Reavivados por Sua Palavra


Atos 22 by Jeferson Quimelli
20 de fevereiro de 2015, 1:00
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Comentário devocional:

Quando o comandante Cláudio Lísias prendeu Paulo no templo, ele e seus soldados rapidamente o levaram pelas escadas para a Fortaleza de Antônia, salvando Paulo da turba. O comandante supôs ser Paulo um infame encrenqueiro do Egito, a quem não tinha conseguido apanhar. Para surpresa do comandante, Paulo falou com ele em grego, dizendo que era, na verdade, um judeu de Tarso (Atos 21:37-39), e não egípcio. A cidade de Tarso era um centro cultural e intelectual no Império com uma grande comunidade judaica. Paulo perguntou se ele poderia se dirigir à turba. Assim que ele começou a falar em hebraico [ou: aramaico, NVI] , a multidão se acalmou (Atos 22:1, 2). Ele se dirigiu a eles como “irmãos e pais”. Paulo tinha sido ensinado pelo famoso rabino Gamaliel e havia sido membro do Sinédrio. Ele lhes contou como era zeloso e que havia perseguido os cristãos em todos os lugares. Até que um dia encontrou Jesus no caminho de Damasco e Jesus lhe falou em hebraico (Atos 26:14,15).

Ellen White preenche as lacunas. O então Saulo começou a duvidar de suas investidas contra os cristãos, quando testemunhou o martírio de Estêvão. Sua mente se perturbou profundamente. Apesar disso, ele convenceu a si próprio que o Sinédrio devia ter alguma razão para condenar Jesus como um impostor. Ele não conseguia esquecer da fundamentação clara de Estevão, quando julgado pelo Sinédrio, de que Jesus era o Messias prometido. “Nessas ocasiões ele havia lutado noites inteiras contra esta convicção, e sempre terminara por manter a crença de que Jesus não era o Messias, e que Seus discípulos eram fanáticos iludidos” (Atos dos Apóstolos, pp. 116,117). Isto é, até que Jesus o encontrou face a face.

Há um outro fator que contribuiu para a conversão de Saulo, o perseguidor, para o apóstolo Paulo. Jesus disse a seus discípulos: “Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem” (Mt 5:44 NVI). Parece-me que isto foi exatamente o que a igreja primitiva deve ter feito. Eles oraram por Saulo, um homem com tanto ódio, e o Senhor Jesus ouviu suas orações. Então, o que Jesus fez? Ele retribuiu o perseguidor com uma visita pessoal.

Poucos dias atrás, ouvi de um missionário que fez duas visitas a cristãos que estavam sendo perseguidos e mortos por um grupo terrorista. Algumas mulheres compartilharam histórias de tanta dor que a única resposta do missionário foi o silêncio. Em seguida, uma das mulheres começou a orar pelos perseguidores. Quantos inimigos da cruz poderiam se tornar seus campeões se orássemos por eles?

Ron E. M. Clouzet
Diretor de Evangelismo do Instituto NAD
Professor de Ministério e Teologia do Seminário da Universidade Andrews

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/22/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Atos 22 
Comentário em áudio 



Atos 22 – Comentários de Bíblias de Estudo by Jeferson Quimelli
20 de fevereiro de 2015, 0:30
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3 Tarso. Capital da Cilícia [ao norte da Síria, sudeste da atual Turquia] e cidade natal de Paulo (9:11, 30; 11.25; 21:39). Estava estrategicamente situada próxima às Portas da Cilícia, uma importante passagem [um estreito desfiladeiro entre as montanhas] e na convergência do rio Cidnus e importantes estradas. Andrews Study Bible.

Gamaliel. O rabino mais honrado do século. É possível que fosse neto de Hilel (v. tb 5.34-40). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Ele [Gamaliel] era bem conhecido e respeitado como especialista em leis religiosas e como uma voz de moderação (5:34). Paulo estava mostrando suas credenciais como um homem bem educado, tendo sido treinado pelo mais respeitado rabino judeu. Life Application Study Bible.

