Reavivados por Sua Palavra


TIAGO 3 – VÍDEO COMENTÁRIO PR ADOLFO SUÁREZ by Maria Eduarda
2 de setembro de 2018, 0:55
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Comentário Tiago 3 – Pr. Heber Toth Armí by Jeferson Quimelli
2 de setembro de 2018, 0:45
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TIAGO 3 – A fala é um dom natural dado por Deus, porém, para que seja usada sobrenaturalmente para o bem é preciso submetê-la à sabedoria verdadeira originada no Céu.

Jesus declarou: “Por suas palavras você será absolvido, e por suas palavras será condenado” (Mateus 12:37).

Tiago disse: “Ele nos gerou pela palavra da verdade, para que sejamos como que os primeiros frutos de tudo que Ele criou”, portanto, “meus amados irmãos, tenham isto em mente: Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para se irar…” (Tiago 1:19).

Precisamos urgentemente da sabedoria do capítulo 3, o qual deve ser lido, relido, estudado e interiorizado em nosso coração e mente. Observe como Merrill F. Unger o coloca no contexto da fé:

1. A fé morta manifestada na parcialidade (2:1-9);

2. A fé morta resulta em juízo (2:10-13);

3. A fé morta é inútil (2:14-20);

4. A fé viva prova o homem justo (2:21-26);

5. A fé viva e a influência da língua:

· Nossa grande responsabilidade por aquilo que dizemos (3:1-2);

· A exemplificação do poder da língua (3:3-5).

6. A fé viva e a perfídia da língua:

· A natureza indisciplinada (3:6-8);

· As imprevisíveis incoerências (3:9-12).

7. A fé viva e a sabedoria:

· Sabedoria terrena (3:13-16);

· Sabedoria celeste (3:17-18).

O uso da língua (vs. 1-12) e a prática da sabedoria (vs. 13-18) estão intimamente ligados. Pedrito U. Maynard-Reid explica:

· …os dois tipos de sabedoria analisadas nos versículos 13-18 competem pelo uso da língua; o mau uso dela (vs. 1-12) assinala que a sabedoria falsa exerce domínio (vs. 14-16).

· …as duas seções estão marcadas pelo contexto de um espírito de discórdias, disputas e dissensões. Tiago 3:1-12 apresenta a língua como raiz de todos esses males. Os versículos 13-17 mostram que a falta de paz e solidariedade numa comunidade deve-se a que a sabedoria falsa reina soberanamente. O contrário também é verdade, onde houver sabedoria pura e verdadeira, haverá paz e unidade.

Para clarear isso, Tiago faz três coisas:

· Primeiro, identifica como pessoa sábia aquela que atua corretamente (v. 13), não a que diz fazer o certo.

· Segundo, descreve os sinais, a natureza, e os resultados da sabedoria falsa (vs. 14-16) como vícios diabólicos.

· Terceiro, estabelece sete características da verdadeira sabedoria (vs. 17-18) como virtudes da verdadeira piedade.

“Senhor, controla nossa língua” – Heber Toth Armí.



TIAGO 3 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
2 de setembro de 2018, 0:30
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“A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento” (v.17).


Este é um dos capítulos mais difíceis da Bíblia. Não no sentido de compreender, mas de praticar. Os pecados relacionados à língua podem alcançar maiores proporções do que os pecados cometidos pelo corpo, ou pode nos levar a cometê-los também. Tiago chama de “perfeito varão” todo aquele que consegue refrear a língua, porque, assim fazendo, será “capaz de refrear também todo o corpo” (v.2). Ao ilustrar tal situação com o “freio na boca dos cavalos” (v.3), a ideia central é de que nós também precisamos de um “freio”, de um aio que nos indique o caminho e nos livre de tropeçar. Este Aio especial chama-Se Espírito Santo. Como está escrito: “Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele” (Is 30:21).

