Reavivados por Sua Palavra


I Reis 18 by jquimelli
15 de maio de 2016, 1:00
Filed under: Sem categoria

Comentário devocional:

Este talvez seja um dos capítulos mais cheios de ação de toda a Bíblia. Continuando a ouvir a voz de Deus, Elias corajosamente convoca Acabe, rei de Israel, e a Bíblia diz: “Acabe foi ao encontro de Elias” a quem havia chamado de “perturbador de Israel.”

Infelizmente, a frase utilizada por Acabe destaca a trágica realidade que o coração de Acabe permanecia inalterado e sem arrependimento depois de três anos e meio de seca e três anos e meio de comprovada incapacidade de Baal em fazer qualquer coisa para Israel.

Como é maravilhoso saber que o nosso Deus não é como Baal! Nosso Deus vive. Ele é real. Ele nunca está ocupado demais para atender aos nossos apelos de ajuda. “O que guarda Israel não tosquenejará nem dormirá” (Salmo 121:4). Em flagrante contraste aos cânticos e frenéticas palhaçadas dos 450 falsos profetas de Baal, temos a oração sincera, zelosa e humilde de Elias. E sabemos que Deus aprovou sua oração, porque o Céu respondeu com fogo.

Charissa Fong
Sydney, Austrália

 

Também disponível em: http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/1ki/18 e https://www.facebook.com/ReavivadosPorSuaPalavra
Texto original: http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1ki/18 e http://revivedbyhisword.org/en/bible/1ki/18/
Texto traduzido anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/02/19/
Tradução: Jeferson Quimelli /Gisele Quimell/Jobson Santos/Cindy Tutsch
Texto bíblico: I Reis 18
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana programa Crede em Seus Profetas: http://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/sop/pp/26 e https://credeemseusprofetas.org/



I Reis 18 – Comentários selecionados by jquimelli
15 de maio de 2016, 0:50
Filed under: Sem categoria

veio a palavra do SENHOR a Elias em quatro ocasiões sucessivas (17.2, 8; 18.1; 19.9). Deus tem muitas coisas a dizer-nos, se as quisermos ouvir. Sua palavra pode achar-nos em diversos lugares e atribuir-nos vários deveres; mas, viver por ela é realizar o plano de vida perfeito. Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento. F. B. Meyer.

Obadias. O nome quer dizer “Servo de Deus” e é comum no Antigo Testamento…. Deus preservara Seus filhos até mesmo em ambientes pecaminosos, na própria política, onde a luz do crente deve brilhar (Mt 5.13-16). Bíblia Shedd.

para que salvemos a vida aos cavalos. De acordo com os anais do rei assírio Salmaneser III, Acabe possuía pelo menos 2 mil carruagens, portanto a provisão de comida e água para seus cavalos era essencial à manutenção do poder militar. Bíblia de Estudo Arqueológica NVI Vida.

10 Segundo os costumes pagãos, que o rei adquiriu de Tiro, capital da religião cananéia, a morte do “feiticeiro” quebraria o “feitiço” (para os adoradores de Baal, era Baal que regia as forças da natureza; razão por que a luta contra alguém que profetizara uma seca teria de prosseguir até o fim). Bíblia Shedd.

És tu, meu senhor Elias? Ele [Obadias] fez essa pergunta não para obter informação, mas porque estava surpreso. “Estás aqui [em perigo], enquanto o rei tem te procurado por todos esses anos em todo o país?”. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 2, p. 899.

17 ó perturbador. O pecador nunca reconhece que é ele mesmo quem perturba o seu próprio íntimo, sua própria saúde, e seu próprio ambiente social. Sempre culpa a quem lhe desperta a consciência. É por isso que a psicologia pagã, vendo as pessoas perturbadas por um senso de culpa, admite abolir toda a moralidade, julgando que com a ausência da lei moral, o pecado jamais preocuparia, uma vez que o ilícito passaria a ser lícito. Mas sendo Deus justo e o homem pecador, tal inversão seria uma aberração moral. O próprio Deus bos deu o senso divino da realidade do pecado e o escape eterno para dele nos libertar – a vida e a morte do Seu próprio Filho Jesus Cristo, nosso Salvador (1 Jo 1.7 e 2.1-2). Bíblia Shedd.