5 sumo sacerdote. Caifás, sumo sacerdote mais de 20 anos atrás, já morrera, sendo Ananias o então sumo sacerdote (v. 23.2); seus registros, porém, demonstrariam a veracidade do testemunho de Paulo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

6 Por volta do meio-dia. Pormenor ausente no relato anterior (9.1-22). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Grande luz. Brilho muito acima daquele do sol ao meio dia, não se explicaria senão pela glória celestial irradiada. Bíblia Shedd.

8 Nazareno. Nome de desprezo que os judeus deram a Jesus. Bíblia Shedd.

10 Senhor. Empregar este termo para Jesus mostra mudança radical. Bíblia Shedd.

12 Ananias, piedoso segundo a lei. Importante para esse auditório (cf nota em Lc 1.6). Bíblia de Estudo NVI Vida.

16 lave os seus pecados. O batismo é o sinal externo de uma obra interior da graça. A realidade e o símbolo estão estreitamente associados entre si no NT (ver 2.38; Tt 3.5; 1Pe 3.21). O rito externo, no entanto, não produz a graça interior (cf. Rm 2.28, 29; Fp 3.4-9). Bíblia de Estudo NVI Vida.

O batismo no Novo Testamento é o sinal exterior de uma limpeza interior. Como tal, é correspondente à circuncisão no Antigo Testamento (Dt 10.16; 30.6; Ez 44.7). Bíblia de Genebra.

17 orando no templo. Tendo em vista que o templo era, para Paulo, um lugar de oração, ele não poderia ser acusado de profaná-lo (21:28). Andrews Study Bible.

19, 10 Paulo argumenta que ele seria a pessoa mais indicada para convencer os judeus. Bíblia Shedd.

24 Açoite (gr mastixin; latim flagellum). Terrível instrumento de tortura, muitas vezes fatal usado para arrancar a verdade. A Lex Porcia proibiu o flagellum para os romanos. Bíblia Shedd.

Açoitado. Não com a vara, como aconteceu em Filipos (16.22-24), mas com o flagelo, instrumento de impiedosa tortura. Era lícito usá-lo para arrancar uma confissão de um escravo ou de um estrangeiro, mas nunca de um cidadão romano. O flagelo consistia num açoite de tiras de couro, com pedaços de osso ou de metal fixados nas extremidades. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Jesus foi açoitado com tal chicote (Jo 19.1). Bíblia de Genebra.

26 este homem é cidadão romano. Paulo apelou novamente para sua cidadania romana, sabendo que iria ser punido sem julgamento (16.37). Bíblia de Genebra.

28 pagar um elevado preço. Ninguém sabe como o pai de Paulo, ou algum antepassado dele, conquistara essa cidadania. Bíblia de Estudo NVI Vida.

29 Mandara amarrar. Refere-se às cadeias pesadas que feriam. Paulo continua preso (algemas leves?) durante mais quatro ou cinco anos. Bíblia Shedd.

30 Sinédrio. Se o Sinédrio tivesse passado um veredicto favorável, Paulo estaria livre. Bíblia Shedd.



Atos 22 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
20 de fevereiro de 2015, 0:00
Filed under: Sem categoria

1 Irmãos e pais. Forma cortês de vocativo. Paulo tinha o objetivo de apaziguar a multidão turbulenta. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 438.

2 Maior silêncio. O gesto com as mãos, a fala em aramaico e o vocabulário educado garantiram plena atenção do público turbulento. A maré de emoções humanas baixou de repente para dar espaço a uma calma expectante. CBASD, vol. 6, p. 438.

Como todos vós o sois. Paulo garante aos ouvintes judeus que tinham elementos em comum para chegar a um acordo. De certo modo, o apóstolo os elogia por seu desejo de conservar o templo sagrado e íntegro. CBASD, vol. 6, p. 438.

Até à morte. Paulo já fora tão “zeloso” quanto aquelas pessoas demonstravam ser. CBASD, vol. 6, p. 438.

Em cárceres. O plural sugere que a perseguição encabeçada por Paulo ocorreu em várias cidades (ver At 26:11). CBASD, vol. 6, p. 438.

