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Marcos começa seu Evangelho descrevendo o ministério de João Batista a preparar o caminho para Jesus. Claramente Jesus, o perfeito Filho de Deus, não precisava do batismo. E João sentia-se indigno de batizá-lo (Mateus 3:14). Mas Jesus insistiu em ser batizado como um exemplo para nós (EGW, O Desejado de Todas as Nações, p 111).
No dia do seu batismo, Jesus deu um exemplo ainda mais importante para nós: Sua completa submissão a Seu Pai como expresso em Sua oração (Lucas 3: 21,22). Imediatamente após o Seu batismo, Jesus exemplifica a vida de entrega total que somos convidados a viver.
A resposta afirmativa do Pai registrada no verso onze: ““Tu és o Meu Filho amado; de Ti Me agrado” (NVI), incentivou Jesus em Sua missão. E depois dos primeiros discípulos aceitarem o convite de Jesus para segui-Lo (versos 14-20), eles também iriam aprender a entregar suas vidas nas mãos do Pai para que pudessem cumprir a sua missão.
Nós devemos fazer o mesmo.
David Smith
Collegedale, Tennessee
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1204
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
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MARCOS 1 – Os Evangelhos foram escritos “em meio a tensões e interrogações que assaltavam as novas congregações cristãs. Não era fácil ser fiel a Jesus Cristo em uma cultura que estava completamente alheia ao evangelho, e era tanto ignorante como suspeitava da nova fé […]. Embora o Evangelho de Marcos não seja orientado na direção de ideias teológicas, de uma forma mais elaborada e sistemática, o conteúdo do livro é o âmago da fé cristã e da mensagem de Cristo. A tese de Marcos pode ser declarada resumidamente: em Jesus Cristo, o Filho de Deus, o reino de Deus esperado se aproximou, para trazer salvação ao homem” (Henry E. Tulington).
A frase de abertura deste livro é chamada por Austin Farrer de, “uma semente, da qual crescerão as sentenças seguintes”. Portanto, reflita neste versículo:
“Princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus”.
Para introduzir o ministério de Jesus, Marcos trata do ministério de João Batista, que, certamente, é aquele que preparou o caminho do Senhor (vs. 2-6), testemunhou poderosamente dEle como alguém mais poderoso do que ele (vs. 7-8), e fez o batismo público do Messias no rio Jordão (vs. 9-11).
Marcos citou a voz ouvida do Céu, a qual merece atenção, por isso, reflita no significa destas palavras:
“Tu és meu Filho amado, em ti me comprazo”.
Sem entrar em detalhes, Marcos fez menção à tentação de Jesus (vs. 12-13), o retorno dEle para a Galiléia e o teor de Sua pregação (vs. 14-15), o chamado e vocação de alguns discípulos (vs. 16-20) para, então, concentrar-se no ministério de cura de Jesus:
• Cura de um endemoninhado (vs. 21-28);
• Cura da sogra de um de Seus discípulos (vs. 29-31);
• Curas diversas (vs. 32-34)
• Renovação das forças através da oração a fim de continuar Seu ministério de cura (vs. 35-45).
Marcos apresenta Jesus como tendo autoridade sobre os demônios e sobre qualquer tipo de enfermidade; autoridade que residia em Sua natureza divina e em Sua comunhão com o Pai.
Nossa resposta adequada à autoridade de Cristo é o arrependimento (uma conversão radical na direção da vida) e a assimilação total da veracidade do evangelho do reino de Deus.
Assim como os discípulos reagiram, devemos reagir hoje: Imediatamente deixaram tudo e O seguiram! Vamos reavivar-nos… – Heber Toth Armí.
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“Tendo-Se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto e ali orava” (v.35).
