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Comentário devocional:
Poderíamos nos perguntar do porquê de Lucas ter inserido tantos detalhes desta viagem de navio e seu naufrágio, em detrimento aos demais incidentes, presumivelmente mais significativos na vida de Paulo. Lucas utilizou 44 versos para contar esta história – fascinante, com certeza – enquanto que para o ministério em Icônio, Listra e Derbe foram apenas 28 versos, e para o ministério de 18 meses em Corinto foram apenas 17 versos.
Ellen White sugere que a razão para a longa descrição foi registrar como a tripulação e os presos do navio foram capazes de “testemunhar o poder de Deus através de Paulo e que os pagãos também pudessem ouvir do nome de Jesus” (Primeiros Escritos, p. 207). Paulo não estava indo para Roma da maneira que planejara inicialmente, mas Deus esteve com ele por todo o caminho, e isto se tornou claro para os incrédulos. Lucas, o médico amado, acompanhou o homem de Deus, porque a saúde de Paulo havia se deteriorado. No caso de Aristarco, estudiosos sugerem que a única maneira dele poder ter acompanhado Paulo em sua viagem a Roma, foi se houvesse se tornado um escravo de Paulo por sua própria escolha. Uma vez em Roma, Paulo refere-se a este amigo da Macedônia como seu companheiro de prisão (Col 4:10).
Paulo interveio quatro vezes durante a viagem. Sua primeira intervenção foi enquanto estavam ancorados em Bons Portos, na ilha de Creta. Ele foi contrário a navegar para Roma nas condições climáticas do inverno que havia começado. O problema era que o porto não era adequado para se atracar por lá durante o inverno. Uma vez que o navio transportava prisioneiros, o centurião que era o responsável pela viagem, mais do que inclusive o capitão ou o proprietário do barco, decidiu ir em frente. Isto se provou ser um grande erro. Os ventos eram contrários e o medo de naufrágio era tão grande real que tiveram que amarrar cordas em torno do navio para que não se despedaçasse (v.17). As coisas estavam muito ruins e todos perderam a esperança.
Depois veio uma segunda intervenção de Paulo. Ele disse a todos que um anjo de Deus lhe tinha assegurado de que iriam chegar a Roma e não haveria nenhuma perda de vida (vv.21-24). Isto deve ter sido um real encorajamento tanto para a tripulação quanto para os soldados. Isso também mostra que Paulo estivera orando pelas vidas dos que estavam a bordo do navio.
Duas semanas depois, porém, ainda sob tempestade, pareceu que a viagem iria chegar a um fim trágico. Os marinheiros estavam tentando escapar. Então, Paulo interveio novamente. E disse ao centurião que eles precisavam manter os marinheiros a bordo. E que todos deveriam comer para recuperar as forças. Devido à preocupação ou enjoo, ninguém tinha se alimentado adequadamente durante duas semanas. Comer novamente deu-lhes força para aliviar a carga do navio.
A última intervenção de Paulo não foi com palavras. Quando o navio atingiu a costa da ilha de Malta e começou a quebrar-se, os soldados estavam prontos para matar os prisioneiros para que nenhum escapasse, porque eles teriam que pagar por isso com suas vidas. Mas o centurião encarregado determinou-se a salvar a Paulo e, assim, todos os presos foram salvos. A vida de uma pessoa verdadeiramente piedosa pode fazer a diferença de vida ou morte para todos aqueles ao seu redor.
Ron E. M. Clouzet
Diretor de Evangelismo do Instituto NAD
Professor de Ministério e Teologia do Seminário da Universidade Andrews
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/27/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Atos 27
Comentário em áudio
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1 Navegássemos para a Itália. Finalmente, embora em circunstancias bem distintas das que ele havia pretendido, Paulo estava prestes a realizar seu antigo desejo de “ver […] Roma”. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 479.
2 Adramitino. Adramítio era um porto na costa noroeste da Mísia, na Asia Menor. Era um centro comercial com alguma importância. Seu nome atual é Edremit. Parece que era o porto de origem do navio e seu destino nesta viagem. CBASD, vol. 6, p. 479.
Indo conosco. As palavras subentendem que tanto Aristarco quanto Lucas, o autor da narrativa, estavam na companhia de Paulo. A lei romana estabelecia que os cidadãos romanos viajando como prisioneiros podiam ser acompanhados por um escravo e um médico pessoal. Talvez Aristarco atuasse como servo de Paulo, e Lucas, como seu médico. CBASD, vol. 6, p. 479.
3 Tratando. Paulo deixava uma impressão favorável sobre todos os que entravam em contato com ele. CBASD, vol. 6, p. 479.
7 Navegando vagarosamente. Certamente por causa dos fortes ventos contrários. CBASD, vol. 6, p. 481.
9 Tendo-se tornado a navegação perigosa. O inverno se aproximava. Só se tentava navegar pelo Mediterrâneo em clima favorável. CBASD, vol. 6, p. 481.
11 Dava mais crédito. Literalmente, “era persuadido”. Nestas questões, o centurião confiava mais no capitão e no mestre do navio do que em Paulo. Por ser oficial da guarda imperial, o centurião exerceria influência sobre os homens do mar. CBASD, vol. 6, p. 482.
15 Deixando levar. Literalmente, “abrimos caminho e fomos arrastados”. Era impossível conduzir o navio. Não havia nada a fazer, a não ser se deixar levar pelo vento, na direção sudoeste. CBASD, vol. 6, p. 483.