18 seguistes os baalins. A palavra hebraica Ba’al quer dizer “Dono”, “Senhor” e “Marido”. No paganismo de Canaã, [baalins] era o nome coletivo para expressar várias ideias que o povo fazia, das divindades da natureza, que seriam os protetores de certas regiões, especialmente de bosques e montanhas. Bíblia Shedd.

Em vez de adorar ao verdadeiro Deus, Acabe e sua esposa Jezabel adoravam a Baal, o mais popular deus cananita. As estátuas [ídolos] representando Baal eram geralmente feitas na forma de um touro, representando força e fertilidade e refletindo desejo lascivo por poder e prazer sexual [à semelhança do que se encontra à frente da Bolsa de Valores de NY?]. Life Application Study Bible NVI Kingsway.

19 O monte Carmelo é uma alta cordilheira nas proximidades do mar Mediterrâneo, no qual os efeitos da seca seriam menos aparentes. Bíblia de Estudo Arqueológica NVI Vida.

Esse monte projeta-se ao longo do litoral do mar Mediterrâneo, na direção oeste do mar de Quinerete (Galiléia). Visto que ficava próximo às cidades fenícias, provavelmente fosse muito forte ali a influência da religião de Baal. Bíblia de Genebra.

que comem da mesa de Jezabel. Esses profetas falsos eram sustentados pelo Estado (2.7 [como aconteceu com Barzilai, o gileadita]). Bíblia de Genebra.

21 Até quando vocês vão oscilar para um lado e para o outro? Se o Senhor é Deus, sigam-nO; mas, se Baal é deus, sigam-no (NVI). Elias colocou uma escolha nítida diante do povo. Seu intuito era criar um forte contraste entre a adoração ao Senhor e o culto a Baal, a fim de eliminar a ideia apóstata de que as duas deidades pudessem ser adoradas de modo sincretista. Bíblia de Estudo NVI Vida.

24 o deus que responder com fogo. Visto que os seguidores de Baal acreditavam que Baal controlava o trovão, o relâmpago e as tempestades, o desafio de Elias atingiu o âmago desse poder alegado. Bíblia de Genebra.

26 até o meio-dia. Os sacerdotes idólatras tinham tudo a seu favor, porque, ao meio-dia, o deus-sol estava no seu trono; mas não havia uma voz que respondesse. Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento. F. B. Meyer.

manquejando. Os falsos profetas caminhavam ao redor do altar, ajoelhando-se a cada passo, fazendo uso alternado dos joelhos. Bíblia Shedd.

27 Elias zombava deles. Esses sacerdotes de Baal precisavam saber que o deus deles As palavras de elias para eles foram expressões de completo desprezo. CBASD, vol. 2, p. 901.

Clamai em altas vozes… pode ser que esteja… Os mitos de Baal retratam-no viajando, guerreando, visitando o submundo e, até mesmo, morrendo e voltando à vida. Elias sabia acerca dessas crenças e aproveitou-se disso, zombando dos seguidores de Baal. Bíblia de Genebra.

atendendo a necessidades. Esta frase é, provavelmente, um eufemismo com o sentido de aliviar o ventre. Bíblia de Genebra.

28 se retalhavam … até derramarem sangue. Feridas provocadas pela própria pessoa (fazendo fluir o sangue) simbolizavam o sacrifício de si mesmo como método extremado de despertar à ação à deidade. Bíblia de Estudo NVI Vida.

A automutilação é sinal de decadência espiritual. … Os israelitas estavam expressamente proibidos de tatuar ou desfigurar o corpo enquanto choravam seus mortos (Lv 19.28 [tb Dt 14.1]). Bíblia de Estudo Arqueológica NVI Vida.

