Reavivados por Sua Palavra


Lucas 19 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

Zaqueu era um homem pequeno. Ele não só era baixo fisicamente, mas também agia com outras pessoas aquém do esperado, tomando delas mais do que deveriam em impostos. Como chefe da coleta de impostos da cidade de Jericó, ele recolhia as taxas aduaneiras de todos que cruzavam o rio Jordão. E, neste trabalho, ele era realmente pequeno na honestidade. Seus companheiros judeus odiavam até seu nome, que significava “Puro”. Que paradoxo alguém cuja riqueza veio da injustiça ser chamado de “puro”!

Contudo, Zaqueu não era totalmente pequeno em termos de pureza. Ele tinha ouvido falar de Jesus, o rabino que gostava de cobradores de impostos. Quando lhe disseram que Jesus estava chegando a Jericó, Zaqueu decidiu vê-Lo. Mas ele era muito baixo para ver por cima das cabeças das pessoas. “Assim, correu adiante e subiu numa figueira brava para vê-lo, pois Jesus ia passar por ali.” (Lucas 19:4 NVI).

Dali a poucos momentos Jesus passou debaixo daquela árvore, parou e olhou para cima. Uma risada se espalhou pela multidão quando perceberam o que Jesus tinha encontrado sentado na árvore. Mas Zaqueu ouviu apenas as palavras de Jesus: “Zaqueu, desça depressa. Quero ficar em sua casa hoje.” (v. 5 NVI). Zaqueu, então, desceu rapidamente da árvore, abriu o caminho para a sua casa e acolheu Jesus com alegria. A multidão, entretanto, se queixava de Jesus, dizendo: “Ele Se hospedou na casa de um pecador” (v. 7 NVI). Sem dúvida, muitos na multidão haviam tido seu suado dinheiro roubado por Zaqueu. Eles o consideravam um ladrão.

Antes de condenarmos a multidão, pensem no murmúrio que se espalha através de uma igreja – da qual fazemos parte – quando certos pecadores entram por seus corredores. Quanto à multidão que condenava Zaqueu, esta se silenciou quando Zaqueu se levantou e fez uma promessa surpreendente: Ele restituiria em quatro vezes tudo o que tinha tomado de forma desonesta e daria metade de seus bens aos pobres. Quem poderia duvidar da veracidade de tal arrependimento?

Quando você vem para Jesus, você também deve corrigir alguns aspectos de sua vida. Não se preocupe com o que a multidão irá dizer, ou pensar. É a aprovação de Jesus que conta. Sua reputação ou os seus bens podem se perder, mas Deus pode abrir as comportas do céu e dar-lhe maiores riquezas espirituais, bem mais do que você recebeu até agora. O que Zaqueu recebeu naquele dia foi a inestimável garantia de Jesus: “Hoje houve salvação nesta casa! Porque este homem também é filho de Abraão.” (Lucas 19: 9).

A salvação não é apenas uma mudança nos registros do céu. A salvação se processa dentro de nós e vêm na pessoa de Jesus. Ele Se convida à nossa casa, para comer e viver conosco. Ele quer realizar em nós o que disse ser a Sua missão: “Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido.” (v 10 NVI). Como Zaqueu, receba Jesus com alegria e conceda a Ele o controle de sua vida e o que você tem.

Douglas Jacobs, D.Min.
Professor do Ministério e Homilética
School of Religion, Southern Adventist University

 

Texto original:  http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/19/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Lucas 19 
Comentário em áudio 



Marcos 12 by Jeferson Quimelli
11 de dezembro de 2014, 0:30
Filed under: correção, desobediência, escolhas, Israel | Tags: , , ,

Comentário devocional:

Poderíamos chamar esse de o capítulo das uvas amargas. O plano de Deus era estabelecer a mais espetacular vinha do mundo na terra de Israel, no sentido espiritual de um povo amoroso e dedicado a Ele. Essa vinha seria tão incrível e produziria uma colheita tão abundante de uvas doces que pessoas de todas as nações desejariam descobrir o segredo do seu sucesso.

Mas não houve sucesso. O profeta Isaías lamentou: “A vinha do Senhor dos Exércitos é a nação de Israel, e os homens de Judá são a plantação que ele amava. Ele esperava justiça, mas houve derramamento de sangue; esperava retidão, mas ouviu gritos de aflição” (Isaías 5:7, NVI).