Por outro lado, a comparação da língua com o leme de um navio, indica que, apesar de pequena, se ela não for governada pelo Timoneiro celestial, mas pelo “impulso do timoneiro” (v.4) do próprio “eu”, trágicas serão as consequências. Pois assim “como uma fagulha põe em brasas tão grande selva” (v.5), “a língua é fogo; é mundo de iniquidade… e contamina o corpo inteiro” (v.6). E o pior: “nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero” (v.8). O perfeito varão, portanto, a que Tiago se refere, não é aquele que consegue, por sua força de vontade, refrear a língua, mas aquele que, pelo poder do Espírito Santo é capacitado a fazê-lo; que, por conhecer a sua própria natureza caída, reconhece que depende da ajuda do alto.

É totalmente incoerente (para não dizer detestável) diante de Deus, os lábios que O louvam e ao mesmo tempo amaldiçoam aqueles que criou à Sua semelhança (v.9). Sobre estes, disse Jesus: “Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim” (Mt 15:8). “Meus irmãos, não é conveniente que as coisas sejam assim” (v.10). Precisamos clamar ao Senhor, todos os dias, para que de nossa boca só proceda bênção. Para que o Espírito Santo governe nossas intenções, palavras e ações. Jesus foi bem claro ao afirmar: “porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado” (Mt 12:37). Ou uma coisa, ou outra, amados. Não há meio termo. Da fonte que jorra água salgada não pode jorrar água doce, e vice e versa (v.12).

Pois, onde há inveja e sentimento faccioso, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins” (v.16). Quem permite ser governado por tais sentimentos jamais passará no crivo do Céu com aqueles que amam a Deus e buscam viver piedosamente. Ao permitir que a natureza “terrena, animal e demoníaca” (v.5) endureça o coração, a voz do Espírito Santo vai perdendo a eficácia e o pecado imperdoável é cometido (Mt 12:31), pondo “em chamas toda a carreira da existência humana” (v.6). Não seja assim conosco, meus irmãos! Que o Espírito Santo nos revista da sabedoria “lá do alto”, que é pura, que promove a paz, que perdoa, que é benevolente, que é “plena de misericórdia e de bons frutos”, que não toma partido ao julgar e que não dissimula (v.17). Sejamos, portanto, pelo poder de Deus, promotores da paz!

Bom dia, perfeitos varões!

Desafio do dia: Quem entre vós é sábio e inteligente? Mostre em mansidão de sabedoria, mediante condigno proceder, as suas obras” (v.13).

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Tiago3 #RPSP

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Tiago 3 – Comentários Selecionados by Jeferson Quimelli
2 de setembro de 2018, 0:20
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692 palavras

Homens e mulheres podem fazer grandes coisas se mantiverem suas línguas sob controle. Palavras gentis podem ser usadas para domar e treinar animais. Palavras também podem promover a cura e trazer bem-estar emocional e mental. … A língua pode ser repugnantemente má, espalhando seu veneno por toda parte. Ou pode ser uma ferramenta de poder para o bem, inspirando e habilitando pessoas a se assemelharem mais a Jesus. Se aceitamos como impossível que água boa e ruim possam fluir da mesma fonte, como podemos aceitar que palavras de encorajamento e intimidação possam fluir da mesma boca? A fonte de nossas palavras precisa ser santificada com a presença de Deus. … Despejar palavras raivosas sobre outros não é do agrado de Deus. Pelo contrário, essa é uma ferramenta muito usada pelo diabo para envenenar tanto aqueles que falam quanto os que escutam. Tal comportamento não é consistente com um cristão o qual deve espalhar a “boa notícia” do Senhor Jesus Cristo. A confusão é o resultado final de se espalhar o ódio, a raiva e a inveja. … Robin Pratt, em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/06/09/

1 Havemos. O apóstolo se inclui, como mestre e alguém propenso a correr os perigos e a cometer os erros próprios desse ofício honroso. Desse modo revela o espírito de humildade genuína, que também busca estimular em seus irmãos. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 573.

Maior juízo. Isto é, um juízo mais severo. Existem níveis de responsabilidade na obra do Senhor, e aqueles que se jactam em ensinar serão cobrados por sua conduta pessoal e influência sobre os demais (Mt 23:14). Espera-se que o mestre conheça mais da vontade de Deus do que outros, e sua conduta deve ser exemplar. CBASD, vol. 7, p. 573.

2 Refrear. Ver Tg 1:26. As palavras de uma pessoa revelam o teor geral de seus pensamentos. Se ela controla seus pensamentos ao ponto de suas palavras serem sempre semelhantes às de Cristo, “todo o corpo” estará sob controle (Mt 12:34-37). CBASD, vol. 7, p. 573.

5 Assim, também. Tiago compara a relativa pequenez do leme à pequenez da língua e destaca as potencialidades da língua para o bem e para o mal. CBASD, vol. 7, p. 574.

6 Fogo. Tudo o que se pode dizer sobre o poder destrutivo de uma pequena chama pode também ser aplicado ao poder em potencial da língua. Irmãos de fé não devem só evitar o falar destrutivo, mas também as fagulhas destrutivas que se dispersam das palavras alheias. CBASD, vol. 7, p. 574.

Veneno mortífero. Isto é, atua sobre a felicidade individual e a paz da sociedade, como o veneno sobre o corpo humano. A perda da confiança, paz e amizade é o resultado inevitável de uma língua precipitada e imprudente (SI 140:3; Rm 3:13). CBASD, vol. 7, p. 575.

Amaldiçoamos. Damos evidência de que somos cristãos genuínos quando bendizemos nossos inimigos (Mt 5:44 e 45). O próprio Cristo não proferiu “juízo infamatório” contra Satanás (Jd 9). A maldição nasce da ira e exibe o espírito de Satanás, “o acusador de nossos irmãos” (Ap 12:10). Tiago mostra que a pessoa pode ter “língua dobre”, bem como “ânimo dobre” (Tg 1:8). CBASD, vol. 7, p. 575.

13 Mostre. A sabedoria genuína será demonstrada nas obras. O caráter de uma pessoa é demonstrado pelo fruto que produz, como enfatizado no v. 12. CBASD, vol. 7, p. 576.

14 Coração. A inveja e o sentimento faccioso podem ser ocultados, mas são como água amarga de uma fonte (v. 11), um dia jorrarão em palavras ou atos. Tiago indica que sempre devemos fazer um atento exame de coração. CBASD, vol. 7, p. 576.

Nem vos glorieis. Os cristãos não devem se gloriar de realizações nem de habilidades pessoais. Quem possui espírito faccioso normalmente busca atrair apoio por meio de autoafirmação. Essa jactância revela falta de sabedoria. O espírito de serviço é a única base legítima para a popularidade. CBASD, vol. 7, p. 577.

18 É em paz. Um caráter justo se desenvolve apenas pelo pacificador. Tiago obviamente compara os resultados da inveja e da contenda, que produzem apenas frutos inúteis (v. 16), com a recompensa de objetivos e métodos pacíficos. CBASD, vol. 7, p. 578.

Promovem a paz. Cristãos genuínos são os conciliadores de diferenças no lar e na igreja (Mt 5:9). Quem semeia paz desfruta paz, em parte nesta vida e, plenamente, na vida porvir no reino do “Deus da paz” (lTs 5:23). CBASD, vol. 7, p. 578.



TIAGO 3 – VÍDEO COMENTÁRIO PR RONALDO DE OLIVEIRA by Maria Eduarda
2 de setembro de 2018, 0:05
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TIAGO 2 by Jeferson Quimelli
1 de setembro de 2018, 1:00
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/tiago/tg-capitulo-2/

Vivamos de acordo com Escrituras: “Ame o seu próximo como a si mesmo” (v. 8). Se fazemos isso, podemos estar confiantes de que estamos vivendo a lei do amor, como Jesus vivia. Se tratamos os outros como inferiores, com parcialidade ou preconceito simplesmente por causa de sua história ou status, é evidente que estamos vivendo em oposição à lei do amor. É tolice pensar que podemos quebrar um pequeno mandamento e mesmo assim estar em harmonia com a lei. Se você rasgar ou manchar uma parte de uma peça de vestuário, todo o vestuário fica arruinado. Assim é com os mandamentos.
Palavras somente – quando ações são necessárias – mostram que nós não conhecemos verdadeiramente a Cristo (vs. 15, 16). Por exemplo, quando ocorre um desastre e os necessitados vem a você e à sua comunidade suplicando por auxílio e tudo o que você diz é: “Não se preocupe, vou orar por você, vá em paz”, de que valeram suas palavras? Que benefício elas trouxeram? Infelizmente, estas palavras mostram que nós realmente não conhecemos a Jesus.
Deus é compassivo. Seu amor é ação. É uma realidade viva, ativa. Se chamamos a nós mesmos de cristãos, somos chamados a ser as mãos e os pés de Deus para o mundo. Jesus praticava aquilo que pregava. E nós, também praticamos?

Robin Pratt
Ministério da Criança e Família
Associação da Carolina
Estados Unidos

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1394
Comentário original completo: https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/06/08
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Gisele Quimelli e Jeferson Quimelli
Comentário em áudio Pr. Valdeci: http://vod.novotempo.org.br/mp3/ReavivadosB/Reavivados01-09-2018.mp3



TIAGO 2 – VÍDEO COMENTÁRIO PR ADOLFO SUÁREZ by Maria Eduarda
1 de setembro de 2018, 0:55
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TIAGO 2 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Maria Eduarda
1 de setembro de 2018, 0:45
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TIAGO 2 – Após sair da incredulidade, Tiago passou a crescer na espiritualidade. A incredulidade impede o indivíduo de possuir fé viva (Marcos 6:3-6; João 7:1-20). Mesmo possuindo algum tipo de fé, se for morta, consequentemente será inútil e desprovida de valor salvífico.

Não há vantagem na incredulidade, embora incrédulos se gabem de serem descrentes. Também não existe nenhuma recompensa valiosa em rejeitar a verdade bíblica, contudo, indivíduos desprovidos da fé viva regozijam-se em sua ignorância enfadonha.

Após Jesus ressuscitar garantindo a salvação aos que nEle creem, apareceu vivo aos 11 apóstolos, a 500 crentes, a Tiago e também a Paulo (I Coríntios 15:1-8). Provavelmente, neste momento, Tiago rendeu-se a seu irmão, reconhecendo ser mais que mero irmão, mas seu Senhor, o Messias.

Após converter-se, Tiago esteve no Pentecostes entre os apóstolos (Atos 1:14); depois, recebeu a visita do apóstolo Paulo (Gálatas 1:18-19).

A dedicação de Tiago à Igreja Cristã fez dele o…

• …líder da Igreja de Jerusalém, o presidente do primeiro concílio eclesiástico do cristianismo (Atos 15:13-21; Gálatas 2:1, 9-10) e,
• …supervisor da igreja judaica cristã (Gálatas 2:12; Atos 21:18-25).

Sua carta provavelmente tenha “sido redigida bem no início da vida da igreja apostólica, antes do concílio de Jerusalém em 49 d.C.”, comenta a Bíblia Andrews.

No segundo capítulo encontram-se preciosos ensinamentos:

1. …Ser rico na fé merece mais respeito que ser rico em bens materiais, portanto, não se deve honrar uns e desprezar outros. Amar é mandamento bíblico, e, quem ama respeita a todos igualmente. Esse tema é tão sério que é isso que contará no julgamento divino (vs. 1-13).

2. …A fé do crente deve ser radicalmente diferente da fé dos demônios. Precisamos aprender da fé transformadora que tiveram Abraão e Raabe e rejeitar a dos demônios, que, embora sejam crentes, não são transformados (vs. 14-26).

Reflita:

• Tiago caracteriza àqueles que abandonam a incredulidade e passam a agir pela fé.
• Embora o diabo creia em Deus sua crença não tem valor algum.
• O Antigo Testamento é base para a fé no Novo Testamento.
• Se ateus não creem como os demônios, eles estão num nível inferior de crença.
• Incrédulos, ricos e pobres precisam ser amados para serem atraídos a Cristo.
• Tiago tem autoridade teológica e experimental para tratar da essência da fé!

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



TIAGO 2 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
1 de setembro de 2018, 0:30
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“Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos” (v.10).


No evangelho segundo Mateus, vimos que as primeiras palavras de Jesus ao iniciar o Seu ministério terrestre, foram estas: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5:3). A continuação da carta de Tiago aos cristãos espalhados por todo o mundo, enfatiza a lição deixada pela bem-aventurança inaugural do sermão da montanha. Olhando para Cristo, ele fez uma retrospectiva daquele sermão, destacando a humildade, o amor fraternal livre de acepções e a verdadeira obediência aos olhos de Deus, através de uma fé prática.

