1-71 Este capítulo é o ponto crucial dos caps. 2 – 12. Revela a identidade de Jesus como Aquele enviado do Pai (vs. 38, 44, 46, 50-51, 57); de maneira figurada, distingue entre a fé e a descrença através da ilustração do comer e do beber a carne e o sangue de Jesus (vs 53-58); narra a crescente rejeição, motivada pela descrença com que Jesus Se defrontou (vs 41-42, 60-66). Os sinais, neste capítulo, recordam os correspondentes eventos salvíficos na história de Israel. Indicam que Jesus cumpre a tipologia da Páscoa, do êxodo e da provisão de alimento no deserto. Bíblia de Genebra.
1-15 A multiplicação dos pães para os 5 mil é o único milagre, afora a ressurreição, que se encontra em cada um dos quatro evangelhos. Demonstra que Jesus supre as necessidades humanas, e monta o cenário que testemunhará dEle como o Pão da Vida (v. 35). Bíblia de Estudo NVI Vida.
1 mar de Tiberíades. O nome romano para o lago da Galileia. Uma indicação de que João estava escrevendo tendo em mente os não-judeus. Andrews Study Bible.
5-13 O único milagre encontrado nos quatro Evangelhos. Uma demonstração do poder criativo e divindade de Jesus. Ver 1:1-3. Andrews Study Bible.
5 para lhes dar de comer. Reminiscência de Nm 11.13, onde Moisés faz uma pergunta semelhante. Bíblia de Genebra.
7 duzentos denários. Aproximadamente o salário de 200 dias de trabalho. Andrews Study Bible.
15 fazê-Lo rei. Eles esperavam que Ele os livraria dos romanos, como Moisés livrou os israelitas do Egito. Andrews Study Bible.
Jesus rejeitara a versão mundana da realeza por ser tentação do diabo (Mt 4.8-10). Bíblia de Estudo NVI Vida.
19 trinta estádios equivalem a cerca de 5 a 6 km. Bíblia Shedd.
20 Sou Eu. Do gr ego eimi, “eu sou”. Estas palavras são repetidamente encontradas na LXX como tradução do heb. ‘ani hu’, “Eu [sou] Ele”, uma declaração de Yahweh de que Ele é Deus (ver Dt 32:39; Is 43:10; 46:4). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1075.
Em face do temor dos discípulos, Jesus pronuncia “Sou Eu”… Isso não deixaria de chamar a atenção ao fato que Ele Se chamaria pelo nome divino (cf 8.24, 28). Bíblia Shedd.
21 e logo chegaram à praia. Alguns acham que se trata aqui de mais um milagre. De qualquer maneira, a chegada segura do barco implicitamente atribui o feito a Jesus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
24 à Sua procura. A busca de Jesus é nobre unicamente quando a motivação é certa. Aqui deparamos puro materialismo (26). Bíblia Shedd.
26-27 sinais. Os milagres de Jesus apontavam para realidades espirituais, mas o povo estava pensando em um nível material. Andrews Study Bible.
27 vos dará. Nós não ganhamos vida eterna; ela é um dádiva [dom, presente]. Andrews Study Bible.
Jesus aponta para o significado espiritual do milagre, que é estabelecer o selo de Deus como aprovação de Seu ministério e identificá-Lo como o Filho do Homem, o Messias prometido. Bíblia de Genebra.
28 realizar as obras de Deus. Os judeus pensaram na possibilidade de aprender a fazer os milagres como Jesus e Moisés fizeram. Jesus esclarece que a “obra” que antecipa todas as obras (14.12) é a fé submissa em Cristo, o Enviado de Deus. Bíblia Shedd.
Não tinham percebido a lição de que a vida eterna é dádiva de Cristo, e pensavam sob o aspecto de alcançá-la mediante obras piedosas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
29 A obra de Deus é … crer. Crer em Jesus Cristo é a “obra” indispensável que Deus requer – a qual conduz à vida eterna. Bíblia de Estudo NVI Vida.
31 maná. Ver Êx 16. Havia uma tradição de que quando o Messias viesse, faria cair novamente maná em uma Páscoa. Andrews Study Bible.
32 Não foi Moisés. Jesus os corrigiu, mostrando que o maná do deserto não procedera de Moisés, mas de Deus, e que o pai ainda “dá” (é importante esse tempo no presente) o verdadeiro pão do céu (a vida por meio do Filho). Bíblia de Estudo NVI Vida.
33 O que desce do céu e dá vida ao mundo. Jesus não ensina aqui a salvação universal, mas a relevância e o apelo universais de Sua obra salvadora (3.16, nota). Bíblia de Genebra.
34 desse pão. Provavelmente outro equívoco, como o da mulher junto ao poço (4.14; cf tb. Nicodemos: 3.4). A mente deles seguia balizas materialistas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
35 Eu sou o pão da vida. primeira das sete reivindicações introduzidas por “ego eimi” (6.35; 8.12, 28; 10.7; 11.11, 25; 15.1; cf Êx 3.14n). Bíblia Shedd.
39 que nenhum Eu perca de todos os que Me deu. Não “uma vez salvo, sempre salvo”. O objetivo de Deus é que todos se salvem, mas ninguém é forçado a responder positivamente. Ver 17:12. Andrews Study Bible.
40 vida eterna… o ressuscitarei no último dia. A morte não pode destruir a vida que Cristo dá. Bíblia de Estudo NVI Vida.
41 Murmuravam, pois, dele os judeus. Esta atitude é semelhante à dos israelitas no deserto, que murmuravam contra Moisés e Arão (Êx 16.7; 17.3; Nm 11.1). Bíblia de Genebra.
51-58 Jesus emprega a linguagem do comer e do beber para ilustrar a intimidade entre Cristo e o crente. Bíblia de Genebra.
51 minha carne, que Eu darei. Antevendo o Calvário. Bíblia de Estudo NVI Vida.