Aqueles que foram deixados a cargo da vinha não aceitaram nenhuma instrução, apesar dos muitos conselheiros enviados a eles por parte do proprietário da vinha. Os profetas foram apedrejados, espancados e até mesmo serrados ao meio por oferecerem consultoria para o cultivo das uvas.

Deus havia suportado a teimosia do povo por muito tempo. Chegara a hora de entregar uma mensagem final através de Daniel: “Setenta semanas estão decretadas para o seu povo e sua santa cidade a fim de acabar com a transgressão, dar fim ao pecado, expiar as culpas, trazer justiça eterna, cumprir a visão e a profecia, e ungir o santíssimo” (Dan 9:24, NVI). 

Israel desperdiçou o tempo de misericórdia concedido. A qualidade dos frutos da vinha de Deus não melhorou, mas piorou. Então Deus enviou o seu próprio filho para resgatá-los. Agora que o Santo Filho de Deus estava diante deles, eles tramaram a sua morte. Mas Deus, em Seu amor, lhes fez um último apelo para que se tornassem uvas doces: “Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças” (Marcos 12:30, NVI).

Você e eu também recebemos um valioso tempo de misericórdia para nos tornarmos como Jesus, a fim de representá-Lo corretamente ao mundo. Como está a sua condição perante Deus? Está você seguindo as instruções entregues por Seus mensageiros? Está você permitindo que o Criador lhe transforme de uva amarga em uva doce?

Jim Ayer
Vice-presidente da Rádio Mundial Adventista

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mrk/12/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Marcos 10 
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Zacarias 12 by Jeferson Quimelli
26 de outubro de 2014, 0:00
Filed under: arrependimento, correção, vitória | Tags: , , ,

Comentário devocional:

Nos capítulos anteriores, a ira de Deus se pronunciou pela punição de Seu povo e seus líderes por sua iniquidade. Neste capítulo, Ele promete julgar as nações que sitiam Jerusalém e destroem a casa de Judá. Jerusalém será como uma pedra pesada para eles (v. 3). 

Quando se tenta carregar uma pedra pesada em cima dos ombros, as mãos e ombros sofrem. Do mesmo modo, as nações que ferissem Israel também sofreriam por isso.

Vemos aqui o nosso Deus como alguém que cuida de Seu próprio povo apesar de sua rebelião persistente, mesmo quando Ele tem de puni-los para que cheguem ao arrependimento.

Nos versos 4-9 é prometida a restauração de Jerusalém. Deus é apresentado como o Deus Criador, que criou os céus, criou a terra, e dá vida aos seres humanos (vs. 1). Jerusalém será restaurada porque o Senhor dos Exércitos, o Criador, prometeu. Ele é o Todo-Poderoso, para Quem todas as coisas são possíveis. E uma vez que Ele deu a Sua palavra de que a restauração ocorreria, isto se tornará realidade, apesar de todas as evidências em contrário.

De fato, já no tempo de Esdras, Neemias e Zorobabel, quando o povo de Israel voltou do cativeiro, Jerusalém foi reconstruída, numa sucessão de eventos que refletiam um milagre após outro, fato que deveria ter levado o povo a uma séria reflexão. Esta profecia, no entanto, aponta para o milagre maior, quando a Jerusalém celestial, que será habitada pelo remanescente fiel, descerá do Céu para a Terra, a sua morada eterna. “Naquele dia o Senhor protegerá os que vivem em Jerusalém, e assim o mais fraco dentre eles será como Davi.”(v. 8 NVI).

O versículo 10 apresenta um quadro solene. “Olharão para mim, aquele a quem traspassaram” (NVI). Esse versículo foi citado por João 19:37, na ocasião em que Jesus foi ferido por uma lança pelo soldado romano enquanto pendurava na cruz.  Além disso, Apocalipse 1:7 afirma que aqueles que traspassaram a Jesus O verão voltar, em referência à ressurreição especial na segunda vinda de Jesus. Na verdade, Jesus não foi traspassado – morto – somente pelo poder romano, por incitação dos líderes judeus, a referência primária das citações de João. Fomos nós que causamos a morte de Jesus com nossos pecados.

