Reavivados por Sua Palavra


O Evangelho de João – objetivos e características by jquimelli
8 de janeiro de 2015, 17:52
Filed under: Bíblia, Estudo devocional da Bíblia, Evangelho, Jesus, milagres | Tags: ,

Caríssimos,

Embora um tanto extenso, compartilho aqui parte do excelente material apresentado no Comentário Bíblico Adventista sobre o Evangelho de João, no qual se expõem 1) o objetivo do livro, 2) principais diferenças entre João e os outros evangelhos; 3) a palavra-chave do livro (Logos) e 4) correlação com o AT.

Após sua leitura, você terá uma outra visão sobre o Evangelho de João. Um excelente e abençoado estudo nos próximos 21 dias!

Pela Equipe Reavivados.

***

Quando o evangelho de João foi escrito, próximo ao fim do primeiro século, três principais perigos ameaçavam a vida e a pureza da igreja cristã. O mais sério deles era a decadência da piedade; além disso, havia perseguição e heresias, particularmente o gnosticismo, que negava a encarnação e fomentava a libertinagem.

Depois de cerca de 30 anos desde que os sinóticos foram escritos (ver p. 163-167), o idoso João era o único sobrevivente dos doze discípulos (AA, 542). Então, foi impressionado pelo Espírito a apresentar novamente a vida de Cristo, de maneira a enfrentar as tendências que ameaçavam a igreja. Os crentes precisavam de um quadro vívido do Salvador que lhes fortalecesse a fé nas grandes verdades do evangelho: encarnação, divindade, humanidade, vida perfeita, morte expiatória, a gloriosa ressurreição e o prometido retorno de Jesus. E João pregava que “a si mesmo se purifica todo o que nEle tem esta esperança, assim como Ele [Cristo] é puro” (1Jo 3:3). Somente quando a vida e a missão do Salvador são preservadas como uma realidade viva na mente e
no coração é que o poder transformador de Sua graça se torna eficaz na vida. Em harmonia com isso, João anuncia que seu relato foi escrito “para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em Seu nome” (Jo 20:31). Ele admite que poderia ter registrado muito mais (v. 30), mas que relatou apenas os incidentes que considerou mais necessários para confirmar as verdades fundamentais do evangelho. Agiu segundo a convicção de que o que lhe convencera também convenceria a outros (cf. 1Jo 1:1-3).
 
… O pensamento cristão gnóstico girava em torno do conceito de que, em essência, o bem e o mal devem ser identificados com o espírito e a matéria, respectivamente. Ensinava que aqueles em quem residia uma centelha da luz celestial eram prisioneiros neste mundo material. A salvação
consistiria no conhecimento de como escapar da esfera material para a espiritual. O gnosticismo negava a encarnação de Cristo ao afirmar que a forma humana vista pelos olhos físicos era apenas uma aparência. Supunha que o Cristo divino havia entrado no Jesus humano, em Seu batismo e havia partido antes da morte na cruz.
 
Sem dúvida, João enfrentou esses falsos conceitos de pecado e salvação, em parte, com seu relato da vida de Jesus. Mais ou menos 30 anos antes, Paulo havia escrito à igreja de Colossos acerca dos perigos ocultos naquilo que, na época, era uma nova e intrigante crença: o gnosticismo (Cl 2:8;
cf. At 20:29, 30). Então, o apóstolo João combateu a mesma filosofia, já vigorosa e mais popular e que ameaçava à própria vida da igreja.
 
Com bom senso inspirado, João evita atacar diretamente o gnosticismo e se atém a uma declaração positiva da verdade. É digno de nota que, aparentemente de maneira deliberada, ele evita o uso de certos termos gregos como gnosis, pistis e sophia (“conhecimento”, “fé” e “sabedoria”), que eram palavras-chave no vocabulário gnóstico. Ele começa declarando em linguagem inequívoca a verdadeira divindade de Cristo e a realidade de Sua encarnação. Parece que sua seleção de incidentes foi guiada pelo desejo de apresentar os aspectos da vida e do ministério de Cristo que mais claramente revelam essas verdades fundamentais.
 