52 “Carne” e “sangue” significam a plena humanidade de Cristo ( 1 Jo 4.2, 3). No sacrifício o sangue obrigatoriamente pertencia a Deus (Gn 9.4; Dt 12.16, 23) porque nele estava a vida. Jesus declara que se não assimilarmos Sua vida não participamos nEle. Bíblia Shedd.
53 beberdes o Seu sangue. …comer Sua carne e beber Seu sangue significa apropriar-se de Sua vida pela fé. “Comer a carne e beber o sangue de Cristo é recebê-lo como Salvador pessoal, crendo que Ele perdoa nossos pecados, e nEle ficamos completo” (DTN, 389). CBASD, vol. 5, p. 1075.
53 se não comerdes… e não beberdes… não tendes vida. Fora da união pessoal com o Salvador, não há salvação. Bíblia de Genebra.
53-58 É simplesmente impossível que a declaração absoluta de Jesus no v. 53 … seja referência direta à ceia do Senhor. Certamente Ele não ensina que receber esse sacramento seja o grande requisito para a vida eterna, nem que essa é a única ordenança pela qual Cristo e Seus benefícios salvíficos são recebidos. Nesse mesmo discurso Ele resalta a fé em consequência do testemunho a respeito dEle. Bíblia de Estudo NVI Vida.
54 quem comer. Do gr trogon, um particípio presente que indica comer continuamente, alimentar-se constantemente. Não é suficiente participar uma única vez da vida de Cristo. Os crentes precisam de nutrição espiritual contínua, alimentando-se dAquele que é o pão da vida. CBASD, vol. 5, p. 1075.
55 verdadeira. quer dizer, “a única”. Bíblia Shedd.
59 Cafarnaum. Evidentemente, toda a cena de 6:22-71 aconteceu na sinagoga de Cafarnaum. Andrews Study Bible.
60 dura. De difícil aceitação, não de difícil entendimento. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Duro é este discurso. Referindo-se aos versos 50-59. Jesus não se conformava às suas expectativas messiânicas. Andrews Study Bible.
discípulos. A fala de Jesus dividiu até mesmo os discípulos. Andrews Study Bible.
63 a carne para nada aproveita. O sucesso nesta vida é relativamente de pouca importância em contraste com a eternidade. Andrews Study Bible.
palavras de vida eterna. Expressão genérica; Pedro não se referia a uma fórmula falada, mas ao conteúdo global dos ensinos de Jesus. Percebia a verdade do v. 63. Bíblia de Estudo NVI Vida.
66-71 Um ponto crucial neste Evangelho. Muitos de seus discípulos, juntos com a multidão, rejeitaram a Cristo em sua descrença, enquanto os Seus discípulos, que permaneceram fiéis (como mostra a confissão de Pedro), aprofundaram sua fé nEle. Bíblia de Genebra.
69 temos crido e conhecido que Tu és o Santo de Deus [ARA, NVI; NKJV: o Cristo]. A identidade de Jesus, como mostrada no Evangelho de João, é a chave para uma fé consistente e estável. Andrews Study Bible.
Como os verbos gregos estão no tempo perfeito, significam “Já entramos num estado de fé e de conhecimento que tem continuado até o tempo presente”. Bíblia de Estudo NVI Vida.
70 um diabo. Judas (v. 71) se oporia a Cristo movido pelo espírito de satanás. Bíblia de Estudo NVI Vida.
70-71 Dá a entender que Judas não compartilhou da confissão de fé que Pedro fez no v. 69. Mesmo entre os doze havia um que colocava a posição mundana acima das coisas eternas. Andrews Study Bible.
Comentário devocional:
Nossa leitura de hoje nos leva a Jerusalém, junto à piscina da Porta das Ovelhas, chamada em hebraico Betesda, que significa “casa de misericórdia”. Dezenas de pessoas doentes, motivadas por uma crença comum no poder sobrenatural encontrado em determinados momentos na água, se reuniam por uma chance de ser curado de suas enfermidades.
Os outros Evangelhos não apresentam esta história, limitando-se principalmente nos milagres que aconteceram na Galileia, enquanto João se foca mais nos acontecimentos ocorridos em Jerusalém. Jesus está envolvido aqui exatamente no que Ele anunciou na sinagoga de Nazaré, ao ler o livro do profeta Isaías: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor” (Lc 4:18-19 NVI).
Sendo um inválido por 38 anos de vida sob o jugo de uma doença debilitante, o paralítico captura a atenção e simpatia de Jesus. Ele está no centro de Sua missão de ajudar as pessoas. Podemos ter a certeza, então, de que não há nenhuma doença que soframos, nenhuma questão que aflija o nosso coração, não há pecado que nos mantenha em cativeiro, que Jesus não esteja ciente e que Ele não deseja mudar para nós.
Sobre o paralítico que parecia rejeitado e deprimido, “Jesus não pediu a esse sofredor que tivesse fé nEle. Diz simplesmente: “Levanta-te, toma a tua cama, e anda.” João 5:8. A fé do homem, todavia, apodera-se daquelas palavras… Pondo-se repentinamente de pé, sente-se um homem no gozo de suas atividades” (O Desejado de Todas as Nações, p. 202-203).
O poder de Jesus vai muito além da capacidade de curar males físicos. Ele deseja perdoar nossos pecados e nos libertar de tudo que nos aflige para estarmos pronto para Sua breve volta. Aceitemos os dons da graça de Deus hoje e nos alegremos na Sua salvação.
Willie Oliver
Diretor Mundial do Departamento dos Ministérios da Família
Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jhn/5/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: João 5
Comentário em áudio
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1 uma festa. Era provavelmente a Páscoa do ano 29 d.C. … o ministério na Judeia durou cerca de um ano, sendo interrompido pelo afastamento para a Galileia mencionado em João 4:1 a 3. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.5, p. 1049.
tanque. Embora ainda haja discussão quanto á localização deste tanque, de maneira geral se aceita a identificação com o tanque duplo junto à Igreja de Santa Ana, ao norte da Via Dolorosa. … Da forma como existe hoje, ele mede 16,5 por 3,5 m e fica muitos metros abaixo do solo da superfície do solo, pois o nível do solo hoje é mais alto do que nos tempos antigos. CBASD, vol. 5, p. 1049.
