Reavivados por Sua Palavra


II CORÍNTIOS 10 – Comentado por Rosana Barros” by Ivan Barros
3 de julho de 2018, 0:30
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Porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, e sim aquele a quem o Senhor louva” (v.18).

Tanto no Antigo como no Novo Testamento, Deus procurava comunicar-Se com o Seu povo através de Seus servos, os profetas. Eram homens e mulheres escolhidos especialmente para anunciar a Israel e a outros povos conselhos, advertências ou repreensões. Estes atalaias do Céu desempenharam um papel fundamental não somente para sua época, mas nos deixaram escrito profecias precisamente fiéis e mensagens divinas que proclamam ensinamentos cuja validade não tem fim. Entretanto, quando estas mensagens contrariavam os gostos e vontades de um povo que se recusava a abandoná-los, os profetas se tornavam alvos de sua ira e descontentamento.

Vindo em uma época em que Israel clamava pelo cumprimento da profecia messiânica, Jesus revelou o caráter do Pai e o Seu convite foi: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei… e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração” (Mt 11:28-29). O povo, porém, não esperava por este convite de paz, mas por uma convocação para guerra. Ansiavam por um Messias que os libertasse do jugo romano, revelando a sua ignorância quanto aos escritos dos profetas, cumprindo-se a profecia de Isaías: “Ouvi, ouvi e não entendais; vede, vede, mas não percebais” (Is 6:9). Jesus, portanto, “veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam” (Jo 1:11).

Paulo teve que passar por experiências semelhantes, tendo que apresentar defesa quanto à sua autoridade como apóstolo de Cristo. Tanto ele quanto seus companheiros de ministério estavam sendo confundidos com falsos apóstolos que possuíam eloquência e credenciais convincentes, mas cujas atitudes demonstravam total incoerência com o verdadeiro testemunho de Jesus. O recado de Paulo foi muito claro: “Observai o que está evidente” (v.7). O seu apostolado não podia ser confundido porque com mansidão e humildade (v.1) ele revelava o caráter do Mestre, e não “disposições de mundano proceder” (v.2) militando “segundo a carne” (v.3). Revestido “de toda a armadura de Deus” (Ef 6:11), o apóstolo mostrou que as armas que utilizava não eram carnais, “e sim poderosas em Deus” (v.4).

Acusado de escrever palavras “graves e fortes”, enquanto sua “presença pessoal” era “fraca” e sua pregação, “desprezível” (v.10), o que estava em jogo não era simplesmente a sua reputação, mas o princípio bíblico que buscava viver piedosamente: “que o que somos na palavra por cartas, estando ausentes, tal seremos em atos, quando presentes” (v.11). Ele não admitiu ser comparado ou classificado com “alguns que se louvam a si mesmos”, que “medindo-se consigo mesmos e comparando-se consigo mesmos, revelam insensatez” (v.12). A vida do apóstolo dos gentios em momento algum revelou alguma ambição por exaltação própria, mas a sua glória estava em respeitar “o limite da esfera de ação que Deus… demarcou” (v.13).

Desde o princípio, o Senhor tem usado Seus instrumentos escolhidos a fim de comunicar à humanidade o Seu amor em forma de palavras. E desde então, muitos também têm se levantado anunciando um falso chamado. Cristo mesmo nos advertiu, que especialmente em nossos dias, surgiriam “falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos”. E ainda acrescentou: “Vede que vo-lo tenho predito” (Mt 24:24-25). O objetivo dos profetas, de Paulo e do próprio Jesus, era o de cumprir a vontade de Deus sem ultrapassar os limites que Ele estabeleceu. Cristo mesmo declarou: “As palavras que Eu vos digo não as digo por Mim mesmo; mas o Pai, que permanece em Mim, faz as Suas obras” (Jo 14:10).

Quer descobrir se alguém está pregando a verdade? “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Is 8:20). Que as nossas palavras e ações sejam unicamente a atuação do Espírito Santo em nossa vida, “porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, e sim aquele a quem o Senhor louva” (v.18). Como Paulo, “glorie-se no Senhor” (v.17).

Bom dia, mansos e humildes de coração!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Coríntios10 #RPSP


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