Todos se lamentarão pela morte de Jesus. Mas haverá dois distintos grupos. O primeiro é aquele que lamentou a morte de Jesus e chorou por seus pecados com corações arrependidos, com profundo pesar e contrição enquanto Jesus ainda estava intercedendo por eles no santuário celeste, no Santo e Lugar Santíssimo. Assim, seus pecados foram apagados e eles participarão da vinda do Reino como habitantes de Nova Jerusalém. O verdadeiro arrependimento é que fará toda a diferença.

O outro grupo de pessoas que se lamentarão o farão por causa de seus pecados não confessados e abandonados por ocasião da volta de Jesus (Mateus 24:30; cf. Apocalipse 6:15-17). Ao perceber que não estão salvos eles chorarão amargamente.

De acordo com Zc 12:12-14, todos irão chorar pelos seus pecados. Mas é nossa escolha se iremos lamentar e clamar ao Senhor pelos nossos pecados ANTES de Sua vinda, enquanto Jesus ainda está intercedendo por nós, o que levará à salvação eterna, ou vamos chorar NA sua vinda por causa da destruição condenatória.

Senhor, ajuda-nos a fazer parte do primeiro grupo! Concede-nos o verdadeiro arrependimento e reforma. Que possamos reconhecer a Ti como Criador e Redentor de nossas vidas enquanto ainda temos oportunidade. Amém.

Sook-Young Kim
Kyungpook Universidade Nacional
Sangju, Coreia do Sul



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/zec/12/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Zacarias 12 

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Zacarias 11 by Jeferson Quimelli
25 de outubro de 2014, 0:00
Filed under: correção, liderança, profecias, relacionamento | Tags: ,

Comentário devocional

O pinheiro, o cedro e o carvalho (Zac 11:1-3) representam os líderes proeminentes. Continuando o pensamento do capítulo anterior, os líderes do povo são reprovados mais uma vez. Eles vendem o rebanho de Deus por dinheiro e se enriquecem, sem ter pena deles. Eles compram e matam o rebanho, mas não se sentem culpados. 

Deus não teria simpatia desses habitantes da terra. Isso é mostrado nos versos seguintes (6-14). O Senhor tomou duas varas e deu a uma o nome de “Favor”, que pode ser traduzido também como doçura, graça ou beleza. Mas o Senhor quebrou este bastão, com o qual estava conduzindo o rebanho. O verso 10 diz que Deus quebrou o bastão para ilustrar que a aliança entre Ele e Seu povo estava quebrada. 

No verso 14 o Senhor tomou a outra vara que tinha sido chamada de “União” (ou “Ligação”) e também a quebrou. Ao quebrá-la, Ele mostrou que a aliança de irmandade entre Judá e Israel tinha sido quebrada. 

Quando a “Graça” está quebrada, nosso relacionamento vertical com Deus também se quebra. Quando a “União” se quebra, nossa relação horizontal com as pessoas ao nosso redor também se rompe. Quando você e eu deixamos o Senhor ou não O seguimos totalmente, os vários relacionamentos que mantemos são afetados e se quebram.

Os versos 12 e 13 são citados nos Evangelhos como uma profecia que se cumpriu em Judas ao ele trair Jesus por 30 moedas de prata (Mat 26:15; 27: 3-10). Deus pediu ao povo através de Zacarias que Lhe colocassem preço e eles pesaram 30 moedas de prata. Por isso, Deus diz a Zacarias que este era o valor pelo qual O valorizavam. Como lemos em Mateus 26 e 27, este foi o preço da vida de Jesus estimado por Judas e pelo sumo sacerdote, justamente o preço habitual de um escravo. 

Zacarias não era bem vindo como profeta pelos líderes arrogantes e autoritários. Jesus também não foi bem vindo pelos líderes de sua época. E você? Que valor você dá para Jesus? Valorizemos ao Senhor com tudo o que temos e de todo o nosso ser, como Ele nos tem valorizado. Amemos ao Senhor acima de tudo, como Ele nos amou. A restauração do nosso relacionamento com Deus abrirá portas para melhores relacionamentos com o nosso próximo e resultará em vida eterna.

Na última parte do capítulo, os líderes recebem uma repreensão severa, sendo comparados a um pastor infiel. Ele não confortam os que estão tristes nem curam os quebrantados. Os que são fortes o suficiente para resistir, ele não as alimentam ou as fazem crescer, utilizando-os para seu benefício próprio, como um pastor que come a carne dos das suas ovelhas gordas. Eles são chamados de “pastores inúteis.” Deus está muito infeliz com eles. “Ai do pastor imprestável, que abandona o rebanho!” 

Sook-Young Kim
Universidade Nacional de Kyungpook 
Coréia do Sul

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/zec/11/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Zacarias 11 

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Miqueias 3 by Jeferson Quimelli
29 de setembro de 2014, 0:00
Filed under: correção, influência, integridade, restauração, verdade | Tags: , ,

Comentário devocional:

Existe nos Estados Unidos uma proteção legal para os funcionários públicos que descobrem e denunciam uma atividade ilegal no órgão em que trabalham. É chamada de “Lei de Proteção ao Denunciante de 1989”. Funcionários e candidatos a funcionários não podem ser discriminados por revelar uma atividade ilegal. A finalidade dessa proteção é evitar retaliação por parte daqueles em posição de autoridade contra o denunciante que relatou a má conduta.

Miquéias não tinha uma lei assim a lhe proteger dos líderes e outros profetas de Israel, porém não teve medo de fazer o que devia fazer: denunciar as injustiças. Neste capítulo, ele tem algumas mensagens muito diretas para as pessoas no poder: “Escutem, líderes e autoridades de Israel! Vocês deviam praticar a justiça e, no entanto, odeiam o bem e amam o mal.”(Miquéias 3:1-2, NTLH).

Em Atos dos Apóstolos, lemos: “Solenes são as responsabilidades impendentes sobre os que são chamados a agir como dirigentes na igreja de Deus na Terra.” (p. 92). É simples: líderes sempre terão outras pessoas olhando para eles, e por causa de sua influência expandida, eles têm mais responsabilidade de viver como exemplos cristãos em todos os aspectos da vida. 

Em certo sentido, todos somos líderes, porque a liderança é influência e todos nós influenciamos a outros. Representamos mal ao Salvador a quem servimos quando não exibimos virtudes cristãs em nossas vidas – usando uma linguagem que humilha as pessoas, perdendo a calma ou não praticando a humildade. 

Que, pela graça de Deus, possamos ser justos em todos os nossos procedimentos. E que nossa vida de pureza possa repreender o erro e inspirar outros a serem semelhantes ao nosso Salvador.
Gordon Bietz
Presidente Southern Adventist University

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mic/3/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Miqueias 3 

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Amós 8 by Jeferson Quimelli
20 de setembro de 2014, 0:00
Filed under: arrependimento, correção, Espírito Santo, Israel | Tags: , ,

Comentário devocional:

A visão da cesta de frutas de verão neste capítulo mostra a rápida ruína de Israel. Os opressores são chamados a prestar contas por abusar dos pobres; sua destruição é anunciada, um momento que será para eles de grande luto (vv. 4-10). Fome da Palavra de Deus é a punição para um povo que segue outros deuses (vv. 11-14).

O objetivo da visão do cesto de frutos de verão era mostrar que o povo estava maduro para o julgamento. A longanimidade divina de Deus resultou apenas na continuidade do pecado. Israel estava pronto para ser levado para o cativeiro semelhante a um pássaro preso numa gaiola ou num cesto. Nada mais poderia ser feito pela safra inteira de frutas porque já era tempo da colheita (v.2). O tratamento a ser dado aos frutos será de acordo com o tipo de fruto produzido.

O povo será entregue aos inimigos de guerra. Haverá cadáveres por toda a terra de Israel e as canções que trouxeram prazer ao perverso serão transformadas em lamentações (v.3). As riquezas não serão de nenhuma valia àqueles que oprimiram os outros e eles perceberão que a sua vida de pecado trouxe juízos divinos sobre eles (v.4).

Muitas pessoas da terra de Israel ficavam ansiosos para que a festa religiosa da Lua Nova ou o sábado passassem, mostrando que observavam estes dias apenas formalmente, sem o verdadeiro espírito de devoção. 

