a Davi, embora a dificuldade em que se encontrava fosse resultado de seu próprio erro. CBASD, vol. 2, p. 637.