Reavivados por Sua Palavra


LUCAS 21 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
31 de março de 2018, 0:30
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“É na vossa perseverança que ganhareis a vossa alma” (v.19).


Sob o olhar do Senhor, os ricos depositavam “suas ofertas no gazofilácio” (v.1). Suas abastadas moedas tilintavam ecoando pelo pátio do templo como se fossem instrumentos de um aclamado “musical”, de forma que ninguém notara a presença de uma “certa viúva pobre” que lançava “ali duas pequenas moedas” (v.2). Ninguém, a não ser Jesus. Ao revelar o verdadeiro caráter de tão devotada oferta e minimizar o deslumbre de alguns “a respeito do templo” (v.5), despertou em “Pedro, Tiago, João e André” (Mc 13:3) o desejo de conhecer os sinais dos tempos.

E as primeiras palavras do Mestre, foram: “Vede que não sejais enganados” (v.8).

O engano é ardiloso e sutil. Ninguém é enganado com uma nota de trinta reais, mas uma nota falsa de cinquenta reais pode passar despercebida. Os sinais apresentados por Jesus denotam períodos críticos, aos quais Ele denominou “princípio das dores” (Mt 24:8). O mundo passaria por diversas mazelas, desde guerras até “epidemias e fome em vários lugares” (v.11), “pois é necessário que primeiro aconteçam estas coisas, mas o fim não será logo” (v.9). E como não bastasse “todas estas coisas” (v.12), Jesus declarou que os justos seriam perseguidos e presos e alguns seriam mortos por causa do Seu nome.

Munidos de fé inabalável e caráter determinante, os discípulos teriam de enfrentar situações extremamente conflitantes e perigosas. Contudo, a fala de Cristo parece que não faz sentido algum: “Assentai, pois, em vosso coração de não vos preocupardes com o que haveis de responder” (v.14). Mas como não se preocupar diante de “reis e governadores” (v.12) ávidos por sangue? Como não ficar preocupado quando o cárcere foi consumado pela delação de “parentes e amigos” (v.16)? De que forma sossegar enquanto o ódio alheio é uma constante ameaça?

Creio que Estêvão foi o primeiro e grande exemplo de alguém que colocou em prática as palavras de Jesus. Sendo um “homem cheio de fé e do Espírito Santo” (At 6:5), o primeiro dentre os diáconos eleitos pela igreja primitiva, “cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo” (At 6:8). Mas sua vida de santa devoção despertou a inveja e o ódio no coração dos incautos religiosos, de forma que “discutiam com Estêvão” (At 6:9). No entanto, “não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito, pelo qual ele falava” (At 6:10). Estêvão simplesmente decidiu confiar na promessa de Cristo e tornou-se a primícia dos mártires que, ao decorrer da história, deram testemunho de uma fé firme e de constante vigilância.

Conhecidos como “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap 12:17), os restantes dos últimos dias possuem responsabilidade ainda maior do que a que fora dada a Israel: ser “coluna e baluarte da verdade” (1Tm 3:15) em uma geração embriagada pelo engano. Homens que possuam tamanha hombridade a ponto de neles não se achar “nenhum erro nem culpa” (Dn 6:4). Mulheres cuja conduta virtuosa alcance o “favor de todos quantos as [vejam]” (Et 2:15). Cristãos sendo em tudo santificados, a fim de serem “conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Ts 5:23), que em breve virá “numa nuvem, com poder e grande glória” (v.27).

Vigiar e orar não são ordens dadas com a finalidade de criar uma expectativa sensacionalista, mas de preservar no coração a perseverança que redundará na vitória final. Não perseverar em práticas religiosas vazias e inclinadas à exaltação própria, mas em desenvolver o caráter do Céu:

Um caráter reto é de maior valor do que o ouro de Ofir. Sem ele ninguém pode subir a uma altura honrosa. Mas não se herda o caráter. Não pode ser comprado. A excelência moral e as belas qualidades mentais não são o resultado do acaso. Os mais preciosos dons não são de valor algum a menos que sejam aperfeiçoados. A formação de um caráter nobre é obra de uma vida inteira, e deve ser o resultado de esforço diligente e perseverante. Deus dá as oportunidades; o êxito depende do aproveitamento das mesmas” (EGW, Patriarcas e Profetas, p. 153).

Permita que Deus escreva a história de sua vida e, certamente, ela não terá fim.

Feliz sábado, perseverantes!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Lucas21
#RPSP


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