Eles estavam ansiosos para enriquecer através da falsidade e do engano (v.5). Ao comprarem o pobre por uma moeda de prata e o necessitado por um par de sapatos novos, mostravam que negavam a justiça aos pobres a fim de obterem até mesmo pequenos benefícios para si mesmos (v.6). 

Por isso, o Senhor prometeu enviar Israel ao cativeiro (v.7). A terra irá tremer como o mar agitado e todos irão chorar (v.8). O sol se porá ao meio-dia, a terra se escurecerá em plena luz do dia (v.9). Todos se vestirão de sacos e rasparão as cabeças em sinal de luto; sua tristeza será severa e amarga (v.10).

Como consequência de tanta rebeldia o Espírito Santo deixará de falar ao coração dos impenitentes e então haverá grande fome da Palavra de Deus. As pessoas irão por todas as direções em busca de Sua palavra, mas será tarde demais; eles não serão capazes de evitar os julgamentos (v.11). Mesmo os jovens cheios de energia se tornarão impotentes quando o Senhor trouxer os seus juízos sobre a terra.

O que acontece aqui não é que o amor de Deus será retirado do pecador, mas que o pecador se tornou tão endurecido em suas iniquidades que não deseja abandonar seus maus caminhos, deseja apenas escapar das consequências . É importante notar que esta experiência de Israel se repetirá um pouco antes da segunda vinda de Jesus Cristo. 

Busquemos a Deus e Sua Palavra enquanto ainda temos oportunidade. 

Deepati Vara Prasad, Ph.D.

Watchman Publishing House, Índia



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/amo/8/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Amós 8 

Comentário em áudio 



Amós 7 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

Este capítulo apresenta três das cinco visões de Amós a respeito dos juízos que cairiam sobre Israel (vv. 1-9), assim como o confronto do profeta com Amazias, o sacerdote de Betel (vv. 10-17).

O primeiro juízo é a fome (v.1). “Gafanhotos”, como instrumentos da ira divina, vieram sobre a terra para destruir a sua beleza e seus frutos trazendo carestia e fome aos habitantes. Deus é longânimo para com as pessoas, mas não para sempre; especialmente quando se trata de grandes iniquidades. No entanto, o juízo veio misturado com a misericórdia de Deus. Os insetos comeram apenas o último crescimento da grama, que é de pouco valor em comparação com o primeiro.

Observe que as misericórdias que Deus continua a nos dar são mais numerosas e mais valiosas do que aquelas que Ele tira de nós. Isso deve nos tornar mais submissos em gratidão à Sua vontade quando decepções vierem.

Vendo a terrível obra dos gafanhotos, Amós intercede em favor de Israel (v. 2). Os profetas sempre oraram por aqueles a quem profetizaram, e, assim, mostraram que, apesar de denunciarem o pecado das pessoas, não tinham prazer na sua destruição.

A próxima visão, o julgamento pelo fogo (v.4) mostra que Deus tem muitas maneiras de humilhar uma nação pecadora. Esse fogo abrasador sobre a plantação seca, trazida por Deus, fez coisas terríveis; e ainda consumiu os reservatórios profundos de água, deixando claro que nada pode interromper as visitações de Deus.

Mais uma vez, o profeta intercedeu em favor dos pecadores. Ele reconheceu que Israel havia se tornado mais humilde diante dos castigos anteriores. Então, devido a intercessão profética, o Senhor postergou os Seus juízos.

A terceira visão, do fio de prumo (v.7), nos lembra que Israel era como uma parede forte que o próprio Deus havia construído. Mas agora Deus está em cima do muro com um fio de prumo, para medi-la e trazer juízos sobre ela porque não estava à altura de Suas expectativas. A punição seria certa. Observe que virá um tempo quando aqueles que foram poupados logo não mais o serão.

Apesar da  intercessão de Amós em favor de Israel, este continuou em pecado. Além disso, perseguiu o profeta. Amazias, o sacerdote-chefe da adoração do bezerro em Betel, queixou-se ao rei Jeroboão sobre o profeta, sem mencionar a sua oração de intercessão por eles. Note-se que os que mais fingem ter santidade são geralmente os piores inimigos de quem está realmente santificado.