15 Ser Sua testemunha. Assim como os doze, Paulo também vira o Senhor, ouvira Sua voz e conhecera Sua vontade. Da mesma forma que eles, fora comissionado a proclamar o evangelho. Suas credenciais e sua autoridade não eram inferiores à dos discípulosCBASD, vol. 6, p. 439.

Visto e ouvido. O poder para testemunhar vem da experiência pessoal. Paulo havia se encontrado com o Salvador vivo e recebera dEle um conhecimento sistemático, claro e íntimo da verdade, assim como os doze. CBASD, vol. 6, p. 439.

18. Apressa-te. Em Atos 9:29 e 30 relata-se apenas que os discípulos o fizeram partir. A conspiração contra a vida de Paulo os convenceu de que ele deveria sair da cidade imediatamente. CBASD, vol. 6, p. 440.

20 Testemunha. Do gr. martus, “testemunha”. Na época do NT, a palavra martus ainda não havia adquirido o significado hoje ligado ao termo “mártir”, que deriva dela. No entanto, à medida que os cristãos passaram a ser chamados cada vez mais a dar o testemunho final de entregar a própria vida, tais testemunhas passaram a ser conhecidas de maneira especial como mártires. CBASD, vol. 6, p. 440.

21 Gentios. O trabalho de Paulo se destinaria primariamente aos não judeus (At 9:15). CBASD, vol. 6, p. 441.

22 Até essa palavra. Ou, “até esta declaração”. Silenciosos em sua curiosidade enfurecida até então, os judeus não puderam mais se conter. A ideia de que a salvação podia se estender aos gentios os enraiveceu. Logo, clamaram pela morte de Paulo, mesmo sem a formalidade de um julgamento. Em sua mente fechada, Paulo era um apóstata do judaísmo. CBASD, vol. 6, p. 441.

23 Arrojando de si as suas capas. Tirar a capa folgada que ficava por cima das outras vestes refletia grande agitação. A turba estava pronta para agirCBASD, vol. 6, p. 441.

Atirando poeira. Gesto de ódio e repúdio. CBASD, vol. 6, p. 441.

24 Sob açoite. Não com o propósito de castigar, mas de conseguir uma confissão. CBASD, vol. 6, p. 441.

25 Um cidadão romano. Paulo estaria cometendo uma grave ofensa se alegasse falsamente ser cidadão romano. O centurião percebeu, de imediato, que tinha em mãos mais do que um perturbador judeu. A cidadania romana era algo muito valorizado, pois assegurava muitos privilégios ao seu possuidor. Em diversas ocasiões, esse título foi uma proteção para Paulo. CBASD, vol. 6, p. 441.

28 Título de cidadão. Do gr. politeia; neste caso, significando “cidadania”. A referência tem sentido semelhante aos privilégios que uma cidade concedia a um convidado de honra ou herói. CBASD, vol. 6, p. 441.

De nascimento. Literalmente, “assim nascido’, isto é, nascido cidadão romano. CBASD, vol. 6, p. 441.

29 Inquirir. Eufemismo para a tortura a que Paulo estava prestes a ser submetido. CBASD, vol. 6, p. 441.

Receoso. O temor do “comandante” não se devia a ter algemado Paulo. O apóstolo recebera esse tratamento várias vezes, pois os cidadãos romanos podiam ser presos. Paulo continuou encarcerado. O medo do oficial era de ter colocado o apóstolo em vias de um açoitamento. CBASD, vol. 6, p. 442.

30 Querendo certificar-se. Ou, “desejava saber”. Por ser um oficial romano cuidadoso, o comandante estava determinado a chegar à raiz do problema e descobrir por que os judeus estavam tão obstinados para tirar a vida de Paulo. CBASD, vol. 6, p. 442.

Todo o Sinédrio. Lísias percebeu que era um assunto referente à religião judaica. Em relação à câmara onde o Sinédrio se reuniaCBASD, vol. 6, p. 442.

Mandando trazer Paulo. Isto é, da torre da fortaleza Antônia. A presença da guarda romana garantia a segurança pessoal de Paulo. CBASD, vol. 6, p. 442.

Compilação: Tatiana W




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