Estamos iniciando o segundo livro a respeito da vida de Cristo e de Seus ensinos. Novos detalhes e uma nova perspectiva surgirá diante de nossos olhos. Diferente do início do evangelho de Mateus que relata o nascimento de Jesus, Marcos vai direto à inauguração de Seu ministério terrestre. O batismo, a tentação e a vocação dos discípulos são seguidos por Suas primeiras pregações e manifestações de cura. Marcos destaca o papel de Jesus como “Filho de Deus” (v.1).
Mas antes mesmo de começar o seu relato a respeito de Cristo, ele enfatiza o cumprimento profético com relação à pessoa de João Batista. João foi escolhido por Deus para uma missão especial. Sua missão consistia em preparar os corações para receber o Messias prometido. Ao pregar o “batismo de arrependimento para remissão de pecados” (v.4), João não estava preocupado em agradar pessoas, mas em conduzi-las à salvação. Adepto de um estilo de vida um tanto incomum e peculiar (v.6), João atraía as multidões ao deserto não por causa disso e nem por falar palavras bonitas, mas por falar a verdade com a autoridade de quem a vivia.
A teologia barata que tem se alastrado em nossos dias prega que o cristão não precisa ser diferente do mundo; que podemos nos misturar entre as multidões com seus costumes e práticas e ainda assim andar com Deus. Creio que o estudo do Antigo Testamento nos deu provas suficientes de que não é bem assim. Noé, Abraão, Elias, Daniel, dentre outros, dão testemunho de que viver piedosamente diante de Deus requer fé, devoção e renúncia. Será que era fácil para João viver no deserto? Certamente que não. Então porque insistimos em permanecer na zona de conforto onde é fácil ser cristão comparando a nossa fé com homens e mulheres que abriram mão da própria vida por amor a Deus e à Sua Palavra?
João deu testemunho de Jesus Cristo e o próprio Jesus nos chamou com o mesmo propósito: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas” (At 1:8). Como João Batista, somos chamados a mostrar ao mundo o caminho que conduz a Cristo e Este nos “batizará com o Espírito Santo” (v.8). O batismo do Espírito Santo, portanto, não é a manifestação externa de línguas confusas ou de movimentos histéricos, mas uma bênção concedida por Jesus àqueles que O buscam em espírito e em verdade; que estão dispostos a deixarem tudo para segui-Lo (v.18).
A mensagem central da pregação de João e de Jesus continua sendo a mesma: “O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho” (v.15). Arrependimento significa uma mudança de vida, abandono das práticas antigas, renascimento. Por isso que o batismo tornou-se o símbolo do ministério de João. E o segredo da vitória não está no cristianismo mascarado das facilidades e do comodismo. O segredo da vitória está no “lugar deserto” (v.35). Porque é no deserto que a nossa fé é provada. É no deserto que ouvimos melhor a voz de Deus. É no deserto que conversamos melhor com Deus.
Amados, assim como a alegação dos discípulos a Jesus, dizendo: “Todos Te buscam” (v.37), foi seguida da resposta curta e objetiva do Filho de Deus que veio para fazer a vontade de Seu Pai (v.38), num mundo onde a maioria alega buscar a Jesus, a Sua resposta é esta: “Nem todo o que Me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos céus” (Mt 7:21). A maior demonstração de amor que podemos declarar ao nosso próximo não tem a ver com permissividade, mas com compromisso com a verdade. Esta foi a missão que João cumpriu, e deve ser a nossa também.
Bom dia, “voz do que clama no deserto” (v.4)!
DEZ DIAS DE ORAÇÃO, 2° dia: Oremos para que em nosso lar reine o perdão.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Marcos1
#RPSP
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1 Evangelho. No grego mais antigo significa “um galardão oferecido para se levar as boas novas”. Depois o termo foi usado como as próprias “boas novas”. Aqui se refere ao anúncio das boas novas por Jesus Cristo e também ao conteúdo desse evangelho trazido por Cristo. Bíblia Shedd.