Amos profetizou/fez aquilo que Deus o designara a fazer (vv. 14,15). Ele testemunhou que Deus o chamara enquanto era apenas um pastor, não para temer o homem, mas fazer a Sua vontade. Suas habilidades vinham de Deus (v. 12). Ele era um profeta, e não por profissão ou modo de ganhar a vida com isso, mas foi chamado para honrar a Deus, servir as pessoas, e fazer o bem.

Amós condena Amazias por denunciar os juízos de Deus (vv. 16,17). Quando Amazias ordenou que Amós ficasse em silêncio, o profeta profetizou contra sua esposa e seus filhos. Sua mulher seria tratada como uma prostituta; seus filhos e suas filhas seriam mortos pela espada de guerra; e o próprio Amazias viveria para ver isso e, em seguida, seria levado cativo para morrer em uma terra estrangeira. Amazias havia ensinado o povo a adorar ídolos e por isso o Senhor o destruiria por seus pecados. 

As interações de Deus com o seu povo nos mostram que Ele é muito paciente, mas não tolera o pecado. O dia do acerto de contas chegará para todos nós, por isso peçamos a Deus que nos ajude a vivermos em harmonia e fazermos as pazes com Ele no dia que se chama hoje.

Deepati Vara Prasad, Ph.D.

Watchman Publishing House, Índia



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/amo/7/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Amós 7 

Comentário em áudio  



Amós 5 by Jeferson Quimelli
17 de setembro de 2014, 0:00
Filed under: correção, crescimento espiritual, formalismo | Tags: , , ,

Comentário devocional:

Este capítulo tem mensagens específicas para o Israel do norte, a respeito de sua precária condição social e espiritual e da devastação que viria num breve futuro, através da guerra. 

Israel era orgulhosa, sentia-se superior; como “a virgem de Israel.” Mas, esta nação cairá e ninguém a levantará. O profeta lamenta a respeito de Israel, refletindo o espírito de Cristo, “que não só mostra o pecado, mas Se entristece quando deve punir o pecador (ver Lc 19:40-44)” CBASD 4:1071. O castigo de Deus a Israel seria tão severo que apenas um décimo dos habitantes sobreviveria (v.3). 

Deus continua a chamar Israel ao arrependimento. Buscar a Deus e seguir seus caminhos é a única maneira de escapar da iminente tragédia da conquista, deportação e exílio. Eles não devem buscar os centros de idolatria de Betel, Gilgal ou Berseba (v.5). Israel (aqui mencionada como a casa de José – pai de Efraim) será destruída por sua intensa injustiça e extrema corrupção (vv. 6-7), se não buscar ao Senhor, fazendo o bem e abstendo-se de fazer o mal. Deus deseja a salvação de todos, mas quem não deixar seus maus caminhos não pode escapar da Sua punição (2 Pedro 3: 7-9). 

Amós apresenta Deus como Criador e Juiz, ao afirmar: “Senhor é o seu nome” (v.8d). Ele fez as estrelas, as Plêiades e Órion. Ele transforma “a sombra da noite em manhã”, um forte contraste ao que Israel fez: transformando justiça em amarga injustiça. Ele faz com que a água do mar se transforme em vapor e caia na Terra em forma de chuva. Ele traz ruína sobre os rebeldes que se acham fortes (vv. 8-9). 

Os ímpios odiavam quem os repreendiam e falavam a verdade. Eles oprimiam os pobres e exigiam deles pesadas contribuições. Além disso, afligiam o justo, aceitavam subornos e privavam os pobres de justiça. Por isso, eles não habitariam em suas casas luxuosas de pedras lavradas, nem beberiam do vinho de seus vinhedos (vv.10-12). Nestes tempos, o prudentes ficavam em silêncio – não se exporiam, relatando a injustiça aos magistrados, pois não seriam ouvidos (v.13). No entanto, Amós pede a Israel para buscar o bem e não o mal (v.14). O mal deveria ser abominado e o bem, amado (v.15). 

No mundo, muitos enganam a si mesmos. Alguns têm prazer em fazer o mal, prejudicando outros; outros, não fazem o mal, nem fazem o bem – são inúteis; outros, ainda, fazem tanto o bem como o mal – são hipócritas. Somente aqueles que odeiam o mal e amam o bem são justos e recebem a promessa da presença de Deus habitando com eles e da Sua graça transformadora (vv. 14-15). 