Incomodava Tiago o fato de ainda haver diferenças entre os irmãos, de modo que se comportassem exatamente como os de fora, tratando de forma desigual ricos e pobres. O menosprezo para com os desfavorecidos sociais era totalmente contrário à lei que afirmavam guardar. Intitulado por Tiago de “lei régia” (v.8), o amor ao próximo estava voltando a se equiparar ao patamar dos líderes judeus, perigo sobre o qual Jesus mesmo advertiu: “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus” (Mt 5:20). Honras e privilégios eram dados a uns e a outros, o descaso e a indiferença. Falavam de amor cristão, mas na prática viviam o “amor” interesseiro.

Lembram quem é o destinatário desta carta? Você e eu. É muito fácil lê-la pensando que foi escrita para os cristãos daquela época. Mas tê-la em mãos e pensar que é para você e para mim, causa um impacto bem diferente, não é mesmo? Notem que Tiago encheu este capítulo de perguntas retóricas. Jesus também fez muitas perguntas e, muitas vezes, suas respostas também eram perguntas reflexivas. Elas nos fazem olhar para dentro de nós e percebermos o nosso pecado. A acepção de pessoas não ficou no passado, ela continua. Dar mais atenção a uns em detrimento de outros é uma ferida que ainda aflige a igreja de Deus.

Ainda no sermão da montanha, Jesus afirmou: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir” (Mt 5:17). Tiago também utiliza de argumento semelhante ao exortar-nos à obediência a todos os dez mandamentos. Além de denominar o amor ao próximo de lei régia, ele também denominou o Decálogo de “lei da liberdade” (v.12), sobre a qual todos seremos julgados um dia. Mas “até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra” (Mt 5:18). Ainda vivemos debaixo do mesmo céu e sobre a mesma terra, portanto, a nossa fé em Cristo deve continuar se manifestando através de uma vida de obediente serviço, pois “a fé sem obras é morta” (v.26).

Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras?” (v.14). Adianta um homem possuir uma perfeita oratória enquanto maltrata a sua esposa e filhos em casa? Do que vale uma mulher de aparência piedosa, mas de língua perversa? Há coerência em alguém que se diz cristão, enquanto trai o seu cônjuge? Deus, em Seu grande amor e infinita misericórdia, estabeleceu uma lei composta não de dez sugestões, mas de dez mandamentos cujo conteúdo é tão santo quanto o Seu próprio caráter. O Supremo Legislador pensou em nosso bem-estar eterno quando a esculpiu em duas pedras. Em uma delas, Ele estabeleceu como deseja ser amado (Êx 20:3-11), e na outra, como devemos amar ao nosso próximo (Êx 20:12-17).

Gosto muito da ilustração de um rosto sujo. Como Tiago mesmo disse no capítulo anterior, a lei de Deus funciona como um espelho. Ela mostra a nossa sujeira, o nosso pecado. Mas a escolha é nossa de cometer a insensatez de apenas contemplar e ignorar o que estamos vendo ou admitir que precisamos da ajuda de Cristo. Porque ninguém, em sã consciência, limpa o que está sujo com o espelho. Somente Jesus, a água da vida, pode nos purificar de todo o pecado. Deseja você, como Abraão, ser “chamado amigo de Deus” (v.23)? Abraão creu e obedeceu (v.21). Jesus confirmou esta verdade, quando falou aos Seus discípulos: “Vós sois Meus amigos, se fazeis o que Eu vos mando… Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros” (Jo 15:14 e 17). Seja a nossa vida uma manifestação do amor de Deus “derramado em nosso coração pelo Espírito Santo” (Rm 5:5). Eis a verdadeira obediência!

Bom dia, amigos de Deus!

Desafio do dia: “Falai de tal maneira e de tal maneira procedei como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade” (v.12).

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Tiago2 #RPSP

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Tiago 2 – Comentários Selecionados by Jeferson Quimelli
1 de setembro de 2018, 0:20
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621 palavras

Tiago está nos lembrando de que não devemos assumir o nome de Jesus Cristo e ao mesmo tempo mostrar favoritismo para com algumas pessoas em detrimento de outras. Como poderemos ficar com a consciência tranquila se mesmo no ambiente de culto tratamos melhor uma pessoa bem vestida, rica, do que uma pessoa humilde, com roupas simples, a quem praticamente ignoramos (vs. 1-11)? Robin Pratt, em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/06/08/

1 Meus irmãos. Essa expressão comum é bastante adequada, devido à ênfase dada neste caso ao princípio da igualdade. Se os membros de igreja se guardarem “incontaminados do mundo” (Tg 1:27), evitarão discriminação com base em riqueza ou pobreza. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 563.

9 Pecado. Ao mostrar deferência ao “rico” é provável que os cristãos pensassem que cumpriam a lei do amor. Mas essa mesma lei mostra que pecaram ao serem parciais ao tratar as pessoas. CBASD, vol. 7, p. 566.

Transgressores. Do gr. parabatai, literalmente, “aqueles que se desviam do caminho [verdadeiro]”. CBASD, vol. 7, p. 566.

10 Culpado de todos. Para transgredir a lei, seja civil ou religiosa, não é necessário violar todas as leis; um erro apenas é suficiente. A questão básica está na lealdade à autoridade. Uma violação apenas é o bastante para revelar a disposição do coração. “Um vidro, mesmo que atingido num só ponto, é considerado um vidro quebrado. A lei não é um conjunto de dez pinos, um dos quais pode ser derrubado enquanto os outros permanecem em pé. A lei é uma unidade: o amor. Violá-la em um ponto é violar o amor como tal, ou seja, toda a lei”. CBASD, vol. 7, p. 566.

12 Falai. Em suma, o apóstolo exorta seus irmãos na fé a se esforçarem na prática diária de falar e fazer o que está em harmonia com a lei de Deus. A afirmação de Tiago de que somos responsáveis por nossas palavras e nossos atos é característica dele, e é outra alusão aos ensinos de Cristo (Mt 12:36, 37). CBASD, vol. 7, p. 567.

16 Qual é o proveito disso? Essa fé vazia é inútil para os que precisam de ajuda material,

bem como para o membro de igreja que perde outra oportunidade de ajudar a Cristo, representado pelos “mais pequeninos” (Mt 25:41-45). CBASD, vol. 7, p. 568.

17 Se não tiver obras. Assim como a autenticidade das boas intenções para com os pobres e necessitados só pode ser demonstrada por meio de obras, a fé não pode se provar genuína sem obras. Fé sem o fruto das obras cristãs é apenas nominal, carente do princípio de vida que rege as ações do coração (Rm 2:13). CBASD, vol. 7, p. 569.

19 Tremem. Do gr. phrisso, “arrepiar-se”, “estar horrorizado”, “tremer”. Os demônios estão convencidos da existência de Deus, tanto que tremem ao pensar no castigo no dia do juízo (2Pe 2:4). CBASD, vol. 7, p. 569.

22 Operava juntamente. Do gr. sunergeõ, “cooperar com”. Este versículo marca o clímax lógico da argumentação sobre a relação entre fé e obras. O objetivo principal de Tiago não é defender a importância das obras, mas a união completa da fé genuína e dos atos cristãos. Ninguém pode encarar por vontade própria problemas e perigos, a menos que tenha uma fé firme. A fé verdadeira produz grandes obras. CBASD, vol. 7, p. 570.

26 Fé. Ou suposta fé, pois, separada das obras não é fé genuína. Aceitação intelectual ou a convicção baseada num credo pode existir sem boas obras, mas não a fé operante, que coopera com os planos de Deus para a restauração do ser humano. CBASD, vol. 7, p. 571.

Morta. Não havia nada de morto na fé de Abraão ou de Raabe, nem na de nenhum dos outros heróis da fé honrados em Hebreus 11. Pela fé, eles obedeceram. Membros da igreja apenas nominais, sem testemunho pessoal que reflete o ministério de Cristo a seu favor, são como meros corpos sem vida. CBASD, vol. 7, p. 571.