20 Alguns dias. Quase duas semanas, conforme os acontecimentos demonstraram. CBASD, vol. 6, p. 484.
23 De quem eu sou. A religião é algo pessoal. Trata-se de consagração, adoração e serviço pessoais prestados a um Deus pessoal. Aos pagãos temerosos na embarcação condenada, Paulo deu um testemunho retumbante. O apóstolo sabia que o Senhor estava prestes a intervir em favor de todos a bordo do navio, pois era o Deus de Paulo e Paulo era dEle na comunhão mútua do serviço. O apóstolo tomou sobre si o jugo do serviço e havia se tornado íntimo daquele com quem dividia o jugo. CBASD, vol. 6, p. 484.
27 Pressentiram os marinheiros. Talvez tenham detectado as gotículas da arrebentação que se chocava contra as rochas. CBASD, vol. 6, p. 485.
29 Lançaram da popa quatro âncoras. A escuridão da noite tornava impossível escolher a melhor parte da praia para ancorar o navio. As âncoras foram lançadas da popa a fim de manter a proa do navio em direção á terra firme. CBASD, vol. 6, p. 485.
33 Que se alimentassem. A nutrição era essencial por causa do esforço e do abandono ás intempéries que todos enfrentariam quando deixassem o navio. CBASD, vol. 6, p. 486.
Estais sem comer. Uma provável referencia a refeições regulares. A rotina da vida a bordo do navio fora completamente alterada e ficara impossível comer mais do que bocadinhos de comida de vez em quando. Além disso, sem dúvida muitos estavam sofrendo com enjoos. CBASD, vol. 6, p. 486.
36 Cobraram ânimo. A esperança, fé e coragem de Paulo eram contagiantes. Todos se animaram a despeito do perigo que os espreitava nas rochas ao longo da praia. CBASD, vol. 6, p. 486.
41 A popa se abria. Ou, “a popa começava a se romper”. Com a proa do navio bem segura, as violentas correntes secundárias gradualmente quebraram a popa. CBASD, vol. 6, p. 489.
43 Querendo salvar. Literalmente, “desejando salvar”. O centurião tinha grande respeito por Paulo e por seus companheiros de viagem. Ele também reconhecia que todos a bordo deviam a vida ao apóstolo. CBASD, vol. 6, p. 489.
44 Todos se salvaram. Isto é, todos escaparam com segurança, em cumprimento da promessa de Deus a Paulo e da garantia que o apóstolo dera a todos no navio. CBASD, vol. 6, p. 489.
Compilação: Tatiana W
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1 A viagem e naufrágio de Paulo neste capítulo nos fornecem um dos melhores exemplos de narrativa descritiva no NT. Bíblia Shedd.
2 navio de Adramitio [NVI]. Porto ao sul de Trôade na costa asiática [costa oeste da atual Turquia]. Bíblia Shedd.
Um porto na costa oeste da Ásia Menor [atual Turquia], mais de 160 km ao norte de Éfeso [ao sul de Trôade]. Andrews Study Bible.
conosco Aristarco. Pelo menos dois amigos de Paulo o acompanharam na viagem: Lucas e Aristarco, um dos delegados que levou a contribuição aos crentes pobres de Jerusalém (20.4; Cl 4.10 [“prisioneiro comigo”] indica que foi preso com Paulo ou viajou como seu companheiro). Bíblia Shedd.
de partida para costear a Ásia [ARA; NVI: para alguns lugares da Ásia]. Em algum desses portos, Júlio planejava transferir-se para um navio que navegaria até Roma. Bíblia de Estudo NVI Vida.
4 sob a proteção de Chipre [ARA; NVI: ao norte de Chipre]. Buscavam o lado protetor da ilha ao navegar para o norte no lado leste da ilha e depois para o oeste, ao longo do lado norte. Bíblia de Estudo NVI Vida.
por serem contrários os ventos. [Na época] os ventos dominantes provinham do oeste [para onde eles pretendiam navegar]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
6 um navio de Alexandria. Navio egípcio (com carregamento de cereais, v. 38) em viagem para Roma. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Nos fins do verão o vento costumeiro sopra do oeste tornando necessário prosseguir até a Ásia (Mirra) antes de voltar para o oeste. Bíblia Shedd.
Alexandria. Porto principal de exportação de trigo (v. 38) para Roma. Bíblia Shedd.
A maior cidade do Egito, desempenhou papel chave no suprimento de grãos para Roma, um desafio sempre presente para o império. Andrews Study Bible.
8 Bons Portos. Uma baía aberta para o mar, mal protegida. Bíblia Shedd.
9 Dia do Jejum. Refere-se à festa judaica da Expiação, celebrada no dia 10 de Tisri (nesse ano 5 de outubro). Bíblia Shedd.
tendo-se tornado a navegação perigosa e já passado o Dia do Jejum. O Dia da Expiação [Yom Kippur] caía em fins de setembro ou em outubro. … Os romanos consideravam a navegação após o dia 15 de setembro duvidosa e, após o dia 11 de novembro, suicida. Bíblia de Estudo NVI Vida.
10 vejo. Ou por visão profética ou por sua longa experiência. Bíblia Shedd.
11 o centurião ficou com a decisão sendo que o comércio de trigo egípcio era monopólio do governo romano. Bíblia Shedd.