Amós descreveu ainda mais profundamente o destino de Israel: haveria lamento nas ruas; o agricultor e o trabalhador iriam chorar – haveria choro nas vinhas. O dia do Senhor seria dia de trevas para Israel. Seria como fugir de um leão, ou um urso, apenas para ser picado por uma serpente dentro de casa (vv. 16-20). 

Porque o povo de Israel seguia seus maus caminhos, Deus odiava os seus dias de festa e assembleias solenes. Os seus holocaustos, grãos e ofertas pacíficas não eram aceitáveis para Ele. Suas canções e a melodia de seus instrumentos de cordas eram ruído para Ele (vv. 21-23). 

O desejo do Senhor é que “corra a retidão como um rio, a justiça como um ribeiro perene!” (v.24 NVI), ou seja, um abastecimento contínuo de água como de um ribeiro perene em vez de uma corrente sazonal de águas. Justiça e retidão, os valores fundamentais de toda a estrutura da fé bíblica, são os atributos divinos que Deus compartilha com seus leais parceiros de concerto. Sem isso a religião se transforma em formalismo sem sentido e hipocrisia (v. 27). 

Deepati Vara Prasad, Ph.D. 
Watchman Publishing House, Índia


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/amo/5/

Traduzido por JAQ/GASQ

Texto bíblico: Amós 5 

Comentário em áudio  



Amós 3 by Jeferson Quimelli
15 de setembro de 2014, 0:00
Filed under: consequências, correção, cuidado de Deus, Israel | Tags: , ,

Comentário devocional:

Neste capítulo, Amós apela às pessoas negligentes e sem sensibilidade espiritual para que tomem conhecimento da justiça e dos juízos de Deus (vv. 1-8) dirigidos àqueles que continuam a pecar e não se arrependem. Deus é revelado como justo e santo (vv. 9-15).

Uma mensagem específica é dada a Israel e Judá – a “toda esta família que tirei do Egito” (v. 1 NVI). Deus os escolheu como uma nação e estabeleceu uma relação especial com eles. Apesar dos altos privilégios e da luz abundante que brilhavam em seu caminho, o povo escolhido pecou grandemente.

O castigo divino foi pronunciado por causa da extrema corrupção, cobiça e luxo que os levou a se esquecerem dos mais simples deveres para com os vizinhos e a exercerem uma violenta opressão sobre os pobres. Os grandes e os ricos utilizavam mal sua riqueza e influência, as quais, se bem utilizadas, resolveriam o problema da pobreza existente. Deus declara que sua relação especial com Israel não poderia continuar assim por mais tempo por se apegarem eles às suas iniquidades, semelhante a duas pessoas que não podem caminhar juntos (v.3), a menos que tenham um propósito comum em vista.

Como um leão ruge quando está prestes a saltar sobre a presa (v. 4), por meio de Seu profeta Deus avisa que irá punir os malfeitores.

Assim como o toque súbito de trombeta (v.6) provoca medo na cidade, Deus deseja que a mensagem do profeta alarme os infratores. É preciso lembrar que o castigo de Deus segue as advertências dos profetas, que são seus servos (v.7). 

Amós convoca retoricamente as nações da Filístia e Egito, a observarem e se surpreenderem com as iniquidades de Israel, com a vida perversa do chamado povo de Deus. Israel abandonou a justiça, a própria base da sociedade; eles se tornaram moralmente e espiritualmente cegos, de tal forma que eles nem fazem o bem, nem se dão conta de sua omissão. Portanto, a punição divina será completa sobre o povo, apenas um pequeno remanescente escapará (v.12).

Quando Israel, a família de Deus, recusou-se a viver de acordo com seus altos privilégios e aceitar suas responsabilidades, sua posição favorecida lhe foi retirada e concedida à igreja, a família espiritual de Deus. Quanto maior é o conhecimento da vontade de Deus, maior é a responsabilidade e maior a recompensa. 

Que possamos aprender com a experiência de Israel e que estas lições nos aproximem de Deus e uns dos outros!

Deepati Vara Prasad
Watchman Publishing House, Índia

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/amo/3/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Amós 3 

Comentário em áudio  



Amós 1 by Jeferson Quimelli
13 de setembro de 2014, 0:00
Filed under: correção, Israel, profecias, prosperidade | Tags: , , , , ,

Comentário devocional:

“Amós”, que significa “um portador de carga” era um humilde pastor de ovelhas em Tecoa, na Judéia, no século VIII aC. Ele não era nem filho de profeta, nem havia sido treinado para ser profeta (7:14). No entanto, ele foi chamado por Deus para profetizar contra Israel a respeito do comportamento de seus líderes religiosos e políticos que faziam mal aos olhos do Senhor. Isso conteceu numa época em que Israel e Judá eram prósperos durante os reinados de Uzias, rei de Judá, e de Jeroboão, rei de Israel (v.1). 

Sentindo-se seguro contra os inimigos estrangeiros e confiante na sua própria força, Israel não vê qualquer perigo ou risco de destruição. Mas os maus frutos da prosperidade — orgulho, luxúria, egoísmo e opressão — estavam aparecendo com fartura tanto em Israel quanto em Judá. Amós sentiu-se incomodado com o luxo e os pecados existentes, descritos em vívidos detalhes por ele. Ele repreende os pecados que floresceram após a prosperidade material: as extravagâncias, as orgias, a libertinagem dos ricos, que podiam desfrutar disso pela opressão aos pobres e perversão do juízo, através de suborno e extorsão. 

Amós utiliza uma linguagem bastante vívida, própria de um pastor atento aos barulhos dos animais selvagens. Para expressar o desagrado do Senhor ele disse que “O Senhor ruge” e que as pastagens e o monte Carmelo iriam chorar (v. 2). Nos versos 3-15, o profeta apresenta o julgamento de Deus sobre Damasco, Gaza, Tiro, Edom e Amon. 

Damasco (vv. 3-5), a bela, próspera e bem fortificada capital e representante de toda a Síria, experimentaria os juízos de Deus por suas más ações intencionais e incuráveis, particularmente por “moer” gente como o grão é moído por artefatos de ferro (v. 3, NLT). Deus adverte que enviará fogo e destruirá Hazael e seu filho (Heb. Ben) Hadad, toda a sua dinastia e a cidade de Damasco, com todos os seus magníficos palácios reais. As barras transversais da porta da cidade seriam quebradas para o inimigo entrar e as pessoas abatidas no Vale de Áven. E, finalmente, o povo da Síria seria levado em cativeiro. Tudo isso se cumpriu quando o rei da Assíria subiu contra Damasco e a tomou. 

Gaza, a cidade dos filisteus, recebe acusação por impor a migração e a escravidão. Deus decidiu lançar fogo sobre os muros de Gaza a fim de devorar seus palácios. Os habitantes de Asdod, Asquelon e Ecron seriam abatidos. Gaza foi conquistada pelo rei do Egito, e por Alexandre, o Grande. Asdod foi capturada por Uzias, e depois por Sargão II. Deus destruiria aqueles que tentam destruir o seu povo. 

O julgamento também é pronunciado sobre Tiro (vv. 9-10), a principal cidade dos fenícios, por entregar prisioneiros israelitas aos edomitas. Sendo assim, eles também foram responsabilizados pelas crueldades que os judeus sofreram. A parte continental de Tiro foi tomada por Senaqueribe. Mais tarde, a ilha que pertence a Tiro foi conquistada por Asaradão e, finalmente, Tiro foi destruída por Alexandre, o Grande. Aos olhos de Deus uma pessoa é tão culpado do crime que ela ajuda a cometer quanto do crime que ela própria comete. 

Em seguida, Amós denuncia as três nações aparentadas de Israel por sangue — Edom, Amon e Moabe. A atitude pouco fraterna dos Edomitas, os descendentes de Esaú, em relação aos descendentes de Jacó, e a hostilidade dos Amonitas para com os Israelitas, foi condenada por Amós. É ruim odiar a um inimigo, pior do que isso odiar a um amigo e ainda pior odiar a um irmão. 

Senhor, livra-me de cometer injustiças e de oprimir aos semelhantes. Ajuda-me a amar a todos. 

Deepati Vara Prasad
Índia

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/amo/1/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Amós 1 

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