Com poucas exceções dignas de nota, como as bodas de Caná, a visita a Sicar, a cura do filho do oficial do rei, a alimentação dos 5 mil e o sermão sobre o Pão da Vida, João trata exclusivamente e, muitas vezes de maneira detalhada, de incidentes que ocorreram na Judeia e envolveram líderes da nação judaica. Nesse aspecto, seu evangelho complementa os sinóticos, que tratam  extensivamente do ministério na Galileia e passam por alto, em relativo silêncio, a maioria dos incidentes ocorridos na Judeia.
 
João também difere dos sinóticos de outras maneiras. Extensas seções de seu evangelho consistem de longos e controversos discursos proferidos no templo em Jerusalém. Além disso, vários capítulos são devotados a conselhos comunicados aos discípulos na noite da crucifixão. Por outro lado, João não diz nada sobre incidentes importantes como o batismo, a transfiguração
e a experiência no Getsêmani, e também não relata nenhum caso de cura de endemoniados. Os milagres que relata são especificamente apresentados como evidências do poder divino e contribuem para seu assumido propósito de provar que Jesus é o Filho de Deus. Não relata nenhuma das parábolas dos sinóticos. Seu objetivo é mais teológico do que biográfico ou histórico, mesmo assim ele emprega bastante material biográfico e histórico. Ao passo que os sinóticos
apresentam a messianidade de Jesus de maneira indutiva, João a anuncia ousadamente já no primeiro capítulo e, depois, passa a apresentar evidências para comprová-la. Outras diferenças significativas se encontram na cronologia joanina da vida de Cristo, em comparação com a sinótica. Se tivéssemos só as narrativas dos sinóticos, provavelmente concluiríamos que o ministério de
Cristo se estendeu por um período de pouco mais de um ano, enquanto que João requer pelo menos dois anos e meio e sugere um período de três anos e meio. João e os sinóticos também diferem em sua correlação da última Páscoa com a crucifixão (ver Nota Adicional 1 a Mateus 26).
 
A palavra-chave deste evangelho é “Verbo”, do gr. logos (Jo 1:1), que, contudo, é usado em seu sentido técnico apenas no capítulo introdutório. Logos, como termo técnico, parece ter-se
originado com os [filósofos] 
estoicos, que o usavam para denotar a sabedoria divina como a força integradora do universo. O filósofo judeu Filo usa logos 1.300 vezes em sua exposição do AT. Alguns afirmam que João usa o termo logos nesse sentido filosófico, mas o Logos de João é
estritamente cristão. Ele apresenta Jesus como a expressão encarnada da sabedoria divina que tornou possível a salvação, como a expressão encarnada da vontade e do caráter divinos, bem como do poder divino que atua na transformação da vida humana. João se refere vez após vez ao fato de que Jesus veio ao mundo como a expressão viva da mente, da vontade e do caráter do Pai. Isso pode ser visto nas 26 vezes em que ele diz que Cristo Se referia ao Pai através da expressão
“Aquele que Me enviou” ou outra equivalente, ou quando ele usa um verbo sinônimo para se referir à missão que Cristo recebera do Pai.
João apresenta o Salvador da humanidade como o Criador de todas as coisas, a Fonte da luz e da vida. Enfatiza também a importância de se crer na verdade sobre Jesus, usando a palavra “crer” ou seu equivalente mais de 100 vezes. Embora o evangelho segundo João seja novo e distintamente cristão em seus conceitos, estima-se que 427 de seus 879 reflitam o AT, quer por citação direta quer por alusão.
Fonte: CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia. vol. 5, p. 984-986.


Lucas 24 by jquimelli

Comentário devocional:

Que capítulo glorioso! Depois da escuridão, luz; depois da tristeza, alegria; depois da morte, vida!