14 Eroaquilão [ARA; NVI: nordeste]. Euro – vento do leste; aquilo – vento do norte. Bíblia Shedd.
16 sob a proteção de uma ilhota chamada Clauda. A uma distância de 32 km de Creta. Esta ilha forneceu abrigo suficiente para fazer preparativos contra a tempestade. Bíblia de Estudo NVI Vida.
recolher o bote [ARA; NVI: barco salva-vidas]. Esse barco pequeno estava sendo rebocado atrás do navio. Estava atrapalhando o andamento do navio e o aparelho do leme. É possível que também corresse o risco de ser esmagado contra o navio no vento e nas ondas. Teve de ser recolhido a bordo (v. 17). Bíblia de Estudo NVI Vida.
17 cingir. Amarrava-se o navio com os cabos para evitar desintegração. Bíblia Shedd.
18 já aliviavam o navio [ARA; NVI: começaram a lançar fora a carga]. Ainda conservaram alguns sacos de trigo, entretanto (cf. v. 38). Bíblia de Estudo NVI Vida.
aliviavam. A frase é citada em Jn 1.5. Bíblia Shedd.
19 armação. O mastro principal com a vela quadrada maior. Bíblia Shedd.
20 Sem Sol ou estrelas era impossível determinar a direção. Bíblia Shedd.
A ausência de sol e estrelas significa que o navio não tinha navegação. O desespero crescente culminou em uma total perda de esperança. Andrews Study Bible.
23 de Deus, de Quem eu sou. Paulo deriva confiança de um fato dominante: ele pertence a Deus por compra (1Co 6.20) e por criação (Rm 11.36). Bíblia Shedd.
Sirvo (gr latreuo, “servir”, “cultuar”). O “culto racional” (Rm 12.1) é latreia. Cf Fp 3.3; Ap 7.15; 22.3. Bíblia Shedd.
27 Adriático (gr Adria). Para o mundo antigo [se] estendia entre Itália, Malta, Creta, e a Grécia até o norte da África.
pressentiram os marinheiros que se aproximavam de alguma terra. Ouviram a rebentação das ondas na costa de Malta. Navegaram entre Clauda (16) e Malta cerca de 800 km. Bíblia Shedd.
30-31 A confiança de Paulo na revelação de Deus (vv 23-24) não afastou Paulo de tomar medidas preventivas para evitar que a tripulação desertasse. Andrews Study Bible.
31 Se estes não permanecerem a bordo. Se tivessem permitido que os marinheiros abandonassem o navio para se salvar, os passageiros não teriam conseguido levar o navio à praia no dia seguinte. Bíblia de Estudo NVI Vida.
34 segurança (gr soteria “salvação”). Bíblia Shedd.
37 Estávamos a bordo duzentas e setenta e seis pessoas. O número não é extraordinário para a época. Josefo se refere a um navio com 600 a bordo (Vida, 15). Bíblia de Estudo NVI Vida.
38 aliviaram o peso do navio [NVI]. Atiraram ao mar os últimos sacos de trigo (cf. v. 18), os quais provavelmente tinham sido reservados para a alimentação a bordo. Quanto mais leve o navio, tanto mais perto da praia poderia chegar. Bíblia de Estudo NVI Vida.
41 lugar. Provavelmente na baía agora conhecida como a de S. Paulo. Bíblia Shedd.
42 Os soldados resolveram matar os presos [NVI]. Se um preso fugisse, a vida do guarda era tomada em seu lugar. Os soldados não queriam correr o risco de fugas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
42-44 Exatamente como Deus prometera (vv 22-25), todas as 276 pessoas a bordo (v. 37) sobreviveram ao naufrágio. Andrews Study Bible.,
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1 Estendendo a mão. A menção a este gesto espontâneo sugere que Lucas pode ter sido uma testemunha ocular. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 470.
Defender-se. Isto é, fez sua defesa. Ao se defender perante Agripa, Paulo se dirigiu a alguém que era nominalmente judeu, embora não parecesse hostil a ele. Confiante de que seria mais bem compreendido, falou com mais liberdade e talvez com mais detalhes do que nas audiências anteriores diante de Félix e Festo. CBASD, vol. 6, p. 470.
23,3 A Apologia Pro Vita Sua é o clímax dos discursos de Paulo em Atos. Começa com a costumeira introdução retórica (captatio benevolente) perante um juiz. Há fortes indicações que Lucas estava presente. Bíblia Shedd.
3 Mormente. Esta palavra provavelmente se refere à felicidade de Paulo de contar tudo a Agripa, não por Agripa ser superior a todos os judeus preeminentes e bem informados. CBASD, vol. 6, p. 470.
Versado em todos os costumes e questões … entre os judeus. Como bisneto de Herodes, o Grande, e filho de Herodes Agripa I, que tinha perseguido a igreja (12.1-3), Herodes Agripa II (27-100 d.C.) conhecia intimamente as questões judaicas, pois tinha autoridade política para designar o sumo sacerdote. Agripa II não era popular entre os judeus por causa de sua relação incestuosa com sua irmã Berenice (25.13, nota). Bíblia de Genebra.