3-4 esperando … tivesse. Texto não encontrado nos mais antigos manuscritos de João. Andrews Study Bible.
4 esperando que se movesse. Importantes evidências textuais (cf. p. 146) apoiam a omissão das palavras “esperando que se movesse a água” e todo o restante do v. 4. Assim, a explicação parece não ser parte do texto original, mas teria sido acrescentada para explicar o v. 7. A tradição era antiga, como indica Tertuliano, que a conhecia no princípio do 3º século. … A agitação da água era real (DTN, 202) e pode ser explicada por fenômenos naturais. Várias fontes de Jerusalém são intermitentes, ou seja, a água jorra forte por um tempo e, depois, diminui. Se o tanque de Betesda era alimentado por uma dessas fontes, a pressão da água podia alterar a calma da água do tanque alternadamente. Assim, no tanque, os mais fortes atropelavam os fracos em sua ansiedade para chegar á água quando esta se agitava, e muitos morriam à beira do tanque (ver DTN, 201, 202, 206). Assim, quanto mais egoísta, determinado e forte fosse o indivíduo, era mais provável que chegasse ao tanque primeiro. Os mais necessitados tinham menos chances, ao passo que Jesus escolheu o pior caso. Cria-se que seria curado o primeiro a chegar ao tanque quando a água se movia, sendo que os dons de Deus são para todos igualmente que se qualificam para recebê-los. Além disso, a cura ocorreria apenas periodicamente. Os princípio implícitos neste relato são bem diferentes dos princípios pelos quais Jesus realizava milagres (ver p. 204-206). CBASD, vol. 5, p. 1050.
6 Você quer ser curado? (NVI). A pergunta era importante. O homem não pedira a ajuda de Jesus, e um mendigo daqueles dias podia perder uma fonte de renda às vezes lucrativa (e fácil) se fosse curado. Ou talvez tivesse simplesmente perdido a vontade de ser curado. Bíblia de Estudo NVI Vida.
10 não lhe é permitido carregar a maca. A interpretação tradicional da lei de Moisés proibia levar qualquer tipo de fardo no sábado. Os judeus impunham regulamentos muito rígidos quanto à observância do sábado, mas também faziam muitas brechas curiosas na legislação, e seus intérpretes da lei bem sabiam como aproveitá-las (cf Mt 23.4). Bíblia de Estudo NVI Vida.
14 algo pior. As consequências eternas do pecado são mais graves que qualquer enfermidade física. Bíblia de Estudo NVI Vida.
17 Meu Pai trabalha até agora. Os judeus entenderam que o criador não podia abandonar Sua criação todos os sétimos dias! O Filho compartilha com o Pai a obrigação de atuar no sábado do mesmo modo; dessarte Jesus reivindicava Sua deidade. Bíblia Shedd.
24 quem ouve. …ouvir não é significativo a menos que a pessoa também creia. CBASD, vol. 5, p. 1050.
tem a vida eterna. Esta declaração é mais do que uma promessa de vida eterna no futuro; é uma certeza de que o crente aqui e agora pode começar a desfrutar uma vida que é eterna em qualidade, por estar unido espiritualmente ao Senhor, de cuja vida partilha. CBASD, vol. 5, p. 1050.
31-47 Jesus apresenta quatro tipos de testemunho que afirmam as Suas reivindicações: O testemunho de João Batista, o das próprias obras de Jesus, o de Deus Pai e o das Escrituras, especialmente Moisés. Bíblia de Genebra.
31 o Meu testemunho não é verdadeiro. [Ou:] “válido” como testemunho. Nota textual Bíblia de Genebra.
O testemunho de Jesus não seria falso, mesmo que Ele falasse isoladamente. pela expressão “não é verdadeiro” Jesus quer significar que esse testemunho não seria permitido no tribunal de acordo com a lei Mosaica (Dt 17:6; 19:15). Bíblia de Genebra.
39 vocês estudam cuidadosamente. Os líderes judeus estudavam as profecias nos mínimos pormenores. A despeito da sua reverência pela letra das Escrituras (v. notas em Mt 5.18-21), não reconheciam aquele de quem, antes de mais nada, as Escrituras dão testemunho. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Ainda que para os judeus o estudo da Bíblia (AT) era o coração da religião, o preconceito contra o humilde Mestre da Galileia não lhes permitiu que reconhecessem nEle o Messias prometido. A descrença não surge principalmente por falta de evidência mas por carência de amor (42) e humildade (44). Bíblia Shedd.
É possível ser a Bíblia sem nenhum obter benefício, se lemos com os motivos errados. Andrews Study Bible.
as Escrituras … testificam de Mim. Jesus concorda que o Antigo testamento conduz á vida eterna (cf 2Tm 3.15), revelando que esta vida está nele, o Autor da vida eterna. Bíblia de Genebra.
42 amor de Deus. Amor “por” Deus, não amor “vindo de” Deus. Andrews Study Bible.
Filed under: Amor de Deus, evangelismo | Tags: Jesus, preconceito, samaritana
Comentário devocional:
Jesus quer salvar pessoas que muitas vezes são ignoradas pelos que se dizem Seus discípulos. Há alguns anos, em uma visita a Israel, passei pela Samaria, no cenário deste capítulo. O poço de Jacó está localizado entre o Monte Gerizim e Monte Ebal. É perto da antiga cidade cananeia de Siquém, onde Abraão havia construído um altar ao Senhor, depois que Ele lhe apareceu e deu esta terra aos seus descendentes (Gênesis 12:6-7).
Desta passagem brilha uma luz sobre o propósito da vida de Jesus na terra. Ele veio para alcançar os esquecidos pela sociedade e, muitas vezes, pela igreja. Aqui, Jesus destaca, para os discípulos de ontem e de hoje, a necessidade de nos livrarmos de preconceitos que nos impedem de alcançar os perdidos.
