Reavivados por Sua Palavra


II Samuel 23 – Comentário Rosana Barros by Jeferson Quimelli
26 de abril de 2016, 0:40
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"Suspirou Davi e disse: Quem me dera beber água do poço que está junto à porta de Belém!" (v. 15).

As últimas palavras de alguém geralmente não são quaisquer palavras, mas é o último grito da alma. Quando um ser humano tem a oportunidade de falar antes da morte, não fala coisas triviais, porém aquilo que mais desejou, ou expressa o medo que está sentindo, ou escolhe uma ou mais pessoas que ama para falar-lhes ao coração.
O que a Bíblia relata como as últimas palavras de Davi pode ter sido de fato o seu último discurso, ou o seu último salmo. Nele encontramos a sua assinatura como sendo aquele que fala porque o Espírito do SENHOR o inspira (v. 2). Davi reconhece que cada um dos salmos que compôs, compôs mediante a inspiração divina.
Apesar da bagunça familiar em que vivia, Deus lhe havia feito uma promessa, e ele confiava plenamente na fidelidade do SENHOR em cumprí-la (v. 5).
Uma prova contundente de que Deus tem poder de extrair da confusão, a bênção. Porque vivemos em meio a uma grande confusão. Tudo ao nosso redor, ao invés de melhorar, desanda. E mais desordenado ainda é o nosso coração. Um momento estamos bem, no outro, não. Uma hora estamos felizes, pouco depois algo nos causa tristeza. Hoje estou em paz com Deus, amanhã negligencio a minha comunhão. É um caos interno que nos maltrata constantemente.
O apóstolo Paulo confessou: "Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?" (Romanos 7:24).
Só que assim como Deus tinha um chamado especial para Davi e para Paulo, apesar de suas inconstâncias e debilidades, Ele tem um chamado para cada um de nós, hoje. E nós? Estamos dispostos a aceitar o convite do Eterno? Até que ponto vai a sua fidelidade? Até onde está disposto a ir por amor ao SENHOR?
O capítulo de hoje não encerra nas últimas palavras de Davi, mas destaca o papel de um grupo de homens que ficou conhecido como: os valentes de Davi. Eram homens de guerra, mas não como os demais. Eram extremamente zelosos, extremamente corajosos e extremamente leais ao rei. Servir a Davi era a vida daqueles homens. E a Bíblia relata o episódio em que Davi teve sede. Mas não qualquer sede. Uma sede bem estranha. Porque, quando sentimos sede buscamos a primeira fonte de água potável que esteja mais próxima de nós. Vamos à geladeira, ou a um filtro, ou à garrafinha que carregamos conosco. Davi não. Ele deu nome à sua sede. Ele não desejou qualquer água, mas a água de um poço que estava junto à porta da cidade de Belém. Só que havia um detalhe: os filisteus estavam acampados naquela região. Então, o desejo de Davi não passaria de um desejo, certo? Errado! Três daqueles valentes atravessaram pelo arraial filisteu, enfrentaram todos que se pusessem entre eles e o desejo do rei; beberam daquela água, voltaram provavelmente desbaratando mais inimigos, até chegarem à presença de Davi com a água que ele almejou beber.
Bem, Davi não quis beber da água só em pensar no perigo que seus homens sofreram e ofereceu a água ao SENHOR. Entretanto, o que gostaria de destacar é a lealdade dos valentes para com Davi. Eles morreriam para saciar a sede do rei. Morreriam em favor de um desejo de seu senhor.
E nós? Estamos dispostos a viver e a morrer pela causa do Rei dos reis e SENHOR dos senhores?
Agora observem: Deus não nos pede para enfrentarmos inimigos, mas Ele mesmo nos livra dos ímpios e nos salva (Salmo 37:40); Deus não pede sacrifícios, pois já enviou seu único Filho como sacrifício perfeito (João 3:16).
Ele só nos pede o seguinte: vivam o AMOR!
O que movia aqueles valentes era o amor que tinham por Davi. O que move o coração de alguém a agir com altruísmo, a servir a Deus com alegria, a olhar para o próximo com compaixão, a ponderar antes de falar, a ajudar ao invés de criticar, a perdoar em lugar de odiar, É O AMOR.
Não há como servir ao Deus Amor (1 João 4:8) se Ele não faz parte de minha existência. Não adianta falar sem vivenciar.
Quando Cristo estava prestes a ascender aos Céus após a Sua ressurreição, a ordem que deixou a cada um de Seus seguidores foi: "IDE, portanto, fazei discípulos de TODAS as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" (Mateus 28:19).
E quando a Palavra de Deus nos alcançou, foi porque, de alguma forma, alguém obedeceu a esta ordem. Eu fui alcançada pelo amor de Deus, porque um dia o conheci em uma pessoa. Em uma igrejinha simples, uma professora de juvenis me cativou e me ensinou as preciosas verdades da Palavra com muito amor, mas com muito amor mesmo!
Aqueles que hoje lemos como valentes, um dia lemos como sendo um bando de fracassados (1 Samuel 22:2). Ou seja, Deus não escolhe os valentes, Ele capacita os escolhidos! TODOS nós fomos escolhidos por Ele. Não importa a tua e a minha condição. Ele nos diz: "Não temas, porque Eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és Meu" (Isaías 43:1, up).
Ao compreender tamanho amor, não há como não amar! A nossa missão é levar esse amor conosco à escola, ao trabalho, à venda da esquina; é mantê-lo em nosso lar, é mantê-lo em nosso coração. A valentia que Deus nos concede não tem a ver com espadas e lanças, mas com lealdade e amor.
As palavras são importantes, mas o exemplo, colocar em prática o que se fala, sem dúvida alguma, tem um impacto bem maior.
Os valentes de Davi poderiam simplesmente externar o quanto gostariam de atender o desejo do rei, mas não se deram por satisfeitos até voltarem com a água que seu senhor desejava.
Precisamos desta mesma determinação em nossa vida cristã.
Se queremos ver Cristo voltar em nossa geração, precisamos estar dispostos a cumprir a missão que Ele nos confiou, e a confiar em Sua promessa: "E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século" (Mateus 28:20, up).
Deus nos diz: "Não to mandei Eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o SENHOR, teu Deus, é contigo por onde quer que andares" (Josué 1:9).

E aí? Aceitam o desafio de amar?

Bom dia, valentes de Deus!

*Leiam ‪#‎2Samuel‬ 23

Rosana Garcia Barros


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Amém Louvado seja Deus em nome de Jesus Cristo meu Salvador.

Comentário por Artur Chaves Artur




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