5 Seita. A palavra pode significar “heresia” ou “seita”. Neste caso, designa os fariseus como uma seita. CBASD, vol. 6, p. 471.
vivi fariseu … seita mais severa. Conhecendo o passado de Agripa, Paulo enfatizou sua dependência no Deus de seus pais (cf 24.14) e seu vínculo com os fariseus (Fp 3.5-6), para mostrar a legitimidade de seu judaísmo. Paulo argumentou que Deus havia prometido a ressurreição do corpo. Embora esta fosse a crença dos judeus em geral e dos fariseus em particular, estava sendo usada como base das acusações contra ele. Bíblia de Genebra.
6 Os fariseus, partido popular dos judeus, aceitavam a plena inspiração dos livros proféticos (do AT). O cerne da mensagem profética é a esperança do messias e a ressurreição dos mortos. Bíblia Shedd.
10,11 Santos. Nome preferido de Paulo para os crentes (9.13). Dn 7 usa este nome para os verdadeiros israelitas. Aqui percebemos que a perseguição inicial (At 8.1-4) foi muito séria, com outros mártires além de Estêvão. Bíblia Shedd.
Blasfemar. Dizer “Anátema Jesus” seria equivalente a negá-lo publicamente (cf 1Co 12.3). Bíblia Shedd.
Cidades estranhas. Cidades fora da Palestina. Bíblia Shedd.
14 Recalcitrares contra os aguilhões [ARA; NVI: “Resistir ao aguilhão só lhe trará dor!”. Provérbio grego, “Não vale a pena resistir; senão sofrerá”. Bíblia Shedd.
Você está somente machucando a si próprio!”. Life Application Study Bible.
Parece que este era um provérbio grego bem conhecido, que devia ser comum em meio a qualquer povo agrícola, até entre os judeus. A imagem é extraída do costume dos camponeses orientais de usar um aguiIhão de ferro para apressar o ritmo lento dos bois. É possível que esta cena estivesse ocorrendo de verdade junto à estrada de Damasco e que o Senhor a tenha usado como uma ilustração útil de Sua mensagem ao perseguidor. CBASD, vol. 6, p. 473.
19 A visão celestial. Não foi um sonho. Saulo literalmente encontrou o Senhor na estrada de Damasco e O conheceu pessoalmente, em certo sentido, de maneira ainda mais pessoal do que aqueles que O conheceram em carne. Para Paulo, essa visão se manteve como uma realidade viva. Ele sabia em quem cria (2Tm 1:12). CBASD, vol. 6, p. 474.
20 praticando obras dignas. Não salvam; expressam o caráter mudado pelo Espírito Santo. Bíblia Shedd.
22 Socorro de Deus. Aos olhos humanos, foram Lísias e seus soldados que resgataram Paulo, mas ele sabia que Deus enviara a ajuda (At 23:11). CBASD, vol. 6, p. 475.
23 Cristo devia padecer … ressurreição dos mortos. Os judeus tinham dificuldade para aceitar a ideia de que o Messias iria sofrer e morrer. Jesus e Seus discípulos ensinaram esta doutrina a partir das Escrituras (17.2-3; Lc 24.27; 1Co 15.3-4) e ainda assim os judeus a rejeitaram, prenderam Paulo e queriam matá-lo. Bíblia de Genebra.
24 louco. Não pretende ofender. Pensava-se na antiguidade, que [o louco] era inspirado de espíritos misteriosos (16.16; Mc 3.21; Jo 10.20). Bíblia Shedd.
Paulo estava arriscando sua vida por uma mensagem que era ofensiva aos judeus e inacreditável aos gentios. Jesus recebeu a mesma resposta à Sua mensagem (Mc 3:21; Jo 10:20). Life Application Study Bible.
É provável que Félix acreditasse com sinceridade que a obsessão de Paulo com temas celestiais havia afetado sua mente. Aquilo que Agripa tinha condições de entender estava muito além do alcance do romano Festo. CBASD, vol. 6, p. 476.
27 Acreditas, ó rei Agripa, nos profetas? Agripa estava diante de um dilema; se dissesse não, iria enraivecer os judeus; se dissesse sim, iria perder prestígio, porque Paulo pediria a ele que cresse no evangelho. Bíblia de Genebra.
28 Por pouco me persuades a me fazer cristão [ARA; NVI: “em tão pouco tempo pode convencer-me a tornar-me cristão?”]. O contexto indica que Agripa falou com ironia talvez em forma de pergunta. Paulo não estaria pensando que logo converteria um rei, que na realidade tem outros interesses na vida. Bíblia Shedd.
O rei estava usando uma tática para retardar, argumentando que um discurso de meia hora era insuficiente para torná-lo um cristão. No século I, “cristão” (cf 11.26) era provavelmente um termo de desprezo (1Pe 4.16). Biblia de Genebra.
29 Deus permitisse… No original refere-se a uma oração que Paulo fez em favor da conversão de Agripa. Bíblia Shedd.
Por pouco ou por muito. Fazendo um jogo de palavras “Com poucas palavras ou muitas” ou “Com facilidade ou com dificuldade…” Transparece o zelo cristão de Paulo. Bíblia Shedd.
O coração de Paulo se revela aqui nestas palavras: ele estava mais preocupado com a salvação daqueles estrangeiros do que em remover suas próprias algemas. Peça a Deus que lhe dê um desejo ardente de ver outros vindo a Cristo – um desejo tão forte que sobrepuje os seus problemas. Life Application Study Bible.
Estas algemas. Paulo ainda estava acorrentado como prisioneiro. Bíblia de Estudo NVI Vida.