…apesar disso [ser expressamente proibida], era praticada por alguns judeus (Jr 41.5; 47.5). Bíblia de Genebra.

31 doze pedras. Elias enfatizou a unidade do povo de Israel, apesar da divisão do reino em dois. Dessa forma, salientou que o fato ocorrido no monte Carmelo não era relevante somente para as tribos do Norte, mas para todas as tribos do Sul, por semelhante modo (Êx 20.25; 24.4; Js 4). Bíblia de Genebra.

Usar 12 pedras para reconstruir o altar exigiu coragem. Isto deve ter irritado boa parte do povo porque era uma repreensão silenciosa à divisão entre as tribos. Apesar das 10 tribos do Norte chamarem a si mesmas de Israel, este era o nome originalmente dado ao conjunto das 12 tribos originais. Life Application Study Bible NVI Kingsway.

Este ato é uma condenação simbólica e profética da divisão das doze tribos, todas elas pertencentes a Deus. A divisão do reino levara Acabe a fazer aliança com os pagãos. O altar que “Elias restaurou” (30) teria sido, talvez, um centro de culto a Jeová, até os tempos de Acabe e a ascendência do paganismo. Bíblia Shedd.

36 No devido tempo para se apresentar a oferta de manjares (ARA; NTLH: “sacrifício da tarde”). Por um longo tempo de muito alvoroço, os profetas de Baal tinham saltado, gritado, proferido orações tumultuosas e balbuciado incoerentemente, mas sem resultado. Completamente cansados exaustos, por fim se retiraram em desespero. A multidão também estava cansada da cena de horrore agitação e estava receptiva à ministração do profeta de Deus. CBASD, vol. 2, p. 901.

37 a ti fizeste retroceder o coração deles (ARA; NVI: “…que fazes o coração deles voltar para Ti “). O ato humano do arrependimento não é possível sem a graça divina. Bíblia de Genebra.

38 Então, caiu fogo do SENHOR. O povo reconheceu isso como o fogo consumidor de Deus. CBASD, vol. 2, p. 902.

40 ali os matou. Este ato ofenderia à sensibilidade do homem moderno… mas para aquele povo, naquela situação histórica, se justificava por vários motivos: 1) Vingava a morte dos profetas do Senhor; 2) Era o cumprimento ao julgamento divino contra os falsos profetas em Israel (Dt 13.1-5); 3) Era uma guerra autêntica, dos servos de Baal contra Deus e Seus seguidores. Bíblia Shedd.

Israel era uma teocracia, uma sociedade fundada e constituída sob Deus. Dt 13.1-5 determina a execução dos falsos profetas: Dt 13.13-18; 17.2-7 prescreve a morte de qualquer um que abrace a idolatria ou incite outros a se tornarem idólatras. Bíblia de Genebra.

É notável que Acabe não adota nenhuma atitude – nem para executar a sentença mosaica, nem para impedir a atuação de Elias. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Elias não iria permitir que o zelo do povo se demonstrasse apenas por palavras. ele mandou que eles demonstrassem a conversão com atos que poderiam trazer sobre si mesmos a ira da rainha ímpia, mas que, uma vez realizados, significaria um rompimento com a causa de Baal. … A execução sumária desses sacerdotes por Elias foi um juízo terrível, porém necessário. Mostrava a indignação de Deus contra os que persistiam na rebelião e que estavam dispostos a corromper e desmoralizar toda a nação por seus interesses egoístas. A sentença contra eles serviu como exemplo e advertência. Com Deus não se brinca, e uma terrível retribuição aguarda todos os que desejam vender a alma em troca da corrupção humana. CBASD, vol. 2, p. 902.

41 come e bebe. A austeridade de Acabe podia terminar, porque a fome em breve terminaria. Bíblia de Genebra.