As boas novas são que Deus providenciou a salvação mediante a vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Princípio indica a introdução ao evangelho, da proclamação de João Batista. É muito provável que Marcos tenha sido o primeiro evangelho a ser composto e serviu de base aos evangelhos de Mateus e Lucas, sendo os três, conhecidos como os “Sinóticos” (termo originário de uma palavra grega que significa “ver de um ponto de vista”. Bíblia Shedd.
3 do Senhor. Fica claro, no contexto, que o Jeová do AT é identificado com Jesus Cristo no NT (cf Rm 10.13). Bíblia Shedd.
4 João. Forma simplificada de Johanen (“dom de Jeová). Era parente de Jesus, uma vez que suas mães eram primas (cf Lc 1.36). Bíblia Shedd.
7 correias. O calçado em realidade eram sandálias que protegiam a sola dos pés. … Os cordões, ou “correias” prendiam as sandálias aos pés. CBASD – Comentário Bíblico Adventistas do Sétimo Dia, vol. 5, p. 615.
12 e logo. Característica inconfundível do estilo de Marcos é o uso (umas 47 vezes) de uma palavra grega traduzida de várias maneiras: “Logo”, “imediatamente”, “justamente naquela hora”, “rapidamente”, “em seguida”, “então”. Bíblia de Estudo NVI Vida.
15 o tempo está cumprido. O anúncio de Jesus de que “o tempo está cumprido” se referia à profecia das 70 semanas em Daniel 9:24 a 27, próximo ao fim do qual “o Ungido, o Príncipe” “fará firme aliança com muitos” e “será morto”. CBASD, vol. 5, p. 616.
o reino de Deus está proximo (está à mão, NKJV). O tempo do verbo em grego usado neste verso enfatiza o fato de que o reino, significando a presença real de Deus, havia chegado no ministério de Jesus. Andrews Study Bible.
17-18 A vocação do evangelista implica: No discipulado (“vinde após mim”); 2) Em ser treinado por Cristo (“Eu vos farei”); 3) Esforço de ganhar homens (pescar); 4) Pôr os interesses seculares em segundo plano (“deixaram … as redes”). Bíblia Shedd.
21 sinagoga. Durante o cativeiro babilônico, os judeus instituíram a sinagoga como o centro do judaísmo na comunidade local. Andrews Study Bible.
A sinagoga podia ser estabelecida em qualquer cidade em que houvesse pelo menos dez homens judeus casados. Bíblia de Estudo NVI Vida.
22 escribas. Os intérpretes autorizados das tradições orais e das leis bíblicas. Eram mais advogados do que secretários. Andrews Study Bible.
25 Cala-te. Esta forte expressão dá ênfase ao poder de Jesus para estabelecer o seu reino em face da presença do mal. Bíblia de Genebra.
29 casa de Simão. Segundo uma tradição muito antiga, Marcos nos fornece um relatório da pregação e memórias de Pedro. Bíblia Shedd.
32 o povo levou. Esperaram até acabar o sábado (depois do pôr-do-sol) para carregar peso (v. Jr 17.22, 22). Bíblia de Estudo NVI Vida.
35, 36 madrugada … procuravam-no … Simão. Pedro, evidentemente, acha que “ação” é mais importante que a meditação e oração. Muitos, hoje, infelizmente seguem esta linha de pensamento. Bíblia Shedd.
40 lepra. Não necessariamente a hanseníase moderna; a palavra se aplicava a uma variedade de desordens da pele. Andrews Study Bible.
43 veemente. Uma palavra muito forte (cf Jo 11.33, 38), frisando a importância de guardar o segredo sobre Sua pessoa e missão messiânica até após a ressurreição (cf Jo 6.15). Bíblia Shedd.
… Ele não queria criar a reputação de ser tão somente um operador de milagres. Os evangelhos deixam claro que Ele considerava os milagres como secundários. CBASD, vol. 5, p. 623.
Leia mais sobre o Evangelho de Marcos em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/11/30/o-livro-de-marcos/