Reavivados por Sua Palavra


FILIPENSES 1 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
19 de julho de 2018, 0:30
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“Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (v.21).


As cartas de Paulo certamente foram escritas sob divina inspiração e profundo zelo. Com sabedoria do alto, o apóstolo declarou verdades que emanam de cada versículo, tendo sempre palavras de ânimo e de coragem, mas também de advertência e de correção. Apresentando-se como servo de Cristo, sua postura era uma declaração de que suas palavras possuíam a assinatura de seu Mestre. O amor que dedicava às igrejas era puro e intenso. O início da sua epístola aos filipenses nos mostra o seu real interesse de atingir-lhes em cheio o coração. No entanto, Paulo fez algo que ele não fez em nenhuma de suas cartas às demais igrejas. Ele fez menção especial a duas classes específicas da igreja de Filipos: “bispos e diáconos” (v.1).

O conteúdo desta epístola, portanto, foi dirigido especialmente aos líderes daquela igreja, que tinham uma importante lição a aprender. Paulo sabia que a influência de bons líderes faria a comunidade cristã daquele lugar crescer e se multiplicar, mas também sabia dos riscos que a igreja enfrentaria caso a liderança manifestasse sentimentos mesquinhos e disposição crítica. Para Paulo era sempre motivo de muita alegria lembrar de seus irmãos e interceder em oração por eles. O fato de que o evangelho de Cristo estava sendo proclamado e a mensagem avançando, aumentava-lhe a expectativa pelo cumprimento da promessa: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt 24:14).

De todas as formas, guiado e orientado pelo Espírito Santo, Paulo procurava anunciar entre as nações a glória do Senhor (Is 66:19) e a esperança em Sua segunda vinda. Esta mesma paixão e este mesmo foco deve reger a vida de todo cristão, especialmente daqueles sobre os quais repousa a responsabilidade de liderar. Ser líder não é assumir uma posição de destaque, mas de serviço. E diante de alguns, que proclamavam “a Cristo por inveja e porfia” (v.15), “por discórdia, insinceramente” (v.17), Paulo percebeu que a liderança da igreja estava dividida. De um lado, aqueles que pregavam o evangelho “por amor” (v.16), e, do outro, os que o faziam como uma disputa religiosa.

Contudo, a resposta dele frente a este comportamento nos deixou uma lição de grande valor no versículo dezoito:

Então, como devo reagir? Decidi não me preocupar com as motivações deles – confusas, más ou indiferentes. Cada vez que um deles abre a boca, Cristo é proclamado, então eu apenas os incentivo!” (Bíblia A Mensagem). Se ainda que pelos motivos errados, alguns proclamavam a mensagem certa, isso era tudo que importava. Mas Paulo foi além para resgatar também aqueles que julgavam a sua prisão como a oportunidade de se tornarem pregadores de renome. Tornaram do santo ministério uma competição a fim de alcançar uma popularidade tão maior do que a do apóstolo Paulo.

Esta ideia, no entanto, foi a mesma dos irmãos Tiago e João quando desejaram lugares de destaque no reino de Cristo. Mas a resposta final de Jesus foi: “e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos” (Mt 20:27-28). A cruz nos revela a perfeita humildade e que Jesus não espera nada menor do que isto da nossa parte. Na verdade, Ele está disposto a concedê-la a todo aquele que, antes de ascender, desceu com os joelhos ao chão; que assumiu uma posição privilegiada não por mérito próprio, mas por eleição divina.

O maior dos líderes não é o mais aclamado, e sim o que mais serve, conforme o Espírito Santo o conduz.

Vivei”, pois, “acima de tudo, por modo digno do evangelho de Cristo, para que, ou indo ver-vos ou estando ausente, ouça, no tocante à vós outros, que estais firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica” (v.27). Que a graça de sermos servos de Cristo preencha o nosso coração de amor, aniquilando toda soberba. E que, independente de reconhecimentos e honras terrenas, nossa alma tenha anseio por ouvir a aprovação divina a nos dizer: “Vinde, benditos de Meu Pai!” (Mt 25:34). Pois “Aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (v.6).

Bom dia, benditos do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Filipenses1 #RPSP


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