42 Elias, porém, subiu. Enquanto Acabe foi a um banquete, Elias foi orar. Sua oração foi de intercessão em favor do Israel impenitente. Ele sabia que a chuva viria, mas se preocupava que as condições para o recebimento da bênção celestial fossem totalmente satisfeitas e que os resultados da reforma fossem permanentes.
Deus prometeu a Seu povo que derramará, com abundância, bênçãos celestiais pelo envio do Espírito Santo no tempo da chuva serôdia. Estão hoje os santos como fez Elias, ou estão festejando como fez Acabe? Somente quando o povo de Deus estiver imbuído de intenso fervor e disposto a orar como Elias, e quando sua principal preocupação for a satisfação das condições necessárias, então a chuva serôdia cairá.

[…] O mundo precisa de pessoas com a fé de Elias. A obra de Deus será completada por pessoas que trabalhem no espírito e poder desse profeta. Para elas, o céu estará bem próximo ao irem com fé à batalha contra as hostes do mal. Multidões deixarão o culto aos deuses deste mundo e se converterão ao Senhor que fez os céus e a terra. O Espírito de Deus será derramado sobre homens e mulheres de todos os lugares (Jl 2:28, 29), capacitando-os a fazer em sua esfera o que Elias fez na dele.
A mão de Deus não está fechada para que não possa salvar. Deus é poderoso e está disposto a conceder vitórias hoje, como nos dias de Elias. Quando o povo de Deus tiver o mesmo espírito que teve Elias, quando for tão sincero, corajoso, ativo e disposto a perseverar em oração, intrépido em face do perigo e ansioso para responder aos chamados do Senhor, então a obra de Deus será completada rapidamente e Jesus retornará. CBASD, vol. 2, p. 902 e 903.

43 seu moço. Há uma tradição que afirma que o filho da viúva de Sarepta passou a ser o companheiro constante do profeta (17.23). Bíblia Shedd.

45 Jezreel. Esta cidade, situada perto do monte Gilboa, parece que era uma segunda capital de Acabe, ou talvez sua moradia de verão (21.1). A capital central era Samaria (16.24; 20.43). Bíblia Shedd.

46 correu adiante de Acabe. O retorno de Acabe a Jezreel foi à noite, sob uma tempestade que cegava as vistas, por estradas montanhosas. Devido à dificuldade de ver o caminho, o profeta correu adiante do rei, guiando a carruagem real em segurança aos portões de Jezreel. Com esse ato de bondade, Elias mostrou que não tinha nenhum rancor para com o rei e que estava disposto a realizar qualquer serviço, humilde ou inconveniente, para o benefício de seu senhor. CBASD, vol. 2, p. 903.



I Reis 18 – Comentário Pr Heber Toth Armí by jquimelli
15 de maio de 2016, 0:45
Filed under: Sem categoria

I REIS 18 – Nas mãos de Deus você terá utilidades mil. Onde você estiver poderá fazer Sua obra, ou alguém fiel a Deus te abençoará. O mais importante, porém, é colocar-se quanto antes possível, ainda na juventude, inteiramente nas mãos de Deus para ser Seu instrumento onde Ele te colocar.

Analise:

• Obadias foi temente a Deus desde a juventude. Isso fez dele um homem íntegro, dependente de Deus, e ativo na missão: Trabalhando no centro de influência do diabo, na casa de Jezabel, Obadias sustentou a 100 profetas do Senhor.

• Acabe era escravo da esposa, não tinha pulso firme diante dos princípios elevados do Céu revelados por Deus nas Escrituras. Jezabel mandava em casa e no reino.

• Jezabel era anti-Yahweh, mas promovia adoração a deuses falsos. Visando impedir o avanço da religião verdadeira no mundo e entre o povo de Deus, mandou matar os profetas do Senhor.

• Os profetas viviam ameaçados; para provar a veracidade desta ameaça Jezabel havia mandado assassinar vários deles. Muitos profetas deram a vida pela sua fé, morreram como mártires.

• Profetas falsos foram trazidos do paganismo para introduzir teologia pagã na mente do povo de Deus: 450 profetas de Baal mais 400 profetas do poste-ídolo.

• Elias, o homem simples da terra de ninguém que orou para não chover e por três anos e meio não caiu uma gota de água nem orvalho na terra.