30, 31. Agripa, Berenice e os altos funcionários se retiraram sem desejarem se comprometer com Cristo. Agripa acrescentou sua valiosa opinião à de Festo e Félix afirmando categoricamente a inocência de Paulo (cf Lc 23.14, 15). Bíblia Shedd.
30 Levantou-se o rei. A audiência terminou sem resultados visíveis após a apresentação breve e competente de Paulo e seu apelo fervoroso. Só podemos imaginar a decepção que o apóstolo deve ter sentido. CBASD, vol. 6, p. 477.
31 Nada tem feito passível de morte. Paulo podia ser “louco”, mas não era perigoso. Parece que Festo e Agripa estavam dispostos a admitir que o prisioneiro era sincero, esclarecido e cheio de zelo e fervor por Deus. CBASD, vol. 6, p. 477.
Filed under: gentios, testemunho, Trabalho de Deus | Tags: Agripa, Berenice, Festo, julgamento de Paulo, Paulo, testemunho
Comentário devocional:
Paulo nunca poderia arranjar um encontro com o governador e o rei para lhes apresentar o evangelho. Mas Deus pode qualquer coisa. O rei Agripa estava bem informado sobre todas as questões judaicas, então Paulo poderia ter falado aberta e diretamente sobre as questões jurídicas que supostamente o trouxeram a julgamento. Mas em vez disso, Paulo contou sua história de conversão desde que era um membro do Sinédrio, enviado para caçar e destruir os cristãos, até se tornar um apóstolo de Jesus, comissionado a buscar e salvar o que estava perdido.
Paulo procurou impressionar o rei e os presentes mostrando a mudança radical de um homem que uma vez estava cheio de ódio hipócrita para alguém cujos olhos se abriram ao vasto oceano do amor de Deus. Os presentes tinham ouvido falar de Jesus e de Seus seguidores, mas nunca tinha ouvido uma história que os deixasse extasiados como esta, da mudança radical na vida de um homem. Uma luz mais brilhante que o sol? Uma Voz se dirigindo a ele pelo nome? Uma ordem para alcançar os gentios, “para abrir-lhes os olhos e convertê-los das trevas para a luz, e do poder de Satanás para Deus, a fim de que recebam o perdão dos pecados e herança entre os que são santificados pela fé” em Cristo? (v. 18 NVI) Que história notável!
Então, Paulo chegou ao ápice do seu discurso. “Assim, rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial” (v. 19 NVI), disse ele. Após receber a visão, Paulo começou a compartilhar Jesus imediatamente, onde quer que fosse. É por isso que os judeus queriam vê-lo morto. Mas tudo o que ele fez foi ajudar a cumprir aquilo que “o Cristo haveria de sofrer e, sendo o primeiro a ressuscitar dentre os mortos, proclamaria luz para o seu próprio povo e para os gentios” (v 23 NVI). Em outras palavras, Paulo não havia inventado tudo aquilo. Séculos antes Deus já tinha planejado que a história de Cristo fosse contada ao redor do mundo, para que todas as pessoas “se arrependessem e se voltassem para Deus” (v.20 NVI).
No crescente da oratória e apelo de Paulo, Festo interrompeu, provavelmente um pouco envergonhado pelo poder deste prisioneiro de dominar a atenção de todos. Paulo educadamente disse ao governador que o que estava dizendo era “verdadeiro e de bom senso” (v.25). Então, Paulo, voltando-se para o rei, fez seu último apelo: “Rei Agripa, crês nos profetas? Eu sei que sim”(v. 27 NVI). Quando o rei disse que Paulo quase o fizera um crente em Jesus, o apóstolo, com genuína paixão, articulou seu desejo de que todos dentre seus ouvintes daquele dia, se tornassem tão livres e alegres em Cristo como ele era, apesar de suas correntes.
O rei Agripa II foi o último da dinastia dos Herodes [e aparentemente não aceitou a Cristo como seu salvador pessoal]. Nunca mais um rei judeu teve a grande chance de se arrepender.
Jesus certa vez disse: “vocês serão levados à presença de governadores e reis como testemunhas a eles e aos gentios. Mas quando os prenderem, não se preocupem quanto ao que dizer, ou como dizê-lo. Naquela hora lhes será dado o que dizer, pois não serão vocês que estarão falando, mas o Espírito do Pai de vocês falará por intermédio de vocês”(Mt 10:18-20 NVI). Isto é o que aconteceu naquele dia.
Ron E. M. Clouzet
Diretor do Instituto de Evangelismo NAD
Professor do Ministério e Teologia
Seminário da Universidade Andrews
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/26/
Traduzido por JAQ
Texto bíblico: Atos 26
Comentário em áudio
Filed under: confiança em Deus, coragem, cuidado de Deus, sofrimento, testemunho | Tags: Agripa, Festo, julgamento de Paulo, Paulo, testemunho
Comentário devocional:
Este capítulo nos prepara para o próximo, quando Paulo fala a Festo, na sua primeira semana como governador. Paulo tinha sido mantido sob custódia por dois anos. Tendo Festo percebido que algo não estava certo na insistência dos judeus em querer que Paulo fosse julgado em Jerusalém, ele lhes disse que Paulo ficaria em Cesaréia, e se eles quisessem prestar queixa, eles poderiam vir até ele nesta cidade (v. 4, 5).