Como poderiam os nossos corações não “queimar dentro de nós” ao lermos estas palavras, em atitude de oração? A questão era, e ainda é: Onde está Jesus? As mulheres não podiam encontrá-Lo. Os discípulos não O tinham visto. Anjos testemunharam: “Ele não está aqui” (v 6).

No entanto, o próprio Jesus caminha ao lado de dois humildes discípulos na estrada de Emaús. À medida que eles ouvem as Suas palavras, seus corações ardem dentro deles. Não querendo deixar seu novo amigo viajar, eles insistem que fique com eles. Somente O reconhecem quando Ele parte o pão da refeição da noite. Energizados pela Sua presença, os discípulos correm de volta a Jerusalém carregando a maior notícia de todos os tempos: “Cristo ressuscitou! Nós O vimos!”

Há vinte e três anos atrás um intenso desejo brotou em meu coração. “Jesus”, orei, “eu quero conhecer-Te. Por favor, ajude-me a Te encontrar.” Então comecei a minha busca. Na época, eu tinha dois filhos e trabalhava das 8h00 até 17h30, de segunda a sexta-feira. Assim, eu me levantava às 3h30 e passava um tempo a sós com Deus, até 6h30.

Primeiro eu orava, abrindo o meu coração a Deus. Então eu li minha Bíblia, primeiro os Salmos, depois os evangelhos, e, então, toda a Bíblia. Em suas páginas eu encontrei Jesus vivo e percebi que Ele tinha estado ao meu lado durante todo o tempo.

A minha vida mudou. Jesus tornou-se tudo para mim e eu exclamei: “Para mim, o viver é Cristo!” (Filipenses 1:21). Conhecer Jesus é amar e confiar Nele. Nele não há decepção. Podemos sempre experimentar muito mais da presença de Jesus que nós já experimentamos.

Ele vive! Você realmente acredita nisto? É a Palavra de Deus uma coleção de “belas estórias” para nós? Ou ela faz que nossos corações ardam dentro de nós? (versos 11, 32). Se realmente O buscarmos, O encontraremos (Jr 29:13,14). É nossa a escolha.

Lynn Carpenter 
Enfermeira missionária aposentada

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/24/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Lucas 24 
Comentário em áudio 



Lucas 24 – Comentários selecionados by jquimelli
8 de janeiro de 2015, 0:00
Filed under: arrependimento, Bíblia, Evangelho, evangelismo, libertação, Messias, ressurreição

1 No primeiro dia da semana. Este começou no pôr-de-sol de sábado. As mulheres tiveram as horas de escuridão para completar suas preparações antes de saírem para o túmulo ao raiar do dia. Bíblia de Genebra.

4 varões vestes resplandecentes. O v 23 os identifica vcomo anjos. Andrews Study Bible.

9 todos os mais. Esta expressão indefinida mostra que havia um grande número de seguidores de Jesus em Jerusalém, nessa ocasião. Muitos seriam galileus que estavam em Jerusalém por ocasião da Páscoa. Bíblia de Genebra.

11 Tais palavras lhes pareciam como um delírio. Gr leros, “tolice”. Estavam longe de acreditar na ressurreição na base do testemunho emocional de mulheres. Bíblia Shedd.

e não acreditaram nelas. Em geral, o testemunho de mulheres não era altamente considerado pelos judeus do século I. Bíblia de Genebra.

13 Emaús é desconhecida. Sessenta estádios, cerca de 12 km. Bíblia Shedd.

18 Cleopas. O tio de Jesus, irmão de José, segundo Eusébio (HE 3.11,1), que também afirma que este relato veio da família de Jesus. Bíblia Shedd.

És o único ? O único visitante que não sabia destes eventos. Isto atesta o amplo conhecimento da morte de Jesus, em face dos posteriores críticos que afirmavam que Ele não tinha realmente morrido.Andrews Study Bible.