Do ponto de vista dos judeus – incluindo os discípulos de Jesus, a pessoa samaritana que viera ao poço era do sexo errado, da religião errada, da classe social errada, da raça errada e, acima de tudo, estava vivendo em pecado. Certamente ela não era alguém com quem Jesus devesse arriscar Sua reputação em uma conversa. No entanto, a mensagem de Jesus é clara, como destacada em Atos 10:15: “Não chame impuro ao que Deus purificou” (NVI). A passagem está falando de pessoas que consideramos inferiores a nós. Devemos permitir que o poder de Deus retire todos os preconceitos socialmente construídos que erigem barreiras entre nós e aqueles a quem Deus quer que alcancemos.
É notável ver o que acontece quando compartilhamos a graça de Jesus com os que estão perdidos no pecado: “A samaritana que conversou com Jesus junto ao poço de Jacó, mal achou o Salvador, levou outros a Ele. Mostrou-se mais eficiente missionária que os próprios discípulos” (A Ciência do Bom Viver, p. 102).
Que possamos sondar nossos corações hoje e pedir a Deus para nos purificar de preconceitos étnicos, tribais e raciais. Então Ele pode maximizar nossos dons espirituais para que possamos nos achegar a outros e apresentá-los ao poder salvador de Jesus Cristo.
Willie Oliver
Diretor Mundial do Departamento dos Ministérios da Família
Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jhn/4/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: João 4
Comentário em áudio
Filed under: evangelismo, Messias, religião viva | Tags: água viva, Messias, samaritana, samaritanos
1-42 O poço de Jacó se situava em um vale entre dois montes, Gerizim e Ebal, próximo à antiga Siquém. A área se localizava em um lugar de relevantes eventos do AT (Gn 12:6; 33-18-34:31; Dt 11:29; 27:4; Js 8:30-35; 24:32). Os samaritanos eram descendentes de estrangeiros que haviam adotado uma forma da religião israelita (2Rs 17:24-41). Os judeus daquele tempo odiavam os samaritanos e achavam que eles contaminavam tudo o que tocavam. Portanto, era notável que Jesus falasse com uma mulher nesta história. Andrews Study Bible.
7 dá-me de beber. O processo pelo qual a mulher samaritana foi ganha merece o cuidadoso estudo por parte dos interessados em ganhar pessoas para Cristo. Houve quatro estágios principais: (1) O despertamento de um desejo por algo melhor, v. 7 a 15. (2) O despertamento de uma convicção da própria necessidade, v. 16 a 20. (3) O chamado a uma decisão para reconhecer Jesus como o Messias, v. 21-26. (4) O estímulo para uma ação adequada à decisão, v. 28 a 30, e 39 a 42. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1037.
Os fariseus ensinavam que seria melhor queimar a Torá (a Lei de Deus) do que entregá-la a uma mulher. Bíblia Shedd.
9 os judeus não se dão com os samaritanos. Esta frase poderia ser traduzida também como “os judeus não usam nada em comum com os samaritanos”[Ou: “não usam pratos que os samaritanos usaram”. Nota textual NVI] , referindo-se à legislação que proíbe aos judeus comer ou beber com os samaritanos, que eram mais relaxados na sua maneira de entender o ritual da purificação. Bíblia de Genebra.
…um judeu ficaria impuro se bebesse numa vasilha usada por algum samaritano. Bíblia de Estudo NVI Vida.
10 dom de Deus. Esta expressão dá ênfase ao fato de que a salvação não é merecida, mas dada (Ef 2.8). Bíblia de Genebra.
água viva. Espiritualmente significa a salvação (“dom de Deus”) em Cristo, fonte de vida eterna a jorrar (14; cf 19:34). Bíblia Shedd.
13 voltará a ter sede. … todos os prazeres terrenos, mesmo quando legítimos, se desvanecem. Bíblia de Genebra.
20 neste monte. Isto é, o monte Gerizim, em cujo sopé ficavam Sicar e o poço de Jacó. Os samaritanos haviam erigido um templo sobre o monte Gerizim em 432 a.C., mas este estava em ruínas desde sua destruição por João Hircano, em 129 a.C. CBASD, vol. 5, p. 1037.
Esses dois atos, naturalmente, aumentaram a hostilidade entre os dois grupos. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Seria Gerizim, o monte de bênção (Dt 11.29; 27.12) onde os samaritanos instalaram um templo rival e culto alheio ao de Jerusalém. Bíblia Shedd.
[Neemias 13.29: “Um dos filhos de Joiada, filho do sumo sacerdote Eliasibe, era genro de Sambalate [samaritano cf 4:1-2], o horonita, pelo que o afugentei de mim” (ARA).
Joiada. Neste caso, Neemias foi obrigado a agir com autoridade, porque o filho de Joiada [não o general de Davi] profanara o sacerdócio pelo casamento contra os mandamentos (Lv 21.7, 14). Agravou-se o caso por ser ele filho do sumo sacerdote… Genro. Foi esse que foi usado para constituir um novo sacerdócio samaritano, com um templo no Monte Gerizim, formando uma seita rival do judaísmo (cf Jo 4.20). Bíblia Shedd.]
22 a salvação. Isto é, a única salvação que há (ver At 4:12). Os samaritanos viviam uma combinação da religião hebraica apóstata com o paganismo… Eles tinham o Pentateuco como sua Bíblia e afirmavam ser mais ortodoxos do que os judeus, mas adoravam a Deus cegamente. Não sabiam o que adoravam; e portanto, O adoravam “em vão” (Mc 7:7). CBASD, vol. 5, p. 1037.