As acusações eram falsas, Festo percebeu isto e viu nelas o ódio veemente que os judeus tinham por Paulo. Mas tentou um acordo, perguntando a Paulo se ele estaria disposto a ser julgado pelo Sinédrio. Paulo sabia que esta seria sua sentença de morte, pois eles já haviam conspirado para matá-lo antes, quando ele estava em Jerusalém.
Então, como um cidadão romano, Paulo apelou para César. Se um cidadão romano sentisse que não estava recebendo justiça em um tribunal provincial, ele poderia apelar para que o próprio imperador ouvisse o seu caso. E Festo acatou o pedido de Paulo. Isso deve ter frustrado profundamente os inimigos de Paulo. Eles não conseguiam entender por que eles não conseguiam matar este homem. Eles falharam em Jerusalém e diante do governador anterior. Agora falharam novamente. Obviamente, Deus ainda tinha trabalho para Paulo fazer.
Quando o rei Agripa II – rei da Galiléia e da Pereia, veio apresentar seus respeitos ao novo governador, Festo lhe contou sobre o caso de Paulo.
Enviar Paulo a Roma não era tão simples: as acusações contra um cidadão romano tinham que ser acompanhadas de uma carta claramente escrita descrevendo as acusações, e Festo estava com dificuldades em acusar Paulo! Agripa tornou-se interessado em ouvir o próprio Paulo, que havia se tornado famoso por seus feitos em nome de Cristo e pelo ódio intenso que seus inimigos judeus nutriam contra ele.
Preste atenção nos contrastes! Entra em cena o rei, vestido de púrpura, e sua esposa Berenice, com toda a pompa de apresentação real e acompanhantes. Em seguida, vem Festo, vestido com a cor escarlate do governador, e a comitiva de comandantes da cidade seguem atrás dele, com suas armaduras reluzentes. Por último vem Paulo, um despretensioso seguidor de Cristo, algemado. Entretanto, toda a atenção estava dirigida para este último homem.
Ron E. M. Clouzet
Diretor do Instituto de Evangelismo NAD
Professor do Ministério e Teologia
Seminário da Universidade Andrews
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/25/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Atos 25
Comentário em áudio
Filed under: testemunho | Tags: Agripa, Berenice, César, Festo, gentios, julgamento de Paulo, Nero, Paulo
1-9 Mesmo depois de terem passado dois anos, os líderes judeus ainda estavam procurando um modo de matar Paulo. Eles falaram de Paulo a festo e tentaram convencê-lo a levar o julgamento para Jerusalém (assim eles poderiam preparar uma emboscada). Mas Deus e Paulo frustraram seus intentos novamente. Life Application Study Bible.
2 Os principais sacerdotes. Ismael era o sumo sacerdote, depois de ser nomeado por Agripa II. Os acusadores de Paulo tentaram se aproveitar de Festo antes que ele tivesse tempo de compreender as questões judaicas na perspectiva correta. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 462.
2-3 preparando uma emboscada. Os inimigos de Paulo ainda tinham esperança de matá-lo a caminho de ser ouvido em Jerusalém. Andrews Study Bible.
3 Pedindo com o favor. Queriam receber consideração especial de suas acusações contra Paulo, pois eram os maiorais da nação, Paulo não. Sua honra e integridade como líderes do povo estavam em jogo. Por causa de sua hostilidade a Paulo, colocaram-se numa posição delicada. Já se sugeriu que o “favor” que os judeus pediram foi
uma ordem oficial, transferindo Paulo para a jurisdição deles. CBASD, vol. 6, p. 462.
6 No dia seguinte. Parece que os judeus conseguiram convencer Festo de que a solução adequada do caso de Paulo era de importância crucial para a manutenção de relações satisfatórias entre o administrador romano da Palestina e o povo judeu. CBASD, vol. 6, p. 463.
7 Rodearam-no. “Fizeram um círculo a seu redor”. Alguns dos que fizeram acusações contra Paulo, sem dúvida, o conheceram como o empedernido perseguidor dos cristãos mais de vinte anos antes, e o odiavam, considerando-o um traidor da nação judaica. CBASD, vol. 6, p. 463.
9 queres subir a Jerusalém … ? Festo … quer remeter o caso novamente para o Sinédrio que tinha direito de julgar casos religiosos. O apóstolo sabe muito bem que seria impossível esperar justiça do Sinédrio. Bíblia Shedd.
10 Tribunal. Paulo preferia a justiça relativa da lei romana à hostilidade caprichosa de seus conterrâneos enraivecidos, os quais só conheciam a lei dos próprios preconceitos. CBASD, vol. 6, p. 464.
Convém seja eu julgado. Isto é, como cidadão romano. CBASD, vol. 6, p. 465.
11 Apelo para César. Temendo que Festo fosse conceder aos judeus os seus pedidos, Paulo exercitou o seu direito, como cidadão romano, de ser julgado perante César (Nero) em Roma. Nesta época, Nero estava sob a benevolente influência do filósofo Sêneca, e ainda não havia mostrado sua hostilidade ao cristianismo. Paulo podia ter esperança de ser inocentado por César. Bíblia de Genebra.
Isto não significa que o próprio César [Nero, naqueles dias] fosse ouvir o seu caso, mas que os casos dos cidadãos seriam julgados pelas mais altas cortes do império. Festo viu o apelo de Paulo como um modo de mandá-lo embora do país e portanto pacificar os judeus. Paulo queria ir a Roma pregar o evangelho (Rm 1:10), e ele sabia que seu apelo lhe daria esta oportunidade. Ir a Roma como prisioneiro era melhor do que não ir. Life Application Study Bible.
Paulo não teme a morte, mas não admite injustiça nem o desprezo das leis de Roma apenas para agradar os líderes dos judeus. Bíblia Shedd.
O pedido de Paulo foi incomum, porque ocorreu antes de um veredito. Andrews Study Bible.
… ganhar esta causa levaria a mais que mera inocentação de Paulo. Resultaria no reconhecimento oficial do cristianismo como religião distinta do judaísmo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
12 Conselho. O apelo a César não foi concedido automaticamente, mas a consulta confirmou que o pedido de Paulo não podia ser negado, por ele ser cidadão romano. CBASD, vol. 6, p. 466.
13 rei Agripa. Este era Herodes Agripa II, filho de [Herodes] Agripa I e bisneto de Herodes, o Grande (26.3, nota). Bíblia de Genebra.
Era natural que Festo pedisse ajuda de Agripa, cabeça secular do judaísmo; cabia a ele nomear o sumo sacerdote. Bíblia Shedd.
Berenice. Irmã de Drusila e Agripa II. Bíblia Shedd.
Filha mais velha de Herodes Agripa I, Berenice ficou viúva duas vezes antes de entrar numa relação incestuosa com seu irmão Herodes Agripa II. Apesar do escândalo deste relacionamento, ela era frequentemente apresentada como a rainha de Herodes em ocasiões oficiais (p. ex., vs. 13, 23). Bíblia de Genebra.
Era famosa por sua beleza e foi casada com dois reis. Mais tarde, quando Tito retornou a Roma após esmagar a revolta judaica (66-70 d.C.), ele tomou Berenice como sua amante. Andrews Study Bible.
Saudar a Festo. Esta foi a primeira visita de cortesia de Agripa II ao novo procurador, com o propósito de lhe dar boas vindas. Agripa II era, logicamente, um rei vassalo de Roma. CBASD, vol. 6, p. 466.
14 Alguns dias. Paulo foi levado perante Agripa e Berenice quando a permanência prolongada dos dois abriu oportunidade para isso. Festo mencionou o caso de Paulo não como uma questão administrativa importante, mas no decorrer de uma conversa. CBASD, vol. 6, p. 466.
16 Neste versículo temos uma indicação da justiça da lei romana. Bíblia Shedd.
21 César (gr sebastos, latim Augustus). O título Augusto, como César, passou sucessivamente para os imperadores reinantes. Bíblia Shedd.
O imperador da época era Nero (54-68 d.C). CBASD, vol. 6, p. 467.
22 Gostaria de ouvir. Com certeza, Agripa havia ouvido falar sobre Paulo e estava curioso a respeito dele e de seus ensinos. CBASD, vol. 6, p. 467.
Cf o desejo de Herodes de ver a Jesus (Lc 9.9; 23.8). Bíblia Shedd.
23 Com grande pompa. Talvez para impressionar Festo e intimidar Paulo. Essa foi a primeira oportunidade do apóstolo de testemunhar de sua fé perante a realeza. CBASD, vol. 6, p. 467.
Paulo estava aprisionado, mas isto não o impediu de aproveitar o máximo da situação. Oficiais militares e proeminentes líderes da cidade se juntaram com Agripa para ouvir o caso. Paulo viu esta nova audiência como mais uma oportunidade de apresentar o evangelho. Em vez de reclamar da sua situação atual, busque modos de usar todas as oportunidades para servir a Deus e compartilhá-Lo com outros. Seus problemas podem ser oportunidades disfarçadas. Life Application Study Bible.
24 Como aqui. Fica claro que os líderes de Jerusalém haviam incitado um grupo contrário a Paulo em Cesareia, que se uniu a eles na petição ao novo governador que condenasse o apóstolo à morte. CBASD, vol. 6, p. 468.
Clamando. Parece que as súplicas dos judeus para que Paulo fosse morto eram veementes e barulhentas. CBASD, vol. 6, p. 468.
25 Nada praticar a passível de morte. Três vezes Festo declara a inocência do réu. Bíblia Shedd.
Um romano consideraria absurda a ideia de condenar alguém à morte por uma ofensa contra a religião judaica. Mas Paulo havia apelado para César, e Festo receberia de bom grado sugestões para preparar seu relatório ao imperador. CBASD, vol. 6, p. 468.
26 Nada tenho. Festo conhecia tão pouco sobre a religião judaica que sentia dificuldades para apresentar uma acusação esclarecida contra Paulo em algo relacionado exclusivamente a questões religiosas do povo judeu. CBASD, vol. 6, p. 468.
Festo está com uma dificuldade séria. Não tem uma acusação substancial que Nero aceitaria. Espera que Agripa o possa ajudar. Bíblia Shedd.
Escreva. Festo deveria mandar um apanhado de pormenores sobre o caso para o trono imperial. CBASD, vol. 6, p. 468.
Mormente, à tua. Festo esperava que Agripa lhe desse um a ajuda especial para resolver este caso difícil. Ao mesmo tempo, o monarca ficaria satisfeito de ver seu conselho ser estimado. CBASD, vol. 6, p. 468.
27 Não me parece razoável. Ajustiça romana era, em princípio, íntegra, embora os juízes que a administravam fossem, por vezes, corruptos. Festo era um homem de certa honestidade. CBASD, vol. 6, p. 468.
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Temos boas notícias a você e a todos que já estão com saudades do Reavivados:
Nós planejamos reiniciar o projeto de leitura da Bíblia, um capítulo por dia, após o encerramento do projeto atual, ao lermos Apocalipse 22, em julho.
Além disso, a Associação Geral da Igreja Adventista iniciará em julho o projeto Crede em Seus Profetas e nós acompanharemos também este projeto no site CredeemSeusProfetas.org.
Nossa intenção é continuar com o ReavivadosporSuaPalavra.org no mesmo formato que está atualmente, postando novamente os comentários selecionados e seus devocionais a partir de Gênesis 1.
Não é realmente uma boa notícia?
Filed under: Bíblia, sábado | Tags: Antigo Testamento, domingo, lei, Paulo, sábado
“Porém, confesso-te que, segundo o Caminho, a que chamam seita, assim eu sirvo ao Deus de nossos pais, acreditando em todas as coisas que estejam de acordo com a lei e nos escritos dos profetas“. Atos 24:14.
Em Atos, Paulo repetidamente reivindica que ele tem sido fiel ao judaísmo (25:8; 26:22; 28:17), enquanto seus críticos ou inimigos fazem o contrário (21:21, 28-29). Paulo provavelmente não faria estas reivindicações se tivesse estado a ensinar os gentios a abandonar o sábado, como muitos afirmam. Andrews Study Bible.
“Paulo, porém, defendendo-se, proferiu as seguintes palavras: Nenhum pecado cometi contra a lei dos judeus, nem contra o templo, nem contra César.” Atos 25:8.
Talvez os líderes judeus soubessem do ensino de Paulo de que a circuncisão não passava de um ato simbólico (ver Rm 2:23-29) e retrataram isso como uma tentativa de transgressão da lei. Eles haviam feito a mesma acusação contra Jesus (ver com. de Mt 5:17; Mc 2:16; 7:1-5 [em CBASD, vol. 5]). Os judeus nunca confrontaram a Paulo a respeito do sábado, como fizeram com Cristo (Jo 5:16-18). CBASD, vol. 6, p. 464.
Filed under: escolhas, Espírito Santo, Trabalho de Deus | Tags: apelo de Deus, Cesaréia, Félix, julgamento de Paulo, Paulo
Comentário devocional:
O comandante, Cláudio Lísias, ao ouvir do pacto de 40 judeus para matar Paulo, tomou medidas para proteger seu prisioneiro, que era um cidadão romano. Ele o mandou ao governador Félix, em Cesaréia. Félix havia passado de escravo a governador com a ajuda de seu irmão, que era um dos favoritos do imperador Nero. Félix era conhecido por seu comportamento inescrupuloso e crueldade. Mas ele decidiu ouvir o caso de Paulo e convocou seus acusadores de Jerusalém.
Os dois discursos feitos neste capítulo não poderiam ser mais contrastantes. Tértulo, o astuto advogado que representava o Sinédrio, disse uma mentira atrás da outra – algumas ousadas, outras sutis – misturadas com bajulação ao governador. Paulo, em sua defesa, apresentou a pura verdade do caso. Félix podia ver através de mentiras de Tértulo e decidiu que os judeus não estavam colaborando em trazer luz para o julgamento. Ele interrompeu o processo e disse que iria esperar por um relatório pessoal do comandante Cláudio Lísias. Os judeus foram, então, forçados a sair.
Félix, um velho estrategista e mentiroso, ficou intrigado com Paulo. Sua esposa Drusila era judia, filha de Herodes Agripa. Eles decidiram ter um encontro privado com Paulo. Félix conhecia bem os ensinamentos e estilo de vida dos judeus, mas ficou intrigado com essa “fé em Cristo Jesus” (v.24). Paulo alegremente discorreu para o poderoso casal sobre a justiça de Deus, comportamento adequado, e o julgamento final do homem diante de Deus.
A maldade cruel de Félix era bem conhecida foi, e poucos, se houvessem, teriam ousado enfrentar o governador romano com a verdade. Mas Paulo não tinha medo de homens e viu nisso uma oportunidade para apelar para que Félix se reconciliasse com Deus. “Mostrou que esta vida é o tempo de preparo do homem para a vida futura.” Então, Paulo apontou-lhes o “grande sacrifício pelo pecado” e o fato de que Cristo tinha cumprido as exigências da lei (Atos dos Apóstolos , pp. 424, 425).
Félix sentiu-se culpado. Ele estava com medo do julgamento (v.25). Ele manteve Paulo sob custódia e ao longo dos próximos dois anos, falou com Paulo várias vezes sobre estas questões, mas nunca se rendeu. Mais tarde Félix foi chamado a prestar contas em Roma por ter matado milhares de judeus e permitir saques das casas dos ricos [em Cesaréia], e foi removido de seu posto. Ele deixou Paulo na prisão para conseguir favorecer sua imagem com os judeus, mas nunca mais ouviu uma mensagem de advertência para que se arrependesse. Como é trágico é o fim de quem adia o arrependimento!
Ron E. M. Clouzet
Diretor do Instituto de Evangelismo NAD
Professor do Ministério e Teologia
Seminário da Universidade Andrews
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/23/
Traduzido por JAQ
Texto bíblico: Atos 23
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