Reavivados por Sua Palavra


JOÃO 18 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
21 de abril de 2018, 0:30
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Quando, pois, Jesus lhes disse: Sou Eu, recuaram e caíram por terra” (v.6).


Finda a ceia e concluídas as últimas palavras de Cristo a Seus discípulos, antes de Sua morte, o grupo seguiu para o jardim chamado Getsêmani. Aquele jardim havia se tornado cenário de muitos momentos entre Jesus e Seus discípulos. Em meio à tranquilidade do campo e à beleza daquela pequena parcela da criação, Jesus deleitava-Se em ali Se demorar em comunhão com Seu Pai. Fora para Ele um lugar tão especial que não considerou nenhum outro que pudesse Lhe servir de refúgio, nem mesmo o templo. Foi ali que o nosso Salvador suou gotas de sangue e fez Suas súplicas em agonizante sofrimento. Seu cantinho de oração tornou-se em campo da batalha mais cruel já registrada nas páginas da história deste mundo. Enquanto o inimigo de Deus tentava convencê-Lo de que não valia a pena tanto esforço por quem não merece, Deus enviou o Seu anjo para O confortar e fortalecer.

De repente, luzes são vistas aproximando-se rapidamente do local de oração. Eram as tochas daqueles que marchavam sob as ordens de Satanás. Mas Jesus, divinamente instruído, adiantou-Se e lhes perguntou: “A quem buscais?” (v.4). Eles, por sua vez, tentando desmerecer a pessoa de Cristo, logo incluíram a desprezada Nazaré como sendo a Sua original procedência, ao Lhe responder: “A Jesus, o Nazareno”. Aquela resposta não poderia ficar sem a divina réplica. Estava em jogo não qualquer nome, mas o Nome sobre todos os nomes. Iluminado pela glória de Deus e com voz “como voz de muitas águas” (Ap 1:16), Jesus declarou: “Sou Eu”. A cena que se seguiu foi a de Judas e aquela multidão recuando e caindo no chão como mortos.

Após aquele acontecimento sobrenatural, quando finalmente conseguiram colocar as mãos em Jesus para prendê-Lo, Pedro pensou que era chegada a hora de provar a Jesus a sua lealdade e, puxando “da espada que trazia… feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita” (v.10). Aquele ato de bravura, no entanto, foi logo reprovado. Não era por espadas e armas humanas que aquela batalha seria vencida, mas pela morte de “um Homem pelo povo” (v.14). Mesmo que pela motivação errada, Caifás declarara a solução correta. E ao ver o Seu Mestre sendo levado como um malfeitor, sem que apresentasse nenhuma resistência, o coração de Pedro se encheu de incerteza.

Conforme o espírito de profecia e a tradição judaica, o “discípulo conhecido do sumo sacerdote” (v.15) que favoreceu a entrada de Pedro no pátio da casa de Anás, fora João. O que faz todo o sentido já que João é o único discípulo mencionado como estando presente na crucifixão de Cristo. Apesar de ter Jesus previamente advertido Seus discípulos quanto ao que haveria de Lhe suceder, todos ficaram atônitos com a forma com que viram Seu Mestre Se entregar. A bravura e suposta lealdade de Pedro logo se tornou em medo e desconfiança. E aquele que disse daria a vida por Jesus, não hesitou em negá-Lo por três vezes seguidas, e O negaria muito mais se não fosse interrompido pelo canto da culpa e pelo olhar do amor: “E logo, estando ele ainda a falar, cantou o galo. Então, voltando-se o Senhor, fixou os olhos em Pedro” (Lc 22:60-61). Pedro encontrou o mesmo olhar de amor quando pela primeira vez fora chamado: “Segue-Me”.

Jesus foi então levado ao governador romano, acusado de ser réu de morte. Pilatos, porém, reconheceu não ser aquele caso como tantos outros que comumente julgava. E, aproveitando a tradição dos anciãos (v.28), fez Jesus entrar sozinho no pretório para um interrogatório privado. Ele não era de todo ignorante quanto a Jesus. Ouvira de Seus milagres, de como recebia publicanos e pecadores e como devolvera a vida a Lázaro. Nada poderia estar oculto ao juiz de Roma. Finalmente estava diante de Jesus e a primeira coisa que achou pertinente perguntar foi: “És Tu o rei dos judeus?” (v.33). Ora, fosse verdade tudo o que ouvira falar a respeito dEle, pensou, então Ele seria uma ameaça ao Império Romano.

Jesus bem sabia as reais intenções por trás daquela pergunta e revelou isto com outra pergunta: “Vem de ti mesmo esta pergunta ou to disseram outros a Meu respeito?” (v.34). O diálogo que se segue é um intrigante interrogatório sobre a provável monarquia de Cristo. Contudo, a última pergunta feita por Pilatos não tem registro de resposta: “Que é a verdade?” (v.38). Eu creio que a resposta não foi registrada porque ela não foi audível, mas visível. Aquele cético governador percebeu que a verdade não é uma simples resposta convincente, ela é uma Pessoa: Jesus Cristo. E voltando para os judeus acusadores, “lhes disse: Eu não acho nEle crime algum” (v.38).

Jesus é a verdade que liberta! Diante de tão maravilhosa certeza e dos relatos sagrados que testificam desta verdade, como duvidar do único que nos ama com amor eterno (Jr 31:3)? Tantos têm se demorado a interrogar e colocar em dúvida as palavras de Jesus pregadas por Suas testemunhas (At 1:8) enquanto Ele pergunta: “Porque Me interrogas?” (v.21). E muitos maltratam Seus seguidores e procuram feri-los, e, novamente, Cristo pergunta: “Porque Me feres?” (v.23). Diante de um mundo secularizado e descrente que pergunta: “Que é a verdade?” (v.38), que a nossa vida dê testemunho da fiel e única resposta: Jesus Cristo é a verdade!

Feliz sábado, testemunhas de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#João18
#RPSP


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