A salvação vem dos judeus. O Messias seria um judeu [cf Is 2:3]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
23 vem a hora e já chegou. Ver 6.25. Logo virá o tempo em que as subdivisões entre judeus e samaritanos serão removidas (v. 21) e o culto do templo será substituído. O tempo “já chegou”, porque Jesus está presente e começou a obra que conduz à presença do Espírito Santo na igreja (7.39; 20.22). Bíblia de Genebra.
espírito. Uma atitude de mente e coração em vez de ritos externos. Verdade. Em João, verdade é a revelação da vontade e do caráter de Deus nas palavras (1:17; 3:34) e nas ações (8:32, 36) de Jesus e no ministério do Espírito Santo (16:13). Andrews Study Bible.
25 O Messias … explicará tudo. A última tentativa da mulher de evitar a questão em pauta. O assunto era demasiado importante, pensava ela, para pessoas como ela e Jesus solucionarem. Só haveria entendimento com a vinda do Messias. Bíblia de Estudo NVI Vida.
26 Eu sou o Messias! Única ocasião em que Jesus, antes de Seu julgamento, declara especificamente ser o Messias… O termo não tinha em Samaria as implicações políticas que tinha na Judeia, e talvez fosse, por isso, em parte, que Jesus empregou aqui o título. Bíblia de Estudo NVI Vida.
27 se admiraram. Os mestres religiosos raramente falavam com mulheres em público. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Ou, “ficaram surpresos”. Os judeus consideravam o ato de conversar com uma mulher em público como altamente impróprio a um homem e indigno de um rabi. Uma antiga obra literária judaica, Aboth R. N. 2 (1d), aconselha: “Ninguém fale com uma mulher na rua, nem com sua própria esposa”… Na Mishnah, os homens são admoestados: “Não se envolvam em conversas demais com mulheres”… CBASD, vol. 5, p. 1041.
28 deixou o cântaro. Ela estava com o cântaro pronto para ir embora, já com o cântaro cheio (DTN, 183), quando os discípulos voltaram da aldeia, tendo comida para Jesus. Ela estava ansiosa para chegar à aldeia e contar sobre sua grande descoberta; e, por isso, não quis se atrasar com o cântaro pesado. Havia experimentado desejo, convicção e decisão (ver com. do v. 7), e o passo lógico seguinte era a ação: ela foi contar a outros. Isso testificou da realidade de sua decisão. O cântaro deixado para trás evidenciava que ela queria voltar logo. CBASD, vol. 5, p. 1041.
30 Saíram. O testemunho da mulher foi mais eficiente do que a visita dos discípulos. Bíblia de Genebra.
38 outros trabalharam. Historicamente os patriarcas e profetas do AT prepararam o solo. Presentemente era o Senhor que semeou as boas novas aos samaritanos. Os discípulos são convidados a ceifar o fruto na hora (cf At 8.4-25; Am 9.13). Bíblia Shedd.
42 Salvador do mundo. Esta frase rara aparece também em 1Jo 4.14. Ainda que “a salvação vem dos judeus” (22), os samaritanos reconheceram que a salvação de Cristo se estende para toda raça (cf Is 45.2, 3). Bíblia Shedd.
46 oficial do rei. Este oficial era um judeu, provavelmente um herodiano (cf com. de Mc 3:6). Alguns sugeriram a identificação deste nobre com Cuza (Lc 8:3) ou Menaém (At 13:1), oficiais de Herodes que se tornaram cristãos. CBASD, vol. 5, p. 1042.
48 Se … não virdes sinais … de modo nenhum crereis. Contrastar com 20:29. O propósito dos “sinais” é produzir fé; mas a melhor fé não é baseada em sinais. Andrews Study Bible.
52 Ontem, à hora sétima. Se foi a hora romana seria às 19 horas, que explicaria a demora do pai em voltar para casa. Bíblia Shedd.
Filed under: batismo, conversão, salvação | Tags: batismo, Nicodemos, novo nascimento
Comentário devocional:
Independentemente de nossa posição na vida, todos precisamos de Jesus para obter a vida eterna. Do pobre ignorante ao rico doutor da Lei.
Nicodemos representava a ortodoxia religiosa, riqueza, poder, desempenho acadêmico, e, ao mesmo tempo uma fé inadequada. Um membro do Sinédrio – uma alta posição de responsabilidade na nação judaica – fica impressionado diante dos ensinamentos e ousadia do professor humilde de Nazaré. Apesar de sua convicção pessoal, Nicodemos não está disposto a ser visto com Jesus e decide esperar pela cobertura da escuridão para se encontrar com Ele.
Ao conversar com Nicodemos, Jesus imediatamente muda da conversa superficial e informal para o centro do que é importante: “Digo-lhe a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo” (v 3 NVI). Nicodemos quer se envolver em uma conversa filosófica, mas Jesus só está interessado em compartilhar a salvação que Ele veio oferecer a cada membro da raça humana. A conversa entre Jesus e Nicodemos também é dirigida para você e para mim.
No verso 16 Jesus compartilha com Nicodemos a essência do Evangelho: “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (NVI). Esta oferta é boa para você, caro leitor, não importa em que país do mundo você viva. O “todo o que” significa você.
Este é o maior presente que o Céu poderia dar: “Este grande sacrifício não foi feito a fim de criar no coração do Pai o amor pelo homem, para torná-lo disposto a salvar. Não, não! ‘Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito'” (Caminho a Cristo, p. 13).
Como João Batista, é nosso privilégio humildemente exaltar Jesus. A principal mensagem deste capítulo é clara: a salvação é um dom de Deus acessível a todos através da pessoa de Seu Filho Jesus Cristo.
Willie Oliver
Diretor Mundial do Departamento dos Ministérios da Família
Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jhn/3/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: João 3
Comentário em áudio
Filed under: amor, Amor de Deus, salvação | Tags: arrependimento, batismo, conversão, João Batista, Nicodemos, predestinação
3 mas nascer de novo. Ou “nascer de cima”. Nota Textual NVI.
Do gr. anothen, que em outras passagens de João significa “do alto”, “de cima” (3:31; 19:11; etc.). A palavra pode ser usada corretamente nos dois sentidos. Está claro que Nicodemos compreendeu no sentido de “de novo” (v. 4), mas Jesus certamente quis dizer “do alto”, como anothen é usada um pouco adiante (3:31). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1025.
A tradução “mas nascer de cima” concorda bem com o debate das coisas “da terra” e “do céu”. Bíblia de Genebra.
Segundo a teologia judaica, nascer como filho de Abraão era quase uma garantia de admissão no reino do Céu (Jo 8:33). … a ideia de que ele, um judeu respeitável, estivesse fora do círculo da salvação era nova e perturbadora. CBASD, vol. 5, p. 1025.
5 nascer da água e do Espírito. A referência à “água” era uma clara alusão ao batismo na água, ministrado aos prosélitos judeus [dos gentios] e praticado pelos essênios. … os fariseus, que pretendiam ter um grau superior de justiça, recusavam o batismo (Lc 7:30) porque João o tornou um símbolo do arrependimento. CBASD, vol. 5, p. 1026.
6 nascido da carne. Isto é, pelo nascimento natural (ver Jo 1:13). O princípio do mundo natural, de que todas as coisas vivas se reproduzem “segundo as suas espécies” (Gn 1:21), é igualmente verdadeiro no mundo espiritual. No NT, “carne” e “Espírito” são antagônicos e representam duas formas de vida opostas e mutuamente exclusivas (cf. Rm 6:12-18), CBASD, vol. 5, p. 1026.
14 importa que o Filho do Homem seja levantado. Em João, a expressão “levantado” sempre se refere à crucifixão (ver Jo 8:28; 12:34; etc.). CBASD, vol. 5, p. 1027.
16 Deus amou. O amor é o atributo supremo do Criador em relação a Suas criaturas. É a força controladora no governo divino. “Deus é amor” (1Jo 4:8). João refere-se a si mesmo como “aquele a quem Jesus amava” (Jo 21:7; cf. 13:23; 19:26; 20:2; 21:20), isto é, amava mais. A razão para isso era simplesmente que João, mais do que seus companheiros, se submeteu à influência da vida perfeita de Jesus e, por isso, entendeu e refletiu essa perfeição mais plenamente (ver p. 983, 984). Assim, João estava mais qualificado do que os outros a apreciar a magnitude do amor divino e a explicá-la. … Em 1 João 1:31, ele exclama novamente: “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai.” Faltam palavras para expressar a profundidade desse amor eterno e imutável, e João simplesmente faz a todos o convite para que o contemplem. CBASD, vol. 5, p. 1027, 1028.
mundo. O amor de Deus alcança toda a humanidade, mas beneficia diretamente apenas os que respondem a ele. … O amor requer reciprocidade para ser eficaz. … Afirmar que Deus predestinou certas pessoas para se perderem, não importando a própria escolha deles, é dizer que Ele as odeia; é estigmatizá-Lo como injusto e colocar sobre Ele a culpa pelo destino delas (ver Rm 5:8; 2Co 5:19; ver com. de Jo 3:17-20). CBASD, vol. 5, p. 1028.
pereça. Do gr apollumi, “destruir completamente”, “apagar da existência”, “desvanecer-se no nada”. … O oposto de “vida eterna” não é a miséria eterna, mas aniquilação eterna, morte eterna. CBASD, vol. 5, p. 1028.
17-21 O propósito primário do ministério de Jesus era a salvação. Mas aqueles que rejeitam aquela salvação julgam ou condenam a si mesmos. Andrews Study Bible.
17 Deus enviou. O “envio” de Jesus não implica a superioridade do que envia nem a inferioridade do que é enviado. Ao longo de toda a eternidade passada, Cristo era “igual a Deus” (Ev, 614). CBASD, vol. 5, p. 1028.
18 crê … não crê. João não está se referindo a crenças e dúvidas momentâneas, mas a atitudes contínuas e firmes. Bíblia de Estudo NVI Vida.
já está julgado. Da mesma forma que os que creem em Cristo são justificados em virtude de sua fé, os que não creem são condenados por sua falta de fé. … Deus predestinou que os que creem sejam salvos e que os descrentes se percam, mas deixou a critério de cada pessoa escolher crer ou não. Nesse sentido, o destino de crentes e descrentes foi, em perspectiva, decidido quando o plano da salvação foi formulado; mas é dada ao indivíduo a possibilidade de escolha. Esta é a predestinação bíblica. CBASD, vol. 5, p. 1029
22 para a terra da Judeia. A partir de Jerusalém, Jesus então passa a estender Seu ministério às cidades e aldeias da Judeia, onde trabalhou por um período de aproximadamente oito meses, de abril a dezembro do ano 28 d.C. … Com exceção do breve relato de João 3:22 a 36, a narrativa evangélica silencia sobre os detalhes desse período do ministério do Senhor. Jesus reservou a fase inicial de Seu ministério público a Jerusalém e à Judeia, com o objetivo específico de dar aos líderes a oportunidade de verem as evidências de Sua missão divina, de O aceitarem como o Messias e de levar a nação a cumprir a tarefa que Lhe fora designada por Deus (DTN, 231; ver vol. 4, p. 13-17). Mas, apesar do aparente sucesso da fase inicial, o ministério na Judéia foi de poucos resultados práticos (ver DTN, 194, 245). CBASD, vol. 5, p. 1030.
23 muitas águas. Este comentário sugere o batismo por imarsão, a única forma do rito em que seriam indispensáveis “muitas águas” (ver com. de Mt 3:6; Rm 6:3-6). CBASD, vol. 5, p. 1031.
24 encarcerado. João ficou na prisão cerca de um ano, mais ou menos da época da Páscoa em 29 d.C. até a mesma época do ano seguinte. CBASD, vol. 5, p. 1031
25 disputa entre alguns dos discípulos de João e os judeus sobre purificação.Ver 2:6. Se refere, aqui, ao batismo. Andrews Study Bible.
31 fala da terra. João era “da terra” e falava como homem. Jesus veio “das alturas” e falava com a sabedoria do alto. Por isso, as pessoas volviam de João para Jesus, do menor para o maior. CBASD, vol. 5, p. 1032.
36 quem crê. Literalmente, “quem continua crendo”. Estar “na graça” apenas uma vez não é suficiente; a pessoa precisa permanecer “na graça” se quiser entrar no reino. CBASD, vol. 5, p. 1033.
se mantém rebelde (gr apeithon). Esta palavra está colocada em oposição a “crê” indicando que fé em Cristo inclui obediência. Bíblia Shedd.
…o termo se refere a uma condição mental e volitiva de rebeldia e não a atos de desobediência. … A condição mental determina o rumo da vida (cf Jo 3:18). CBASD, vol. 5, p. 1033
Comentário devocional:
No Antigo Testamento, no livro de Gênesis (cap 1 e 2), Deus estabelece o casamento como a primeira instituição a ser uma bênção para a raça humana. No Novo Testamento, no Evangelho de João (cap 2), Jesus inicia Seu ministério realizando Seu primeiro milagre em um casamento em Caná da Galiléia. Eu não sei quanto a vocês, mas para mim isso me diz que o casamento é importante para Deus e deve ser tratado com seriedade e respeito por aqueles que afirmam ser Seus discípulos.
A narrativa do casamento é ao mesmo tempo atraente e instrutiva. Um jovem casal de poucos recursos – aparentemente parentes de Maria, mãe de Jesus -, está prestes a ser constrangido na frente de seus parentes e amigos. O seu vinho acaba antes do fim da festa, que naquela cultura durava sete dias. Convidado por Maria para a festa, Jesus não só os poupa do constrangimento, fornecendo cerca de 150 galões [cerca de 570 litros] de vinho, quando Maria pede sua ajuda, mas também oferece aos recém-casados o melhor e mais puro suco de uva que alguém já provou.
O drama na festa de casamento é mais profundo do que parece ser: ” A água representa o batismo em Sua morte; o vinho, o derramamento de Seu sangue pelos pecados do mundo. A água para encher as talhas foi levada por mãos humanas, mas unicamente a palavra de Cristo podia comunicar-lhe a virtude doadora de vida” (O Desejado de Todas as Nações, pp. 148-149).
Este capítulo termina com Jesus purificando o templo de seu mau uso, pouco antes do início da Páscoa. A lição espiritual é inconfundível. Quando levamos a sério honrar a Deus, não podemos continuar com os hábitos que não estão em harmonia com o Seu reino. Devemos pedir a Jesus “para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 Jo 1:9 NVI).
A ligação entre as duas histórias é evidente. Em nossa lamentável fragilidade humana, nós nunca temos recursos espirituais suficientes. Não obstante, quando convidamos Jesus para nossas vidas Ele os fornece em abundância, muito além do que possamos imaginar
Abramos os nossos corações novamente para Jesus hoje.
Willie Oliver
Diretor Mundial do Departamento dos Ministérios da Família
Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jhn/2/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: João 2
Comentário em áudio
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3 Tendo acabado o vinho. Literalmente, “o vinho falhou”. Tendo ajudado nos preparativos do casamento (ver DTN, 146), Maria se sentiu responsável por suprir a falta e procurou evitar o embaraço que, de outra forma, ocorreria. É digno de nota a confiança de Maria ao ir a Jesus com o problema. Como bom filho, Jesus estivera atento às expectativas da mãe e sempre encontrava uma solução apropriada. A narrativa do evangelho não deixa claro se Maria esperava que Jesus realizasse um milagre, o que Ele nunca havia feito antes (cf. DTN, 145, 146). Possivelmente a presença de Jesus e dos discípulos havia atraído uma multidão [que consumiu mais rapidamente os recursos]. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1018.
4 Mulher. Esse é um modo respeitoso de dirigir-se a uma mulher, naquela cultura, e é como Jesus normalmente se dirige às mulheres (4.21; 8.10). Bíblia de Genebra.
Uma maneira respeitosa de se dirigir à uma mãe no mundo antigo. Ver 19:25-27. Andrews Study Bible.
Aquele que havia ordenado que os seres humanos honrassem seus pais (Êx 20:12; cf PP, 366) foi, Ele próprio, um vivo exemplo desse princípio. Durante 30 anos Jesus havia sido um filho amoroso e prestativo. CBASD, vol. 5, p. 1018.
O que tendes comigo? (NKJV). i.e., “que é que nós temos em comum?”. Bíblia Shedd.
Jesus rejeita o encorajamento, por parte de Sua mãe, para Se promover prematuramente. Andrews Study Bible.
Que tenho Eu contigo? (ARA). Literalmente, “o que para ti e para mim”? A expressão indica que o interlocutor excedeu os limites do que lhe diz respeito (ver Jz 11:12; 2Sm 16:10; 1Rs 17:18; 2Rs 3:13; 2Cr 35:21; Mt 8:29; Mc 1:24; Lc 8:28; etc.). A forma como Maria instruiu os serventes evidencia que ela não interpretou a resposta de Jesus como uma recusa (ver Jo 2:5). Ela ficou convencida de que Jesus supriria a necessidade no tempo e da maneira que achasse melhor. Ao longo de Sua vida privada em Nazaré, Jesus havia honrado a autoridade de Sua mãe; na verdade, sempre fora um filho solícito dentro do círculo de ação do lar, onde prevalecia essa relação (ver Jo 19:26, 27). Porém, Jesus havia assumido uma vida pública, e Maria não compreendia plenamente o quanto isso limitava sua autoridade sobre Cristo. Talvez ela achasse que tinha, pelo menos em certo grau, o direito de dirigi-Lo em Sua missão (ver com. de Mt 12:46-20). Assim, nessas palavras inequívocas, porém corteses, Jesus procurou deixar clara a distinção entre Sua relação para com ela como Filho do Homem e como Filho de Deus (DTN, 147). O amor dEle para com ela não havia mudado, mas dali em diante Ele precisaria trabalhar dia a dia sob a direção de Seu Pai celestial (ver DTN, 208; ver com. de Lc 2:49). Como ocorreu no caso de Maria e Jesus, os pais hoje, muitas vezes, acham difícil afrouxar, aos poucos, a autoridade que exercem sobre os filhos, até abdicarem dela totalmente, a fim de que estes ganhem experiência ao enfrentar os problemas da vida por si mesmos e aprendam a aceitar a responsabilidade por suas decisões. Sábios são os pais e afortunados são os filhos quando essa transição de autoridade ocorre naturalmente e sem atritos. CBASD, vol. 5, p. 1018
Jesus atende ao pedido de Maria, não por ser ela Sua mãe, mas o faz como parte de Sua obra messiânica. Isto indica que o papel especial de Maria, como mãe de Jesus, não lhe dá autoridade para intervir na carreira de Cristo – este é um forte argumento contra fazer-se oração a Maria. Bíblia de Genebra.