19 Jesus, o Nazareno, que era varão profeta. Souberam que era profeta; isso foi provado pelos Seus milagres e Seu ensino … Esperavam que Ele fosse mais: o Messias (Dt 18.15, 18). A decepção era profunda. Bíblia Shedd.

20 principais sacerdotes e as nossas autoridades. Os discípulos colocaram a principal responsabilidade da morte de Jesus sobre seu próprio povo, e não sobre os romanos. Bíblia de Genebra.

21 esperávamos que fosse Ele quem havia de redimir a Israel. Como Moisés, que redimiu a Israel da escravidão, a esperança dos discípulos era que Jesus, também os resgataria do poder romano e estabeleceria uma teocracia santa, poderosa e eterna. Bíblia Shedd.

A palavra [redimir] significa libertar mediante o pagamento de um preço. Bíblia de Genebra.

27 o que a Seu respeito constava. A Escritura, que provê acuradamente a base para o entendimentos dos discípulos da vontade e do plano de Deus, recebe sua interpretação mais clara através de Jesus Cristo. Andrews Study Bible.

29 Mas eles O constrangeram. O Senhor não entra pela força, mas mediante convite. Bíblia Shedd.

33 na mesma hora. O encontro com o Senhor ressuscitado traz alegria que precisa ser compartilhada. Andrews Study Bible.

34 já apareceu a Simão. O primeiro na lista de aparecimentos apresentada em 1 Co 15.5. Bíblia Shedd.

Eles não tinham acreditado nas mulheres (v. 11), mas o aparecimento a Simão Pedro foi convincente. Bíblia de Genebra.

39 apalpai-Me. 1 Jo 1.1 cita este fato contra o gnosticismo. Bíblia Shedd.

43 comeu. Podia comer, mas não precisava. Certificou Sua substância. Bíblia Shedd.

44 importava se cumprisse tudo. Notar a palavra “importava”. O cumprimento das Escrituras não é um acidente, porque elas revelam os propósitos de Deus. Bíblia de Genebra.

LeiProfetas Salmos. São as três divisões características do cânon hebraico, que incluíam todo o AT. Bíblia Shedd.

47 que eu Seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados. Arrependimento e perdão é o centro da mensagem ordenada pela Escritura que os seguidores de Jesus devem levar ao mundo. Atos, a sequência de Lucas, mostra os discípulos ocupados nesta tarefa (e.g., At 2:30; 5:31; 26:20). Andrews Study Bible.

48 testemunhas. Os pregadores não devem produzir alguns conceitos novos, elaborados por si mesmos, mas trazer o testemunho daquilo que Deus tem feito. Bíblia de Genebra.

50 Lucas não dá nenhuma indicação de tempo aqui, mas posteriormente ele afirma que a ascensão teve lugar quarenta dias depois da ressurreição (At 1.3). Bíblia de Genebra.

Betânia. Uma aldeia sobre o Monte das Oliveiras, a cerca de 3 km a leste de Jerusalém (Jo 11.18). Bíblia de Genebra.

51 ia-se retirando deles. A narrativa que Lucas faz da ascensão é uma breve mas adequada conclusão do seu Evangelho, que é um registro de “todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar até ao dia em que… foi elevado às alturas” (At 1.1-2). Lucas nos oferece uma narrativa mais detalhada da ascensão, no começo do seu segundo livro (At 1.9-11). A ascensão marca o fim da obra que Jesus veio realizar na terra e o começo da obra que Ele continua a realizar na igreja e através dela. Bíblia de Genebra.

52 adorando-O. Qualquer que tenha sido a ideia deles a respeito de Jesus nos dias passados, agora eles reconheceram a Sua divindade e O adoraram. Bíblia de Genebra.

53 O Evangelho [de Lucas] termina como começa, em Jerusalém, com o culto a Deus. Bíblia de Genebra.




%d blogueiros gostam disto: