Reavivados por Sua Palavra


EFÉSIOS 2 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
14 de julho de 2018, 0:30
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“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus” (v.8).


A liberdade em Cristo é explicada de forma clara neste capítulo: por Sua morte e ressurreição, Jesus nos deu a vida. Para quem passara toda a vida acreditando e pregando a salvação por obras, Paulo descreve a sua real compreensão acerca da salvação pela graça porque da mesma forma com que vivera a escravidão, experimentara a liberdade. A sua própria experiência com Cristo é descrita aqui com veemente convicção. A convicção de quem havia descoberto “o grande amor com que [Deus] nos amou” (v.4).

Jesus assumiu os nossos delitos, morrendo em nosso lugar, de forma que Deus, “juntamente com Ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da Sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus” (v.6-7). Só a eternidade poderá explicar um amor que salva pecadores de graça; que declara inocentes aqueles que mereciam a morte (Rm 6:23). E é neste prisma que as obras nada tem a ver com o plano da redenção. O homem não teve participação alguma na salvação da humanidade. E este princípio continuará em vigor até que Cristo venha e estabeleça o Seu reino eterno.

Na vida espiritual, a ordem dos fatores altera sim o produto final. O fato de termos sido “criados em Cristo Jesus para boas obras” (v.10), estabelece a verdadeira ordem dos fatores: não fazemos boas obras para nos salvar, mas porque fomos salvos em Cristo, realizamos boas obras. Através do profeta Isaías, assim disse o Senhor: “a todos os que são chamados pelo Meu nome, e os que criei para Minha glória, e que formei, e fiz” (Is 43:7). E quando avançamos para o livro de Mateus, Jesus nos diz o seguinte: “Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt 5:16).

Há uma lógica inquestionável entre os textos do Antigo e do Novo Testamentos, que nos afirmam que fomos criados para a glória de Deus e que glorificamos a Ele através de uma vida de santidade, que nada mais é do que revelar a luz de Cristo. A fé prática é o resultado inevitável da salvação pela graça. Ninguém que tenha experimentado o amor de Deus em Cristo Jesus permanece do jeito com que foi encontrado. Da mesma forma com que o filho pródigo recebeu vestes limpas em troca das que estavam esfarrapadas e sujas (Lc 15:22), “o vencedor será assim vestido de vestiduras brancas” (Ap 3:5).

A mensagem aos “que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” é a mesma que “em grande voz” é proclamada: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap 14:6-7). Todo aquele que teme a Deus, submetendo-se à Sua vontade, também O glorificará através de uma vida de obediência, sendo um verdadeiro adorador do Criador. A “parede da separação” (v.14) que dividia os judeus dos demais povos foi derrubada por Jesus. “A lei dos mandamentos na forma de ordenanças” (v.15), ou seja, toda a lei cerimonial que apontava para o Cordeiro de Deus, foi abolida na cruz. Não os dez mandamentos, pois estes são a expressão do caráter de Deus, mas os sacrifícios, a circuncisão, as festas anuais e ritos simbólicos que ilustravam o plano da redenção, estes sim foram cumpridos em Cristo. Por isso não tinham mais razão de ser.

Assim já não há mais “estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus” (v.19). Somos “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas”, isto é, do Novo e do Antigo Testamentos, que testificam de “Cristo Jesus, a pedra angular” (v.20). A salvação, amados, está disponível para judeus e gentios, para homens e mulheres, para ricos e pobres, escravos e livres, muçulmanos e cristãos, evangélicos e carismáticos, para todos enfim. A salvação em Cristo é um princípio universal e irrevogável, basta crer. Deus tem um povo peculiar espalhado por todas as nações, e Ele tem agido com urgência, mas também com paciência, “não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe 3:9).

Sejamos, pois, dia após dia, “edificados para habitação de Deus no Espírito” (v.22), um testemunho vivo dAquele que nos “chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9).

Feliz sábado, salvos pela graça de Cristo para a glória de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Efésios2 #RPSP


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