hora. Um expressão em João para o sofrimento e morte de Jesus. Jesus evitou ações que abreviariam o tempo de Seu sofrimento final. Ver nota em 12:27-28. Ver tb 7:30; 8:20; 12:23-24; 17:1. A experiência de Jesus em Caná foi uma antecipação da cruz (note as referências a hora, mulher, terceiro dia, vinho (sangue). Andrews Study Bible.
Minha hora. Ver Jo 7:6, 8, 30; 8:20; etc. Maria, aparentemente, esperava que Jesus, nessa ocasião, Se proclamasse o Messias (ver DTN, 145), mas ainda não havia chegado a hora de Ele anunciar isso (ver com. de Mc 1:25). Havia um momento marcado para cada acontecimento de Sua vida (DTN, 451; ver com. de Lc 2:49). Foi só perto do final de Seu ministério que Jesus afirmou publicamente ser o Messias … e, por causa disso, Ele foi crucificado (Mt 26:63-65; Lc 23:2; Jo 19:7; ver com. de Mt 27:63-66). CBASD, vol. 5, p. 1018, 1019.
Na crucificação e na ressurreição, de fato chegou a hora de Jesus (12.23, 27; 13:1; 16:32; 17:1). Bíblia de Estudo NVI Vida.
5 serventes. Do gr diakonoi, de onde vem a palavra “diácono”. Os serventes aparentemente recorreram a Maria como a pessoa responsável por fornecer mais vinho, pois nem mesmo o “mestre-sala” sabia ainda que este havia acabado (ver DTN, 148). CBASD, vol. 5, p. 1019.
6 seis talhas. Vasos em que se guardava água para as lavagens cerimoniais, obrigatórias para judeus religiosos, antes de comer (Mc 7.3-4). … Nas seis talhas houve cerda de uns 500 litros. Bíblia Shedd.
11 sinais. João usa o termo “sinais” para os milagres porque apontam para a morte e ressurreição de Jesus e a salvação vinda por Ele. Bíblia Shedd.
glória. A glória de Jesus é o Seu divino caráter. Em João, isto é mais claramente manifestado na cruz. Ver 22:23-24, 37-41. Andrews Study Bible.
19 destruí este santuário. A analogia entre o templo literal e o corpo de Cristo não é tão remota quanto a princípio parece. O santuário, e mais tarde o templo, cumpriam o propósito de ser a habitação terrena de Deus (ver com. de Êx 25:8, 9). Ali, acima do propiciatório, aparecia a shekinah, o glorioso símbolo da sagrada e permanente presença de Deus (ver com. de Gn 3:24; Êx 25:17). Mas, como João já havia salientado (cer com. de Jo 1:14), essa mesma glória divina habitou em carne humana na pessoa do Senhor (cf. 1Co 3:16). CBASD, vol. 5, p. 1019.
24 não Se confiava a eles. Isto é, aos que professavam crer nEle (v. 23). Ele sabia que muitos daqueles que se mostravam tão ansiosos para aclamá-Lo iriam, como o povo da Galileia dois anos mais tarde, abandoná-Lo (cf. Jo 6:66). ele conhecia a inconstância do coração humano e sabia que muitos conversos nos tempos de bonança são superficiais ou hipócritas (ver Jo 6:64; ver com. de Jo 7:2-9). CBASD, vol. 5, p. 1022;
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Comentário Devocional:
O Evangelho de João é o meu livro favorito da Bíblia. Fico impressionado pela forma como o discípulo amado apresenta Jesus em Sua simplicidade autêntica e, ainda assim, em plena divindade. De muitas maneiras, de forma análoga às palavras iniciais de Gênesis, o Evangelho de João apresenta Deus falando, mas desta vez trazendo a salvação à existência. A Palavra de Deus toma a forma humana e entra na história, na pessoa de Jesus Cristo.
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus.” (versos 1, 2 ARA). Que maravilhoso refrão! Escrito no final do primeiro século, cerca de 30 anos após a escrita do Evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas), o livro de João tem como alvo vários grandes perigos que ameaçavam a Igreja neste tempo – a negação da divindade de Jesus é um deles.
Jesus vem trazer luz, cura e salvação para quem está disposto a aceitar Suas generosas dádivas. Ele vem como alguém que deseja nada menos que o melhor para a raça humana. Deus deseja que os homens se tornem o melhor que Ele possibilitou que eles sejam e façam o seu melhor com o que Ele lhes deu.
Em vários momentos, as histórias deste capítulo apontam para a realidade de Jesus – enquanto ainda Deus – optando por fazer parte da família humana para nosso benefício e nossa salvação. Podemos ser como João Batista e compartilhá-lo com todos que quiserem ouvir. Podemos buscá-Lo como fizeram os primeiros discípulos e proclamá-Lo como o Messias.
Recebamos novamente Jesus em nossos corações hoje e ao fazê-lo desfrutemos do poder de sermos Seus filhos e filhas para a eternidade.
Willie Oliver
Diretor Mundial do Departamento dos Ministérios da Família
Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jhn/1/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: João 1
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