Além de todos esses personagens descritos nesse capítulo, o destaque principal não é nenhum deles. O centro do relato é Deus, não o homem.

• Deus preserva a vida e o cargo de Obadias (vs. 3-16);
• Deus ordena Elias a encontrar-se com Acabe e providencia um encontro com Obadias (vs. 1-2);
• Deus põe fogo no altar encharcado de água em resposta à oração de Elias diante de vários adoradores de deuses imprestáveis e incompetentes (vs. 17-40);
• Deus impediu a chuva por 42 meses, agora faz chover (vs. 41-45);
• Deus capacitou Elias para correr mais rápido que cavalos (v. 46).

Encerrando, reflita nestas importantes aplicações espirituais:

• Gritarias não caracterizam a religião verdadeira.
• Não podemos viver um sincretismo religioso.
• Devemos sinceramente adorar somente a Deus.
• Idolatria não combina com quem adora ao Deus verdadeiro.
• Deus é intolerante à hipocrisia.
• Deus merece nossa adoração!

Não titubeie! Entregue-se a Deus inteiramente! – Heber Toth Armí.



1 Reis 18 – Comentário Rosana Barros by jquimelli
15 de maio de 2016, 0:40
Filed under: Sem categoria

#rpSp #1Reis18

“O que vendo todo o povo, caiu de rosto em terra e disse: O SENHOR é Deus! O SENHOR é Deus!” (v. 39).

