Reavivados por Sua Palavra


I TESSALONICENSES – COMENTÁRIOS SELECIONADOS II – v. 13 a 18 by jquimelli
30 de julho de 2018, 0:25
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Parte I: https://reavivadosporsuapalavra.org/2018/07/30/i-tessalonicenses-4-comentarios-selecionados-i/

1434 palavras

13 Não queremos. O apóstolo aborda um novo tópico: o destino dos cristãos mortos em relação ao retorno de Cristo. Pode ser que Timóteo, ao retornar de Tessalônica (1Ts 3:6) , tenha trazido notícias de que os membros da igreja estavam preocupados com o destino daqueles que faziam parte do grupo, mas morreram depois de convertidos. Como compartilhariam das glórias do reino de Cristo em Sua vinda? Paulo passa a considerar o assunto em detalhes (1Ts 3:13-18) e lida com o tópico relacionado: o tempo da vinda de Cristo (1Ts 5:1-11). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 247.

Aos que dormem. Do gr. koimao, “dormir”, “morrer”. … Cristãos morriam continuamente. As inscrições gregas demonstram que uma sepultura era conhecida às vezes como koimeterion, palavra utilizada também para um dormitório ou quarto de dormir. No uso cristão pensava-se na morte como um sono, aguardando a manhã da ressurreição. CBASD, vol. 7, p. 244.

Para não vos entristecerdes. Parece que os tessalonicenses sofriam desnecessariamente por aqueles que morreram depois de aceitar o evangelho. Os que permaneceram temiam que o falecido perdesse a gloriosa experiência que os cristãos esperavam desfrutar no retorno de Cristo. Paulo devota os v. 13 a 18 para desfazer esse mal-entendido e para consolar os crentes. … Paulo não está mostrando aversão ao pesar natural. Ele ensina os crentes a não imergir em desesperadora tristeza humana, mas a erguer a cabeça em expectação da reunião com os amados que partiram na época do retorno do Senhor e da ressurreição. CBASD, vol. 7, p. 247, 248.

Como os demais. … os não cristãos. CBASD, vol. 7, p. 248.

14 Se cremos. O grego mostra que não há expressão de dúvida. A cláusula condicional considera como verdade a morte e ressurreição de Jesus. … A morte e ressurreição de Jesus dão ao cristão uma firme esperança de ressurreição (ver Jo 14:19; ver com. de 1Co 15:20-23). Logo, os tessalonicenses não deveriam se desesperar quando seus amados morressem. CBASD, vol. 7, p. 248.

Em sua companhia. Isto é, com Jesus, da sepultura. Paulo chega ao ponto crucial da resposta aos tessalonicenses angustiados. Eles estavam preocupados com o destino dos mortos. O apóstolo lhes assegura, numa declaração categórica, que Deus planejou que os cristãos que morreram fossem ressuscitados assim como Jesus. Essas palavras garantiram aos crentes que seus amados não foram esquecidos. Essa convicção inspirada satisfaria as inquietações e lhes daria descanso mental. … Deve-se observar que Paulo está preocupado principalmente com o fato de que os justos mortos não foram esquecidos, não com os detalhes cronológicos da ressurreição. Estes são apresentados em 1 Coríntios 15:23: “Cristo, as primícias, depois, os quer são de Cristo, na Sua vinda.” … Alguns ensinam que Paulo fala de almas desencarnadas que ascenderão ao Céu na morte e retornarão com Jesus quando Ele vier à Terra na segunda vinda. No entanto, a Bíblia não ensina em nenhum lugar que a alma humana é imortal e que ascende ao Céu na morte (ver com. de Mt 10:28; Lc 16:19-31; 2Co 5:2-8). Além disso, a interpretação está completamente fora de harmonia com o contexto. Paulo não fala de almas imortais, mas dos “que dormem” (v. 13), dos “que em Jesus dormem” (v. 14, ARC), “os mortos em Cristo” (v. 16). Os “mortos em Cristo” ressuscitarão (v. 16), não descerão. Os vivos não são descritos como os que precedendo, com referência a estar com o Senhor (v. 15). Todos entrarão no reino juntos (v. 17). Se os mortos precedessem os vivos e passassem algum tempo com o Senhor antes da ressurreição, a linguagem do apóstolo não teria sentido, na verdade, seria absurda. O conforto seria inapropriado. Paulo deveria ter dito aos tessalonicenses aos tessalonicenses para dispersar todas as preocupações porque seus amados estavam desfrutando a paz do Céu. No entanto, não foi o que Paulo fez. Ele não podia fazer isso. Seu ensino estava em harmonia com o do Senhor (ver com. de Jo 14:3). Alguns comentaristas, vendo os problemas envolvidos, sem reserva admitem que “não se fala aqui das almas desencarnadas” (Jamiesen, Fausset e Brown). CBASD, vol. 7, p. 248, 249.

15 Nós, os vivos, os que ficarmos. Isto é, aqueles que, em contraste com os justos mortos, permanecerão vivos até o retorno de Cristo. Aqui, Paulo parece expressar uma esperança de que ele e os conversos a quem está escrevendo estarão vivos quando Cristo vier, uma esperança comum aos cristãos de todas as épocas. No entanto, ele não afirma explicitamente que viverá até aquele grande dia (ver Rm 13:11; 1Co 10:11; Fp 4:5; Tt 2:13; ver nota adicional do com. de Rm 13). CBASD, vol. 7, p. 249.

Vinda, Do gr. parousia (ver com. de Mt 24:3). A palavra parousia algumas vezes foi utilizada para a chegada de um general romano para celebrar uma procissão triunfal pelas ruas de uma cidade. A palavra é adequada para descrever o retorno triunfal de Cristo. CBASD, vol. 7, p. 249.

De modo algum precederemos. Do gr. phthano. Paulo assegura aos leitores que os cristãos vivos não se unirão ao Senhor antes daqueles que dormiram. … Este ensino deixa claro o verdadeiro estado daqueles que morreram “em Cristo”. Eles estão adormecidos, aguardando a vinda do Senhor. Ainda não foram unidos ao Senhor, mas, como os cristãos vivos, aguardam o segundo advento para a tão esperada união com o Mestre (cf. Jo 11:23-25). Nenhuma classe tem precedência sobre a outra; ambas serão levadas juntas em glória ao Senhor na Sua vinda. CBASD, vol. 7, p. 249.

16 O Senhor mesmo. Cristo não enviará um substituto, nem virá espiritualmente. Ele virá pessoalmente. O mesmo Jesus que ascendeu ao Céu descerá de lá. CBASD, vol. 7, p. 249.

Arcanjo. Do gr. archaggelos, “anjo principal”, “primeiro anjo”, composto de archi, um prefixo que denota “liderança” ou “importância” e aggelos, “anjo”, portanto, “o líder dos anjos”. No NT, a palavra archaggelos ocorre apenas aqui e em Judas 9, em que Miguel é declarado o arcanjo. Este Comentário apoia o ponto de vista de que Miguel é nosso Senhor, Jesus Cristo (ver com. de Dn 10:13; Jd 9; Ap 12:7). Esta interpretação possibilita conceber a voz de Cristo como a voz do arcanjo, sendo ouvida enquanto Ele desce (ver com de Jd 9). CBASD, vol. 7, p. 250.

E os mortos em Cristo. A expressão “os mortos em Cristo” é utilizada aqui para distinguir os santos que dormem das outras duas classes de pessoas: (1) os ímpios mortos que, em massa, não serão ressuscitados na segunda vinda de Cristo; (2) os cristãos vivos aos quais é assegurado que os amados mortos não estarão em desvantagem quando Jesus regressar, mas receberão atenção prévia ao serem ressuscitados primeiro e, assim, colocados em pé de igualdade com os santos vivos. CBASD, vol. 7, p. 250.

17 Arrebatados. Do gr. harpazo, “arrebatar” (ver com. de At 8:39; Fp 2:6; Ap 12:5). De harpazo, por meio do verbo do latim rapio, é derivada a palavra “rapto”, um termo que alguns utilizam num sentido teológico técnico para descrever o arrebatamento dos santos que Paulo menciona aqui. Aqueles que utilizam a palavra “rapto” ensinam que a aparição audível e visível de Cristo de Cristo com poder e grande glória será precedida alguns anos antes por Sua vinda de modo secreto e invisível nos ares para arrebatar Seus santos, enquanto o restante da população vive durante um período marcado por uma tribulação sob o governo do anticristo. No entanto, esta passagem, com a qual eles descrevem a vinda secreta, anuncia a vinda de Cristo com uma “palavra de ordem”, a “voz de arcanjo” e a trombeta de Deus” (v. 16) e dificilmente representa um evento secreto. … A trombeta também é mencionada em Mateus 24:30-31, num contexto que claramente descreve a vinda visível… As duas passagens [Mateus 24 e I Tessalonicenses 4] caracterizam um único evento que ocorrerá num determinado momento. Esse é o ensino uniforme de todas as Escrituras (sobre determinados conceitos falsos em que baseia o arrebatamento secreto, ver Notas Adicionais a Apocalipse 20, Nota 2).  CBASD, vol. 7, p. 251.

Para o encontro com o Senhor. No momento do encontro, o desejo mais estimado do cristão será realizado: ele estará unido Àquele a quem ama acima de todos os outros (cf. com. de Fp 1:23). CBASD, vol. 7, p. 251.

Estaremos para sempre com o Senhor. Paulo não tenta levar os leitores mais além do momento extático do encontro. Os discípulos de todas as épocas estarão finalmente unidos com o Mestre, o futuro está seguro. Não há necessidade nesta conjuntura de escavar o que está adiante. No entanto, sabemos de outras escrituras que depois da união os redimidos continuarão a jornada iniciada e seguirão com Cristo para o lar celestial (ver com. de Jo 14:2, 3). Dessa forma, estarão “para sempre com o Senhor”. CBASD, vol. 7, p. 251.

18 Consolai-vos … uns aos outros com estas palavras. É mais que uma sugestão. De modo carinhoso, o apóstolo ordena que os crentes meditem nestas “palavras” (v. 13-17), para perceber a importância do conforto e de compartilhar essa consolação uns com os outros, afim de que todos fossem encorajados pela mensagem. CBASD, vol. 7, p. 251, 252.


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