Se a história de Davi contra o gigante Golias nos surpreende, a história de Elias contra “os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal e os quatrocentos profetas do poste-ídolo que comem da mesa de Jezabel” (v. 19), é ainda mais impressionante.
850 versus 1. Um desafio destes seria humanamente impossível de se cogitar. Mas foi o próprio Elias quem lançou o desafio. Sabem porquê? Porque ele permanecia perante a face do SENHOR (v. 15).
Percebam que surge um novo personagem hoje: Obadias. E a Bíblia diz a seu respeito: “Obadias temia muito ao SENHOR” (v. 3). Ele teve a coragem de esconder e de sustentar alguns dos profetas de Deus da fúria de Jezabel (v. 4). Obadias estava constantemente diante da apostasia, mas se manteve fiel a Deus. E não está escrito que ele temia a Deus, mas que temia muito, por isso colocou em xeque a sua vida em defesa dos homens de Deus.
Dois grandes valentes os do capítulo de hoje. Obadias e Elias desafiaram o inimigo pelo poder de Deus. E, meus amados, uma única pessoa que anda perante a face do Altíssimo, faz tremer Satanás e todo o seu exército.
Vocês acham que o inimigo não teria poder para fazer cair por terra o plano de Obadias? Sim. E ele também não teria poder de fazer fogo quando aquele exército de profetas começassem a realizar seus rituais? Sim.
Mas quando alguém toma a firme decisão de ser do SENHOR, ainda que o mundo todo lhe seja contrário, ele se torna a maioria. Porque um só com Deus é maioria em meio à multidão.
Faziam três anos e meio que não chovia. Quando há seca, o que facilmente acontece? Focos de incêndio, não é mesmo? E os altares de sacrifício eram preparados colocando-se a lenha por cima. Madeira, baixa umidade e sol a pino seria igual a fogo, não seria? Neste caso não foi.
Agora imaginem 850 homens berrando, pulando, se cortando com facas até cair sangue por horas e horas num sol escaldante e NENHUMA faísca sequer naquela lenha do altar.
Imagino alguns deles já se arrastando, outros sendo praticamente pisoteados pelos companheiros de vodu, e NADA de fogo. Quão desesperador e constrangedor não o foi para aqueles que até então eram tidos por alto apreço. Quão patética não deve ter sido aquela cena! Tanto que o próprio Elias revela o seu lado comediante e zomba deles, dizendo que o deus deles deveria estar dormindo, ou de viagem, ou resolvendo outras coisas. Na verdade, aqueles homens tinham ido ao monte Carmelo completamente confiantes de que a seca e o sol causticante fariam o “milagre” acontecer.
As circunstâncias NUNCA são maiores que a vontade de Deus. Apegar-se a paliativos não resulta em solução. A solução para tudo é Deus, e unicamente Deus! E Israel foi testemunha ocular disso.
Chegara a vez de Elias. O altar foi montado com um grande rego ao redor, e em cima a lenha e o novilho. E só para deixar bem claro de que não seria o sol que traria o fogo, mandou jogar água no altar três vezes até encharcar o holocausto, a lenha e encher o rego ao redor. Pronto.
E iniciou o ritual de Elias, com pulos e gritaria e agitação? De forma alguma! Elias simplesmente aproximou-se do altar e fez uma curta oração.
E o fogo que Deus fez descer consumiu “o holocausto, e a lenha, e as pedras, e a terra, e ainda lambeu a água que estava no rego” (v. 38 ).
O fogo consumiu até as pedras? Sim. “Porque o nosso Deus é fogo consumidor” (Hebreus 12:29).
E quando Ele age, não deixa margem de dúvida. Ninguém pôde ousar dizer de que as circunstâncias haviam contribuído para que houvesse fogo. Mas, diante de todos, o sobrenatural aconteceu e o que restava fazer, Israel fez: “caiu de rosto em terra e disse: O SENHOR é Deus! O SENHOR é Deus!” (v. 39).
O que está faltando para que esta declaração saia de seu coração? Elias fez uma sincera e simples oração e, imediatamente o milagre aconteceu. Só que, mais adiante, vimos que ele teve que orar sete vezes para que, afinal, viesse a chuva. Mas ele não desistiu. Ele confiou na palavra do SENHOR. A chuva viria. O que o seu moço viu, na sétima vez não foram grandes nuvens de chuva,
mas “uma nuvem pequena como a palma da mão do homem” (v. 44). Esse pequeno sinal foi suficiente para Elias crer que cairia abundante chuva, e foi o que aconteceu.
Meus irmãos, multidões e circunstâncias não são garantia de vitória. A única garantia que nos torna mais que vencedores é carregar em nossa vida o que Elias carregava na vida e no nome: O SENHOR é Deus!
Todos os dias precisamos pedir ao SENHOR o fogo do Espírito Santo. E já vimos que esse pedido não consiste em pular, gritar e exigir que Deus cumpra a Sua promessa. Mas em atitude de humildade, orar. E, naturalmente, Deus faz aflorar em nós o fruto do Espírito Santo, que não é enrolar a língua e nem tampouco chacoalhar no chão, mas é “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” (Gálatas 5:22-23). Esta é a verdadeira manifestação do Espírito Santo: uma vida que ecoa que o SENHOR é Deus pela prática destas virtudes.
Deus havia prometido a Elias que choveria. Elias persistiu e confiou quando ainda não havia nuvem alguma no céu. E, ao sinal daquela pequena nuvem, preparou-se para o temporal que se seguiria.
Jesus prometeu voltar. Ele virá resgatar todo aquele que manifestou, de fato, o fruto do Espírito Santo. E, da mesma forma que foi no monte Carmelo, “todo olho O verá” (Apocalipse 1:7). E como o sinal dado a Elias para a chegada da chuva, Ele nos deixou sinais que antecedem a Sua volta.
A pequena nuvem já pode ser vista, meus amados. Eis que o Rei vem vindo! E assim como Elias avisou ao povo da chuva, sejamos, hoje, homens e mulheres de Deus que anunciam o segundo advento de Cristo pela manifestação do Espírito Santo em nossa vida.
Como Elias, confie, peça e espere, e a mão do SENHOR virá ao nosso encontro (v. 46) para nos levar “para o reino do Filho do Seu amor” (Colossenses 1:13).

Bom dia, guardiões do fruto do Espírito Santo!

*Leiam #1Reis 18

Rosana Garcia Barros




%d blogueiros gostam disto: